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Semana polêmica… e as chances finais

Essa semana poderia ter sido marcada como a que o San Antonio Silver Stars deu adeus à temporada de 2013 da WNBA. Porém, isso ainda não aconteceu. O Seattle Storm conquistou sua vaga na pós-temporada, sim, mas o Phoenix Mercury é quem dita as regras agora.

Young (ao centro) causou polêmica (Jonathan Moore/Getty Images)

Com uma campanha de 15 vitórias e 13 derrotas, a equipe de Diana Taurasi tem mais seis jogos até o final da temporada regular. O Silver Stars possui ainda quatro compromissos em sua agenda, sendo dois deles contra Britney Griner e suas companheiras. Caso todos terminem em vitória, o rendimento final das texanas será de 19-19, e o das garotas do Arizona, provavelmente, 19-15. Como o fator determinante para o posicionamento na conferência são as derrotas, não daria para Dan Hughes e suas garotas.

Na semana que está por começar, o Silver Stars tem duelos nos quais as chances de vitórias são grandes. Contra o Mercury, na sexta-feira (6), seu aproveitamento neste ano é de dois êxitos e um revés, e o mesmo se repete em relação ao Tulsa Shock, no domingo. Ou seja: pela lógica, é possível acreditar em três jogos com resultados positivos, uma vez que já, na outra sexta-feira (13) o time do Arizona receberá novamente a equipe texana.

Em resumo, a situação de ambas as equipes – Mercury e Silver Stars – está feia, com um pouco mais de conforto para as adversárias da franquia texana. Não dá para esquecer, também, do Shock, que está logo abaixo, mas bem perto, com nove vitórias e 20 derrotas. No entanto, é praticamente impossível acreditar que o time, que ocupa a lanterna da Conferência Oeste, consiga uma arrancada em seus últimos cinco jogos.

Bom, tendo já discorrido sobre as chances finais de o Silver Stars prosseguir na WNBA em 2013, indo contra a ordem do título, falarei sobre uma polêmica.

No dia 28 de agosto, Sophia Young publicou a seguinte frase em sua conta do Twitter:

Tradução: San Antonio deve ser uma cidade que permite casamentos entre pessoas do mesmo sexo? O meu voto é NÃO.

Levando em consideração a liga na qual a ala atua e suas base de fãs, seu comentário foi, no mínimo, polêmico. A princípio, algumas pessoas acreditavam que o seu perfil no microblog havia sido invadido após a postagem. Igualmente, em seu Instagram, uma foto do salão do Conselho Municipal de San Antonio havia sido publicada com os dizeres de que a jogadora estava em uma sessão em apoio ao voto contra o casamento gay. Para manter o otimismo, os seguidores da All-Star mantiveram o mesmo pensamento de que algum engano havia acontecido. Até Young publicar o seguinte, por meio de seu Twitter pessoal:

Tradução: Meu voto ainda é “não”… San Antonio não deve aceitar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A casa caiu. 90% dos internautas condenaram sua atitude, mas não somente eles. Lauren Jackson respondeu diretamente sua postagem, e Tully Bevilaqua publicou o seguinte:

Tradução: Acabei de perder todo respeito por uma antiga companheira de equipe – Bevilaqua jogou ao lado de Young no Silver Stars em seus dois últimos anos de carreira. A australiana tem uma esposa, dois filhos e é ativista declarada dos direitos homossexuais.

A situação obrigou até mesmo Laurel Richie, presidente da WNBA, emitir um comunicado referente ao assunto. Bem curto, dizia o seguinte:

“Sophia [Young] tem o direito de expressar seu ponto de vista. Porém, eu não compartilho de sua opinião. A WNBA é a favor da diversidade, e temos um compromisso com o tratamento justo e igual a todas as pessoas”

Mas, a propósito, do que se tratava a sessão no Conselho em que Young estava presente? Ao contrário do que a jogadora se mostrou contra, a pauta naquele dia não era a legalização do casamento gay na cidade, e sim uma lei de proteção a indivíduos em relação a sua sexualidade e gênero. O famoso portal de notícias Huffington Post, que se dedicou a fazer a cobertura desse assunto, escreveu que a ala estava confusa em relação a essa questão.

Diante de tanta movimentação pelos direitos a homossexuais, o discurso entoado por Young, baseado em princípios bíblicos, causa discordância e confusão nos leitores de tais publicações. Normalmente eu evito falar sobre polêmicas, procurando abranger exclusivamente aquilo que acontece nas quadras, mas alguns fatores me obrigaram a postar uma opinião nesta segunda-feira. Primeiro, porque a pivô da discussão é a segunda principal jogadora do time tratado na coluna Vestiário Feminino. Segundo, porque eu acredito que faltam canais de esclarecimento sobre essa situação no Brasil. Sendo assim, vamos lá.

