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A WNBA em 2013

Saudações, torcedores do San Antonio Spurs!

Chegou a época do ano aqui no Spurs Brasil em que as garotas começam a entrar em quadra. Pela terceira temporada consecutiva da WNBA, terei o prazer de conversar com vocês sobre o San Antonio Silver Stars e suas ações em 2013. Mas enquanto a bola não é colocada em jogo, escreverei, hoje, sobre alguns pontos importantes da liga feminina que merecem ser observados, a fim de contextualiza-los sobre essa nova era da competição.

1 – Acordo com ESPN, mudança de logo e novos uniformes

Há pouco mais de um mês, a WNBA anunciou a extensão do seu contrato de transmissão com a ESPN para até 2022. Dentro dessa parceria, a quantidade de jogos televisionados também aumentou, de 28 para 30 partidas por temporada, a partir de 2013. Ou seja: a competição terá uma maior visibilidade, mesmo que ainda não muito grande, e mostra que merece algum esforço do canal – sem contar que a exposição internacional também cresce.

Palavra desta que vos escreve: ponto para Laurel Ritchie, nova presidente da WNBA, que encontrou, na chegada de três grandes nomes do basquete universitário (próximo tópico) ao profissional, uma oportunidade de arrecadar investimentos para a liga.

No mesmo dia, a WNBA também apresentou sua nova identidade visual, representada pela mudança de logo. A visível semelhança com o logo da NBA foi completamente abandonada. As cores azul e vermelho não aparecem mais, e foram substituídas por um completo laranja, ainda com a silhueta de uma jogadora no meio, mas em uma situação bem diferente daquela do símbolo anterior. O “WNBA” superior também recebeu uma nova fonte. Dessa nova silhueta, o marketing da liga lançou a campanha “#iamlogowoman”, na qual, por meio de redes sociais, os internautas tentam descobrir quem é a jogadora que inspirou o logo (até agora, isso não foi respondido, apesar de diversas especulações).

Para terminar as revelações desse que foi anunciado como o “major announcement of all times” (“o maior anúncio de todos os tempos”, em português), Laurel Ritchie também afirmou que a Adidas assumiu o compromisso de fazer novos uniformes para as equipes da WNBA. Essa ação será válida somente a partir de 2014, mas vale a pena a espera. Seria legal se voltassem a dar aos times uma identidade particular, ao invés de manterem os mesmos padrões, como acontece hoje (os uniformes são padronizados, com diferença só nas cores).

2 – Three to see, as novatas que prometem trazer uma nova vida à WNBA

Elena Delle Donne, Brittney Griner e Sylar Diggins

Brittney Griner, Elena Delle Donne e Skylar Diggins. Esses nomes são conhecidos há algum tempo, mas só chegaram à liga profissional neste ano.

A primeira causa frisson entre os entusiastas do basquete desde o ensino médio devido à sua incrível habilidade de enterrar. Não qualquer enterrada com um pulo mais alto e uma das mãos alcançando o aro (como já aconteceu com Lisa Leslie, Candace Parker e Liz Cambage – e até mesmo a baixinha Deanna Nolan), mas um impulso incrível a ponto de se pendurar no aro com as duas mãos, ficar por lá com os joelhos flexionados e depois saltar para o chão com a maior empolgação do mundo. O resultado de sua fama foi ser a primeira escolha do Draft, por um Phoenix Mercury que se arrastou no ano passado sem as suas principais jogadoras e experimentou a ausência dos playoffs.

