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20 triunfos consecutivos: estaria o Spurs fazendo história?

Entrando para a história?

Li um mini-artigo bem legal escrito pelo jornalista Tim Griffin, do Spurs Nation, sobre a sequência de 20 vitórias consecutivas do San Antonio Spurs. Segundo ele, especialistas ao redor dos Estados Unidos vêm colocando esse feito entre os maiores da história de todos os esportes americanos.

Esses caras ficam na memória, claro!

Pode ser um pouco exagerado, mas às vezes acho que temos uma forte tendência saudosista. Muita gente reclama que a época boa do basquete era quando tínhamos Michael Jordan, Charles Barkley, John Stockton, Karl MaloneHakeem Olajuwon, Patrick Ewing, David Robinson… Os mais antigos certamente lembram de Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Oscar Robertson, George Gervin, Wilt Chamberlain, Bill Russell, Jerry West, Pete Maravich, e por aí vai.

Os saudosistas mais novos já se entristecem só de pensar que jogadores como Tim Duncan, Kevin Garnett, Jason Kidd, Steve Nash, Manu Ginobili e Kobe Bryant vivem seus últimos anos de carreira, mas esquecem de enxergar o que está acontecendo debaixo dos próprios olhos.

Daqui a dez anos, quando LeBron James, Dwyane Wade, Chris Bosh, Chris Paul, Deron Williams e Rajon Rondo estiverem deixando as quadras, esse pessoal voltará lamentar, afinal, nunca a NBA vai ver um Lebron James da vida novamente. Será mesmo? Será que é assim ou nós que supervalorizamos o passado?

Falei tudo isso para introduzir alguns números interessantes. O San Antonio Spurs tem 20 vitórias consecutivas, como todos vocês já sabem. Essa já é a quarta maior sequência da história da NBA, e a primeira se englobarmos partidas de playoffs. Será que é exagero dizer que a franquia está sim fazendo história?

E jogadores como esses dois? Pra mim eles cabiam no passado facilmente. Por que os “ignoramos”?

Como é possível perceber, eu já tenho um ponto de vista definido, mas queria ler o que vocês têm a dizer, caros leitores. Neste vídeo, especialistas debatem o tema. Confira!

O San Antonio Spurs pode quebrar o recorde do Chicago Bulls?

O San Antonio Spurs começou a temporada de forma surpreendente. Ninguém esperava 29 vitórias em 33 jogos e a consequente liderança de toda a NBA. Os bons ventos parecem aguçar a criatividade da imprensa texana, que já cogita a quebra do recorde pertencente ao Chicago Bulls. Em 1995/96, o Bulls, capitaneado por Michael Jordan, venceu 72 partidas e perdeu apenas dez.

Seria o San Antonio Spurs de Tim Duncan e Manu Ginobili capaz de derrubar essa marca histórica? Foi o que perguntou um jornalista da cidade ao técnico Gregg Popovich, que respondeu no seu estilo habitual: “De forma alguma. Você continua bêbado?”, brincou. “Acho que pensar nisso é ridículo”, completou.

Será mesmo que o repórter de San Antonio está bêbado ou é impossível desbancar Michael Jordan e Phil Jackson? Vale lembrar que a campanha do Bulls de 1995/96 após os 33 primeiros jogos era de 30 vitórias e três derrotas.

James Anderson está prestes a retornar

O novato James Anderson está muito perto de voltar a vestir o uniforme do San Antonio Spurs. De acordo com Gregg Popovich, Anderson se recupera bem de uma fratura por stress e poderá ficar no banco de reservas ainda no mês de janeiro. Na temporada, o ala tem média de sete pontos em seis duelos disputados.

Com vocês, a melhor jogadora do mundo

Vou deixar o San Antonio Spurs um pouco de lado na coluna de hoje para falar sobre a WNBA, que começa no próximo mês.

Se alguma atleta da WNBA pudesse um dia ser comparada a Michael Jordan, essa seria Diana Taurasi.

Ela é rápida, inteligente, defende, ataca, arremessa com uma qualidade incrível… é, sem dúvidas, uma jogadora completa, como se fosse o Kobe Bryant na NBA atual.

Decidi dedicar este espaço a Diana Taurasi por um único motivo. Hoje, li a notícia de que ela anotou 37 pontos na semifinal da Euroliga de basquete – um número raro para uma mulher. Além dos 37 tentos, a ala adicionou outros 12 rebotes e seis assistências.

Logicamente sua equipe, o Spartak Moscou, venceu. E venceu um time forte e rico: o UMMC Ekaterinburg.

Vale lembrar aqui nesse texto que as jogadoras da WNBA também atuam na Europa, já que a temporada norte-americana é mais curta e os salários deixam a desejar.

Na WNBA, Diana Taurasi tem uma carreira privilegiada. Já ganhou o título duas vezes com a camisa do Phoenix Mercury – atual vencedor do torneio – e também conquistou o MVP [melhor jogadora] da temporada regular e dos playoffs. Além, é claro, de ser condecorada no basquete europeu pelo estelar Spartak Moscou.

Pelo selecionado norte-americano, Taurasi possui duas medalhas de ouro no currículo – em Atenas (2004) e Pequim (2008). Isso sem falar de sua brilhante carreira universitária por Connecticut.

Uma jogadora completa, com história na liga profissional estadunidense, no basquete internacional e por seu país. Será que é justo compará-la a Michael Jordan? Eu acho que sim…