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Spurs (8-3) @ Celtics (6-5) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ Boston Celtics – Temporada Regular

Data: 21/11/2012

Horário: 22h30 (Horário de Brasília)

Local: TD Garden

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,82 (favorito) @ Celtics 2,00

O San Antonio Spurs começa uma sequência de seis jogos longe do AT&T Center diante do Boston Celtics, um dos adversários mais experientes e difíceis de se encarar na NBA. Com as lesões de Kawhi Leonard e Stephen Jackson, o time texano recorreu à D-League e nessa partida contará com os reforços dos jovens Cory Joseph e James Anderson, que defendiam o Austin Toros e o Rio Grande Valley Vipers, respectivamente, nos últimos dias. Nos últimos três jogos, foram duas derrotas – para New York Knicks e Los Angeles Clippers – e apenas uma vitória, em boa exibição diante do Denver Nuggets. O triunfo em Boston é de utilidade máxima para que o time retome a regularidade e continue fixo nas primeiras colocações do Oeste.

PG – Tony Parker

SG – Gary Neal/Manu Ginobili

SF – Danny Green

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Com uma rotação de perímetro muito prejudicada pelas lesões de Leonard e Jackson, o Spurs precisará muito que Manu Ginobili jogue em nível acima do que vem apresentando. Contra Nuggets e Clippers, veio do banco e pontuou bem. Nos outros jogos, porém, quando não ficou fora por lesão, contribuiu pouco. Será essencial para que o time vença que ele pontue bem.

PG – Rajon Rondo

SG – Jason Terry

SF – Paul Pierce

PF – Brandon Bass

C – Kevin Garnett

Fique de Olho – Se o Spurs estivesse com todo seu time à disposição, a preocupação seria menor. Mas sem Leonard para marcá-lo, Paul Pierce tem tudo para ser o homem do Celtics no duelo. Maior pontuador da equipe, o ala deixou para trás um ano passado apenas mediano e voltou a ser a principal fonte de pontos do time, suprindo a saída sentida de Ray Allen.

Kawhi Leonard para por duas semanas

Um dos principais jogadores do San Antonio Spurs neste começo de temporada está fora de combate. Os médicos da equipe anunciaram nesta sexta-feira (16) que o ala Kawhi Leonard ficará afastado das quadras por período de dez dias a duas semanas por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo. A contusão já incomodava o jogador há algum tempo e, segundo o time, chegou a prejudicar seu desempenho nos últimos jogos.

Volta logo, Kawhi! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Em sua segunda temporada na NBA, Leonard tem se destacado na marcação como um dos pilares defensivos do Spurs no perímetro. Nas nove partidas que disputou na temporada 2012/2013 – todas como titular – o jovem de 21 anos somou 10,6 pontos e dois roubos de bola em média por noite. O ala sequer estará com o restante do elenco para a viagem de seis partidas seguidas fora de casa que começará na próxima quarta-feira, contra o Boston Celtics.

Corte deixou Neal fora contra o Knicks

(AP Photo/Don Ryan)

Corte no dedo afastou Neal de jogo contra o Knicks (AP Photo/Don Ryan)

Surpreendeu o fato do técnico Gregg Popovich ter deixado o ala-armador Gary Neal fora da rotação duirante a derrota do San Antonio Spurs para o New York Knicks. Com a ausência, o australiano Patrick Mills teve mais minutos de quadra e acabou não tendo o mesmo efeito que o companheiro na segunda unidade enviada à quadra pelo treinador. Mas a ausência de Neal não foi uma opção, e sim uma necessidade. Com um corte no dedo em sua mão de arremesso, a direita, ele não estava apto para jogar.

O corte não é novidade para Neal e quase o tirou da vitória sobre o Los Angeles Lakers na partida anterior à contra o Knicks, em informação transmitida pelo jornalista Andrew McNeill, que cobre o Spurs para o blog 48 Minutes of Hell. No duelo contra os californianos, ele atuou por só sete minutos e errou os três arremessos que tentou.

Apesar do jogo ruim diante do Lakers e da ausência contra o Knicks, Neal vem fazendo um bom começo de temporada. Vindo do banco, participou de oito partidas e colabora até o momento com médias de 10,1 pontos e 31,6% de aproveitamento quando arremessa na linha dos três. Para o duelo contra o Denver Nuggets, no sábado, o ala-armador já deverá estar apto para atuar.

