Arquivos do Blog

Com a palavra, o técnico

Vestiario Feminino

Em duas semanas, ao fim do dia, todos os times da WNBA já terão entrado em quadra para jogar as suas primeiras partidas de 2014. Com data marcada para o dia 16 de maio, o início da nova temporada da liga nacional de basquete feminino norte-americana contará com jogos importantes – e até polêmicos. O San Antonio Stars está entre os que puxam o trem deste ano e enfrenta o Atlanta Dream na sexta-feira de inauguração.

Novos uniformes para a temporada 2014 (Divulgação)

Novos uniformes para a temporada 2014 (Divulgação)

2013 foi um ano difícil para o Stars. Muitas jogadoras se contundiram no campeonato, a ponto de em alguns duelos o time ter apenas três atletas no banco. A ausência em tempo integral de Becky Hammon e Sophia Young, por lesões graves, interferiu completamente no desenvolvimento de uma boa temporada. Agora, porém, as peças se unem novamente.

Todas as jogadoras estão saudáveis e, para ajudar, o Stars teve uma boa posição no Draft e pôde escolher uma universitária de peso: Kayla McBride, vice-campeã da NCAA com Notre Dame. Uma armadora de muita habilidade e bastante pontuadora.

A offseason teve algumas novidades importantes, mais concernentes à estrutura da franquia. A começar pelo nome: de San Antonio Silver Stars, as texanas agora serão chamadas apenas por San Antonio Stars, uma alteração que deixa a nomenclatura mais semelhante à de seu respectivo coirmão masculino, o San Antonio Spurs (conhecem esse time?). Além disso, foi anunciada uma parceria oficial com a empresa H-E-B, cuja marca será estampada na área nobre da camisa da equipe. Inclusive, os uniformes também mudaram. Estão mais bonitos e personalizados do que os utilizados nas últimas temporadas.

A parte mais importante, porém, é que o Vestiário Feminino, coluna dominical do Spurs Brasil, voltou. Há três anos, esse espaço é reservado para a cobertura do San Antonio Stars e é com muita alegria que cada texto publicado aqui é feito. Quem acompanha o basquete feminino com seriedade sabe a importância dessa exposição de um time da modalidade. Então, muito obrigada novamente ao Lucas Pastore e a todos os outros membros deste site tão respeitado.

Dan Hughes, técnico do San Antonio Stars (Divulgação)

Dan Hughes, técnico do San Antonio Stars (Divulgação)

Para dar início aos trabalhos desta temporada, o Vestiário Feminino traz até vocês uma entrevista exclusiva com o Dan Hughes, comandante do San Antonio Stars há dez temporadas. Neste período, levou a equipe a praticamente todos os playoffs que pôde, ganhou uma final de conferência e conquistou o vice-campeonato da WNBA, em 2008. Em duas oportunidades, foi escolhido o técnico do ano como reconhecimento de suas ações à frente do time. A chegada de Becky Hammon foi fruto de uma movimentação dele, assim como a de Sophia Young.

Seu trabalho com as novas jogadoras é bem conhecido, tanto que Sophia Young, Danielle Robinson e Danielle Adams são frutos de seus “olhos para os rejeitados”. Apesar de algumas atitudes polêmicas e uma certa rejeição de torcedores ingratos (como todo torcedor, em algum momento, inevitavelmente é), Hughes deixou de ser apenas técnico e virou também gerente geral.

Ele é daqueles comandantes que não conseguem ficar parados no banco: fala com o árbitro incessantemente, até levar a segunda ou terceira falta técnica. Com suas atletas, funciona como um pai. Com suas gravatas… bom, é divertido, digamos.

Nesta entrevista, sua primeira para um veículo brasileiro na história, Hughes se mostra um cara político – no bom sentido –, sempre valorizando o coletivo acima de tudo. Ninguém passa despercebido, desde as principais jogadoras às novatas que ainda lutam por espaço e seus assistentes. Evita polêmicas, como a permanecia de Jayne Appel e as manifestações anticasamento gay de Sophia Young no ano passado, mas rasga o coração quando pensa – ou melhor, diz que prefere não pensar – em Becky Hammon aposentada.

