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Ex-armadores do Spurs podem desembarcar no Arizona

Temple foi dispensado no começo dessa temporada

O Phoenix Suns está perto de acertar com um ex-armador do San Antonio Spurs. Blake Ahearn e Garrett Temple fizeram testes recentemente junto à franquia e ao menos um deles pode ser contratado em breve.

Owen McCormick, proprietário do Erie BayHawks, equipe por onde ambos atuam na NBDL (liga de desenvolvimento da NBA), confirmou a notícia. “Estou feliz pela oportunidade que Blake e Garrett ganharam”, afirmou. “Isso é bom para nós. Nossos atletas ficam incentivados a fazerem o melhor, pois podem ser chamados pela NBA a qualquer momento”, completou.

Ahearn, de 26 anos, vestiu a camisa do Spurs em apenas três partidas na temporada 2008/09 e obteve média de 2.7 pontos. Temple, por sua vez, teve uma sólida passagem por San Antonio. O armador, de 24 anos, esteve no Texas em 2009/10 e registrou média de 6.2 pontos em quase 15 minutos por noite.

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Reconstrução do Spurs – O perímetro

Continuo hoje a série especial de postagens batizada de “Reconstrução do Spurs”, que fala sobre possíveis movimentações da equipe texana nesta offseason. Na semana passada, comecei a análise com a situação dos principais jogadores da franquia. Hoje, falarei mais detalhadamente sobre as posições 1 e 2 do plantel.

Apenas lembrando que, na última postagem, falei também sobre a situação dos cinco atletas do Spurs que atuaram nestas posições na última temporada. Dois me parecem garantidos para a próxima temporada: George Hill e Manu Ginobili. Tony Parker ainda tem um ano de contrato, mas está cercado de rumores e pode ser envolvido em alguma troca. Por fim, Roger Mason, com salário de US$ 3,8 milhões anuais, e Keith Bogans, que recebeu US$ 1 milhão na última temporada, serão agentes livres.

O Spurs até podia correr atrás de Wade... mas já temos um bom camisa 3

Nas próximas linhas, vamos fazer então uma análise dos possíveis alvos do Spurs no mercado nesta offseason para reforçar as posições 1 e 2.

1) Reforços “Caseiros”

Reforçar o perímetro da equipe pode ser tarefa mais fácil do que o imaginado. A seguir, listo alguns jogadores que de alguma maneira já estão vinculados ao San Antonio Spurs:

Alonzo Gee – O ala-armador, eleito o novato do ano da última temporada da D-League, estava no elenco do Spurs na última partida diante do Phoenix Suns. Jamais entrou em quadra pela franquia texana, mas, na NBA, disputou 11 jogos pelo Washington Wizards – dois como titular – na última temporada, obtendo médias de 7,4 pontos e três rebotes por exibição. O Spurs tem a opção de mantê-lo no elenco para a próxima época por pouco mais de US$ 700 mil anuais. Pode jogar também na posição três.

Curtis Jerrells – O armador foi outro que terminou a temporada com a equipe, mas corre por fora na disputa por uma vaga no elenco. Flutuou entre o Austin Toros e o San Antonio Spurs na última época. Na NBA, atuou em apenas cinco partidas, tendo, em média, 3,6 pontos e 1,8 assistências em 14,8 minutos por jogo. Será agente livre nesta offseason.

Garrett Temple – Depois de passar pelo Houston Rockets, pelo Sacramento Kings e pela D-League, o armador chegou ao Spurs no final da temporada regular. Atuou em 13 jogos – quatro como titular, na época em que Tony Parker e George Hill se lesionaram – e teve médias de 6,2 pontos e 1,1 rebotes em 14,8 minutos por partida. Nos playoffs, chegou a entrar em quadra em seis oportunidades, anotando 0,7 pontos, 0,3 assistências e 0,3 rebotes de média em 2,5 minutos por jogo. Também terminou a temporada com a equipe, mas é agente livre nesta offseason.

Malik Hairston – O ala-armador participou de 47 jogos do Spurs na última temporada, obtendo médias de 2,1 pontos e um rebote em 6,7 minutos por partida. Em alguns momentos, porém, foi enviado para a D-League – pelo Austin Toros, em 15 exibições, anotou 29,1 pontos, 4,7 rebotes e três assistências de média em 40,8 minutos por jogo. Apesar da altura (1,98m), é atlético e pode quebrar um galho na ala. Terminou a temporada com o Spurs, e a equipe tem a opção de mantê-lo na próxima temporada por pouco mais de US$ 800 mil anuais.

