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Huertas no Spurs?

Antes de mais nada, quero esclarecer que esta é apenas uma suposição minha, algo que andei pensando (e aposto que muitos torcedores também). Não há, pelo menos ainda, nenhum rumor ou boato circulando em San Antonio. Quer dizer, não que eu saiba ainda.

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Para aqueles que possam pensar que é exagero meu, me desculpem, mas não pude deixar de imaginar o brasileiro vestindo a camisa preto e prata após as grandes atuações que ele teve durante o Mundial. O armador foi, sem dúvida, o principal nome da Seleção Brasileira durante o torneio.

E não digo isso só pelos fantásticos 32 pontos nas oitavas de final contra a Argentina. Em todos os jogos, Huertas foi o grande líder do time. Conduziu a equipe com maestria, ditou o ritmo como precisava e cometeu poucos erros, mesmo quando marcado sob forte pressão (como contra os EUA e Argentina, quando foi marcado quase o tempo todo individualmente e pressionado quadra inteira).

Depois das atuações na Turquia, Huertas deve despertar o interesse de algumas times da NBA. Difícil dizer que ele seria titular em alguma equipe, mas, na minha opinião, demonstrou ter potencial para ser um bom reserva em diversas franquias. E por que não no Spurs?

Sabemos que o time texano gosta de ter estrangeiros em suas fileiras e agora terá um brasileiro: Tiago Splitter. Vale lembrar que o pivô atuou na última temporada pelo Caja Laboral, da Espanha, time onde justamente joga Marcelinho Huertas. No Mundial, os dois demonstraram ter muito entrosamento, o que poderia ajudar na adaptação de ambos à NBA.

Você podem me dizer que para a posição que Huertas chegaria nós já temos George Hill. Isso até é verdade, mas vejo espaço para os dois no elenco. Com Manu Ginobili mais velho e sem um substituto a altura para lhe dar descanso, Hill jogará cada vez mais como SG, o que abriria a possibilidade de Huertas ganhar minutos como PG durante o descanso de Tony Parker.

Pode parecer um pouco de ufanismo tratar deste assunto, mas deixando de lado o fato de Huertas ser brasileiro, ele foi um dos principais armadores do Mundial, e há alguns anos é considerado um dos melhores armadores da Liga ACB, da Espanha. Fatores que o credenciam a, pelo menos, ter uma oportunidade na NBA.

Se o convite vai acontecer, ou por qual equipe vai acontecer, eu não sei dizer. Também é difícil saber se Huertas deixaria o papel de protagonista na Europa para tentar a sorte nos Estados Unidos. Mas eu torço para que a chance apareça e que ele arisque. Se for no Spurs, melhor ainda.

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Especial do Mundial – Grupo A

Com o Mundial da Turquia batendo a porta, lançaremos hoje aqui no Spurs Brasil uma série de análises especiais sobre os grupos da competição. Feito em parceria com os colegas do Celtics Brasil, os artigos serão adicionados durante o dia aqui no blog.

Guia Mundial - Grupo APor Luiz Pedro Andrade

O grupo A é relativamente forte, pois tem um favorito, além de times altamente competitivos que podem surpreender.

As seleções do grupo A são: Argentina, Sérvia, Alemanha, Austrália, Angola e Jordânia.

Os Jogos deste grupo serão realizados em Kayseri, uma cidade no centro da Turquia.

Argentina

Posição no Ranking da FIBA: 1º lugar (865 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar na Copa América de 2009
Posição no Mundial 2006: 4º lugar
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: 3º lugar
Principais títulos: Campeão Mundial (1950) e Campeão Olímpico (2004)
Destaque: Luis Scola
Desfalques: Andrés Nocioni,  Manu Ginóbili
Técnico: Sergio Hernandéz

A seleção Argentina é uma das favoritas ao título do Campeonato FIBA de seleções, pelo fato de ter grandes jogadores que formam um quinteto muito forte, que tem como principal estrela o jogador da NBA Luis Scola, que é um ala-pivô alto, de grande qualidade e muitos recursos ofensivos.

