Arquivos do Blog

Spurs (9-5) @ Heat (9-4) – Quando Ginobili faz (muita) falta…

San Antonio Spurs98X120Miami Heat

Na terça-feira (17), o San Antonio Spurs tentava sua primeira vitória fora de casa na temporada, mas tinha pela frente o forte e badalado Miami Heat. Os comandados de Gregg Popovich fizeram um excelente primeiro tempo, mas tomaram um vareio na volta do intervalo e foram derrotados por 120 a 98.

E a noite foi só dele... (Photo by Mike Ehrmann/Getty Images)

O que faltou?

Nem preciso dizer que Manu Ginobili é um jogador importante, certo? No terceiro quarto da partida, realmente sentimos falta de alguém com sua inteligência. San Antonio liderava o marcador de forma tranquila, mas LeBron James resolveu colocar a bola debaixo do braço e acertou tudo. Nesse momento, o time texano se assustou e, pressionado na defesa, cometeu muitos turnovers e desperdiçou arremessos fáceis. Com Ginobili em quadra, o cenário poderia ser diferente, já que o argentino teria mais capacidade para uma bola de segurança e para cavar uma falta que esfriasse o jogo.

14 pontos

Essa era a vantagem do San Antonio Spurs no intervalo da partida…

39 a 12

Esse foi o placar do terceiro período. LeBron James, que marcou a maior parte de seus pontos depois do intervalo, saiu de quadra com 33 pontos, dez assistências e cinco rebotes. Chris Bosh também deu show – 30 pontos, oito rebotes e cinco assistências. Até o esquecido Mike Miller (sempre machucado) voltou do mundo dos mortos e anotou 18 tentos (todos eles em bolas de longa distância).

Muito trabalho a fazer (Photo by Mike Ehrmann/Getty Images)

Gregg Popovich: culpado ou inocente?

Li muitas críticas ao técnico Gregg Popovich lá no Facebook do Spurs Brasil. Muitos reclamam que o treinador abdica das partidas muito cedo ao colocar os titulares no banco. Eu entendo parte dessas críticas, mas é bom lembrar que vivemos uma temporada diferente. Há muitos jogos em sequência, todos eles em ritmo desgastante. Ainda hoje, por exemplo, viajamos para Orlando para encarar o Magic. Nessas horas o técnico tem que ser inteligente. Viu que a vaca foi pro brejo? Toca os reservas em quadra que em menos de 24 horas tem mais um jogo em alto nível. Infelizmente é assim…

Orlando Magic

Bem, depois da surra é hora de juntar os cacos rapidamente. Nesta quarta-feira (18) tem, como já disse, duelo contra o Orlando Magic. Tradicionalmente o Spurs joga mal em Orlando (perdeu as três últimas partidas que fez por lá, por exemplo). Esperamos que alguém consiga parar o gigante Dwight Howard. Também é bom ficar de olho no versátil Ryan Anderson, que, para mim, vem sendo o melhor jogador do Magic nesta temporada.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Danny Green – 20 pontos

Tony Parker – 18 pontos

DeJuan Blair – 13 pontos e seis rebotes

Kawhi Leonard – 12 pontos e seis rebotes

Gary Neal – 12 pontos

Miami Heat

LeBron James – 33 pontos, cinco rebotes e dez assistências

Chris Bosh – 30 pontos, oito rebotes e cinco assistências

Mike Miller – 18 pontos e quatro rebotes

Mario Chalmers – 13 pontos e quatro assistências

Spurs (9-4) @ (8-4) Heat – Temporada Regular

Robson Kobayashi

San Antonio Spurs @ Miami Heat – Temporada Regular

Data: 17/01/2012

Horário: 22:30 (Horário de Brasília)

Local: American Airlines Arena

O San Antonio Spurs tenta vencer sua primeira partida fora de casa contra a forte equipe do Miami Heat. Dwyane Wade deve ficar de fora do combate, devido à contusão sofrida no último jogo contra o Denver.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG Richard Jefferson

SF – Kawhi Leonard

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de olho – O novato Kawhi Leonard tem tido a dura missão de marcar os principais pontuadores do time adversário. Desta vez, a tarefa será complicada: nada mais nada menos do que LeBron James. Será que ele dá conta do recado?

Golden State Warriors

PG – Mario Chalmers

SG – James Jones

SF – LeBron James

PF – Chris Bosh

C – Joel Antonhy

Fique de olho – Como Wade é dúvida para a partida, Lebron James deve ser a principal alternativa ofensiva do Miami Heat. Suas médias são de 29,5 pontos, 8,2 rebotes e 7,4 assistências por partida.