Nando de Colo – Aos 23 anos, o francês, que pode atuar nas posições 1 e 2, foi peça importante para o Valência conquistar a Eurocup (espécie de segunda divisão da Euroliga) na última temporada. Teve médias de 13,6 pontos, quatro rebotes e 41,3% de aproveitamento nos arremessos de três pontos em pouco mais de 28 minutos por jogo na competição. No ano passado, foi draftado pelo Spurs na 53ª escolha, e a equipe ainda detém seus direitos. Deve jogar o Mundial da Turquia.

2) O Draft

O Spurs pode usar o recrutamento de calouros para reforçar seu perímetro. Confira a seguir quem pode pintar na equipe na próxima temporada:

Dominique Jones – Em seu terceiro ano com a Universidade de South Florida, Jones teve médias de 21,4 pontos, 6,1 rebotes e 3,6 assistências em 37,1 minutos por jogo. O ala-armador, que já teve contato com o Spurs nesta offseason, tem como pontos fortes seu arsenal ofensivo e sua liderança. Seu ponto fraco é a altura (1,93m).

Elliot Williams – Outro ala-armador que já trabalhou com o Spurs depois da eliminação ante o Suns. Em seu segundo ano universitário, trocou Duke por Memphis, e obteve médias de 17,9 pontos, quatro rebotes e 3,8 assistências em 33,3 minutos por partida. Tem como pontos fortes o atleticismo e a velocidade, mas precisa melhorar seu arremesso e sua capacidade de movimentar a bola.

Xavier Henry – Mais um ala-armador convidado pelo Spurs para uma bateria de treinos nesta offseason. Em seu primeiro ano na Universidade de Kansas, anotou 13,4 pontos e 4,4 rebotes em 27,5 minutos por partida. É alto e também pode jogar como ala. Tem a força física como ponto forte do seu jogo, e precisa desenvolver sua velocidade de condução dos contra ataques e seu passe.

3) Free Agents

Como dito na semana passada, o Spurs pode economizar cerca de US$ 13 milhões para a próxima temporada se dispensar seus quatro agentes livres (Roger Mason, Keith Bogans, Matt Bonner e Ian Mahinmi). Confira a seguir quem pode ser trazido com essa verba:

Brandon Roy – Acreditem ou não, mas o salário do excelente ala-armador era de “apenas” US$ 3,9 milhões na última temporada. Se aceitar um aumento apenas ligeiro neste ordenado, pode ajudar – e muito – a equipe teaxana no próximo campeonato.

Nate Robinson – Gosto dele mais pelo seu carisma do que pelo seu jogo, é bem verdade. Mas pode ser uma opção para a reserva de George Hill caso o Spurs se livre de Parker. É irregular, mas tem potencial. Na última temporada, ganhou US$ 5 milhões.

Raymond Felton – O armador fez uma temporada consistente jogando pelo Charlotte Bobcats, e poderia ser uma alternativa interessante para vir do banco e mudar um pouco a característica do time. Seu salário na equipe de Michael Jordan era de US$ 5,5 milhões.

Shannon Brown – Ok; o ala-armador do Lakers pode não ser brilhante, pode ser irregular, mas seria uma interessante alternativa para dar alguns minutos de descanso para Manu Ginobili – principalmente durante a temporada regular. O atleta tem a opção de permanecer na Califórnia por US$ 2,2 milhões, ou pode testar o mercado.

Tony Allen – Bom defensor, Allen foi uma importante peça para o Boston Celtics nestes playoffs – especialmente na série diante do Cleveland Cavaliers. Seria uma alternativa para a função que Keith Bogans faz hoje no elenco texano. Recebeu US$ 2,5 milhões na última temporada.

Wesley Matthews – Ninguém esperava o desempenho tão bom de Matthews em sua primeira temporada na NBA – nem mesmo o Utah Jazz, que assinou com o ala-armador por apenas uma temporada e US$ 450 mil. O camisa 23 seria uma ótima opção para a reserva de Manu Ginobili.

Spurs (50-32) @ Mavericks (55-27) – Jogo decisivo em clima de ‘pelada’

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O San Antonio Spurs entrou em quadra nesta quarta-feira para um jogo decisivo diante do Dallas Mavericks. A palavra decisão, no entanto, pareceu existir apenas no dicionário do torcedor, já que o técnico Gregg Popovich ignorou a chance que tínhamos de chegar em sexto e acabou poupando Tim Duncan e Manu Ginobili.