Então, aproveitem este domingo de muito basquete, e muita torcida pelo San Antonio Spurs contra o Dallas Mavericks, para ler o que esse técnico muito inteligente tem a falar.

Até a próxima semana!

Vestiário Feminino: Você poderia comentar as mudanças estruturais que aconteceram no San Antonio Stars para a temporada 2014? Temos novas camisas, uma nova maneira de interagir com o torcedor (conta no snapchat, por exemplo), uma estratégia de mídias sociais diferente (#RiseAsOne) e mais frequente. Enfim, qual é o objetivo da organização como franquia para 2014?

Dan Hughes: Acho que tivemos um passado muito bom como Silver Stars. Foi muito divertido ver o crescimento da franquia nos dez anos em que estou aqui. Acho que estamos tão animados quanto ou mais animados em relação ao futuro. O mundo no qual vivemos agora: o Stars e ser parte desse grupo seguindo em frente, significa que existe uma previsão muito boa para nós. Assim como prezamos muito pelo nosso passado, acho que temos expectativas ainda maiores em relação ao futuro. Esse é o modo pelo qual movemos o Stars para a frente e nos dá oportunidade de crescimento.

Apresentação da nova camisa do San Antonio Stars para 2014, com a marca H-E-B estampada (Kin Man Hui/San Antonio Express-News)

Apresentação da nova camisa do San Antonio Stars para 2014, com a marca H-E-B estampada (Kin Man Hui/San Antonio Express-News)

VF: Como você vê essa novidade de colocar os nomes de patrocinadores nas camisas dos times da WNBA? O Stars acabou de inserir a do H-E-B, mas outras franquias já o haviam feito há algumas temporadas. O time demorou mais para aderir a essa prática pois tem mais tranquilidade em finanças por ser gerido pela Spurs Sports & Entertainment?

DH: Estou muito animado com a parceria. Na nossa comunidade, o Spurs e a H-E-B têm sido parceiros por muitos anos e nós assistimos os benefícios recebidos por ambas as partes. Agora, o Stars e a H-E-B se unindo de uma maneira parecida faz dessa uma parceria que é bem empolgante de se ver para o time e analisar onde esse duo vai nos levar. Nós fomos uma das últimas equipes a ter um patrocinador estampado, então o fato de que nos unimos à H-E-B é uma união perfeita em San Antonio e algo que estou muito empolgado para ver rolar nos próximos anos.

VF: Agora, em relação ao elenco. No ano passado o time teve muitos desfalques, principalmente com Becky Hammon e Sophia Young afastadas. Para este temporada, todas estão de volta, saudáveis e ainda encontram uma excelente escolha do Draft: Kayla McBride. Como está o ânimo para os jogos que estão por vir?

DH: Estou muito feliz por juntarmos as peças novamente. A chegada de Kayla e outras jogadoras nos permite ser muito otimistas em relação às oportunidades que temos aqui em San Antonio. Apesar de no último ano termos enfrentado muitas lesões, acredito que as jogadoras fizeram muito para se desenvolver neste período. As que estavam machucadas fizeram grandes esforços para se recuperar na offseason. Algumas adições, como Kayla, estão aqui para se incorporarem ao time. Acho que isso nos permite uma nova profundidade e nos dá oportunidades de um jogo coletivo único na WNBA, então estamos animados para ver essa mistura em quadra.

No ano passado, Dan Hughes conquistou sua 200ª vitória na WNBA, contra o New York Liberty de Bill Laimbeer. Lesionadas, Sophia Young e Becky Hammon prestigiaram o comandante na oportunidade (Carmen Santiago)

No ano passado, Dan Hughes conquistou sua 200ª vitória na WNBA, contra o New York Liberty de Bill Laimbeer. Lesionadas, Sophia Young e Becky Hammon prestigiaram o comandante na oportunidade (Carmen Santiago)

VF: Gostaria que você comentasse sobre as novatas, que hoje não são tão novas assim. Danielle Adams e Danielle Robinson entraram na WNBA em 2011, pelo Silver Stars, e continuam até hoje. De novatas passaram a jogadoras de grande responsabilidade e, inclusive, no ano passado tiveram de assumir posição de liderança diante da ausência das franchise players. Como avalia a evolução dessas duas jogadoras?

