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Spurs (3) vs (0) Lakers – Atropelo na Califórnia!

120×89

Quem pensou que na presença de sua torcida o Los Angeles Lakers poderia fazer um jogo melhor do que os dois últimos se enganou. O San Antonio Spurs não tomou conhecimento do rival, em duelo disputado nesta sexta-feira (26), conseguiu uma vitória histórica por 120 x 89 e abriu 3 a 0 na série válida pela primeira rodada dos playoffs. Agora, para concretizar a varrida, o time texano precisa vencer mais uma fora de casa, no domingo.

Duncan em mais uma boa atuação pelo Spurs (Reprodução/spurs.com)

Atropelo

O Lakers sofreu a pior derrota de todos os tempos em casa nos playoffs. Os 31 pontos de diferença e 120 sofridos fizeram com o que o jogo 3 dessa série entrasse para a história de forma negativa para a franquia. O resultado terrível pode ser associado à ausência de um armador de ponta, já que os Steves, Nash e Blake, ficaram fora por contusão. O time, que já não conta com Kobe Bryant nos playoffs, não teve bons nomes no perímetro.

O MVP da D-League, Andrew Goudelock, e Darius Morris até conseguiram bons números, anotando 20 e 24 pontos, respectivamente, mas nada que suprisse a falta dos lesionados.

Parker teve boa atuação (Reprodução/spurs.com)

Juventude x Experiência

Quem viu o jogo deve ter percebido que saiu faísca no duelo entre Tim Duncan, de 37 anos, e Dwight Howard, 27. No encontro entre o veterano ala-pivô do Spurs e o atlético pivô do Lakers, a experiência acabou levando vantagem mais uma vez. Obviamente, os dois não tiveram contato durante toda partida, já que o brasileiro Tiago Splitter é o responsável por marcar, durante boa parte dos confrontos, do astro da equipe angelina. Enquanto The Big Fundamental conseguiu 26 pontos, nove rebotes e três assistências na vitória de sua equipe, o Superman D12 deixou a quadra com 26 pontos, 11 rebotes e nenhuma assistência.

“Tim Duncan ainda é a fundação da nossa equipe. Ele joga com se fosse seis ou sete anos mais novo. Para mim, é um milagre”, comemorou o treinador do Spurs, Gregg Popovich, após a partida.

Splitter

A importância de Splitter para o Spurs pode não ser notada por meio de de números, mas o camisa 22 tem mostrado muita qualidade na marcação dos pivôs angelinos. Porém, no fim do jogo, o brasileiro torceu o tornozelo esquerdo e deixou o jogo carregado.

O raio-x do pivô deu negativo, ou seja: nenhum fratura foi detectada. No entanto, é provável que ele fique até 10 dias fora de combate, segundo o jornalista Buck Harvey. Ainda de acordo ele, Boris Diaw, que, lesionado, ainda não atuou nos playoffs, pode voltar no domingo.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 26 pontos e 9 rebotes

Tony Parker – 20 pontos e 7 assistências

DeJuan Blair – 13 pontos e 7 rebotes

Kawhi Leonard – 12 pontos e 4 rebotes

Danny Green – 11 pontos, 4 assistências e 4 rebotes

Los Angeles Lakers

Dwight Howard – 25 pontos pontos e 11 rebotes

Darius Morris – 24 pontos e 6 assistências

Andrew Goudelock – 20 pontos

Pau Gasol – 11 pontos, 13 rebotes e 10 assistências

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Spurs (2) @ Lakers (0) – Primeira rodada dos playoffs

San Antonio Spurs @ Los Angeles Lakers – Primeira rodada dos playoffs

Data: 26/04/2013

Horário: 23h30 (Horário de Brasília)

Local: Staples Center

Na TV: ESPN

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,47 (favorito) @ Lakers 2.70

O San Antonio Spurs vai até a Califórnia para enfrentar o Los Angeles Lakers na terceira partida da série, válida pelo primeiro round dos playoffs. O cenário, em qualquer outro ano, seria preocupante para o torcedor da franquia texana. Mas, na temporada atual, os angelinos têm passado por tantas provações que o alvinegro é o grande favorito, mesmo jogando fora de casa. Para o jogo 3, os donos da casa, que já não contam com Kobe Bryant, perderam Steve Blake, machucado, e muito provavelmente não contarão com Steve Nash e Jodie Meeks. Os visitantes, por sua vez, que sofreram com contusões durante toda a temporada, passam por um momento mais calmo, com Manu Ginobili, Tony Parker e Tim Duncan saudáveis.