1) Sophia Young é cristã e assume sua fé publicamente;

2) A jogadora faz parte de uma igreja grande no Texas. Esse estado é conhecido por seu tradicionalismo e radicalismo no tratamento a princípios bíblicos;

3) Nenhum desses motivos justifica a atitude da ala – essa que vos escreve é cristã, vem de uma igreja tradicional, e aprendeu que o amor era a base dos ensinamentos de Jesus Cristo;

4) A lei anti-discriminação NÃO diz respeito ao casamento gay;

5) O objetivo da lei é permitir que os homossexuais da cidade de San Antonio tenham direito a benefícios que os demais cidadãos de lá possuem (o que acarretaria, consequentemente, no futuro, na aprovação disso);

6) A WNBA é formada por diversas jogadoras lésbicas assumidas, como Tully Bevilaqua (aposentada), Seimone Augustus (Minnesota Lynx), Britney Griner (Phoenix Mercury) e outras que não declararam oficialmente sua orientação sexual, porém são ávidas defensoras das causas gays, como Lauren Jackson (Seattle Storm);

7) A base de fãs da liga também é composta por inúmeros homossexuais.

Portanto, sua ação foi considerada uma afronta às suas colegas de profissão da liga profissional americana de basquete, e também a seus admiradores.

Ao elencar esses pontos, meu objetivo não é trazer uma defesa da causa gay, mas um esclarecimento em relação ao motivo por tanto barulho. Como Richie disse, todos têm o direito à livre expressão. O ser humano, no entanto, precisa saber respeitar alguns limites, e Young foi, até de certo modo, ingênua, crendo que falar contra o casamento gay afirmaria sua fé. Faltou, nesse caso, bom senso. Por essa causa, algumas pessoas se mostraram a favor da demissão da ala do Silver Stars e, durante o jogo da sexta-feira, alguns cartazes apareceram no AT&T Center em forma de protesto. De acordo com a responsável pelo site oficial de Becky Hammon, a equipe da arena recolheu placas que se expressavam contra a atitude da atleta.

Linda Estepe, mantenedora do site oficial da Becky Hammon (beckyhammon25.com) e uma das principais fontes de informação da jogadora, publicou o seguinte em seu Twitter (tradução): Cartazes como esses foram confiscados durante o jogo do San Antonio Silver Stars na noite passada

Até agora o Silver Stars não se manifestou oficialmente em relação a esse assunto, e os assessores de Young disseram que não haveria um pronunciamento da jogadora. Espero que tudo fique mais calmo até a próxima semana e que o time de San Antonio consiga uma bela largada de vitórias para conquistar sua vaga nos playoffs.

Até a próxima!

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A ninja do Texas

Ao pensar em ninjas, a primeira coisa que passa por nossas cabeças são guerreiros japoneses vestidos de preto, com o corpo inteiro coberto, sobrando apenas os olhos à mostra. Os ninjas também são altamente inteligentes, flexíveis, rápidos e silenciosos. Eles passam anos treinando, dedicando todo o seu tempo às artes que os ajudarão a trazer a glória ao seu país. Certo. Mas o que isso tem a ver com um time de basquete feminino dos Estados Unidos?

Sophia Young, a camisa 33 do San Antonio Silver Stars

Durante esta temporada, que se encontra perto do fim de sua fase regular, o San Antonio Silver Stars abrigou uma jogadora que apresentou características parecidas com as dos ninjas. De quem estou falando? Se você pensou que fosse a Becky Hammon, está enganado. O nome em pauta é Sophia Young.

Enquanto na offseason a maioria das jogadoras foi para a Europa representar times do Velho Continente a fim de ganhar dinheiro, a ala permaneceu no Texas. Em seu cronograma, fisioterapia para se recuperar de uma lesão e treinamentos físicos particulares a preparavam para o início de uma temporada que não parecia muito animadora para as Silver Stars: o mesmo elenco do ano anterior, que entrou nos playoffs com campanha abaixo dos 50% de aproveitamento e caiu de primeira para o Minnesota Lynx (que terminou como campeão da liga).

Hoje, a média de pontos de Young está 1,2 maior do que a de sua carreira (16,8). Nas três últimas partidas, no meio dessa fase de instabilidade do San Antonio, seus números foram (pontos + rebotes) 20 + 8 (Minnesota Lynx – derrota), 16 + 8 (Tulsa Shock – vitória), 19 + 9 (Seattle Storm – vitória) e 15 + 8 (Tulsa Shock – derrota). Sua estabilidade é um dos pilares da equipe.