DH: Acredito ser correto afirmar que elas seguiram com suas carreiras à medida em que o tempo passou. Melhoraram ano após ano e chegaram à sua quarta temporada na WNBA. Muitas vezes eu acredito que esse é um período no qual as jogadoras podem dar um outro passo adiante para chegar a uma posição de liderança. Elas se tornaram atletas que podem jogar em momentos cruciais e que ao mesmo tempo são boas o suficiente para ajudar a desenvolver outros elementos do nosso time. Esse é o próximo passo natural para essas jogadoras. Se elas são líderes dentro do nosso estilo de jogo? Sim.

VF: A propósito, o Stars tem quatro importantes jogadoras que começaram sua carreira na franquia e estão nela até hoje: Sophia Young, Jayne Appel, Danielle Robinson e Danielle Adams. Todas essas apresentam crescimento a cada temporada. Como é o trabalho da franquia com suas novatas?

DH: Isso tem muito a ver com os meus assistentes e a cultura que temos aqui. Somos muito acolhedores com jogadoras que querem desenvolver o seu jogo e estão interessadas em melhorar. Trabalhamos muito com o desenvolvimento das atletas e acho que isso se deve muito aos meus assistentes. Essas pessoas têm feito uma quantidade absurda de trabalho individual. Dedicamos nosso tempo a esse propósito com afinco e acreditamos nisso. Essas jogadoras e esses técnicos que estão ao meu lado investem muito no crescimento. Nós damos valor a isso na nossa agenda.

Kayla McBride, terceira escolha do draft de 2014 da WNBA pelo San Antonio Stars (NBAE/Getty Images)

Kayla McBride, terceira escolha do draft de 2014 da WNBA pelo San Antonio Stars (NBAE/Getty Images)

VF: Pode-se dizer que Kayla McBride foi selecionada para ser uma aprendiz de Becky Hammon e substitui-la em um futuro breve?

DH: Honestamente, ela foi escolhida como uma maneira de honrarmos Becky neste momento de sua carreira. Por favor, me perdoe, mas eu realmente não gosto muito de pensar sobre o momento em que Becky não estiver mais aqui no Stars. Eu acho que o fato de Kayla jogar ao lado dela foi algo que se encaixou perfeitamente. Nova aqui, ela disse muitas vezes que quer aprender, e vai aprender muito com Hammon. Mas, de verdade, a decisão foi feita para deixar a Becky confortável porque eu não gosto de pensar como vai ser quando ela não estiver no Stars.

VF: Falar sobre a aposentadoria de Becky Hammon é um assunto triste para qualquer um que acompanha o Stars e o basquete feminino. É possível dizer que a lesão da última temporada pode ter sido um fator determinante para a jogadora pensar mais seriamente o seu adeus às quadras? E sobre seus planos de ser técnica? Ela tem espaço reservado no Stars?

DH: Não sei se teve muito a ver com a lesão do ano passado. É uma fase da vida. A Becky é bem mente aberta em todas as fases de sua vida e ela vai trabalhar bastante para se preparar da maneira correta. A lesão pode ter dado mais tempo para que ela visualizasse seu futuro, mas acho que esse é um progresso natural para uma jogadora de seu calibre, o de se tornar uma técnica. Acredito que ela terá muitas opções em sua vida depois de sair das quadras. Acho que qualquer um receberia Becky mais do que bem como parte da equipe técnica, e isso inclui nós, do Stars.

 

Anúncios

Uma nova esperança

Em 1977, George Lucas colocou nas telas dos cinemas um filme chamado Star Wars (Guerra nas Estrelas), que mais tarde teria ganho o subtítulo A New Hope (Uma Nova Esperança). No script, um jovem rapaz vindo das areias do planeta Tatooine seria a arma para derrotar o vilão da galáxia, o malvado Darth Vader, líder do Império. Mas por que essa nerd está falando de Star Wars em um site sobre basquete?