Elena Delle Donne foi polêmica. Escolhida para o programa da Universidade de Connecticut (quem acompanha sabe que isso não é pouca coisa), decidiu voltar para sua cidade, no estado de Delaware, antes mesmo de sua temporada como rookie (novata) na NCAA começar. O motivo? A família. A jovem gigante não conseguiu ficar longe por muito tempo, principalmente de sua irmã, Lizzie, que nasceu com diversas síndromes (alguns acreditam que isso pode ter sido consequência da participação de seu pai na Guerra do Vietnã e das armas químicas usadas pelos norte-americanos por lá). No retorno à sua terra natal, Elena começou a jogar vôlei, mas acabou entrando na equipe de basquete da Universidade de Delaware, que, bem diferente da “UConn”, não tem tradição alguma na competição universitária. Seu talento, no entanto, levou as Blue Hens às primeiras aparições nas fases nacionais da NCAA (qualquer semelhança com a heroína do San Antonio Silver Stars, Becky Hammon, é mera coincidência). A coroação da pivô com habilidades de armadora foi no Draft, sendo a segunda escolha no geral, pelo Chicago Sky (apesar de todos os esforços, o time nunca foi aos playoffs da WNBA).

Skylar Diggins é sinônimo de beleza e popularidade – ela é a atleta universitária que mais tem seguidores no Twitter. Porém, por trás do rostinho bonito (o blogueiro Lucas Pastore, que vocês conhecem, que o diga) está a armadora que liderou a tradicional Universidade de Notre Dame durante quatro anos em excepcionais campanhas na NCAA. Escolhida em terceiro lugar pelo Tulsa Shock, Diggins tem em mãos o desafio de dar alguma vida a essa equipe que até agora é o coringa da WNBA.

3 – New York Liberty, ou Detroit Shock remake

Bill Laimbeer, aquele da época dos bad boys do Detroit Pistons, voltou à WNBA nessa temporada. À frente do New Liberty, o head coach já mexeu os pauzinhos e deixou a formação da equipe um tanto quanto familiar: Kara Braxton, Cheryl Ford, Plenette Pierson e Katie Smith já estiveram sob o comando do técnico da equipe que foi tricampeã da liga. Para completar a semelhança com o elenco da antiga franquia, Taj McWilliams-Franklin estreia como assistente. Junto a todos esses nomes, encontram-se Cappie Pondexter, Leilani Mitchell (jamais esquecer do crossover da Becky Hammon que a deixou sentada no Madison Square Garden) em quadra, e Teresa Weatherspoon também como assistente.

Ou seja, o New York Liberty, apesar de estar com jogadoras mais velhas, é um forte concorrente ao título da Conferência Leste. Vai dar trabalho, e, no mínimo, vai ser muito interessante de se assistir.

4 – Agora, o San Antonio Silver Stars

Nova quadra, adaptada à nova identidade visual da WNBA

Nesta temporada, o San Antonio Silver Stars vai ter de encarar a terrível realidade de que é um dos times que corre por fora. Phoenix Mercury, Minnesota Lynx, Los Angeles Sparks e, pasmem, Tulsa Shock estão com seus elencos completos ou renovados e são os mais fortes concorrentes às quatro vagas dos playoffs da Conferência Oeste. O Seattle Storm é considerado caso perdido, principalmente porque Lauren Jackson e Sue Bird não vão jogar.

O Stars ainda se encontra em fase de selecionar as jogadoras para a lista final, mas a base da equipe texana, acreditem, será a mesma:

Danielle Adams
Jayne Appel (pois é…)
Shameka Christon
Becky Hammon
Shenise Johnson
Delisha Milton-Jones
Ziomara Morrison
Jia Perkins
Danielle Robinson
Sophia Young

Das novatas, três ainda serão escolhidas, e eu acredito que serão Kayla Anderson, Davellyn Whyte e Julie Wojta (analisando a tabela do jogo contra o Indiana Fever na pré-temporada). A má notícia é que Sophia Young está machucada. A lesão aconteceu enquanto a ala jogava na China. Apesar de já ter feito cirurgia e até ter batido bola com o time durante os training camps, ainda não há uma data para o seu retorno às quadras.

O primeiro jogo do San Antonio Silver Stars será na próxima sexta-feira, dia 24 de maio, contra o atual campeão Indiana Fever. No Brasil, será às 21h e pode ser acompanhado através do Live Access. Neste ano, a equipe texana terá o privilégio de abrir a temporada.