Spurs (54-13) @ Heat (46-21) – Massacre devolvido

80X110

Depois de trucidar o Miami Heat em casa, o San Antonio Spurs voou até a Flórida para tentar um novo triunfo diante do Heat. Os comandados de Gregg Popovich, no entanto, jogaram muito mal e foram derrotados com extrema facilidade. Em grande noite, o trio de ferro do Miami garantiu o show e saiu de quadra com a vitória por 110 a 80.

Tony Parker parece bem satisfeito com o resultado da partida...

Apesar do revés, San Antonio encheu a torcida de esperanças nos primeiros minutos. Logo no início, o time visitante executou boas jogadas e chegou a ter uma pequena vantagem no marcador. Logo em seguida, contudo, LeBron James e companhia começaram a impor um ritmo forte, praticamente avassalador.

A vitória foi desenhada no segundo quarto. Melhor em quadra, o Heat converteu muitas cestas e ainda contou com a sorte. Ao final do período, vitória parcial por 49 a 39. Na volta do descanso, os comandados de Erik Spoelstra mantiveram a postura agressiva e impediram uma reviravolta.

Criticado, Bosh voltou a jogar bem...

O cestinha da noite foi o criticado Chris Bosh, que tirou a barriga da miséria e anotou 30 pontos. Bosh ainda conseguiu 12 rebotes. LeBron James ficou perto de um triple-double: 21 pontos, seis rebotes e oito assistências. O último pilar da trinca, Dwyane Wade, também apareceu como destaque. D-Wade foi responsável por 29 pontos e nove rebotes.

Pelo lado texano, o maior pontuador da noite foi o francês Tony Parker, com 18 pontos e cinco assistências. Bem marcado, Manu Ginobili marcou poucos pontos e se viu obrigado a distribuir mais a bola. O argentino encerrou a contenda com 12 pontos, seis rebotes e cinco assistências.

Depois dessa sacudida, o San Antonio Spurs tem um longo período de descanso e só volta às quadras na sexta-feira. O jogo, mais uma vez fora de casa, será contra o forte Dallas Mavericks.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 18 pontos e cinco assistências

Tim Duncan – 14 pontos e seis rebotes

Manu Ginobili – 12 pontos, seis rebotes e cinco assistências

Miami Heat

Chris Bosh – 30 pontos e 12 rebotes

Dwyane Wade – 29 pontos e nove rebotes

LeBron James – 21 pontos, seis rebotes e oito assistências

Spurs (51-11) vs Heat (43-19) – El masacre

https://i0.wp.com/i689.photobucket.com/albums/vv251/peskinha/barras/glauber-resumo.jpg

125X95

Um início arrasador, um recorde nos três pontos e um retorno inespearado, com esses elementos o San Antonio Spurs passou por cima do Miami Heat no esperado confronto entre os trios.

Bosh se escondeu de vergonha, Wade pensando porque estava ali e James, nada (Foto por Kin Man Hui/San Antonio Express-News)

Com o surpreendente retorno de Tony Parker, o Spurs iniciou com o francês, Manu Ginobili, Richard Jefferson, Tim Duncan e DeJuan Blair. O show texano iniciou com o argentino acertando seus quatro primeiros arremessos, sendo três de três pontos. O Heat cometia várias faltas de ataque, logo deixando a quadra com duas faltas Lebron James e Dwayne Wade, e tinha problemas defensivos, permitindo vários arremessos sem defesa, que Matt Bonner aproveitou e acertou todos os quatro que tentou dos três pontos, fechando o priemiro quarto em 36 a 12.

Duncan mostra todo seu amor pela volta de Parker (Foto por Kevin Martin/San Antonio Express-News)

Tentando se recuperar do choque da humilhante derrota da noite anterior e do péssimo começo de partida, James começou seu show particular para manter o time na partida e anotou 15 pontos no segundo período. Seus companheiros o acompanharam no bom momento e melhoraram seu aproveitamento para 66,7% no quarto. Continuando o show nos três pontos com Jefferson o San Antonio impediu que os vistantes encostassem muito no placar e foi para o intervalo vencendo em 62 a 50.

O time titular do Spurs retornou para o terceiro quarto, e Parker mostrou porque seu retorno foi importante. Após ser o garçom no primeiro tempo, com sete assistências, ele partiu para a cesta e anotou 11 pontos no período. Quem achou ruim foi Erick Dampier, que empurrou o francês enquanto ele fazia uma bandeja e foi expulso da partida com uma falta flagrante. Assim os donos da casa foram para a última parte do jogo com 94 a 72.

