Arquivos do Blog

Eddy Curry e Derrick Brown são dispensados

Não foi desta vez…

Dois dos candidatos à última vaga no plantel do San Antonio Spurs foram dispensados na noite da última terça-feira (23), como noticiado no site oficial da franquia. O ala Derrick Brown e o pivô Eddy Curry, que disputaram a pré-temporada pela equipe, não fazem mais parte dos planos do time texanoa para a temporada 2012/2013 da NBA.

Brown, que pode atuar nas posições 3 e 4, foi testado em cinco jogos da fase de preparação, um deles começando como titular. Acumulou médias de 6,6 pontos e 3,1 rebotes em 15,4 minutos por partida.

Curry atuou o mesmo número de jogos, com a mesma média de minutos em quadra, mas conquistou números um pouco melhores: 8,4 pontos e 3,6 rebotes.

Se nenhum dos dois conseguiu impressionar o exigente técnico Gregg Popovich, ao menos não decepcionaram. Até mesmo Curry, que nos últimos anos ficou mais conhecido por seus problemas com a balança, conseguiu mostrar serviço. Ambos, agora, são novamente agentes livres e devem despertar o interesse de outras franquias durante a temporada.

Na corrida pelo último dos 15 lugares no elenco texano, resta apenas Josh Powell. O ala-pivô também disputou cinco jogos nesta pré-temporada e acumulou 7,0 pontos e 4,2 rebotes em 15,4 minutos por partida. Apesar de ver a concorrência diminuir, entretanto, Powell ainda não está assegurado em San Antonio, já que a franquia pode optar por dispensá-lo e deixar a vaga em branco.

Leia mais: veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs

Um balanço da pré-temporada

O momento é praticamente perfeito para falarmos da pré-temporada do San Antonio Spurs. Pouco mais de uma semana separa a fantasia da realidade. E é por isso que devemos tomar todo o cuidado possível quando fizermos um balanço final dos jogos da equipe nesses encontros sem muito valor – mas que, em nenhum momento, deixam de ser importantes. Vamos por partes.

Garrafão de peso

Parece que o problema recente do time com pivôs está perto de ser solucionado. Isso não quer dizer que não teremos mais dores de cabeça quando tocarmos no assunto. Fora do peso em outras temporadas, DeJuan Blair parece ter colocado a cabeça e a forma física em seus devidos lugares. Volta aos seus primeiros anos de NBA, com presença importante no garrafão para rebotes e arsenal ofensivo considerável, é a meta. A baixa estatura, porém, preocupa. Não é jogador para bater de frente com pivôs tops de linha.

E nesse seleto grupo de pivôs já tentou viver, há muito tempo e em uma galáxia distante, Eddy Curry, o reforço-surpresa-que-causou-mais-surpresa-em-quadra. Ele foi bem. Está mais magro. Mas está longe de ser a solução. Pelo salário baixo que deverá ganhar, merece uma chance em um elenco completamente carente de opções ofensivas na posição 5. Mas todo cuidado é pouco com ele. Com a cabeça no lugar e a barriga vazia, pode ser uma opção interessante. De qualquer modo, nunca jogou os playoffs e, assim, é uma incógnita maior ainda quando falamos do funil mais apertado – sem piadas com sua medida generosa.

Bem-vindo, De Colo

De Colo, a melhor resposta da pré-temporada

O jogador que deixou a melhor impressão nesta pré-temporada foi o francês Nando De Colo. Claro, eram jogos que não valiam nada a não ser pela preparação. Mas o armador foi bem, muito bem. Mais importante do que sua mobilidade ofensiva e a noção defensiva ou até mesmo seu chute decisivo quando ninguém esperava, De Colo mostrou ser do tipo de jogador que já saiu do forno. Terá uma temporada para amadurecer na NBA, onde nunca atuou. Não deverá assumir uma função decisiva, mas mostrou que seu amadurecimento técnico já veio. Restará a adaptação – que, ao que parece, já está bem encaminhada.