Muitos minutos para Blair = muitos pontos para Blair (Photo by Glenn James/NBAE via Getty Images)

Se as chances de vencer já eram escassas, elas se tornaram ainda mais raras depois que o armador George Hill pisou no pé de um câmera ainda no primeiro quarto e voltou a torcer o tornozelo que o tirou de quatro embates na reta final da temporada.

Esse é fera!

Sem Hill, Ginobili e Duncan, o jeito foi dar mais tempo a atletas como Garrett Temple e DeJuan Blair. E eles corresponderam…

O jogo, em si, pareceu mais uma grande “pelada” do que uma decisão de fato. Assisti a dois times descompromissados e pouco obedientes taticamente. A qualidade técnica do confronto foi tão baixa que os dois times ficaram apenas na casa dos 40% nos arremessos de quadra. No final das contas, a “garotada” do Spurs ignorou as ausências e conseguiu manter um equilíbrio contra o elenco titular do Mavericks.

San Antonio começou melhor no primeiro quarto. No entanto, uma corrida de 16-2 a favor do Mavs colocou o time da casa com oito pontos de vantagem no placar. Daí por diante, o duelo foi pra lá de parelho. Enquanto os comandados de Gregg Popovich ameaçavam reagir, Dirk Nowitzki e companhia iam lá e reconstruíam a diferença.

Bela enterrada para Caron Butler... (AP Photo/Tony Gutierrez)

Pulo aqui direto para o quarto derradeiro, quando o Spurs finalmente “engrossou o caldo”. Com boas partidas de Garrett Temple e DeJuan Blair, os visitantes colocaram os comandados de Rick Carlisle em apuros. No final das contas, o Dallas Mavericks saiu vencedor, mas com certeza com uma “pulga atrás da orelha”, já que teve dificuldades para confrontar o “Spurs B”.

Destaco aqui, como já antevi acima, os bons desempenhos de Temple e Blair. O pivô deu um show; fez 27 pontos e pegou 23 rebotes – uma marca muito expressiva para um novato. Temple, por sua vez, foi um dos responsáveis por colocar abaixo a vantagem adversária. Rápido e ágil, o armador usou e abusou de sua velocidade para marcar pontos e confundir a defesa do Mavs.

Por fim, presenciei um bom jogo, apesar da derrota. Agora, nosso adversário nos playoffs será o próprio Mavs, em série que promete pegar fogo.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

DeJuan Blair – 27 pontos e 23 rebotes

Tony Parker – 16 pontos e quatro assistências

Garrett Temple – 14 pontos e três assistências

Dallas Mavericks

Caron Butler – 20 pontos e cinco rebotes

Dirk Nowitzki – 19 pontos, cinco rebotes e cinco assistências

Jason Kidd – 18 pontos e sete rebotes

Spurs (48-29) @ Kings (24-54) – Ainda dá para sonhar!

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Na partida que marcou o retorno de Tony Parker à equipe após um mês se recuperando de uma fratura na mão, o San Antonio Spurs visitou o Sacramento Kings e conseguiu uma importante vitória na luta por vagas no “Oeste selvagem”.

Parker está de volta após um mês afastado. (Foto por Rocky Widner/NBAE via Getty Images)

Com a derrota do Oklahoma City Thunder para o Utah Jazz, no tempo-extra, a equipe texana agora ocupa a 6ª posição da conferência, e ainda sonha com a possibilidade de ficar entre os quatro primeiros para garantir o mando de quadra nos playoffs. Com duas vitórias a menos que Dallas Mavericks, Phoenix Suns e Denver Nuggets, o Spurs precisa vencer seus jogos e torcer contra essas franquias para subir na tabela.

Temple foi titular pela primeira vez na carreira. (Foto por Rocky Widner/NBAE via Getty Images)

A equipe entrou em quadra com uma surpresa entre os titulares. Garrett Temple, contratado após o fim do período de trocas, começou como titular na armação, com Manu Ginobili, Richard Jefferson, Tim Duncan e Antonio McDyess ao seu lado. E o camisa #2 não decepcionou. Conseguiu boas marcas de 15 pontos, três rebotes e quatro assistências nos 27 minutos que participou.

