Arquivos do Blog

Spurs teria interesse em Rashard Lewis, diz jornalista

Em Orlando, Lewis teve seu último grande momento na NBA

O ala-pivô Rashard Lewis vem decaindo desde que perdeu a final da NBA para o Los Angeles Lakers, em 2009. De lá para cá, o jogador, de 32 anos, viu sua média despencar de 17,7 pontos por jogo na temporada 2008/2009 para apenas 7,8 pontos em 2011/2012.

Apesar da decadência evidente, Lewis, que recentemente foi trocado do Washington Wizards para o New Orleans Hornets e depois dispensado de seu contrato, ainda pode ser útil dentro de um contexto – principalmente com sua pontaria calibrada nos arremessos de longa distância.

De acordo com o jornalista Marc Berman, do New York Post, o atleta tem uma pequena lista de equipes prioritárias. Uma delas, segundo ele, é o San Antonio Spurs. Além dos texanos, New York Knicks, Miami Heat, Los Angeles Lakers e Atlanta Hawks também poderiam ser o próximo destino de Rashard Lewis.

A pergunta que fica, no entanto, é quanto ele aceitaria ganhar para jogar em San Antonio? Que Lewis tem talento todos nós estamos cansados de saber, mas será que ele quer encerrar a carreira ganhando o mínimo para veteranos? Será que ele vai se contentar com 0 papel de reserva? Nessa altura, até acredito que sim, mas prefiro esperar as cenas dos próximos capítulos.

Leia mais: veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs

Rashard Lewis garante zebra em Cleveland

brunolinha3kv5

30 pontos e 13 rebotes: Mesmo eliminado por faltas, superman comeu a bola!

É MINHA! Mesmo eliminado por faltas, Superman comeu a bola (30 pontos e 13 rebotes)

Quem diria! Muita gente deve ter ido dormir com a certeza de que o Cleveland Cavaliers de LeBron James sairia vencedor no duelo contra o Orlando Magic. De fato, no intervalo, a equipe de Ohio vencia por 16 pontos de vantagem, o que fazia parecer que um massacre estava por vir.

Quem dormiu perdeu uma partida eletrizante, em que, numa retomada fantástica, o Orlando Magic virou nos últimos segundos (107 a 106) e inverteu o mando de quadra da série. O autor da proeza foi o muitas vezes criticado Rashard Lewis. Podem falar o que quiser, que seu salário é alto (e realmente é), que em alguns jogos ele parece que toma um calmante e fica sonolento, que isso e que aquilo, mas o que ninguém pode negar é a sua eficiência e importância para esse elenco. Frio como gelo, Lewis converteu uma bola de três pontos há poucos segundos do final e deixou o Magic com um pé no triunfo. A bola decisiva ainda foi para o Cleveland (dou um doce para quem advinhar quem deu o arremesso final)… errou quem disse LeBron James. O queridinho da mídia até chamou a responsabilidade e encarou os marcadores, mas, quando viu seu companheiro Delonte West livrinho, tocou a bola. Sem sucesso no chute, o rebote entre o próprio James e Hedo Turkoglu rapidamente se tornou uma bola presa, e, consequentemente, jump ball com apenas um segundo no marcador.

LeBron James saiu de quadra com 49 pontos, seis rebotes e oito assistências – marca pra lá de expressiva. Sim, ele fez tudo o que estava ao seu alcance: batalhou, jogou duro e converteu algumas bolas decisivas. Há quem diga que ele pipocou no lance final por ter passado a bola para um companheiro melhor posicionado – besteira, besteira. LeBron fez o certo; sozinho naquela jogada, dificilmente ele conseguiria alguma coisa, já que estava muito bem marcado.

O time de Mike Brown foi muito falado na imprensa, e era tido como favorito absoluto nessas semifinais, inclusive por nós da equipe Spurs Brasil. No entanto, o jogo contra o Magic evidenciou alguns problemas ofuscados durante a boa campanha até aqui. Dos 106 pontos anotados pelo Cavs durante o jogo, apenas cinco vieram do banco de reservas, ao passo que, no Orlando, os suplentes contribuiram com 25. Tamanha disparidade se deve em partes ao péssimo desempenho do banco de Brown, mas a sobrecarga em cima dos titulares foi outro fator fator primordial. Os quatro reservas que estiveram em quadra (Joe Smith, Wally Szczerbiak, Ben Wallace e Daniel Gibson) jogaram menos do que o costume, especialmente Gibson e Smith. No Magic, Van Gundy preferiu manter seus suplentes por mais tempo em quadra – o que no final do jogo acabou surtindo efeito.

Fator X

Falar de Dwight Howard, assim como de LeBron James, Kobe Bryant e Chauncey Billups, é chover no molhado. Tirando o superman, um jogador é essencial para o sistema ofensivo do Orlando Magic. Hedo Turkoglu é uma espécie de termômetro do time. O turco deixou papéis de coadjuvante na carreira (como em Sacramento e em San Antonio) para se tornar um atleta chave na Flórida. O embate de hoje deixou isso muito claro: o ala esteve mal durante os três primeiros períodos; contudo, quando resolveu acordar, deu um gás extra e ajudou a motivar o elenco rumo à vitória.

Os próximos jogos

O Orlando Magic vem provando sucessivamente que está aí para brigar pelo título (embora muita gente ainda seja um pouco reticente quanto a isso). A prova mais do que concreta foi o jogo de hoje, quando conseguiu reverter uma grande vantagem mesmo atuando fora de casa. Com o mando de quadra para si, creio que o Magic tem tudo para colocar LeBron James e companhia na parede já no jogo dois. Uma nova vitória da equipe da Flórida pode significar sérios problemas para o Cavs, que parece carregar o peso do favoritismo nas costas, pois no duelo de hoje claramente se acomodou após abrir confortável vantagem.

Sinal amarelo ligado em Cleveland.