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O campeão e o freguês

Dois joguinhos para o San Antonio Silver Stars na semana que está chegando ao fim (teoricamente). Bom, joguinhos não, clássicos do Oeste, que é o que mais tem nessa conferência. Um contra o Los Angeles Sparks e o outro contra o Minnesota Lynx. Como nós sabemos que o atual campeão da WNBA é o Lynx, não é preciso muito para explicar quem é o freguês.

Pela terceira vez nesta temporada, o Stars venceu o Sparks. Foi na quinta-feira (26), com placar de 94 a 80. O próximo duelo entre os dois será após o intervalo olímpico. Ou seja, a campanha contra um dos melhores times da WNBA será positiva em 2012.

Becky Hammon: matadora

A outra partida muito agradável das texanas foi contra o Minnesota, neste domingo (1)º, no AT&T Center. Lembram da última partida, na qual o San Antonio chegou a ficar 24 pontos atrás e o placar terminou com apenas 4 de diferença? Então, a energia das garotas durou até ontem.

Em casa, o elenco atuou consciente das jogadas e seus talentos individuais. Por exemplo?

Arremessos de três pontos super bem-sucedidos de Becky Hammon (foram sete!) e bolas bem distribuídas (oito assistências), assim como participação ativa de Jia Perkins (com arremessadoras assim, o Stars vai longe), Sophia Young flexível, pegando rebotes (dez) e forte na defesa, e Danielle Robinson com assistências (seis), roubos e rápida movimentação.

Cada uma fez sua parte e a tarde foi positiva. Dois elementos que não chamaram a atenção com números, mas apareceram bem foram as novatas Shenise Johnson e Ziomara Morrison. Ambas tiveram uma noite sólida, como se fossem veteranas diante das detentoras do anel. Agora, só falta elas começarem a deixar números na súmula.

Contra o Minnesota Lynx, foi a terceira vitória seguida do San Antonio Silver Stars. Quase tão importante quanto, foi o fato de essa ter sido apenas a segunda derrota do Lynx na temporada – a outra foi para o Seattle Storm.

As próximas partidas do Stars serão na terça-feira (3), na quinta-feira (5) e no sábado (6), contra Phoenix Mercury, Indiana Fever e Washington Mystics, respectivamente. Meus palpites? Vitórias contra Mercury e Mystics e derrota para o Fever.

Esse era o ânimos das meninas contra o Minnesota Lynx!

Nos vemos no domingo!

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Bem, time!

Jogo bem jogado, para a nooooossa alegria!

Essa foi uma semana de um jogo só. No sábado à noite, no próprio AT&T Center, o San Antonio Silver Stars recepcionou o Los Angeles Sparks, mas de cortês o time de casa não teve nada. O resultado final foi 98-85. Por muito pouco (com isso, entenda “se mais um minuto tivesse rolado”), não saiu o primeiro placar centenário do time na temporada.

Partidas como essas mostram que San Antonio não tem uma equipe tão mediana quanto é classificado algumas vezes. Esse conceito é dado, normalmente, porque não há entre as estrelas prateadas atletas como Diana Taurasi, Sue Bird, Lauren Jackson ou Maya Moore (não estou criticando. Todas essas são incríveis!). Antes mesmo de entrarem na liga, elas já “bombavam” na mídia e tiravam o folego de comentaristas. Mas vamos falar um pouco sobre as estrelas do Stars, Becky Hammon e Sophia Young, contra o time de Candace Parker e Kristi Toliver.

A começar pela eficiência; as duas anotaram juntas + 33, enquanto as garotas mencionadas do Los Angeles, juntas, fizeram – 27. Grande diferença, não? Quero ressaltar, sobretudo, o rendimento do time no último período que, na verdade, foi um tempo-extra.

Eis as parciais do jogo (SASS/LAS): 1ºQ: 23/16 – 2ºQ: 21/19 – 3ºQ 17/22 – 4ºQ: 22/26 – Prorrogação: 15/2.

O confronto foi empatado pelo Sparks com um arremesso de lance-livre de Jantel Lavender (LAS). Convenhamos que o San Antonio teve muita sorte quando a garota errou um deles, senão o placar teria sido 84-83. Mas, o univer… digo, o jogo realmente estava mais para o lado das texanas.

Foram 4 bolas dessa que levantaram a galera no AT&T Center

O tempo-extra contou com a forte presença de Sophia Young e Becky Hammon, com suas jogadas espetaculares, verdadeiros “coelhos tirados da cartola” e “cartas tiradas da manga”. Nada, porém, foi mágica, e sim qualidade e técnica. Ambas fizeram o mesmo número de pontos (24) – a armadora ainda deu sete bolas para alguma companheira marcar, e a ala ganhou oito rebotes (assim como, pasmem, Jayne Appel).

Gostei muito do vídeo de resumo do jogo porque o pessoal do WNBA.com selecionou a jogada que mais gostei na partida, por isso, vou deixá-lo aqui para que vocês possam ver o que rolou em San Antonio no sábado.