Parker voltou a entrar em quadra com a camisa do Spurs com o cronômetro marcando 5:13 minutos para o fim do primeiro quarto, e não começou muito bem. Errou os três primeiros arremessos que tentou e cometeu um desperdício de bola. Ao todo, o francês ficou 17 minutos em quadra e anotou oito pontos, três rebotes e duas assistências, além de perder a bola quatro vezes.

A equipe do Kings estava dando trabalho para os comandados de Gregg Popovich. Tyreke Evans e Donte Greene infernizaram a defesa texana e a equipe da Califórmia chegou a estar vencendo por seis pontos de vantagem, restando pouco mais de quatro minutos para o fim do segundo quarto.

Os donos da casa não deram folga para os visitantes. Mesmo com um time tecnicamente inferior, embalados pela sua torcida, a equipe se manteve na cola da equipe de San Antonio até o último período, quando não resistiu à superioridade adversária.

Com uma corrida de 12-0 a partir dos últimos cinco minutos, os visitantes abriram vantagem no marcador e não foram mais alcançados. No fim, prevaleceu o elenco mais qualificado e experiente e o grupo mais forte. Seis jogadores do Spurs sairam de quadra com pelo menos dez pontos.

Veja os melhores momentos da partida

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Richard Jefferson – 18 pontos e cinco rebotes

Manu Ginobili – 16 pontos e seis assistências

Garrett Temple – 15 pontos e quatro assistências

DeJuan Blair – 13 pontos e quatro rebotes

Antonio McDyess – 12 pontos e 11 rebotes

Tim Duncan – Dez pontos e dez rebotes

Tony Parker – Oito pontos, três rebotes, duas assistências e quatro desperdícios de bola em 17 minutos

Sacramento Kings

Tyreke Evans – 22 pontos, nove rebotes e seis assistências

Carl Landry – 20 pontos

Donte Greene – 12 pontos

Parker sem dores

Parker está cansado da roupa social da NBA (Foto por Kin Man Hui/Express-News)

Suando bastante depois de um trabalho com o preparador físico Mike Brungardt, o armador lesionado do Spurs, Tony Parker, pressionou o técnico Gregg Popovich por uma trégua do regime rigoroso de Brungardt.

“Eu posso pegar qualquer coisa que você jogar pra mim, Pop”, brincou o camisa #9.

Assim, Parker flexionou sua mão direita lesionada, gabando-se de ter passado pelo treino de arremessos sem sentir nem um indício de dor no seu quarto metacarpo fraturado que o tirou das quadras desde 6 de março – quando ele sofreu a fratura.

“Não doeu nada, Pop,” disse Parker, flexionando a mão. “Nem um pouco.”

Popovich lembrou o armador francês da importância de permitir o osso se recuperar totalmente antes de tentar voltar a jogar, e Parker concordou. Encorajado pelo seu arremesso sem dor, o francês buscará voltar a atuar antes do início dos playoffs. “Eu tentarei jogar a última semana se os médicos permitirem,” declarou o armador.

Consciente de que Matt Bonner lutou para retomar seu jogo após voltar às quadras com a mesma lesão, Parker citou as diferenças entre seus jogos.

“Matty precisa de seu arremesso,” citou Parker. “Eu consigo fazer bandejas e assistências, e ainda carregar a bola; eu consigo ajudar o time. Matty é diferente, porque seu chute é muito importante para ele. Eu não acho que terei tanto problema.”

Temple assina pelo restante da temporada

Temple cravou sua vaga na equipe! (Foto por D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

O San Antonio Spurs tinha que tomar uma decisão sobre o armador reserva Garrett Temple, pois seu contrato de 10 dias vencia nesta terça. Assim, os texanos anunciaram hoje um acordo com o atleta pelo restante da temporada. Temple é capaz de jogar como armador e ala-armador.

Com San Antonio, Temple está em seu terceiro time na temporada. Ele também esteve junto com Houston Rockets e Sacramento Kings. Em dois jogos pelo Spurs, Temple tem médias de 5.5 pontos em 17 minutos. Na temporada, esteve presente em 16 partidas e possui 4.2 pontos e 1.1 rebotes em 10.9 minutos de média.

O armador, de 1,98m, esteve boa parte da temporada no Rio Grande Valley Vipers, time afiliado do Houston Rockets na D-League. O Spurs agora está com 13 jogadores em seu plantel, mínimo exigido pela NBA.