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“Sou melhor que a 59ª escolha”, afirma Denmon

In Denmon we trust. Oh, wait!

Marcus Denmon foi a escolha do San Antonio Spurs no Draft da última quinta-feira (28). Oriundo da Universidade de Missouri, o ala-armador está confiante e acredita que poderá fazer sucesso na NBA.

“Sinto que sou melhor que a 59ª escolha”, disse o jogador, em entrevista ao site Spurs Nation. Denmon realmente parece bom e sua trajetória universitária fala por ele. Em Missouri, ele registrou uma média de 17,7 pontos por jogo na última temporada e liderou sua equipe ao segundo título consecutivo da conferência Big 12.

Destaque nos arremessos de três pontos, o camisa 12 teve um aproveitamento de 40% nos tiros de longa distância em seu último ano universitário. Ainda assim, Denmon, que é considerado baixo (apenas 1,90m), está rodeado de desconfianças.

Ele terá tempo para provar seu valor durante a Summer League de Las Vegas, que começa agora no mês de julho. “Irei faminto e humilde”, disse o atleta, sobre a oportunidade de vestir a camisa preto e prata pela primeira vez.

Para R.C. Buford, o torneio irá medir o quanto Denmon está pronto para a carreira profissional. “Vamos descobrir com o tempo como ele se encaixa ao sistema da NBA”, disse o responsável por recrutar o garoto. “Nós gostamos da escolha e estamos ansiosos para trazê-lo e ver o que ele faz”, completou.

Histórico de raça

Jogador tem o aval do técnico de Missouri

Frank Haith, técnico da Universidade de Missouri, classifica seu ex-atleta como “duro e corajoso”. Para ele, a vontade de Marcus Denmon o colocará em um lugar de destaque em San Antonio. “Ele teve de jogar duro durante toda a carreira. Essa é a sua maquiagem. Para sobreviver, você precisa de vontade. Ele joga com raça”, comentou o treinador.

O ala-armador, que terá de mudar de número caso permaneça na cidade texana (Bruce Bowen teve o número 12 aposentado recentemente), acredita que um dos seus principais pontos fortes é a habilidade de usar os pick-and-rolls a seu favor.

“Acho que essa se tornou uma das minhas grandes forças”, explicou.

Por fim, Frank Haith pediu para que Gregg Popovich olhe com carinho para o seu pupilo. “Muitas pessoas devem falar do que ele é incapaz de fazer, mas cara, ele com certeza faz algo para te ajudar a vencer. Espero que alguém reconheça isso e lhe dê uma chance”, declarou o treinador.

“Nada na minha vida veio de graça. Tive de batalhar por tudo que conquistei. Sem isso, jamais teria chegado aqui”, finalizou o jogador.

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Spurs fará esforço para igualar propostas por Mills e Green

Fica, Mills!

De acordo com o repórter Jeff McDonald, do site Spurs Nation, o General Manager do San Antonio Spurs, R.C. Buford, estendeu as qualifying offers do ala Danny Green e do armador Patrick Mills. Isso quer dizer que quando o período para contratar agentes livres começar, no próximo dia 1º, o Spurs poderá igualar qualquer oferta feita pelos jogadores.

Há rumores de que o Boston Celtics esteja interessado em Danny Green, mas o jogador gostaria de permanecer em San Antonio – desde que seja valorizado, é claro.

“Gostaria de continuar, mas negócio é negócio. Você nunca sabe o que vai acontecer e eu tenho que fazer o que for melhor para mim e para a minha família”, afirmou Green, em entrevista ao site Project Spurs.

Patrick Mills, por sua vez, disse que irá testar o mercado e garimpar boas propostas. O jogador foi muito bem nos poucos jogos que fez em San Antonio e acredita que pode conseguir uma boa oferta.

Nota do blogueiro: gostei de ver que a diretoria do Spurs está determinada em manter esses dois jogadores. Green, apesar de ter ido mal nos playoffs, foi um atleta que impressionou durante a temporada regular.

Mills também teve um desempenho acima da média. Acredito que ele pode ser um ótimo reserva para Tony Parker quando estiver mais adaptado ao esquema de Gregg Popovich.

Bird ganha prêmio de executivo do ano. Buford fica em 2º

Buford merecia, mas o prêmio para Larry Bird foi justo!

