Spurs (12-8) @ Timberwolves (9-10) – Faltou fôlego!


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Nesta sexta-feira (28), o San Antonio Spurs perdeu a sua segunda partida contra o Minnesota Timberwolves, por 87 a 79. O time chegou a sétima derrota longe do seus domínios e demonstrou falta de fôlego no último quarto do jogo.

Noite fraca
Alguns jogadores decepcionaram no ataque. Tim Duncan foi um deles. O astro  do Spurs acertou apenas dois arremessos de quadra, de 12 tentativas (FG: 2-12). No total, ele ficou em quadra durante 32 minutos e marcou 9 pontos e distribuiu quatro assitências.  Apesar disso, Tim teve bons números defensivos, pegou 10 rebotes e deu 3 tocos, mas em diversas oportunidades levou cestas fáceis e foi presa fácil para o ataque do Wolves. Foi uma apresentação bem distante do que esperamos dele.

Danny Green é outro jogador que não se apresentou bem. Ele só passou 13 minutos em quadra, mas conseguiu fazer quatro faltas e perder a bola duas vezes. Seus dois pontos pouco contribuíram.

Já DeJuan Blair, em 15 minutos em quadra, não conseguiu fazer nenhum ponto. O pivô ainda tentou duas vezes, mas se sucesso (FG: 0-2).

Cada vez melhor

Tiago teve outro ótimo jogo| Yahoo Images

Tiago teve outro ótimo jogo| Yahoo Images

Tiago Splitter, como já foi dito repetidas vezes aqui, vem melhorando muito no Spurs. Hoje, por exemplo, o pivô pontuou melhor que Tim Duncan e DeJuan Blair. Mais importante que isso é que os seus colegas de time já confiam nele para as jogadas de ataque. Splitter mais uma vez teve um ótimo aproveitamento de arremessos de quadra, errando apenas dois arremessos e acertando outros cinco (FG: 5-7). Tony Parker fez outra boa partida, contribuindo com 20 pontos, mas apenas três assistências.

Que dupla!

Ricky Rubio e Kevin Love fizeram juntos 36 pontos para o Wolves no jogo. Além disso, Rubio distribuiu dez rebotes. Já Love coletou 16 rebotes. Números altos que demonstram quanto a jovem dupla vem jogando. Os dois foram os grandes responsáveis pela vitória do seu time nessa noite de sexta. O astro espanhol fez nove pontos apenas no último quarto.

Faltou perna

O jogo foi bastante equilibrado, o primeiro tempo chegou a terminar empatado em 41 a 42 para o Spurs. A maior liderança foi de apenas oito pontos, alcançada pelos dois times em momentos diferentes do jogo. O último quarto começou 64-64 e até o últimos minutos o jogo ainda se encontrava bastante disputado. Com 3 minutos e 33 segundos para o fim da partida, Garry Neal fez a cesta de três que colocaria o time de San Antonio na liderança por 79-77. Você deve ter percebido que essa foi a pontuação final do time. De lá pra cá, o Wolves fez dez pontos e não se permitiu levar nenhum. Faltou perna para o time do Spurs chegar no final do jogo apto a ganhar. 

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 20 pontos e três assistências

Tiago Splitter – 12 pontos e sete rebotes

Richard Jefferson – 10 pontos e cinco rebotes

Matt Bonner – 13 pontos

Minnesota Timberwolves

Kevin Love – 18 pontos e 16 rebotes

Ricky Rubio- 18 pontos e dez assistências

Nikola Pekovic – 14 pontos e dez rebotes

Derrick Williams – 12 pontos

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Spurs (12-7) @ Timberwolves (8-10) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Minnesota Timberwolves – Temporada Regular

Data: 27/01/2012

Horário: 23h00 (Horário de Brasília)

Local: Target Center

O San Antonio Spurs está em busca de mais uma vitória fora de casa, e o Timberwolves pode ser a próxima vítima. Com seis derrotas no Target Center, o time de Minnesota (junto com o Warriors) é o segundo time que mais perdeu em seus domínios na Conferência Oeste. Ambos os times vêm de vitórias significativas. O Timberwolves venceu ninguém menos que o Dallas Marevicks, em Dallas, por 105 a 90. O Spurs, por sua vez, não tomou conhecimento do Hawks, vencendo a equipe de Atlanta por 105 a 83.