Os “hermanos” também têm grandes chances de brigar pela medalha de ouro devido à sua tradição recente e vitoriosa no basquete internacional, mesmo tendo apenas um título do torneio FIBA, conquistado em 1950. Em 2002, o forte time da Argentina desbancou a favoritíssima seleção alemã do MVP Dirk Nowitzki, sendo derrotada na final pela Iugoslávia.

Em 2004, nas Olimpíadas de Pequim, a Argentina novamente desbancou a seleção favorita (na semifinal), dessa vez os EUA que contavam com o astro Lebron James, além de Allen Iverson em seu auge, e Tim Duncan. Na grande final, nuestros hermanos bateram a Itália para conquistar a medalha de ouro.

No mundial de 2006, realizado no Japão, A Argentina ficou em 4º, perdendo para a campeã Espanha na semifinal e para os EUA na disputa do terceiro lugar. Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, os hermanos terminaram em 3º lugar.

A Argentina é a líder do ranking da FIBA e pretende fazer uma campanha à altura. Missão que agora fica a cargo de Sergio Hernandez, que vai suceder a vitoriosa passagem de Ruben Magnano.

Sérvia

Posição no Ranking da FIBA: 5º (459 pontos)
Como chegou ao Mundial: Vice campeã europeia
Posição no Mundial 2006: 11º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Bicampeão Mundial (1998 e 2002) e Tricampeão Europeu (1995, 1997 e 2001)
Destaques: Nenad Krstic e Milos Teodosic
Desfalques: Darko Milicic e Uros Tripkovic
Técnico: Desan Ivkovic

A Sérvia tem muita história no basquete devido à seleção Iugoslava, que antigamente ganhou muitos títulos e tinha um basquete respeitado, pois era uma das poucas que faziam frente aos norte-americanos.

Hoje em dia, a seleção está passando por um período de poucos títulos, apesar da sua boa colocação no campeonato europeu.

Os sérvios contam com apenas um jogador que atua na NBA, o pivô Nenad Krstic, que joga pelo Oklahoma City Thunder, e mantém médias sólidas de 10.4 ppg e 5.5 rpg em sua carreira nos EUA .

O técnico da seleção Sérvia, Dusan Ivkovic, busca resgatar com os jogadores a tradição da seleção nos tempos passados, e todos estão motivado pelo vice campeonato conquistado no campeonato europeu do ano passado.

O time tem pela frente um grupo muito competitivo, mas pretende passar para a disputa das oitavas de final, apesar de ter pela frente a campeã do campeonato africano, Angola, logo em seu primeiro jogo, além de Austrália, Argentina e Alemanha, que são grandes times com jogadores fortes.

A seleção Sérvia é composta por muitos atletas da Euroliga de basquete, e todos estão dispostos a ajudar sua seleção a ganhar o título ou pelo menos terminarem em uma posição honrosa, fazendo jus ao time que possuem.

Alemanha

Posição no Ranking da FIBA: 7º (322 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wild Card – Convidado (11 º lugar no Europeu)
Posição no Mundial 2006:
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 10º
Principais Títulos: Campeão Europeu (1993)
Destaque: Heiko Schaffartzik
Desfalques: Cris Kaman e Dirk Nowitzki
Técnico: Dirk Bauerman

A seleção alemã de basquete nunca foi campeã do mundial, mas sempre teve um grande jogador que fazia diferença e estava entre os melhores, senão o MVP. Essa história começou com o astro alemão da NBA, Dirk Nowitzki, em 2002. Sempre houve boas participações deste jogador ao lado do time, com títulos de MVP e cestinha do campeonato.

Outro jogador de destaque nessa equipe era o também jogador da NBA Cris Kaman, do Clippers. Ambos faziam um forte garrafão, onde a equipe era forte, e ainda tinha o armador especialista em bolas de três, Pascal Roller, que atuava na liga alemã de basquete e, apesar de não ser grande jogador, vinha do banco em horas decisivas e fazia muitos pontos, com um estilo de jogo semelhante ao de Eddie House.