Recap de San Antonio Silver Stars x Los Angeles Sparks (16/06/2012)

No próximo domingo, algo bem legal pode acontecer ao Stars: sair do terceiro para o segundo lugar no Oeste. O atual detentor da vaga, vulgo freguês da última partida, tem quatro jogos nesta semana (sendo que o derradeiro será contra o San Antonio), e, se perder dois, troca de posto com as texanas – caso elas também façam seu dever de casa.

Espero trazê-los as boas novas na semana que vem!

Até lá!

Uma nova esperança

Em 1977, George Lucas colocou nas telas dos cinemas um filme chamado Star Wars (Guerra nas Estrelas), que mais tarde teria ganho o subtítulo A New Hope (Uma Nova Esperança). No script, um jovem rapaz vindo das areias do planeta Tatooine seria a arma para derrotar o vilão da galáxia, o malvado Darth Vader, líder do Império. Mas por que essa nerd está falando de Star Wars em um site sobre basquete?

Destaque para Shenise Johnson, que mostrou ritmo e coragem em quadra

Hoje (domingo, 3 de junho), o San Antonio Silver Stars enfrentou o Minnesota Lynx, atual campeão da WNBA, o time com o melhor elenco desde a temporada passada e invicto até agora. Por essa última afirmação, vocês já sabem que foi derrota para as texanas. MAS, foi um dos melhores jogos que já assisti delas. O placar chegou a ter 24 pontos de diferença. (ATENÇÃO: 24 pontos de diferença), e o resultado final foi Minnesota Lynx 83, San Antonio Silver Stars 79. Isso mesmo, quatro pontos, duas jogadas, e quase que a zebra aconteceu.

Assim como Luke Skywalker, o banco do Stars vinha esquecido no calor do estado da estrela solitária. Sempre teve muito a oferecer, mas nunca aparecia a oportunidade de mostrar do que era capaz.

Porém, quando estavam em quadra Tully Beviaqua, Jia Perkins, Danielle Adams, Shenise Johnson e Sophia Young, o poderoso Minnesota Lynx foi ofuscado e por pouco não sofreu a derrota. Assim como na série, não foi no A Nova Esperança que o Darth Vader e o Darth Sidious foram derrotados, mas foi nele que Luke Skywalker descobriu o caminho da Força.

Quem seria o mestre Yoda: Dan Hughes?

Sem dúvidas, esse foi o melhor jogo do San Antonio Silver Stars em 2012. Eu postei no Twitter que a partida seria o primeiro teste do time no ano, e, mesmo com derrota, eu aprovaria a atuação. Na sexta-feira, contra o Phoenix Mercury, o Stars venceu de 85 a 66, placar ótimo, sem Diana Taurasi e Penny Taylor, mas com Candice Dupree e DeWanna Bonner. Vale ressaltar – sempre – os 30 pontos de Becky Hammon na partida em questão.

A veterana foi sensacional e brincou de arremessar da linha de três pontos. Falando em 3 pontos, neste domingo, “at the buzzer”, ela acertou um do outro lado da quadra antes de sair para o intervalo.

O compromisso que deve ser esquecido é o da terça-feira, que acabou com revés para San Antonio contra o Chicago Sky (77-63).

Na semana que está começando, os adversários do Stars serão o Atlanta Dream (8, sexta-feira) e o Seattle Storm (9, sábado). Ótimas oportunidades para acompanhar a notava Shenise Johnson, que está começando a se destacar no time (nove pontos, sete rebotes e um roubo de bola para ela contra o Minnesota Lynx, merece os parabéns).

Até a semana que vem, e, seguindo o título da coluna: que a Força esteja com vocês!

Meio a meio

A semana do San Antonio Silver Stars infelizmente não foi das melhores. Com apenas uma partida, que terminou em derrota, contra o Connecticut Sun, a equipe não vai repetir o recorde do ano passado de várias vitórias seguidas logo no começo da temporada. O placar final foi de 83 a 79. Vendo assim, até parece que não foi feio, mas foi.

O Stars tem uma mania – terrível para os torcedores – de consertar seus erros no final do último quarto para recuperar uma vantagem grande adquirida pelo rival. Na sexta-feira (25), o Connecticut chegou a abrir 12 pontos sobre o visitante, e, por pouco, mas por muito pouco MESMO, a vitória não foi alcançada. Um dos melhores momentos foi quando Shameka Christon arremessou para três pontos, no susto, e, além de fazer a cesta, ganhou um lance livre. Aí já era tarde demais, de qualquer maneira.

Danielle Adams, mais uma vez, foi o alicerce do San Antonio Silver Stars quando Becky Hammon e Sophia Young estavam mal. Contradizendo a todos, a garota tem futuro nessa liga!