Spurs (7-2) vs. Knicks (6-0) – Que vacilo!

100×104

Faltou energético na reta final! O San Antonio Spurs começou mal, reagiu bem no meio do jogo e depois jogou fora todo o esforço feito com um final de partida pavoroso de seu ataque, perdendo assim por 104 a 100 do New York Knicks na madrugada da quinta (15) para sexta-feira. O resultado manteve os nova-iorquinos com a melhor campanha e também como única franquia invicta na temporada 2012/13 da NBA. O time texano, por sua vez, chega à sua segunda derrota e agora pode perder a liderança da Conferência Oeste para o Memphis Grizzlies. Veja abaixo o que de melhor aconteceu no duelo.

Vitória escapou no final (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Fez que ia, não foi!

O Spurs não começou bem o duelo. Se o ataque funcionava, da defesa não podemos afirmar o mesmo. Apenas o trabalho de Tim Duncan sobre Carmelo Anthony foi primoroso do começo ao fim do da partida. Uma bola de três pontos de Danny Green – de novo ele! – nos últimos segundos do primeiro tempo deu ao time de San Antonio uma liderança que não havia chegado em nenhum dos dois períodos disputados até então, e fez com que a equipe voltasse do intervalo com energia suficiente para abrir confortável vantagem sobre o Knicks. Os texanos, porém, vacilaram nos últimos cinco minutos de jogo e acabaram vendo a vitória – que em determinado momento parecia certa – escapar por entre os dedos.

Assim não, Parker!

Apesar dos 19 pontos marcados e das 12 assistências concedidas, o armador Tony Parker saiu de quadra como grande vilão da equipe. Nos últimos quatro minutos, chegou a desperdiçar cinco ataques consecutivos e ainda deixou Jason Kidd, armador adversário, livre para pontuar na região da linha dos três, em jogadas que acabaram dando fôlego suficiente para o Knicks virar o jogo e sacramentar sua vitória. Os nova-iorquinos, é claro, têm méritos por dificultar bastante a vida do Spurs na entrada para o garrafão, forçando nosso perímetro a tentar arremessos mais difíceis – e, consequentemente, errar mais. Mas Parker, em determinados momentos, tentou chamar para si a responsabilidade, acabou sendo fominha e prejudicou o desempenho final da equipe.

Um final para esquecer

(AP Photo/Darren Abate)

Knicks acertou tudo (Darren Abate/AP)

Somados aos erros de Parker, o Spurs teve cinco minutos finais repletos de erros. Manu Ginobili, que veio do banco e terminou com 12 pontos, cometeu um turnover bastante infantil nos momentos finais e praticamente decretou a vitória do Knicks. Não é hora, porém, de caçar culpados. Os nova-iorquinos mostraram que sua proposta de jogo é bem sólida e que a defesa, defasada nos últimos anos, aprendeu a fazer os adversários errarem.

Isso sem contar a ótima pontaria na linha de três pontos do trio formador por Jason Kidd, JR Smith e Raymond Felton, que combinados acertaram nada menos do que sete vezes em 11 tentativas – boa parte delas no último período. Atuação decisiva do perímetro adversário, noite para esquecer do perímetro do Spurs.

Sim, tivemos coisas boas

A primeira delas foi Tiago Splitter no fim do jogo. O brasileiro fazia atuação pífia no ataque durante os três primeiros quartos. No último período, porém, cresceu de produção e anotou todos os seus 13 pontos na partida. Defensivamente, porém, foi mal demais e não pegou um rebote sequer, forçando Gregg Popovich a sacá-lo nos momentos finais, quando coincidentemente o Spurs piorou bastante e levou a virada. Também foi destaque a defesa exercida por Duncan em Carmelo. O atleta do Knicks joga deslocado de sua posição original desde o começo da temporada e, mesmo assim, vem tendo seus melhores números recentes. No duelo contra nosso veterano, ficou limitado a apenas nove pontos.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 19 pontos e 12 assistências