Destaque para Shenise Johnson, que mostrou ritmo e coragem em quadra

Hoje (domingo, 3 de junho), o San Antonio Silver Stars enfrentou o Minnesota Lynx, atual campeão da WNBA, o time com o melhor elenco desde a temporada passada e invicto até agora. Por essa última afirmação, vocês já sabem que foi derrota para as texanas. MAS, foi um dos melhores jogos que já assisti delas. O placar chegou a ter 24 pontos de diferença. (ATENÇÃO: 24 pontos de diferença), e o resultado final foi Minnesota Lynx 83, San Antonio Silver Stars 79. Isso mesmo, quatro pontos, duas jogadas, e quase que a zebra aconteceu.

Assim como Luke Skywalker, o banco do Stars vinha esquecido no calor do estado da estrela solitária. Sempre teve muito a oferecer, mas nunca aparecia a oportunidade de mostrar do que era capaz.

Porém, quando estavam em quadra Tully Beviaqua, Jia Perkins, Danielle Adams, Shenise Johnson e Sophia Young, o poderoso Minnesota Lynx foi ofuscado e por pouco não sofreu a derrota. Assim como na série, não foi no A Nova Esperança que o Darth Vader e o Darth Sidious foram derrotados, mas foi nele que Luke Skywalker descobriu o caminho da Força.

Quem seria o mestre Yoda: Dan Hughes?

Sem dúvidas, esse foi o melhor jogo do San Antonio Silver Stars em 2012. Eu postei no Twitter que a partida seria o primeiro teste do time no ano, e, mesmo com derrota, eu aprovaria a atuação. Na sexta-feira, contra o Phoenix Mercury, o Stars venceu de 85 a 66, placar ótimo, sem Diana Taurasi e Penny Taylor, mas com Candice Dupree e DeWanna Bonner. Vale ressaltar – sempre – os 30 pontos de Becky Hammon na partida em questão.

A veterana foi sensacional e brincou de arremessar da linha de três pontos. Falando em 3 pontos, neste domingo, “at the buzzer”, ela acertou um do outro lado da quadra antes de sair para o intervalo.

O compromisso que deve ser esquecido é o da terça-feira, que acabou com revés para San Antonio contra o Chicago Sky (77-63).

Na semana que está começando, os adversários do Stars serão o Atlanta Dream (8, sexta-feira) e o Seattle Storm (9, sábado). Ótimas oportunidades para acompanhar a notava Shenise Johnson, que está começando a se destacar no time (nove pontos, sete rebotes e um roubo de bola para ela contra o Minnesota Lynx, merece os parabéns).

Até a semana que vem, e, seguindo o título da coluna: que a Força esteja com vocês!

Pré-temporada

Semana derradeira! Daqui a seis dias o San Antonio Silver Stars entra em quadra contra o Tulsa Shock, no segundo dia da temporada 2011 da WNBA. Na semana passada, os training camps foram os protagonistas da liga. Nessa, finalmente, os times colocaram os uniformes para jogar.

O Stars fez uma longa viagem do remoto Texas para Connecticut e enfrentou o time que leva o nome do estado, o Connecticut Sun. As equipes se enfrentaram duas vezes, e cada franquia venceu um embate. No primeiro jogo, as visitantes ganharam, mas no segundo acabaram derrotadas.

E que bela vitória na primeira partida, com 24 pontos de diferença no placar final, que foi de 80 a 56! A cestinha, no entanto, foi Tina Charles, do time adversário. A maior pontuadora do Stars foi Sophia Young, com 14 pontos. Das novas contratadas, Jia Perkins se sobressaiu, com dígitos duplos, marcando 12, assim como Danielle Robinson, que deixou dez. Becky Hammon se igualou à novata, e ainda deu seis assistências, além de arrecadar quatro rebotes. As titulares dessa partida foram Scholanda Robinson, Sophia Young, Ruth Riley, Becky Hammon e Tully Bevilaqua.

No segundo jogo, Kelly Mazzante entrou como titular no lugar de Scholanda Robinson e marcou 12 pontos: todos eles com bolas de três. No jogo anterior, ela havia marcado seis com o mesmo tipo de arremesso. Sophia Young ficou de fora e Porsha Phillips pegou sua vaga de titular. O placar final dessa partida foi bem apertado. Dois pontos tiraram a vitória do Stars, que perdeu de 75 a 73 nessa última sexta-feira (27).

