Arquivos do Blog

Spurs (2) vs Grizzlies (4) – O fim

https://i0.wp.com/l.yimg.com/a/i/us/sp/v/nba/teams/20080123/80x60/sas.gif91×99https://i0.wp.com/l.yimg.com/a/i/us/sp/v/nba/teams/1/80x60/mem2.gif

O torcedor do San Antonio Spurs esperava um final diferente para a temporada, um final muito diferente desse adeus precoce. A campanha de 61 vitórias na fase regular e a liderança do Oeste deixaram um sabor doce, mas que logo azedou. Cair diante do Memphis Grizzlies, na primeira rodada dos playoffs, estava longe dos planos.

As férias chegaram antes que o planejado (AP Photo)

Mas o que aconteceu na última sexta-feira foi apenas uma morte anunciada desde o jogo 1. Pode-se dizer que o Spurs entrou na partida desta sexta-feira apenas respirando por aparelhos, após ser reanimado por Manu Ginobili e Gary Neal no jogo 5. Ah sim, o placar de ontem? 99 a 91, mas isso é o que menos importa.

O Spurs lutou, é bem verdade. Vendeu caro o revés. Mas fracassou. Depois de entrar muito mal no primeiro quarto e equilibrar a partida no segundo e terceiro períodos, o time texano ainda deu esperanças ao seu torcedor quando buscou a virada e chegou a marcar 80 a 79. Mas foi apenas o último suspiro.

Randolph: O algoz (Photo Andy Lyons/Getty Images)

Zach Randolph, sim, ele mesmo, fez aquilo que poucos podiam imaginar que o ala-pivô seria capaz alguns anos atrás. Talento ele sempre teve, todos sabem, mas o que vimos em quadra foi um verdadeiro líder.

Randolph colocou a bola embaixo do braço e resolveu. Já vinha em uma grande noite, mas coroou a partida com um final impecável, que entrará para a ainda curta história do Grizzlies. Pontuou de todas as formas, com arremessos, ganchos e até contra-ataques. Fez o que quis e como quis, sem se importar com quem estava em seu encalço.

Dessa vez, sem brincadeiras infames, sem tempo para um novo milagre. Sucumbiu um gigante, mas diante de outro gigante, que foi Zach Randolph. Vitória merecida.

Memphis dominou toda a série. Mesmo quando perdeu, foi apenas por um acaso. Parabéns a Lionel Hollins, técnico da equipe. Dizer que deu um nó tático em Gregg Popovich soa como exagero, mas soube, sem dúvida, explorar as deficiências e fraquezas de um adversário teóricamente mais forte.

Ao Spurs, este ainda é um assunto longo e que terá consequências além daquilo que podemos analisar no momento. Ao Spurs, resta levantar a cabeça e já começar a pensar na temporada 2011/2012, provavelmente a última de Tim Duncan.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 23 pontos

Manu Ginobili – 16 pontos

Tim Duncan – 12 pontos, dez rebotes e três bloqueios

Memphis Grizzlies

Zach Randolph – 31 pontos e 11 rebotes

Marc Gasol – 12 pontos e 13 rebotes

Tony Allen – 11 pontos e quatro roubos de bola

Twitcam Spurs Brasil – Playoffs

Caros leitores (as) do Spurs Brasil, estamos nos playoffs! Tudo bem que começamos com o pé esquerdo e tal, mas acontece. Lembremos que no último título também saímos do primeiro jogo derrotados. Na época, o adversário era o Denver Nuggets, de Allen Iverson e Carmelo Anthony.

Mas agora vamos ao que interessa: na próxima quarta-feira, o nosso San Antonio Spurs volta a jogar. A partida acontece às 21h30 (horário de Brasília). Um pouco antes, mais especificamente às 19h30, eu, Bruno Pongas, e Lucas Pastore, faremos uma Twitcam diretamente da capital paulista.

É isso pessoal. Nos vemos na quarta-feira às 19h30!

Manu é dúvida para a estreia nos playoffs

O argentino Manu Ginobili pode ficar de fora da primeira partida dos playoffs contra o Memphis Grizzlies. O argentino sofreu uma entorse no cotovelo durante a partida de quarta-feira contra o Phoenix Suns. Uma ressonância magnética realizada nesta quinta constatou o pequeno problema.