O Heat parecia sem forças para reagir e o Spurs mostrou seu poder aumentando a vantagem no placar, mesmo com seus reservas: Othyus Jeffers, Steve Novak e Tiago Splitter. Assim, San Antonio quebrou o recorde da franquia de cestas de três pontos com 17 e empatou sua maior sequência de vitórias em casa com 22. Assim, Los Spurs acabou com El Heat pelo placar de 125 a 95.

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 20 pontos e sete assistências

Matt Bonner – 18 pontos e 85,7% (6-7) nos arremessos de três pontos

Gary Neal – 16 pontos e 87,5% (7-8) nos arremessos de quadra

Tony Parker – 15 pontos, oito assistências e 100% (7-7) nos lances livres

Tim Duncan – 11 pontos e 14 rebotes

George Hill – 11 pontos

Richard Jefferson – 11 pontos

DeJuan Blair – Dez pontos e seis rebotes

Tiago Splitter – Cinco pontos, 2-3 nos arremessos de quadra, 1-2 nos lances livres, três rebotes, um ofensivo, um roubo de bola e uma falta em 12:45 minutos.

Miami Heat

Lebron James – 26 pontos, oito rebotes, sete assistências

Dwayne Wade – 19 pontos

Chris Bosh – 17 pontos e 14 rebotes

Mike Miller – 12 pontos

O líder e suas diversas facetas

Líder? Semideus? Deus? Mero mortal ou pipoqueiro?

Este é LeBron James, em várias de suas facetas. Elas foram vividas em toda a temporada da NBA.

De início, o personagem semideus, recém-chegado de uma temporada brilhante, coroada com o título de melhor jogador.

O título, contudo, ficou para a próxima. Sem antídoto para Dwight Howard, LeBron e sua trupe pararam no Orlando Magic, que foi à final e fez bons jogos contra o Los Angeles Lakers.

O astro foi perdoado. A culpa, em sua grande parte, foi carregada por outras costas, embora alguns já o olhassem com um ar de desconfiança.

Deus; esse foi LeBron James ao término desta temporada.

Ele jogou muito, muito mesmo. Fez de tudo, eu diria; um verdadeiro craque. Ao término da época, mais uma vez, veio o troféu de MVP – um marco na carreira de qualquer jogador.

Nos playoffs, o camisa #23 mostrou sua faceta de líder. Passou pelo Chicago Bulls sem deixar rastros, jogando o mesmo basquete que o credenciara ao prêmio de melhor atleta da temporada.

Na fase seguinte estava lá o experiente Boston Celtics. Será que o trio de velhinhos seria páreo para King James, como o mesmo gosta de se intitular?

A resposta veio em quadra. Quem apareceu para o jogo? Ray Allen e Rajon Rondo.

E LeBron James? Foi anulado, se escondeu…

A responsabilidade pesou. Na hora “H”, muitos passes, pouca iniciativa. É bem verdade que Ray Allen o marcou como poucos. Aliás, o Boston Celtics soube como parar o badalado Cavs.

Rajon Rondo fez chover. Fez triple-double, passou muito, infiltrou muito. Deixou o técnico Mike Brown de “cabelos em pé”; entre aspas, porque Brown sequer possui um fio de cabelo.

Acanhado, LeBron James passou vergonha em casa, foi vaiado. Teve seu pior desempenho da carreira em playoffs sob os olhares atentos de seus entusiastas.

No jogo seguinte, o último da série, muitos abraços, um triplo-duplo, um adeus melancólico.

A passagem de LeBron James pelo Cleveland Cavaliers (se ele realmente trocar de equipe) será sempre lembrada com um asterisco.

“O novo Jordan que nunca venceu”, talvez fosse um título adequado.

James me decepcionou, decepcionou aos torcedores de Cleveland, a imprensa. O mundo esperava mais dele, que sucumbiu diante de um time que soube o que fazer em quadra.

Mas depois de tudo isso, vale crucificar o craque?

Ao meu ver será inútil. Há jogadores com mais culpa. Quando LeBron se omitiu, alguém precisava chamar a responsabilidade; ter, no linguajar popular, saco roxo…

O elenco do Cleveland Cavaliers é milionário. Será que alguém, além do camisa #23, estava impossibilitado de pontuar?

A culpa é de todos, claro, mas o asterisco do ano vai para LeBron James, um dos maiores jogadores que vi, um dos que mais me decepcionou.

Torço para ele vencer um dia. Espero vir aqui e escrever um belo texto criticando a mim mesmo, dizendo que eu estava errado.

Esse dia vai chegar? Quem sabe… só o tempo dirá.