Corrigindo velhos problemas

Talvez a parte mais importante da pré-temporada. Alguns torcedores reclamaram das experiências de Gregg Popovich e de consequentes jogos abaixo da média. Ele só fez o esperado. A pré-temporada é o maior laboratório para que o técnico pudesse encontrar uma formação de segunda unidade ideal para o time. Fazendo alusão à separação de meninos e homens nos playoffs, a pré-temporada separaria meninos de bebês, por assim dizer. Popovich testou para poder dar descanso ao trio principal, já envelhecido, com segurança. Fez o certo. Como já é praxe.

Spurs (3-2) @ Magic (1-4) – Pré-temporada

San Antonio Spurs @ Orlando Magic – Pré-temporada

Data: 21/10/2012

Horário: 20h00 (Horário de Brasília)

Local: Amway Center, Orlando

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,53 (favorito) x Magic 2,35

Após sofrer um revés nos minutos finais diante do atual campeão Miami Heat, o Spurs segue na Flórida para enfrentar a equipe do Orlando Magic, que sente a falta de Dwight Howard e acumula apenas uma vitória nesta pré-temporada.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan/Eddy Curry

Fique de Olho – O contestado Eddy Curry tem mostrado serviço. Com apenas 15 minutos por exibição nesta pré-temporada, registra médias de 8,4 pontos e 3,6 rebotes, além de um aproveitamento de quase 70% em seus arremessos tentados. Será que ele conseguirá dar regularidade ao seu jogo?

PG – Jameer Nelson

SG – J.J. Redick

SF – Hedo Turkoglu

PF – Josh McRoberts

C – Glen Davis

Fique de Olho – Em sua segunda temporada de Orlando Magic, Glen Davis está disposto a mostrar que pode ser peça fundamental desta equipe que carece de talento. O “Baby Shaq” lidera à equipe em pontos (19,3) e rebotes (7,5), nesta pré-temporada.

Spurs (2-0) vs Hawks (1-1) – Nem precisamos dos titulares

101×99

Na quarta-feira (10) o San Antonio Spurs recebeu o Atlanta Hawks no AT&T Center, em seu primeiro jogo contra um time da NBA na pré-temporada deste ano. Mesmo sem boa parte dos titulares, o time foi bem e venceu o adversário por 101 a 99. Veja o que aconteceu de melhor no duelo.

Getty Images

Blair, claramente mais magro, parece cada vez mais disposto a ir bem (NBAE/Getty Images)

Que time é esse?

O técnico Gregg Popovich resolveu surpreender a todos – como já é praxe – e não colocou em quadra nenhum integrante do Big Three. Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker não foram utilizados e descansaram para a próxima partida. A boa notícia é que o time conseguiu se comportar muito bem em quadra mesmo sem seus principais atletas. Pontuação bem dividida, assim como a liderança dos jogadores. Aposta ousada, resultado excelente.

Vale o quanto pesa?

Muito criticado desde sua contratação, Eddy Curry foi um dos grandes destaques do time na vitória. Com 11 pontos e oito rebotes, teve atuação segura, não se omitiu e, melhor de tudo, mostrou que parece estar muito em forma. Titular, atuou por 25 minutos – um dos maiores tempos de quadra do time no duelo – e não se mostrou mal fisicamente em nenhum momento. O pesado pivô parece estar emagrecendo e começa a ser uma aposta mais viável para o Spurs na temporada. Outro jogador “de peso” que foi muito bem foi o também pivô DeJuan Blair. Vindo do banco, colaborou com valiosos oito pontos e cinco rebotes em apenas nove minutos!

Getty Images

Titulares? Não precisou… (NBAE/Getty Images)

Perímetro afiado

Se Curry foi destaque dentro do garrafão, no perímetro a pontuação foi bastante dividida e o Spurs parece com o setor a cada dia mais afiado. Vindos do banco, Gary Neal e Stephen Jackson foram muito bem nas chances que tiveram e, com bom aproveitamento nos tiros de quadra, converteram a maioria de seus arremessos, principalmente em momentos cruciais. Mas o maior destaque foi o novato francês Nando de Colo, que chegou muito próximo de registrar um duplo-duplo. O armador anotou 11 pontos e nove assistências e fez a cesta que deu a vitória ao time.

Com uma defesa sólida, o Spurs teve no perímetro sua chave para a vitória. O armador Lou Williams, principal destaque da vitória do Hawks sobre o Miami Heat, esteve apagado e – diga-se de passagem – foi muito bem marcado.