O Connecticut Sun não é um time de se admirar, mas adotaram uma tática que os EUA usaram nas Olimpíadas de 2008: neutralizar Becky Hammon. A veterana ala-armadora não tinha espaço no jogo para formar seus ataques de costume. Ainda assim, anotou 11 pontos e oito assistencias. O destaque, porém, ficou por parte de Danielle Adams (21 pontos). No começo da partida, os únicos oito pontos a favor do Stars vieram de suas mãos.

Também quero ressaltar a presença em quadra de Shenise Johnson, que ainda está bem no início de sua carreira profissional, mas já mostra coragem e aprendizado rápido.

Com o resultado desta semana, o San Antonio está em terceiro lugar na Conferência Oeste, com campanha 1-1 (uma vitória e uma derrota).

O próximo desafio do San Antonio Silver Stars será na quarta-feira (30/05), contra o Chicago Sky, estreia da equipe no AT&T Center E (muita ênfase neste “E”) o reencontro com Ruth Riley, pivô do time até o ano passado.

Meu palpite? Vitória das texanas.

Até a próxima!

Foi dada a largada

Começou! Na sexta-feira (18), o Seattle Storm e o Los Angeles Sparks protagonizaram uma partida emocionante e cheia de surpresas para o início da temporada de 2012 da WNBA. Ontem (19), o San Antonio Silver Stars viajou até Oklahoma para enfrentar o Tulsa Shock.

Essa é Sophia Young, uma das principais jogadoras do Stars!

Antes de eu comentar esse confronto, permitam-me lembrá-los sobre o palpite que deixei aqui na semana passada referente ao elenco principal para este ano. Na quinta-feira seguinte, foi anunciado pelo San Antonio quem ficaria com o time, e lá estavam as onze mencionadas por esta colunista, inclusive a “querida” Jayne Appel.

Com tudo definido, bastava entrar em quadra, o que começou bem mal. Logo no início do jogo de sábado, o Tulsa Shock abriu nove pontos de vantagem. As Stars tomaram um susto e Dan Hughes pediu um tempo. No retorno, Sophia Young abriu o placar para as texanas.

No fim, a vitória foi conquistada pelo visitante – o San Antonio. O ritmo foi encontrado, o time encontrou um equilíbrio e controlou o resto do jogo. Alguns pontos a serem exaltados:

Poder de decisão de Becky Hammon: não gosto de comparar, mas para ilustrar melhor, vou usar a “joia santista”, o Neymar, com o propósito de explicar o que ela significa para a equipe. No domingo passado, na final contra o Guarani, o Santos passou por um período de marasmo, sem criar nenhum lance perigoso, até que o camisa 11 pegou a bola, driblou quatro (ou tantos outros que estavam em seu caminho) e tocou para o companheiro no fundo do campo, que voltou o passe para o craque marcar. Ontem, Becky Hammon teve esse tipo de atitude em todos os momentos em que o Stars não tinha alternativas. Foram bolas de três pontos, passes, bandejas e dribles, tudo para que suas companheiras fossem motivadas e o time não ficasse atrás no placar. Por isso, seus 17 pontos e nove assistências valeram ouro na vitória do time.

O equilíbrio de Sophia Young: a ala teve um duplo-duplo (20 pontos e 13 rebotes) para abrir a temporada. Sua parada na offseason para cuidar do corpo e concentrar as forças na WNBA (e Olimpíadas) teve efeito na noite de ontem. Acredito que a moça terá um ano incrível!

Maturidade de Danielle Robinson: em determinado momento do jogo, DRob parece ter entendido que não é mais novata e que está entre as escolhidas porque tem competência. Sua velocidade é incrível e o controle de bola tem aumentado. O melhor é que a garota não é do tipo “crazy shooter” (como alguns gostam de definir a Iziane, por exemplo), ou seja, sabe acompanhar a jogada e finalizar da maneira correta. Foi muito legal vê-la levando algumas responsabilidades e administrando jogadas individuais, como, por exemplo, quando passou por duas marcadoras, mesmo com Becky em sua direita e outra companheira na esquerda, para fazer a bandeja. Com um técnico como Dan Hughes, certamente vai longe.

Se completam

A dupla Sophia Young-Becky Hammon: é dificil algo dar errado entre elas. A sincronia em quadra é perfeita. Poucos pick-and-rolls têm resultados tão positivos quanto os que elas protagonizam. Becky entende Sophia e vice-versa. Uma sabe o que a outra vai fazer, assim é bem mais fácil acertar uma jogada. As duas formam o pilar do San Antonio e trarão muita beleza e produtividade para o time.

O resultado final do compromisso foi 88 a 79. Lendo assim, parece que foi fácil para o Stars, mas esse é um equívoco total! Foi necessário um pedido de tempo para o esquadrão prateado entrar na linha.

O próximo jogo do San Antonio Silver Stars acontece na sexta-feira, às 19h00, contra o Connecticut Sun, fora de casa. Meu palpite é de vitória para o visitante. Saberemos se acertei no próximo domingo!

Até mais!