Porém, nesta edição do mundial, nenhum desses três jogadores estarão presentes, e a equipe alemã não tem recursos nem esperanças de substituí-los à altura. Mas o time segue firme nos preparativos e tem com seu principal jogador o armador Heiko Schaffartzik, que joga em um time da Liga Alemã. Ele não é grande pontuador, mas organiza muito bem o time. O técnico alemão o considera a grande esperança da equipe.

Austrália

Posição no Ranking da FIBA: 11° (234 pontos)
Como chegou ao Mundial: 2º lugar na Copa da Oceania
Posição no Mundial 2006: 13º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008:
Principais Títulos: 16 vezes campeão da Copa da Oceania (1971, 1975, 1978, 1979, 1981, 1983, 1985, 1987, 1989, 1990, 1991, 1993, 1995, 1997, 2005 e 2007)
Destaques: Aleks Maric, David Andersen  e Patrick Mills
Desfalque: Andrew Bogut (Milwaukee Bucks)
Técnico: Brett Brown

A equipe australiana de basquete é uma seleção sem muita tradição no esporte, porém disputa com a Nova Zelândia a posição moral de melhor time da Oceania. Porém, a Austrália vem se mostrando mais capaz ultimamente, conquistando vaga nas olimpíadas. Mas, na última final da copa da Oceania, a seleção australiana foi derrotada pela rival.

A equipe não se abalou, nem seus principais jogadores que atuam na NBA, David Andersen e Patrick Mills. Além de Aleks Maric, que foi um dos responsáveis por levar o Partizan ao Final Four da Euroliga na temporada passada. Maric agora é reforço do Panathinaikos da Grécia. O técnico está esperançoso com esses atletas e crê que serão muito úteis à equipe australiana na competição.

O único desfalque de peso da seleção é o pivô do Milwaukee Bucks Andrew Bogut, que sofreu uma dupla-lesão, no cotovelo e na mão, durante uma partida da NBA. Bogut fará muita falta ao garrafão australiano.

O país não é muito ligado ao esporte, mas os que gostam de basquete são fanáticos e admiram muito seus representantes na liga americana. Isso cria um bom clima na equipe, pois os jogadores têm menos pressão, sabendo que não serão tão cobrados e não são desvalorizados na Austrália.

Angola

Posição no Ranking da FIBA: 12° (205 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Africano
Posição no Mundial 2006: 10º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 12º
Principais títulos: Decacampeão Africano (1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009)
Destaque: Olimpio Cipriano
Desfalques: Nenhum
Técnico: Luís Magalhães

A seleção angolana de basquete é a grande representante africana no campeonato, por ter conquistado os últimos seis títulos da Copa continental, e por ser um dos poucos times africanos a ter um jogador com passagem na NBA, o ala Olimpio Cipriano, que jogou pelo Detroit Pistons na temporada passada. Outro jogador importante para o time é o capitão Carlos Almeida.

Hoje em dia, os jogadores da seleção de Angola jogam em apenas dois times diferentes, Primeiro de Agosto e Petróleos Luanda, ambos da Angola. Esse fato gera a principal arma do time, que é o entrosamento da equipe e o conhecimento que eles têm entre si.

O técnico Luis Magalhães tem a difícil responsabilidade de comandar o maior representante do continente africano, e tentar fazer com que sua equipe avance até a fase seguinte.

Jordânia

Posição no Ranking da FIBA: 38º (19.5 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar no Campeonato Asiático
Posição no Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaque: Jamal Abu-Shamala
Desfalques: Nenhum
Técnico: Mario Palma

O time de basquete na Jordânia, que vai disputar seu primeiro campeonato mundial, é pouco conhecido no mundo, tampouco na Ásia, e é considerado sortudo por se classificar. Não tem chances reais de título e pouquíssima probabilidade de avançar à segunda fase.