Série nos playoffs (2-0)

21/04/2013 – Spurs 91 vs 79 Lakers

O Spurs recebeu o Lakers em San Antonio e venceu com certa facilidade. Para que isso fosse possível, Manu Ginobili voltou a ser decisivo, marcando 18 pontos, combinados com mais 18 de Tony Parker e 17 de Tim Duncan.

24/04/2013 – Spurs 102 vs 91 Lakers

O Spurs mais uma vez foi dominante e conseguiu abrir 2 a 0 na série em casa. Tony Parker comandou o time ofensivamente com 28 pontos.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Voltando à melhor forma, Tony Parker não tem encontrado muita resistência dos armadores do Lakers. Agora, sem Steve Blake e, possivelmente, sem Steve Nash do outro lado, o francês tem chance de fazer outro bom jogo.

PG – Steve Nash/Chris Duhon

SG – Jodie Meeks/Darius Morris

SF- Metta World Peace

PF – Pau Gasol

C – Dwight Howard

Fique de Olho – Dwight Howard vem sendo bem marcado na série contra o Spurs e, ainda assim, tem conseguido bons números. Hoje, ao lado de Pau Gasol, o pivô será a principal esperança de vitória do time angelino.

Corte deixou Neal fora contra o Knicks

(AP Photo/Don Ryan)

Corte no dedo afastou Neal de jogo contra o Knicks (AP Photo/Don Ryan)

Surpreendeu o fato do técnico Gregg Popovich ter deixado o ala-armador Gary Neal fora da rotação duirante a derrota do San Antonio Spurs para o New York Knicks. Com a ausência, o australiano Patrick Mills teve mais minutos de quadra e acabou não tendo o mesmo efeito que o companheiro na segunda unidade enviada à quadra pelo treinador. Mas a ausência de Neal não foi uma opção, e sim uma necessidade. Com um corte no dedo em sua mão de arremesso, a direita, ele não estava apto para jogar.

O corte não é novidade para Neal e quase o tirou da vitória sobre o Los Angeles Lakers na partida anterior à contra o Knicks, em informação transmitida pelo jornalista Andrew McNeill, que cobre o Spurs para o blog 48 Minutes of Hell. No duelo contra os californianos, ele atuou por só sete minutos e errou os três arremessos que tentou.

Apesar do jogo ruim diante do Lakers e da ausência contra o Knicks, Neal vem fazendo um bom começo de temporada. Vindo do banco, participou de oito partidas e colabora até o momento com médias de 10,1 pontos e 31,6% de aproveitamento quando arremessa na linha dos três. Para o duelo contra o Denver Nuggets, no sábado, o ala-armador já deverá estar apto para atuar.

As duas finais

O ápice da NBA está chegando. Depois de muitas partidas, muitas noites gastas em jogos e muitas decepções e alegrias assimiladas. Com as finais de conferência aí, peço licença para colocar abaixo minhas análises sobre os duelos entre Los Angeles Lakers e Denver Nuggets no Oeste e Cleveland Cavaliers e Orlando Magic no Leste.