R.C. Buford, General Manager do San Antonio Spurs, era um dos fortes candidatos ao prêmio de executivo do ano, mas foi derrotado nesta quarta-feira (16) por Larry Bird, do Indiana Pacers.

Bird, que recebeu 12 votos para o primeiro lugar, encerrou a disputa com 88 pontos. Buford ficou logo atrás, com 56 pontos e oito votos. O terceiro colocado foi Neil Olshey, do Los Angeles Clippers (55 pontos e seis votos).

O ex-jogador do Boston Celtics foi condecorado após ter mudado a cara do Indiana Pacers durante a offseason. Bird, que é o único homem na história a conquistar os prêmios de MVP (melhor jogador), COY (melhor técnico) e agora de executivo do ano, foi o responsável pelas vindas de George Hill, David West e Leandro Barbosa.

Na última temporada, o Indiana Pacers conquistou 37 vitórias e perdeu 45 vezes, Nos playoffs, o time foi eliminado pelo Chicago Bulls por 4 a 1. Neste ano, contudo, a franquia deu a volta por cima e alcançou o terceiro lugar na Conferência Leste (42-24), atrás apenas de Chicago Bulls e Miami Heat.

O verdadeiro Gregg Popovich

Merecido! (Foto: Spurs Nation)

Gregg Popovich pode ser considerado um gênio dentro das quatro linhas. Nesta terça-feira (1), o treinador foi eleito o Coach of the Yearprêmio dado ao melhor técnico da temporada  regular da NBA. Foi a segunda vez na carreira que o treinador do San Antonio Spurs conquistou o cobiçado troféu.

Popovich é a antítese em pessoa. Ao mesmo tempo em que prefere voar abaixo do radar, sempre humilde e dividindo suas conquistas com quem o cerca, ele também é um cara de números expressivos, como esses que você acompanha abaixo:

  • 16 temporadas como técnico do Spurs. É o comandante com mais tempo à frente de uma franquia entre todas as grandes ligas norte-americanas (NBA, NFL, NHL e MLB).
  • Pop é o único treinador em atividade a ter conquistado mais de um título. Ele também é um dos cinco técnicos da história a ter conseguido quatro ou mais anéis, ao lado de figuras lendárias, como Red Auerbach, Phil Jackson, Pat Riley e John Kundla.
  • Iniciou a temporada 2011/2012 com um recorde de 797 vitórias e 383 derrotas. O aproveitamento de 67,5% o coloca como o terceiro treinador da história com melhor porcentagem de vitórias, atrás apenas de Billy Cunningham e Phil Jackson.
  • Conquistou seu 700º triunfo em sua partida de número 1040, se tornando o terceiro técnico mais rápido da história a alcançar a façanha.

Popovich foi condecorado com o troféu Red Auerbach pela segunda vez na carreira (Foto: Spurs Nation)

Esses foram alguns dados que eu encontrei no site oficial do Spurs e que achei interessante compartilhá-los. Mas esse artigo é para falar de outro Gregg Popovich. Por trás do gênio do banco de reservas, da cara de bravo e de algumas artimanhas discutíveis, como fazer faltas no jogador de pior aproveitamento em lances-livres adversário para ganhar vantagem, o Coach Pop é um grande homem.

Primeiro falemos de seu papel como líder. Já fui em muitas conferências de recursos humanos a trabalho e tive a oportunidade de ouvir profissionais gabaritados do setor falando sobre a importância e a dificuldade de ser um gestor. Gerir pessoas é uma tarefa complexa. Você lida com egos, vontades, anseios, dúvidas… É difícil controlar seres humanos, mas Popovich faz isso como poucos na NBA – e na vida.

Que chefe chamaria você em sua própria casa para um jantar? Que chefe viajaria até a terra natal de sua principal estrela durante as férias apenas para passar um tempo ao lado dele? Essa é a filosofia que existe em San Antonio: o culto à família, ao relacionamento humano, à amizade. É muito comum ver jogadores que vestiram a camisa do Spurs dizerem que nunca trabalharam num ambiente assim anteriormente. Posso citar aqui alguns exemplos, como Robert Horry, Bruce Bowen e até mesmo Stephen Jackson. Como pode um bad boy como o Captain Jack se sentir acolhido em um lugar que é completamente avesso à sua personalidade? Bem, esse é o papel do líder, do gestor…

Além disso tudo que já falamos, existe outra faceta do nosso treinador que poucos conhecem. Sabiam que ele fez treinos de espionagem na extinta URSS durante a Guerra Fria? Pois é! Popovich se especializou em Estudos Soviéticos na Força Aérea dos Estados Unidos durante a década de 1970 e passou alguns anos trabalhando na atual Rússia.