O técnico Mario Palma já está no comando da seleção há muito tempo, portanto conhece bem os atletas, e os jogadores já estão adaptados ao seu estilo de jogo. Ou seja, como a Angola, a principal arma do time é o entrosamento.

Calendário Grupo A:

28 Agosto 2010

Australia   vs.   Jordânia
Angola       vs.   Sérvia
Alemanha  vs.   Argentina

29 Agosto 2010

Jordânia    vs.   Angola
Sérvia        vs.   Alemanha
Argentina  vs.   Australia

30 Agosto 2010

Jordânia    vs.   Sérvia
Australia   vs.   Alemanha
Angola       vs.   Argentina

1 Setembro 2010

Sérvia        vs.   Australia
Alemanha  vs.   Angola
Argentina   vs.   Jordânia

2 Setembro 2010

Angola       vs.   Australia
Argentina  vs.   Sérvia
Jordânia    vs.   Alemanha

Vem aí o Mundial 2010

Faltam pouco mais de três meses para o início do Mundial de Basquete de 2010, que será sediado na Turquia. O torneio acontecerá entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro e reunirá 24 seleções de todos os continentes, divididas em quatro grupos (confira a divisão dos grupos mais abaixo).

Desta vez, Parker aproveitará melhor as férias da NBA

Mas para nós do Spurs Brasil, o que isso representa? Além, claro, de nossa seleção brasileira, que estará em quadra, com toda a nossa torcida, e da poderosa seleção norte-americana, devemos ter alguns outros atletas para torcermos e, principlamente, observamos.

Como já se sabe, Manu Ginobili não participará desta edição da competição, Tony Parker também abriu mão da disputa para poder descansar e se recuperar da dificil temporada que viveu no Spurs, e Tim Duncan já se aposentou há alguns anos da seleção americana.

Com os grandes astros texanos fora do Mundial, nossa atenção se volta para jogadores menos badalados. Na seleção francesa, o pivô Ian Mahinmi deve constar na lista. Além dele, o ala-armador Nando De Colo pode ser chamado e merece nossa atenção. Para que não se lembra, ele foi draftado pelo Spurs no Draft de 2009, na 53ª escolha, e pode pintar em San Antonio em pouco tempo. Será a rara oportunidade de ver um possível futuro jogador em quadra, já que De Colo atua pelo Valencia, da Espanha, e por aqui são raras as transmissões de partidas da Liga ACB.

Outro possível representante do Spurs é Matt Bonner.  “Como assim?”, vcs devem estar se perguntando, já que jamais ele teria espaço na seleção dos EUA. Mas Bonner possuí a nacionalidade canadense e pode ser chamado para defender o Canadá no Mundial.

Além deles, claro que estaremos de olho em Tiago Splitter. O pivô brasileiro possui os direitos na NBA ligados ao San Antonio Spurs e pode chegar ao Texas como o principal reforço para a temporada 2010/11.

O Spurs Brasil fará a cobertura da participação brasileira na Turquia, dos Estados Unidos e também das outras seleções que tenham jogadores ligados a franquia. Então fiquem ligados, 28 de agosto começa, anotem em suas agendas.

https://i0.wp.com/2.bp.blogspot.com/_OfkqvQqHznw/S0FR93-T9cI/AAAAAAAAEiI/4fkJjYiJlEc/s400/logo_Mundial+basquete_Turquia.gifCampeonato Mundial de Basquete – Turquia 2010

Data: 28 de agosta a 12 de setembro

Cidades sedes: Istambul, Ankara, Izmir e Kayseri

Grupo A
Alemanha
Angola
Argentina
Austrália
Jordânia
Sérvia

Grupo B
Brasil
Croácia
Eslovênia
Estados Unidos
Irã
Tunísia

Grupo C
China
Costa do Marfim
Grécia
Porto Rico
Rússia
Turquia

Grupo D
Canadá
Espanha
França
Líbano
Lituânia
Nova Zelândia