Sem espaço para o chute, ele esbarrou em suas limitações na hora de armar o jogo e não fez a bola chegar muito ao principal atleta adversário, o ala de força Josh Smith, que quase não foi visto em quadra. Ótima atuação da defesa no perímetro.

Splitter voltou… Mas nem tanto

O pivô brasileiro Tiago Splitter fez sua estreia na pré-temporada, mas não foi bem. Com apenas 13 minutos em quadra, o atleta pouco arremessou e colocou apenas uma bola em três tentativas. No final das contas, ficou com dois pontos e seis rebotes no embate.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Josh Powell – 14 pontos (6-7 FG)

Gary Neal – 12 pontos e cinco assistências

Nando de Colo – 11 pontos, nove assistências e duas roubadas de bola

Eddy Curry – 11 pontos e oito rebotes

Stephen Jackson – Dez pontos (4-6 FG, 2-3 3 PT)

Derrick Brown – Dez pontos (5-7 FG)

Atlanta Hawks

Damion Jones – 11 pontos, oito rebotes e quatro assistências

Mike Scott – 11 pontos

Não, Eddy Curry

O atleta, como qualquer profissional, tem regras para seguir dentro de sua profissão. Os milhões ganhos com o esporte deveriam servir apenas para deixar isso mais claro. Quanto maior o pagamento, maior a responsabilidade. Simples assim. E poucos são os profissionais que, bem remunerados, ganham diversas chances para se reabilitar de erros que se repetem com frequência. Eddy Curry, novo pivô do San Antonio Spurs, é um deles. E eu discordo da aposta do time.

Vamos lá. Curry pode ser a peça que falta ao Spurs. Sempre conhecido pelo arsenal ofensivo razoável e que, hoje, pode render mais do que os pivôs que a equipe tem, o atleta vem de uma fase muito ruim. Ruim não, péssima. Muito acima do peso, ele teve ótimas chances no New York Knicks até o momento em que foi simplesmente deixado de lado. Nem para o banco de reservas ia. Em cinco anos na cidade, nunca viu a equipe chegar aos playoffs. Nas duas últimas temporadas que passou lá, fez – pasmem – apenas dez jogos.

Divulgação

Não, Curry, não adianta olhar com essa cara

Antes de chegar em Nova York, era promissor no Chicago Bulls. Por lá também nunca conseguiu disputar uma partida sequer de pós-temporada. Na única vez em que a equipe chegou à fase de mata-mata da NBA com Curry no elenco, o pivô se machucou e sequer entrou em campo nas partidas eliminatórias – na época, seu time caiu ainda no primeiro round, diante do Washington Wizards.

O ato final de sua carreira foi no Miami Heat, na última temporada. Depois de sequer atuar em 2010/2011, a equipe que tem ninguém menos do que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh precisava apenas de um pivô para, com Mario Chalmers, ter uma primeira unidade completa. Mas Curry não agarrou a chance. Na trajetória que levou a equipe ao título, ele atuou apenas em 14 jogos – um como titular. Novamente, não fez nenhuma partida nos playoffs.

E o Spurs precisa do que? Na temporada regular, nada. Um pivô ofensivo faz muita falta ao time, é claro. Mas antes dos playoffs é possível se virar. Depois, quando o bicho começar a pegar, Curry terá a mesma experiência do novato Nando De Colo – que, pelo menos, vem jogando com regularidade. Não será de valia nenhuma. Mais magro ou mais gordo, o pivô já desperdiçou todas as chances que deveria ter e mais algumas.

Mesmo se fizer uma pré-temporada (muito) acima da média, o pivô é aposta arriscada – para não dizer errada. Precisamos de reforços capazes de segurar a bronca nos playoffs. Curry, esse da carreira desperdiçada, nunca sequer pisou em quadra em um jogo de pós-temporada. Não pode ajudar.

3 pontos

– Se é para apostar em um “gordinho”, prefiro DeJuan Blair, que parece estar se esforçando;

 – Nando De Colo, novato, tem tudo para ser muito útil ao time. Uma dose de basquete europeu à NBA é sempre bem-vinda;

– Ainda bem que a pré-temporada começou! A NBA faz uma falta…