Tim Duncan – 14 pontos e 14 rebotes

Tiago Splitter – 13 pontos

Stephen Jackson – Dez pontos e 11 rebotes

New York Knicks

Raymond Felton – 25 pontos e sete assistências

JR Smith – 17 pontos

Jason Kidd – 14 pontos e 4-6 dos arremessos de três pontos

Spurs (3-0) vs Jazz (1-2) – Complicou mas ganhou

110×100

O San Antonio Spurs recebeu o Utah Jazz na noite deste sábado (3) e conseguiu sua terceira vitória em três partidas disputadas na temporada. A equipe voltou a mostrar um jogo consistente e, apesar de ter vacilado e deixado o jogo mais difícil do que ele caminhava para ser, venceu o adversário com certa tranquilidade pelo placar de 110 a 100. Contando com a volta de Manu Ginobili e mais tempo de quadra para jogadores do banco, o time texano promoveu a estreia do novato Nando de Colo, que ficou apenas três minutos em quadra. Veja o que de melhor aconteceu no duelo.

É tóis, Green! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Repetitivo, mas a gente gosta

Está até cansando falar, mas novamente Tim Duncan foi o melhor jogador do Spurs em quadra – novamente ao lado do armador Tony Parker. O veterano parece fisicamente muito melhor do que esteve na última temporada e, bem utilizado por Gregg Popovich e bem auxiliado pelos jogadores de rotação, tem rendindo o suficiente para ser decisivo para o time. Mesmo em uma partida na qual não teve tantos minutos por conta do rodízio de atletas implantado pelo treinador, o ala-pivô conseguiu pontuar bem e pegar rebotes, além de, novamente, colaborar bem para trancar o garrafão com seus tocos – que têm aparecido em maior abundância nesse começo de temporada.

Olha quem voltou!

O retorno! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

O retorno de Manu Ginobili ao time deve ser comemorada e, ao mesmo tempo, vista com cautela. O argentino voltou apresentando o bom e velho arsenal ofensivo e também colaborou na defesa, mas sem o mesmo destaque de outrora. O jogador, porém, será claramente poupado por Popovich ao longo do campeonato. Sua forma física parece apresentar leve melhora, mas está longe de ser ideal para aguentar o ritmo intenso de partidas que a NBA oferece na temporada regular. Será guardado para os playoffs e quando entrar, como fez hoje, será referência principalmente nos momentos em que as partidas apertarem – como foi o caso do duelo.

Acorda, Spurs!

O time apresentou no duelo contra o Jazz uma característica que foi bastante vista na temporada regular passada e preocupou bastante, chegando, por exemplo, à série decisiva em que foi eliminado pelo Oklahoma City Thunder: abrir boa vantagem no primeiro tempo, cochilar e tomar pressão no segundo.

Os dois primeiros períodos foram quase perfeitos, mas a volta do intervalo foi alarmante. O time dormiu e, quando se deu conta, o Jazz havia diminuído toda a vantagem que o Spurs construiu ao longo da partida.

Muito disso, é claro, se deve ao rodízio de jogadores que Popovich implantou, dando ao banco de reservas a maior utilização nas três partidas disputadas na temporada até o momento. Colaborou também a ótima partida de Mo Williams, armador adversário, que aproveitou a marcação frouxa nele e pontuou a torto e a direito. Fica o exemplo para que o time conserte esse tipo de erro e evite complicar jogos que caminhavam para ser mais fáceis. No final das contas, com o choque da complicação, o Spurs dominou amplamente o último quarto e obteve a vitória. Mas não precisamos de emoções desnecessárias, não é mesmo?

Bowen, é você?

Chama a atenção de qualquer um a maneira como Kawhi Leonard se comporta em quadra. Esforçado ao extremo, tem se mostrado um defensor ainda melhor do que o da última temporada, quando era novato. Sua sensatez na marcação também é aplicada nos arremessos, escolhidos a dedo pelo ala, que fez outra ótima partida. Pode não ter pontuado muito, mas foi fundamental para brecar a reação do Jazz nos momentos mais críticos, sendo o mais lúcido do time na defesa de perímetro. Cada vez mais, Leonard vai mostrando que a troca por George Hill valeu muito a pena.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 24 pontos e dez assistências

Tim Duncan – 19 pontos, 11 rebotes e 7-14 nos arremessos de quadra

Kawhi Leonard – 13 pontos, cinco rebotes, três assistências e 5-5 nos arremessos de quadra

Manu Ginobili – Oito pontos e 4-7 nos arremessos de quadra

Tiago Splitter – Cinco pontos e cinco rebotes

Utah Jazz

Mo Williams – 29 pontos e nove assistências

Paul Millsap – 17 pontos e dez rebotes