“Ele vive para ser quem é”, disse R.C. Buford ao National Post durante a final de 2007 entre San Antonio Spurs e Cleveland Cavaliers. “Pop sempre foi assim. Dê uma olhada em sua história: Força Aérea, escola de espionagem… Ele é um cara diferenciado e gosta de ser desta maneira”, completou.

Toda a equipe técnica do Spurs participou da coletiva pós-prêmio

P.J. Carlesimo, que trabalhou durante alguns anos como assistente técnico de Popovich, lembrou, também em 2007, de outra característica marcante do ex-companheiro: sua repulsa aos números e à popularidade. “Ele nunca vai ser aquela pessoa que gosta de aparecer no NBA Cares”, disse Carlesimo, em referência ao programa de caridade organizado por David Stern. “Ele liga para as pessoas, claro, mas ficará mais feliz se ninguém souber disso. Me dê uma chance e eu diria que Gregg prefere fazer as coisas sem o burburinho da mídia”, opinou.

Para P.J., o basquete é só um complemento na vida do misterioso Coach Pop. “Acho que o basquete é uma pequena parte de sua vida. Creio que ele ama o que faz e é excepcionalmente bom nisso, mas ele também tem outros interesses”, pontuou. Um desses interesses é colecionar vinhos. Estima-se que Popovich tenha mais de três mil garrafas em sua adega. Dá pra acreditar?

“Honestamente, acho que ele gosta de ser desse jeito”, explica Tim Duncan, que convive bem de perto com o comandante. “Acredito que ele é bom como outros caras que fizeram história, mas isso pouco importa no seu modo de enxergar as coisas. Gregg é um cara que gosta de desafios, de montar sua equipe e fazê-la jogar. Qualquer reconhecimento que venha a partir disso será merecido”, pontuou Timmy.

Gregg Popovich é assim. Uma pessoa simples, humilde e, acima de tudo, humana. Por mais que ele tenha sua antipatia a prêmios e farras, deixo aqui os meus parabéns pela conquista do título de melhor técnico da temporada 2011/2012. Parabéns, Coach Pop!

Eis o verdadeiro gestor…

“Trocar Jefferson foi muito difícil”, diz Buford

"Você está demitido!"

General Manager do San Antonio Spurs, R.C. Buford disse, logo após a troca que trouxe Stephen Jackson de volta ao Texas após quase dez anos, que foi muito difícil optar pela saída de Richard Jefferson.

O camisa 24, que estava em San Antonio desde 2009, foi enviado nesta quinta-feira (15) junto com o aposentado T.J. Ford e uma escolha de primeira rodada de draft para o Golden State Warriors em troca do veterano Jackson.

“É sempre complicado quando você esteve nas trincheiras com alguém durante tanto tempo e obveteve o sucesso que nós tivemos com Richard. Além disso, ele construiu um relacionamento especial com os companheiros e a comunidade. Trata-se de uma pessoa muito positiva e nunca é fácil quando mudanças acabam sendo feitas desta maneira”, declarou o manda-chuva taxano.

“Apreciamos o grande trabalho que Richard fez enquanto esteve em San Antonio. Ganhamos muitos jogos ao lado dele e estamos buscando novas oportunidades com a chegada de Stephen ao nosso time”, pontuou Buford.

E mais…

Stephen Jackson só na próxima semana

Stephen Jackson - San Antonio SpursQuem está ansioso pela chegada do Captain Jack terá que esperar mais alguns dias para vê-lo em ação. O jogador está fora dos jogos contra Oklahoma City Thunder (hoje) e Dallas Mavericks (sábado). Sua reestreia deverá ser na quarta, quando o Spurs recebe o Minnesota Timeberwolves – data em que Bruce Bowen terá sua camisa aposentada no AT&T Center. Imperdível, hein!?