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Brasil tem boa atuação, mas perde para Estados Unidos

A seleção brasileira enfrentou o favoritíssimo time norte-americano nesta segunda-feira (16) e, apesar da derrota por 80 a 69, não decepcionou. O Brasil começou arrasador, e abriu uma vantagem de 27 a 17 no primeiro quarto. No segundo período, a equipe americana acertou sua defesa, forçando o Brasil a cometer expressivos doze desperdícios, e conseguiu reverter o placar, indo para o intervalo vencendo por 37 a 32.

(Nathaniel S. Butler/NBAE/Getty Images)

O Brasil sentiu a superioridade física dos americanos nos dois últimos quartos, e teve sérias dificuldades quando Marcelinho Huertas não esteve em quadra. O armador teve uma atuação de alto nível e terminou a partida com 13 assistências, além de ter anotado 11 pontos. E para completar, o astro Lebron James estava inspiradíssimo e saiu de quadra com 30 pontos, sendo o cestinha do embate.

Tiago Splitter, pivô do San Antonio Spurs, teve uma atuação modesta, sendo pouco ativado no ataque e marcando seis pontos. Na defesa, o jogador encontrou algumas dificuldades quando teve que marcar Kevin Durant, mas em geral realizou um bom trabalho e conseguiu coletar seis rebotes.

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Huertas no Spurs?

Antes de mais nada, quero esclarecer que esta é apenas uma suposição minha, algo que andei pensando (e aposto que muitos torcedores também). Não há, pelo menos ainda, nenhum rumor ou boato circulando em San Antonio. Quer dizer, não que eu saiba ainda.

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Para aqueles que possam pensar que é exagero meu, me desculpem, mas não pude deixar de imaginar o brasileiro vestindo a camisa preto e prata após as grandes atuações que ele teve durante o Mundial. O armador foi, sem dúvida, o principal nome da Seleção Brasileira durante o torneio.

E não digo isso só pelos fantásticos 32 pontos nas oitavas de final contra a Argentina. Em todos os jogos, Huertas foi o grande líder do time. Conduziu a equipe com maestria, ditou o ritmo como precisava e cometeu poucos erros, mesmo quando marcado sob forte pressão (como contra os EUA e Argentina, quando foi marcado quase o tempo todo individualmente e pressionado quadra inteira).

Depois das atuações na Turquia, Huertas deve despertar o interesse de algumas times da NBA. Difícil dizer que ele seria titular em alguma equipe, mas, na minha opinião, demonstrou ter potencial para ser um bom reserva em diversas franquias. E por que não no Spurs?

Sabemos que o time texano gosta de ter estrangeiros em suas fileiras e agora terá um brasileiro: Tiago Splitter. Vale lembrar que o pivô atuou na última temporada pelo Caja Laboral, da Espanha, time onde justamente joga Marcelinho Huertas. No Mundial, os dois demonstraram ter muito entrosamento, o que poderia ajudar na adaptação de ambos à NBA.

Você podem me dizer que para a posição que Huertas chegaria nós já temos George Hill. Isso até é verdade, mas vejo espaço para os dois no elenco. Com Manu Ginobili mais velho e sem um substituto a altura para lhe dar descanso, Hill jogará cada vez mais como SG, o que abriria a possibilidade de Huertas ganhar minutos como PG durante o descanso de Tony Parker.

Pode parecer um pouco de ufanismo tratar deste assunto, mas deixando de lado o fato de Huertas ser brasileiro, ele foi um dos principais armadores do Mundial, e há alguns anos é considerado um dos melhores armadores da Liga ACB, da Espanha. Fatores que o credenciam a, pelo menos, ter uma oportunidade na NBA.

Se o convite vai acontecer, ou por qual equipe vai acontecer, eu não sei dizer. Também é difícil saber se Huertas deixaria o papel de protagonista na Europa para tentar a sorte nos Estados Unidos. Mas eu torço para que a chance apareça e que ele arisque. Se for no Spurs, melhor ainda.