San Antonio Spurs

PG

PG – Tony Parker

SF – Richard Jefferson

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan/Tiago Splitter

Fique de Olho - A presença de Tiago Splitter nesta área já está se tornando frequente. Mas o brasileiro faz por merecer ser lembrado. Vindo do banco, o camisa 22 está ganhando cada vez mais espaço e sua produtividade só aumenta. Somados  os últimos cinco jogos, Tiago marcou 73 pontos em 118 minutos. Para comparar, Tim Duncan fez 69 pontos em 144 minutos em suas últimas cinco partidas disputadas. Ainda mais surpreendentes vêm sendo os números de acertos em arremessos  de quadra: Splitter acertou 30 de 41 tentativas  (73.2%) nos últimos seis embates pelo Spurs.

 PG- Ricky Rubio

SG– W. Ellington

SF – Derrick Williams

PF – Kevin Love

C – Darko Milicic

Fique de Olho - Definitivamente, Kevin Love é o jogador para se ficar de olho no Timberwolves. Com números incríveis, como uma média de 25,3 pontos e 13,7 rebotes por jogo, o ala-pivô está em alta e recentemente assinou uma extensão de contrato por quatro anos com seu time. No último encontro com o Spurs, Love marcou  24 pontos e 15 rebotes. Vale lembrar que apenas uma vez na temporada o camisa 42 saiu de quadra sem anotar um double-double.

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A primeira a gente nunca esquece

koba

Na vitória de quarta-feira (25) sobre o Atlanta Hawks, que contou com um show dos reservas do San Antonio Spurs, o novato Cory Joseph esteve mais relaxado em quadra, chegando até a roubar uma bola e enterrar, apesar de sua “baixa” estatura (1,91m):

Aproveitando o embalo, relembro esta enterrada do Tiago Splitter. A alegria foi tanta que o tombo nem deve ter doído:

E esta do “baixinho” (1,88m) Tony Parker, alguém viu?

Bem, mas nem tudo são flores para o francês:

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Spurs deixará James Anderson testar o mercado

O desempenho surpreendente de Danny Green e a volta de Gary Neal parecem ter minado as chances de James Anderson no San Antonio Spurs. Na quarta-feira, a franquia texana anunciou que deixará o camisa 25 testar o mercado. Desta maneira, o jogador estará livre para assinar com quem quiser na próxima temporada – ele tem mais três anos de contrato, mas R.C. Buford e companhia se negaram a exercê-los.

Com isso, a franquia está desistindo de sua melhor escolha em um draft desde Tim Duncan. Aos 22 anos, o ala foi escolhido em 20º no recrutamento de 2010 e teve poucas chances em sua primeira temporada devido a uma série de problemas físicos. Neste ano, Anderson chegou a jogar uma partida como titular, mas atuou mal e logo foi substituído por Danny Green – que foi bem e tomou seu lugar.

É verdade que o camisa 25 vem jogando mal – sobretudo depois que foi titular e decepcionou -, mas ao meu ver desistir de mantê-lo é um erro bem grande. Anderson é jovem e tem potencial (tanto potencial que foi escolhido pelos mesmos dirigentes que agora o “dispensam”). Ele poderia ter mais algumas chances, até porque tem um salário baixo (US$ 1,5 mi). Vai entender…

E mais…

Spurs usará uniforme comemorativo

O San Antonio Spurs apresentou nesta quinta-feira o uniforme que usará em algumas partidas desta temporada. A nova vestimenta comemorará os 45 anos da ABA (American Basketball Association), liga profissional norte-americana extinta em 1976. Nas fotos abaixo você pode reparar que o uniforme é diferente do atual, já que naquela época (1967-1973) o Spurs era de Dallas e tinha o “sobrenome” de Chaparrals. O novo conjunto será utilizado nos dias 11 de fevereiro, contra o New Jersey Nets, 18 de fevereiro, contra o Los Angeles Clippers, e 31 de março, contra o Indiana Pacers.

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Ave Bowen!