Não sei quanto a vocês, mas eu não via a hora de a WNBA voltar!

Até a semana que vem!

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Stars selecionam Shenise Johnson no Draft da WNBA

Bem-vinda!

O Draft da WNBA, liga norte-americana feminina de basquete, ocorreu nesta segunda-feira (16). O San Antonio Silver Stars, que detinha a quinta escolha do recrutamento, selecionou a ala-armadora Shenise Johnson, da Universidade de Miami.

Shenise, de 21 anos, disputou quatro temporadas no basquete universitário e é considerada pelos analistas uma jogadora bastante versátil. Em 129 partidas na NCAA, a jogadora registrou médias de 17,2 pontos, 7,7 rebotes e 4,2 assistências por jogo.

Confira aqui a lista completa das atletas draftadas em 2012 – entre elas, a brasileira Damiris, pelo Minnesota Lynx – e fique de olho na coluna Vestiário Feminino, que volta de férias nos próximos dias com tudo sobre a WNBA e o San Antonio Silver Stars.

Com vocês, a melhor jogadora do mundo

Vou deixar o San Antonio Spurs um pouco de lado na coluna de hoje para falar sobre a WNBA, que começa no próximo mês.

Se alguma atleta da WNBA pudesse um dia ser comparada a Michael Jordan, essa seria Diana Taurasi.

Ela é rápida, inteligente, defende, ataca, arremessa com uma qualidade incrível… é, sem dúvidas, uma jogadora completa, como se fosse o Kobe Bryant na NBA atual.

Decidi dedicar este espaço a Diana Taurasi por um único motivo. Hoje, li a notícia de que ela anotou 37 pontos na semifinal da Euroliga de basquete – um número raro para uma mulher. Além dos 37 tentos, a ala adicionou outros 12 rebotes e seis assistências.

Logicamente sua equipe, o Spartak Moscou, venceu. E venceu um time forte e rico: o UMMC Ekaterinburg.

Vale lembrar aqui nesse texto que as jogadoras da WNBA também atuam na Europa, já que a temporada norte-americana é mais curta e os salários deixam a desejar.

Na WNBA, Diana Taurasi tem uma carreira privilegiada. Já ganhou o título duas vezes com a camisa do Phoenix Mercury – atual vencedor do torneio – e também conquistou o MVP [melhor jogadora] da temporada regular e dos playoffs. Além, é claro, de ser condecorada no basquete europeu pelo estelar Spartak Moscou.

Pelo selecionado norte-americano, Taurasi possui duas medalhas de ouro no currículo – em Atenas (2004) e Pequim (2008). Isso sem falar de sua brilhante carreira universitária por Connecticut.

Uma jogadora completa, com história na liga profissional estadunidense, no basquete internacional e por seu país. Será que é justo compará-la a Michael Jordan? Eu acho que sim…

Stars selecionam pivô Jayne Appel

Se ela for ruim, pelo menos compensa com beleza...

O draft da WNBA aconteceu nesta quinta-feira nos Estados Unidos.

O San Antonio Silver Stars, equipe feminina filiada ao San Antonio Spurs, tinha duas boas escolhas a serem realizadas – a 5ª e a 17ª.

Na sua primeira escolha, as Stars selecionaram a pivô Jayne Appel, da Universidade de Stanford. Na sua última temporada na NCAA, a grandalhona obteve médias de 13.8 pontos e 9.2 rebotes por partida.

Quem também chegou para fazer companhia à bela loira foi a ala Alysha Clark, de Middle Tennessee State, que em sua última temporada como universitária conseguiu impressionantes médias de 28.7 pontos e 11.5 rebotes por noite.

Para acompanhar o draft completo basta clicar aqui.

Clique aqui e veja também o atual elenco de San Antonio na WNBA.