Caso Ginobili desfalque a equipe, Gregg Popovich tem duas alternativas para iniciar a partida em seu lugar: George Hill ou Gary Neal. O primeiro foi o sexto homem do Spurs ao longo de toda a temporada, enquanto o segundo obtéve destaque através da pontaria afiada nos tiros de três pontos.

O primeiro duelo da série entre San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies acontece no domingo, no Texas. O jogo é bem mais cedo que o normal, às 14 horas (horário de Brasília).

Tim Duncan está “no ponto” para os playoffs

Timmy num raro momento de felicidade

Prestes a completar 35 anos, Tim Duncan está a um passo da aposentadoria. Nesta temporada, Gregg Popovich, técnico do Spurs, poupou sua principal estrela o máximo que pôde. Resultado? Duncan jogou, em média, 28.4 minutos por noite – número mais baixo de sua carreira.

A tática de Popovich de descansar seu fiel escudeiro parece ter dado certo. Mesmo afetado pela idade avançada, Timmy afirma que está “no ponto” para a disputa dos playoffs. “Me sinto bem”, afirmou o astro, após o triunfo de sábado sobre o Utah Jazz. “Meu tornozelo ainda está mais ou menos, mas eu me sinto cheio de energia”, completou.

Splitter treina para melhorar aproveitamento

Tiago Splitter - San Antonio SpursQuem assiste aos jogos do Spurs sabe que o brasileiro Tiago Splitter tem um aproveitamento sofrível na linha dos lances livres. Com 54% de aproveitamento, o brazuca é nada mais nada menos do que o pior jogador da equipe neste quesito. Para melhorar, Splitter vem treinando duro com o especialista Chip Engelland, profissional reconhecido por seu talento nos corredores da NBA. Resta ver se ele consegue dar um jeito no brasileiro…

Déjà vu

Quer saber como vencer uma série de playoffs com nariz quebrado? Pergunte ao Ginobili

San Antonio Spurs e Phoenix Suns deram início a mais um confronto válido pelos playoffs. Como se sabe, o time texano foi o grande algoz de Steve Nash e cia. nas últimas temporadas. O time do Arizona ficou com o estigma de jogar bonito na temporada regular mas cair diante do basquete cadenciado e de meia-quadra do rival.

Assisti todo o jogo 1 e, apesar das equipes terem algumas diferenças desde a última vez que se enfrentaram na fase decisiva, em 2008, fiquei com a sensação de que já vi tudo isso acontecer.

Os texanos estavam perdendo por dez pontos de difereça praticamente desde o início do primeiro quarto e passaram o segundo mantendo a vantagem na mesma margem. Mas, ao mesmo tempo que ficava um pouco irritado – afinal, ninguém gosta de ver seu time perdendo -, eu me mantinha tranquilo com o seguinte pensamento: “Tudo bem, quando menos esperarmos e sem ninguém perceber, este jogo estará empatado.”

E não deu outra. Ainda no início do terceiro quarto, a diferença já havia sido destruída e chegamos até mesmo a estar na frente por alguns minutos. Está certo que não conseguimos nos segurar na liderança do placar, até porque Nash e Jason Richardson estavam em noite inspiradíssima e a vantagem acabou voltando para quase dez outra vez.

No último período, novamente encostamos no placar e tivemos a chance de virar outra vez, mas falhamos em algumas bolas decisivas. Apesar disso, acredito que temos totais condições de vencer o jogo 2, que será disputado também em Phoenix.

George Hill tomou um verdadeiro baile de Steve Nash no primeiro jogo e deve voltar melhor para o segundo. Digamos que o jogo 1 foi um aprendizado para o armador. Jason Richardson é um bom jogador, mas é irregular.  A defesa do Suns segue sem resposta para Duncan, Manu e Parker. Ontem, o trio foi muito bem no ataque, mas não tão eficiente na defesa. Então, basta que a defesa do Spurs funcione um pouco melhor que não teremos grandes problemas do outro lado da quadra.

Enquanto esperamos o jogo 2 desta série recheada de rivalidade, ficamos com um momento emocionante do último duelo entre as equipes nos mata-matas. Inesquecível.