Becky Hammon e Sophia Young: Inseparáveis dentro e fora de quadra, as caras da franquia texana

Um de seus brilhos em quadra é a parceria com Becky Hammon. Juntas, elas fazem uma das melhores duplas de ataque da WNBA, não tão popular e assediada quanto Sue Bird e Lauren Jackson (que, vale ressaltar, está deixando a desejar neste ano). Uma das jogadas mais simples do basquete, com as duas, se torna um verdadeiro Renoir da categoria: o pick-and-roll. É raro isso não dar certo entre elas.

A versatilidade de Sophia Young também é uma de suas principais armas. O arremesso de curta distância e a movimentação rápida no garrafão, por mais que sejam características de longa data, surpreendem as adversárias. O motivo? À medida que sua carreira avança, eles são aperfeiçoados como resultado de treinamentos fortes e dedicação.

Para terminar, a última característica que assemelha a ala aos ninjas é o quanto suas qualidades conseguem fugir dos holofotes. Young faz um rebuliço em quadra, é participativa nas redes sociais, promove eventos de moda, mas continua na dela. É discreta.

Depois de Becky Hammon, Sophia Young é a jogadora mais importante do San Antonio Silver Stars. Sem ela, o time não é completo. Seja por sua atuação em quadra, seu carisma ou sua dedicação, a franquia não é a mesma sem ela. Durante uma conversa com um amigo hoje, confessei estar em dúvida sobre qual das duas merece o MVP: a armadora ou a ala. Se fosse para escolher um elemento do Stars, minha balança ficaria bem equilibrada.

Bem, time!

Jogo bem jogado, para a nooooossa alegria!

Essa foi uma semana de um jogo só. No sábado à noite, no próprio AT&T Center, o San Antonio Silver Stars recepcionou o Los Angeles Sparks, mas de cortês o time de casa não teve nada. O resultado final foi 98-85. Por muito pouco (com isso, entenda “se mais um minuto tivesse rolado”), não saiu o primeiro placar centenário do time na temporada.

Partidas como essas mostram que San Antonio não tem uma equipe tão mediana quanto é classificado algumas vezes. Esse conceito é dado, normalmente, porque não há entre as estrelas prateadas atletas como Diana Taurasi, Sue Bird, Lauren Jackson ou Maya Moore (não estou criticando. Todas essas são incríveis!). Antes mesmo de entrarem na liga, elas já “bombavam” na mídia e tiravam o folego de comentaristas. Mas vamos falar um pouco sobre as estrelas do Stars, Becky Hammon e Sophia Young, contra o time de Candace Parker e Kristi Toliver.

A começar pela eficiência; as duas anotaram juntas + 33, enquanto as garotas mencionadas do Los Angeles, juntas, fizeram – 27. Grande diferença, não? Quero ressaltar, sobretudo, o rendimento do time no último período que, na verdade, foi um tempo-extra.

Eis as parciais do jogo (SASS/LAS): 1ºQ: 23/16 – 2ºQ: 21/19 – 3ºQ 17/22 – 4ºQ: 22/26 – Prorrogação: 15/2.

O confronto foi empatado pelo Sparks com um arremesso de lance-livre de Jantel Lavender (LAS). Convenhamos que o San Antonio teve muita sorte quando a garota errou um deles, senão o placar teria sido 84-83. Mas, o univer… digo, o jogo realmente estava mais para o lado das texanas.

Foram 4 bolas dessa que levantaram a galera no AT&T Center

O tempo-extra contou com a forte presença de Sophia Young e Becky Hammon, com suas jogadas espetaculares, verdadeiros “coelhos tirados da cartola” e “cartas tiradas da manga”. Nada, porém, foi mágica, e sim qualidade e técnica. Ambas fizeram o mesmo número de pontos (24) – a armadora ainda deu sete bolas para alguma companheira marcar, e a ala ganhou oito rebotes (assim como, pasmem, Jayne Appel).

Gostei muito do vídeo de resumo do jogo porque o pessoal do WNBA.com selecionou a jogada que mais gostei na partida, por isso, vou deixá-lo aqui para que vocês possam ver o que rolou em San Antonio no sábado.

Recap de San Antonio Silver Stars x Los Angeles Sparks (16/06/2012)

No próximo domingo, algo bem legal pode acontecer ao Stars: sair do terceiro para o segundo lugar no Oeste. O atual detentor da vaga, vulgo freguês da última partida, tem quatro jogos nesta semana (sendo que o derradeiro será contra o San Antonio), e, se perder dois, troca de posto com as texanas – caso elas também façam seu dever de casa.

Espero trazê-los as boas novas na semana que vem!

Até lá!

Foi dada a largada

Começou! Na sexta-feira (18), o Seattle Storm e o Los Angeles Sparks protagonizaram uma partida emocionante e cheia de surpresas para o início da temporada de 2012 da WNBA. Ontem (19), o San Antonio Silver Stars viajou até Oklahoma para enfrentar o Tulsa Shock.

