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Rapidinhas: Ginobili já treina com bola, Malone quase foi do Spurs e Carlisle rasga elogios a Popovich

Manu deverá voltar durante a Rodeo Trip

Manu Ginobili está sumido dos noticiários. Pouco se fala do argentino desde que ele se machucou no último dia 2 de janeiro. Sorrateiro, o camisa 20 vem se recuperando rapidamente e já treina com bola.

“Ele já está tentando alguns arremessos de média distância com a esquerda”, disse o técnico Gregg Popovich na segunda-feira. “Manu será liberado para treinos de um contra um em cerca de uma semana”, completou o treinador.

De acordo com os médicos e com o próprio Popovich, Ginobili deverá voltar em algum dos jogos da Rodeo Trip (entenda neste artigo do Victor Moraes o que é a Rodeo Trip) – série de nove partidas consecutivas fora de casa que o San Antonio Spurs fará em fevereiro.

E mais…

Karl Malone quase foi jogador do Spurs

O ala-pivô Karl Malone saiu do Utah Jazz babando por um título. Na busca incessante pelo primeiro anel, o ex-jogador decidiu escolher o Los Angeles Lakers, mas confessa que gostaria de ter ido para o San Antonio Spurs. Malone, que na época (2003) estava em dúvida entre Lakers e Spurs, acabou preferindo o time californiano por um único motivo: San Antonio acabara de ganhar mais um título. Pois é! Malone escolheu Los Angeles com medo de ficar estigmatizado como o cara que deixou o Jazz para jogar na equipe que havia conquistado o anel no ano anterior. “Eu estava no Arkansas (em 2003) e tinha decidido ir para quem perdesse o campeonato. Torci para o Spurs perder, assim poderia me juntar a eles, mas eles ganharam”, explicou o ex-atleta em entrevista recente.

Vendo esse lance, acham que Malone daria certo no Spurs?

Carlisle acredita que Pop é o melhor técnico da NBA

Carlisle aplaude Pop de pé

O técnico do Dallas Mavericks, Rick Carlisle, rasgou elogios a Gregg Popovich após a partida entre Spurs e Mavs, no domingo. Carlisle ficou impressionado com a reviravolta do rival, que perdia por 18 pontos no terceiro período e acabou levando a partida para o tempo-extra – isso tudo com o time reserva. “Eu acho que ele é o melhor treinador que tem porque todos os atletas funcionam em seu sistema em alto nível”, elogiou, antes de afirmar que Pop é mestre em extrair o máximo de seus jogadores.

Malcolm Thomas vai para o Austin Toros

O ala-pivô Malcolm Thomas foi enviado para o Austin Toros, equipe filiada ao San Antonio Spurs na D-League (Liga de Desenvolvimento da NBA). Thomas entrou em quadra em três oportunidades com a camisa do Spurs e poderá ganhar novas chances futuramente caso se destaque na NBDL.

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O pequeno gigante

Blair e suas cestas inexplicáveis

DeJuan Blair é um dos jogadores mais criticados pelos torcedores brasileiros do San Antonio Spurs. Ele tem defeitos que ainda precisam ser corrigidos (defense! defense! defense!), claro, mas trata-se de um atleta muito eficiente. Entendo que o desejo de ver Tiago Splitter como titular e jogando 35 minutos por noite é grande, porém temos que valorizar esse pequeno gigante.

Blair chegou a San Antonio meio desacreditado. Ele foi bem no basquete universitário, mas se machucou antes de chegar à NBA e acabou ficando para a segunda rodada do draft. Junte a isso o fato dele ser baixo para jogar como pivô (apenas 2,01m) e pronto, temos um “jogador problema”.

O camisa 45 logo tratou de calar os críticos em sua primeira temporada. Lembro-me até hoje de um jogo de 2o pontos e 20 rebotes contra o Oklahoma City Thunder, em Oklahoma. Foi algo impressionante. Blair fez naquela oportunidade o que faz de melhor – usar sua força para marcar pontos debaixo da cesta.

Veio a segunda temporada e esperava-se muito do pivô. Seu rendimento, no entanto, caiu consideravelmente. Numericamente ele foi melhor no segundo ano (8,3 pontos, contra 7,8 no primeiro), mas evoluiu muito pouco e perdeu espaço. Blair havia começado a temporada 2010/2011 como titular, mas perdeu o posto para Antonio McDyess e tempo de quadra para Tiago Splitter.

Nas férias, DeJuan prometeu se cuidar – e de fato parece ter cumprido a promessa. Ao voltar do locaute e depois de atuar por algum tempo no basquete russo, o camisa 45 está visivelmente mais magro. Ainda continua truculento e extremamente forte, mas perdeu peso e parece bem mais ágil do que no último ano.

Ontem, contra o Los Angeles Clippers, Blair lembrou aquele jogador dos vinte e poucos pontos e vinte e poucos rebotes contra o Thunder. Foram 20 pontos cravados e seis ressaltos. O que me impressionou, no entanto, foi a maneira como ele dominou Blake Griffin e DeAndre Jordan ofensivamente.

Griffin (2,08m) e Jordan (2,11m) podem ser considerados gigantes ao lado de Blair, mas ficaram pequenos quando tentaram marcar o pivô do Spurs. “Apenas tentei ler o jogo deles”, explicou DeJuan ao final do embate. “Eles têm um físico forte e pulam muito. Eu posso pular um pouco também, mas o que importa é saber ler o jogo. Sou pequeno e tenho que encontrar meios de lidar com jogadores mais altos”, completou.

Se depender de seus “professores”, Blair pode ficar tranquilo mesmo sendo “baixinho”. “Assisto muitos vídeos do Karl Malone e do Charles Barkley e tento fazer o que eles faziam”, confessou. Seu outro mentor, o ala-pivô Tim Duncan é só elogios ao “pupilo”. “Ele faz cestas que ninguém acredita e continua atacando, sendo agressivo. Ele sabe o que fazer”, disse Timmy.

Pelo que podemos observar, Blair está muito bem assessorado. E se ele jogar metade do que jogaram seus “mestres” teremos um grande pivô para muitos anos. Abaixo, veja o vídeo que eu citei dos 28 pontos e 21 rebotes contra o Oklahoma City Thunder.