Caros e caras,

Depois de receber e aceitar prontamente o convite do meu velho amigo Bruno Pongas para escrever no Spurs Brasil, passamos pelo menos uma semana trocando mensagens tentando criar um nome para a coluna. Cordialmente, ele me deixou à vontade para a escolha e depois de muito pensar, cheguei ao nome de “Interferência”.  E são apenas dois fatos que o justificam: primeiro, algo pessoal, é uma palavra que sempre soou bem aos meus ouvidos; e segundo que este era o nome de um quadro de um programa de rádio que eu escutava onde um sujeito começava a detonar impiedosamente pessoas que ele julgava serem passivas de críticas. Obviamente que não estou aqui para ser carrasco de ninguém, mas o nome pegou.

Na última segunda-feira, o San Antonio Spurs anunciou que irá pendurar, em março, no teto do AT&T Center, a camisa número 12 que Bruce Bowen vestiu durante oito temporadas no Texas. Bowen sempre foi o típico jogador que provocava discussões acaloradas, seus fãs o defendiam com unhas e dentes, enquanto seus críticos lhe batiam sem dó. Em suma, para os primeiros era um gênio da defesa, marcador como poucos e líder do que o Spurs se propôs a fazer durante bons anos, defender, e que ainda funcionava como uma excelente arma ofensiva com sua mão sempre calibrada do perímetro. Para os demais, um dos jogadores mais desleais que já passou pela NBA, adepto de cotoveladas, joelhadas, chutes nos adversários, etc. Tais fatos lhe renderam de seus desafetos o apelido de Bruce Lee Bowen, numa referência ao eterno lutador de artes marciais.

Como fã do jogador e tendo acompanhado de perto todas as temporadas de Bowen em San Antonio, poderia destacar diversas de suas atuações inesquecíveis. Mas quando tomei conhecimento da imortalização de sua camiseta, fato que é simbólico, porém que o coloca num hall de grandes nomes do Spurs, lado a lado com David Robinson, George Gervin, Sean Elliott, Avery Johnson e outros, logo lembrei de uma partida em especial. Foi nos playoffs de 2002/2003, mais precisamente no segundo jogo das semifinais de conferência contra o tricampeão e temido Los Angeles Lakers. O Spurs vinha de alguns fracassos homéricos contra Kobe, Shaq e cia. e com isso ganhara a fama de amarelão. Até mesmo o bi-MVP Tim Duncan era acusado de “sumir” nos momentos decisivos dos jogos. Naquele ano, o Spurs chegara à fase decisiva com a melhor campanha dentre todos os times da Liga e, embora jogasse um basquete “redondinho”, era visto com os olhos da desconfiança e do mal humor dos críticos que o acusavam de praticar o pragmatismo, enquanto se encantavam com o run-and-gun de Sacramento Kings e Dallas Mavericks, a eficiência do Lakers e a genialidade de Jason Kidd e seu New Jersey Nets.

E foi naquele jogo dois que eu tive a dimensão de que enfim o Spurs poderia ganhar seu segundo título. Com uma atuação de gala, Bowen forçou Kobe Bryant a 15 arremessos de quadra errados em 24 tentativas e a cinco desperdícios de posse de bola. Não satisfeito, anotou 27 pontos, 21 deles provenientes de arremessos de três pontos, convertendo sete de oito chutes do perímetro, recorde da franquia que só viria a ser quebrado quatro anos mais tarde por Michael Finley. Bowen foi o cestinha da noite ao lado de Bryant e Shaquille O’Neal e, com o apoio do então calouro Manu Ginóbili e de mais quatro jogadores que anotaram dez ou mais pontos, o Spurs conseguiu uma fácil vitória por 114 a 95 que lhe assegurou o mando de quadra. Alguns dias depois, os texanos fechariam a série em 4 a 2. Frear Kobe naquele momento representava minar o escape do Los Angeles, pois, ainda que Duncan exercesse um bom trabalho na marcação a Shaq, ainda era praticamente impossível segurar o último superpivô que a liga viu. O Spurs precisava de Bowen, mais do que isso, confiava nele, e ele sabendo disso, não se furtou a fazer seu trabalho. E o fez bem, tal como em todos os momentos em que vestiu a camiseta que agora vai para o alto do nosso ginásio. Logo, merecido. Ave Bowen!

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