Essa é Sophia Young, uma das principais jogadoras do Stars!

Antes de eu comentar esse confronto, permitam-me lembrá-los sobre o palpite que deixei aqui na semana passada referente ao elenco principal para este ano. Na quinta-feira seguinte, foi anunciado pelo San Antonio quem ficaria com o time, e lá estavam as onze mencionadas por esta colunista, inclusive a “querida” Jayne Appel.

Com tudo definido, bastava entrar em quadra, o que começou bem mal. Logo no início do jogo de sábado, o Tulsa Shock abriu nove pontos de vantagem. As Stars tomaram um susto e Dan Hughes pediu um tempo. No retorno, Sophia Young abriu o placar para as texanas.

No fim, a vitória foi conquistada pelo visitante – o San Antonio. O ritmo foi encontrado, o time encontrou um equilíbrio e controlou o resto do jogo. Alguns pontos a serem exaltados:

Poder de decisão de Becky Hammon: não gosto de comparar, mas para ilustrar melhor, vou usar a “joia santista”, o Neymar, com o propósito de explicar o que ela significa para a equipe. No domingo passado, na final contra o Guarani, o Santos passou por um período de marasmo, sem criar nenhum lance perigoso, até que o camisa 11 pegou a bola, driblou quatro (ou tantos outros que estavam em seu caminho) e tocou para o companheiro no fundo do campo, que voltou o passe para o craque marcar. Ontem, Becky Hammon teve esse tipo de atitude em todos os momentos em que o Stars não tinha alternativas. Foram bolas de três pontos, passes, bandejas e dribles, tudo para que suas companheiras fossem motivadas e o time não ficasse atrás no placar. Por isso, seus 17 pontos e nove assistências valeram ouro na vitória do time.

O equilíbrio de Sophia Young: a ala teve um duplo-duplo (20 pontos e 13 rebotes) para abrir a temporada. Sua parada na offseason para cuidar do corpo e concentrar as forças na WNBA (e Olimpíadas) teve efeito na noite de ontem. Acredito que a moça terá um ano incrível!

Maturidade de Danielle Robinson: em determinado momento do jogo, DRob parece ter entendido que não é mais novata e que está entre as escolhidas porque tem competência. Sua velocidade é incrível e o controle de bola tem aumentado. O melhor é que a garota não é do tipo “crazy shooter” (como alguns gostam de definir a Iziane, por exemplo), ou seja, sabe acompanhar a jogada e finalizar da maneira correta. Foi muito legal vê-la levando algumas responsabilidades e administrando jogadas individuais, como, por exemplo, quando passou por duas marcadoras, mesmo com Becky em sua direita e outra companheira na esquerda, para fazer a bandeja. Com um técnico como Dan Hughes, certamente vai longe.

Se completam

A dupla Sophia Young-Becky Hammon: é dificil algo dar errado entre elas. A sincronia em quadra é perfeita. Poucos pick-and-rolls têm resultados tão positivos quanto os que elas protagonizam. Becky entende Sophia e vice-versa. Uma sabe o que a outra vai fazer, assim é bem mais fácil acertar uma jogada. As duas formam o pilar do San Antonio e trarão muita beleza e produtividade para o time.

O resultado final do compromisso foi 88 a 79. Lendo assim, parece que foi fácil para o Stars, mas esse é um equívoco total! Foi necessário um pedido de tempo para o esquadrão prateado entrar na linha.

O próximo jogo do San Antonio Silver Stars acontece na sexta-feira, às 19h00, contra o Connecticut Sun, fora de casa. Meu palpite é de vitória para o visitante. Saberemos se acertei no próximo domingo!

Até mais!

Parker supera concorrentes e leva desafio de habilidades

Tony Parker vive uma fase iluminada. Além de ser o cestinha e melhor passador do San Antonio Spurs na temporada, o francês conquistou na noite deste sábado (25) o desafio de habilidades da NBA.

O armador passou para a segunda fase da disputa com tranquilidade, deixando para trás John Wall, do Washington Wizards, Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder, e Kyrie Irving, do Cleveland Cavaliers. Na final, Parker derrotou Rajon Rondo, do Boston Celtics e Deron Williams, do New Jersey Nets. Essa foi a primeira vez que um jogador do San Antonio Spurs conquistou o Skills Challenge. 

E mais…

Time Texas fica em segundo no Shooting Stars

O Shooting Stars também contou com representantes de San Antonio. A ala-pivô Sophia Young, do San Antonio Silver Stars, fez parte do time Texas, que acabou ficando com o segundo lugar na disputa. O vencedor foi o time de Nova York, representado por Landry Fields, Allan Houstin e Cappie Pondexter.

Melhores momentos da noite de sábado