Time-a-time

Los Angeles Lakers

Talvez a equipe mais badalada no ínicio da temporada, o Lakers sofreu com a ausência do pivô Andrew Bynum, que mais uma vez ficou um belo tempo afastado nas quadras com lesão no joelho. O ala-armador Kobe Bryant, como de praxe, brilhou e abrilhantou a NBA. O ala-pivô Pau Gasol foi outra peça importantíssima, principalmente na ausência de Bynum. Os angelinos foram, durante toda a temporada, favoritíssimos no Oeste. Porém, algumas atuaões contestáveis na pós-temporada diminuiram a pompa e acenderam a luz amarela. Em 2009, o Lakers e Phil Jackson terão seu grande teste de fogo. Poderá Kobe vencer sem Shaquille O’Neal? Phil Jackson ainda pode render? A chegada de Pau Gasol será convertida em títulos? São essas perguntas que devem ser respondidas nas próximas semanas.

O nome: Kobe Bryant, sem dúvidas. Desde a saída de O’Neal, é o craque solitário do time. Ganhou a companhia de Gasol e Bynum, mas nenhum dos dois consegue alcançar a magnitude do ala-armador.

Termômetro: Quente. É favorito no Oeste e tem boas chances de faturar o título da NBA.

Denver Nuggets

Não restam dúvidas de que o Nuggets é a grande surpresa de 2008/2009. Mal cotado no ínicio da temporada, o time do Colorado conseguiu, em uma troca, mudar seu destino. Se desfez de um Allen Iverson em franca decadência e juntou ao seu plantel um dos melhores armadores da liga, Chauncey Billups. Deixou times como San Antonio Spurs, Houston Rockets e New Orleans Hornets – sempre tachados de favoritos – comendo poeira, e chegou sem qualquer contestação às finais de sua conferência. Com o astro Carmelo Anthony jogando em um nível altíssimo e as gratas aparições do brasileiro Nenê no garrafão, a franquia almeja ir ainda mais longe.

O nome: Chauncey Billups. Carmelo Anthony pode ser o grande astro dos Nuggets, mas sem Billups nada seria possível. O armador faz o time funcionar como não se via desde muito tempo atrás. É o nome do Denver nessa temporada.

Termômetro: Morno. Não tem a tradição e nem a força do Lakers, mas caso passe pelos angelinos no Oeste chegará embalado demais e sedento pelo título.

Cleveland Cavaliers

Para muitos, até 2003 o Cavaliers não era nada. Depois da citada data, virou apenas o “time do LeBron”. Hoje, sem dúvidas, é a franquia que vem apresentando o melhor basquete na temporada. LeBron James surpreende a cada jogo, mostrando nível melhor em cada partida que disputa. O armador Mo Williams chegou para ser o escudeiro do astro e tem sido muito mais: melhorou o arremesso de perímetro do time e deu mais organização tanto no ataque quanto na defesa. O sistema defensivo da equipe, por sinal, tem enchido os olhos daqueles que, como eu, gostam da parte tática do basquete. Entrará, sem dúvidas, para a História. A moral, por sua vez, é das mais altas possíveis: oito jogos na pós-temporada e oito vitórias, além da melhor campanha da liga na regular.

O nome: LeBron James e não são necessárias explicações.

Termômetro: Muito quente. Com seu estilo de jogo encaixado e a melhor campanha da temporada regular na sua bagagem, o Cavaliers é, apesar do desgosto de muitos, o grande favorito ao título.

Orlando Magic

O Magic provou nessa temporada que com organização se vai longe. A diretoria da franquia acertou em apostar no pivô Dwight Howard e soube planejar o futuro do time em torno do jogador: deu certo. Hedo Turkoglu e Rashard Lewis se mostraram ótimos apoiadores do astro. Jameer Nelson, que perderá as finais lesionado, é ausência certa e será sentida: o jogador vinha sendo um dos melhores armadores da NBA. A bela vitória sobre o Boston Celtics nas semifinais do Leste será um dos fatores que deverão mover esse time.

O nome: Dwight Howard é o nome do time. Com atuações monstruosas, é a grande arma ofensiva do time e tem sido excepcional na defesa.

Termômetro: Frio. Não acredito que o Magic possa ser campeão. Passar pelo Cavaliers já é matéria quase impossível. Mas chegar até esse ponto foi importantíssmo para uma equipe que parece ter muito futuro.