O elenco do Stars ainda conta com quinze jogadoras, mas, assim como em reality shows, quatro têm que ir embora. No primeiro jogo, Dan Hughes usou todas elas, menos Jayne Appel, que está machucada. Já no segundo, fechou no limite de 11.

Sophia Young, por exemplo, é nome garantido, enquanto Danielle Adams continua dúvida. Jayne Appel, apesar de machucada, tem chances de continuar. Kelly Mazzante mostrou um poderoso arsenal de três pontos, o que deixa o técnico muito feliz.

Triste notícia.

A felicidade do San Antonio Silver Stars contrasta com uma perda grande para o mundo do basquete. A triste notícia começou no dia 19. Margo Dydek, a ex-pivô polonesa de 2,18m, havia sofrido um ataque cardíaco aos três meses de gravidez, em sua casa, em Brisbane, na Austrália. Os médicos a colocaram em coma induzido. Na sexta-feira (27), Margo faleceu. Seu nome é muito importante para o San Antonio Silver Stars. Em 1998, a jogadora foi a primeira escolha do draft pelo Utah Starzz, que em seguida se tornou o San Antonio Silver Stars, time na qual ela continuou jogando. Também fez parte do Connecticut Sun e do Los Angeles Sparks.

As fotos abaixo mostram Becky Hammon (enquanto no New York Liberty) marcando-a.

Becky Hammon marcando Margo Dydek                      

Ela certamente deixará saudades.

O primeiro jogo oficial do San Antonio será nesse sábado (4), às 21h.

Um abraço, Roberta.
Descanse em paz, Margo Dydek.

Força feminina

Becky Hammon será responsável por levar as Stars longe mais uma vez

Hoje é dia de fugir um pouco da NBA para falar sobre a equipe feminina de San Antonio, o San Antonio Silver Stars.

Mais uma temporada começou para as texanas, que fazem seu quarto jogo nesta sexta-feira. O adversário da vez é o New York Liberty.

Nos duelos anteriores, uma derrota no primeiro confronto para o Atlanta Dream, e duas vitórias consecutivas, sobre Tulsa Shock e Los Angeles Sparks.

As expectativas em torno do elenco são enormes. Dan Hughes, que exercia o cargo de técnico e general manager nos outros anos, abdicou do comando da equipe para se dedicar ao trabalho de executivo.

Seus esforços surtiram efeito. Além de recrutar uma boa jogadora (a pivô Jayne Appel), alguns reforços de peso chegaram, alimentando o sonho do primeiro título.

Em pouco tempo com a camisa preto e prata, a veterana pivô Michelle Snow já ganhou a vaga de titular. Em três jogos, foram médias de 13,3 pontos e dez rebotes – suas melhores da carreira.

O outro reforço importante, a também veterana Chamique Holdsclaw, mostrou em seu primeiro embate que vai incomodar bastante as adversárias. No confronto diante das Sparks, foram 19 pontos e cinco assistências.

Além das novas contratadas, somemos o poder ofensivo da ala-pivô Sophia Young, cada vez mais se consolidando como uma das melhores atletas da liga, e a genialidade da armadora Becky Hammon, para muitos a melhor do mundo.

Por fim, o banco de reservas ainda traz boas atletas para complementar o elenco. Temos Edwiges Lawson-Wade, a “sexta-mulher”, com recheada carreira internacional, e a também experiente Belinda Snell, veterana do selecionado australiano.

Falando em Austrália, quem comanda o time é a australiana Sandy Brondello, que foi assistente de Hughes nos últimos cinco anos (2005-2009).

Ao meu ver, esse é o melhor time já formado em San Antonio para a disputa da WNBA. Vale lembrar que desde 2007 a equipe deixou de ser o saco de pancadas da liga para se tornar uma das forças do Oeste.

Em 2008, as texanas alcançaram a final, perdendo para o forte Detroit Shock. Em 2009, foi a vez de parar no Phoenix Mercury. Será que chegou a vez em 2010?

É o que todos no Texas esperam…