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Spurs (29-11) vs Wolves (16-18) – De volta aos trilhos

106×88

Vivendo um momento de altos e baixos na temporada, o San Antonio Spurs se recuperou da derrota sofrida diante do Memphis Grizzlies, na última sexta-feira (11), ao bater o Minnesota Timberwolves, em casa, por 106 a 88 neste domingo. Vamos aos destaques.

Tim Duncan se destacou em vários fundamentos (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Lampejos

O Spurs encantou no fim da última temporada ao emplacar 20 vitórias seguidas rumo à final da Conferência Oeste e só parou diante do Oklahoma City Thunder. Apesar de ter mantido todo o elenco, a equipe ainda não conseguiu repetir o mesmo basquete. Mas, depois de três quartos apertados contra o Wolves, os texanos mostraram que não esqueceram como se joga. Com a ótima movimentação de bola, a defesa adversária não foi páreo para os donos da casa, que liquidaram a fatura no último quarto ao elevar a vantagem para a casa dos 20 pontos.

E o mais impressionante é que tudo isso foi feito sem a presença do Big Three em quadra, já que Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan não atuaram no quarto período. Patrick Mills, Gary Neal, Stephen Jackson, Kawhi Leonard e Tiago Splitter deram conta do recado.

Neal rendeu bem como arremessador (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Força que vem do banco

O banco texano voltou a brilhar contra o time de Minnesota. Os suplentes foram responsáveis por 55 dos 106 pontos anotados pela equipe na partida. Destaque para Stephen Jackson, com nove pontos e sete rebotes, além de Gary Neal, autor de 15 pontos – a maioria no período final – e três bolas certeiras de longa distância.

Aqui ainda faço um adendo. Gary Neal é um dos atletas mais criticados do atual elenco, mas merece elogios pela atuação deste domingo. Jogando boa parte do tempo ao lado de Patty Mills, o camisa #14 pôde se concentrar naquilo que faz melhor: arremessar. E não decepcionou, não desperdiçando quando esteve livre.

Paredão

A partida marcou o maior número de tocos distribuídos pelo Spurs na temporada: 13 no total. Destes, sete foram só de Tim Duncan, que também estabeleceu seu recorde pessoal no atual campeonato.

Os outros que registraram a estatística defensiva foram Danny Green (2), Stephen Jackson (1), Tiago Splitter (1), Patty Mills (1) e Manu Ginobili (1).

Ele voltou

Ainda no primeiro quarto, Gregg Popovich supreendeu ao promover a entrada do “esquecido” DeJuan Blair. Sem participar das partidas desde o dia 5 de janeiro, o ala-pivô não foi acionado nos últimos três jogos, mas voltou a receber uma chance do treinador. E se saiu bem. Em apenas nove minutos em quadra, anotou nove pontos e pegou quatro rebotes.

Apreensão

Se a noite foi de festa pela vitória, um lance deixou a torcida preocupada no AT&T Center. Pouco antes do final do primeiro tempo, Manu Ginobili partiu pelo lado esquerdo da quadra, mas levou a mão à parte posterior da coxa esquerda e imediatamente desabou. O argentino foi levado para os vestiários e não voltou mais. Até então, Manu era o principal jogador do Spurs, com 12 pontos e cinco assistências em 12 minutos jogados.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 20 pontos e 6 assistências

Gary Neal – 15 pontos

Tim Duncan – 12 pontos, 9 rebotes, 7 tocos e 5 assistências

Manu Ginobili – 12 pontos e 5 assistências

Minnesota Timberwolves

JJ Barea – 15 pontos e seis assistências

Nikola Pekovic – 14 pontos

Luke Ridnour – 13 pontos e seis assistências

Ainda dá?

Olá caros leitores! Muitos de vocês já devem me conhecer, desde o início do blog faço parte da equipe, mas já há algum tempo estava ausente devido a alguns compromissos pessoais, que me forçaram a ficar um pouco afastado. Agora, estou de volta e irei ocupar este espaço às quintas-feiras, com uma coluna deixando um pouco da minha visão sobre a NBA e, principalmente, o San Antonio Spurs.

Neste primeiro artigo, o assunto que quero abordar é a Conferência Oeste. Afinal, depois de cair para o Oklahoma City Thunder na final de conferência da última temporada, quais são as chances do Spurs em 2012/2013?

Sabemos que os principais astros do elenco texano já não garotos, mas será que a equipe ainda tem condições de brigar por mais um título da NBA, o quinto da história da franquia? Sou daqueles mais otimistas que acreditam até o fim que a equipe pode, sim, chegar ao título, mas ao mesmo tempo olho para os concorrentes e vejo que não será nada fácil.

Primeiro, claro, o Oklahoma City Thunder está ai, sem grandes novidades no elenco mas com todos aqueles que fizeram parte da campanha no último ano, que resultou no vice-campeonato da liga. E chega a ser assustador imaginar que Kevin Durant, Russell Westbrook, James Harden e Serge Ibaka irão completar a próxima temporada todos com 24 anos ou menos. Ou seja, é uma equipe que já chegou a uma final de NBA, mas que ainda é extremamente jovem e que deve evoluir cada vez mais. Sem dúvida formam um adversário de peso.

Quem também voltou a ganhar força neste cenário é o Los Angeles Lakers. A equipe de Kobe Bryant adicionou nada menos que Steve Nash e Dwight Howard ao seu plantel, tudo isso sem perder o espanhol Paul Gasol. Juntos com Metta World Peace (ex-Ron Artest), vão formar um quinteto titular fortíssimo.

De quebra, os angelinos ainda buscaram o ala-pivô Antawn Jamison para reforçar o banco de reservas, que foi o principal ponto fraco da equipe no último campeonato.

Com muitas peças novas, o entrosamento pode ser um problema no início, mas, com tanto talento reunido, os Lakers se apresentam com força na briga pelo título.

Correndo por fora, o “primo pobre” de Los Angeles, os Clippers, também não pode ser descartado. O time, que manteve uma excelente base formada por Chris Paul, Chauncey Billups, Caron Butler, Blake Griffin e DeAndre Jordan, aposta no reforço do banco de reservas para chegar ao título.

Perderam Kenyon Martin, é verdade, mas adicionaram ótimas peças como o experiente Grant Hill, o pontuador Jamal Crawford e o versátil Lamar Odom, que retorna a Los Angeles, mas agora vestindo branco e vermelho, não mais o amarelo e roxo.

Podendo surpreender, destaco o Minnesota Timberwolves. Com Ricky Rubio voltando de lesão, ao lado do sempre espetacular Kevin Love, a equipe já tinha tudo para voltar aos playoffs – algo que não acontece desde os tempos de Kevin Garnett -, mas a franquia fez algumas apostas ousadas que, se derem certo, farão os “lobos” incomodarem. E muito.

Da Rússia, trouxeram de volta ã NBA o polivalente Andrei Kirilenko e também o novato Alexey Shevd, que com Rubio e Luke Ridnour formará um ótimo trio para as posições de armação. Renascendo das cinzas, quem também está de volta é Brandon Roy, que havia deixado as quadras devido a graves problemas nos joelhos, mas que tenta retornar e mostrar que ainda pode ser útil na NBA.

Provavelmente ainda não é uma equipe pronta para brigar pelo título, mas capaz de supreender algum favorito que entrar de “salto alto”.

E aí, será que o San Antonio Spurs ainda tem chance de conquistar o título? Os texanos também mantiveram praticamente todos os jogadores que fizeram parte do elenco no último campeonato e devem iniciar a temporada sem grandes novidades. Será o suficiente?