Kawhi Leonard teria pedido para ser trocado

Por Pedro Vinícius

A paciência de Kawhi Leonard com o San Antonio Spurs aparentemente acabou. Depois de decepcionante temporada em que o ala fez apenas nove jogos em meio ao tratamento de uma lesão no quadríceps da perna direita, o jogador, segundo reportagem da ESPN americana, pretende solicitar para a franquia texana uma troca. O camisa #2 gostaria de ser enviado para uma equipe da região da Califórnia, preferencialmente o Los Angeles Lakers.

Leonard deve estar de saída (Thearon W. Henderson/Getty Images)

O jogador, obtido por meio de troca com o Indiana Pacers em 2011, em negocio que envolveu George Hill, teve números formidáveis nas últimas duas temporadas. Seus 23,4 pontos e 6,3 rebotes por exibição, com 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 41% nas bolas de três pontos, ajudaram a colocar os Spurs nos playoffs em dois anos seguidos. Além disso, o ala foi eleito o melhor defensor da liga em 2014/2015 e 2015/2016.

O repórter Chris Haynes, da ESPN, publicou que “o ala estaria insatisfeito pela forma como a franquia lidou com sua lesão”. Consolidando essa informação, o repórter Adrian Wojnarowski informou que Los Angeles Lakers e Boston Celtics estariam dispostos a negociar pela estrela.

Mas porque Leonard aparentemente decidiu sair dos Spurs? Porque o jogador que foi considerado o futuro da franquia desistiu do plano e deseja uma troca?

A recuperação após a lesão foi um verdadeiro desastre. A franquia de San Antonio e o grupo de apoio de Leonard não cooperaram entre si, e a única coisa que aconteceu foi uma prolongação do período em que Leonard ficou afastado das quadras durante a temporada.

Matéria publicada pela ESPN deu indícios que explicavam o problema. Leonard nunca foi um jogador da mídia, sempre esteve quieto e cooperando para o bem da franquia. Porém, nesse caso o seu entorno apareceu para debater com o Spurs formas de recuperar o atleta.

A franquia nunca recebeu de bom grado palpites externos, e os métodos emplacados por Gregg Popovich e sua comissão sempre foram suficientemente satisfatórios. Com tal ação, o Spurs, em palavras proferidas por seu técnico, era uma organização impotente e frustrada, aguardando que o principal jogador da franquia e seu estafe dissessem o que viria pela frente.

Apesar da questão ter sido tratada internamente, algumas declarações ajudam a entender o que acontece nos bastidores. Segundo relatos da imprensa americana, houve reunião de jogadores em que Tony Parker, Manu Ginobili, Danny Green e Rudy Gay participaram para entender o que passava na cabeça de Leonard. Em declaração pública, o armador francês afirmou que sua lesão foi “100 vezes pior” do que a do camisa #2, deixando vazar certa insatisfação com o astro.

Popovich sempre saía em defesa do ala publicamente, mas também fazia declarações contra o grupo de Leonard, como em dezembro. “Vocês vão ter que perguntar para o grupo dele”, disse o técnico, quando questionado sobre quando o ala voltaria a jogar. Mesmo assim, sempre existiu entre os torcedores a esperança de que o treinador pudesse resolver a questão.

No início dessa semana, foi noticiado que Popovich e Leonard estavam tentando marcar uma reunião para aparar as arestas e tentar ajustar o relacionamento. No entanto, antes que o encontro pudesse acontecer, surgiu a informação de que o ala deseja deixar o Spurs.

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Pop e Leonard tentam agendar reunião, diz jornal

De acordo com reportagem do jornal americano San Antonio Express-News, Gregg Popovich e Kawhi Leonard tentam agendar uma reunião para os próximos dias. O ala do San Antonio Spurs disputou apenas nove jogos na última temporada enquanto se recuperava de lesão do quadríceps da perna direita, e um suposto problema de relacionamento teria adiado seu retorno.

Kawhi e Pop conversam durante jogo do Spurs (Foto: Getty Images)

Segundo o periódico, o Spurs tenta acertar a casa antes do Draft e pretende começar por Leonard. Assim, a reunião do técnico com o ala pode acontecer ainda nesta semana. No cenário mais otimista possível, o jogador deixa o encontro decidido a renovar contrato com a franquia.

Ainda de acordo com o Express-News, fontes ligadas a Leonard dizem que o ala está “96 ou 97%” recuperado de sua lesão e que estará totalmente apto a jogar basquete em setembro, quando deve ocorrer a reapresentação do Spurs. O jogador tem mais um ano de contrato com a franquia, além de ter a opção de renová-lo unilateralmente para a temporada 2019/2020.

A reunião deve marcar o início de um movimentado verão para Pop. Segundo o jornal americano The New York Times, o técnico do Spurs também vai tentar agendar reunião com LeBron James, que pode deixar seu contrato com o Cleveland Cavaliers e se tornar agente livre.

Spurs Brasil entrevista Jaron Blossomgame

Selecionado pelo San Antonio Spurs na 59ª escolha do Draft de 2017, o ala Jaron Blossomgame se vê pronto para jogar na NBA um ano depois. Em entrevista exclusiva concedida por e-mail ao Spurs Brasil, o jogador, que se sagrou campeão da G-League pelo Austin Spurs na última temporada, afirmou que acredita que sua versatilidade dos dois lados da quadra é seu trunfo e se encaixa bem com as exigências atuais da liga profissional americana de basquete.

Jaron Blossomgame em ação pelo Austin Spurs (Reprodução/news4sanantonio.com)

Ala de 24 anos de idade e 2,01m de altura, Blossogame chegou ao Draft de 2017 depois de defender as cores da Universidade de Clemson por quatro anos. No último, apresentou médias de 17,7 pontos e 6,3 rebotes em 34,3 minutos por exibição, convertendo 49,9% de seus arremessos de quadra, 25,5% de suas bolas de três pontos e 71,4% de seus lances livres.

O jogador começou sua trajetória pelo Spurs nas Ligas de Verão de 2017. Disputou oito jogos, com médias de 5,1 pontos e 5,4 rebotes em 23,4 minutos por exibição, convertendo 43,6% de seus arremessos de quadra, 33,3% de suas bolas de três e 50% de seus lances livres.

Desde então, o Spurs ainda não assinou com Blossomgame, e com isso mantém seus direitos. O caminho para o jogador foi o Austin Spurs, franquia da G-League filiada à de San Antonio. E em sua primeira temporada profissional, o ala já se tornou campeão da liga, com médias de 16,5 pontos e 8,2 rebotes em 29,6 minutos por exibição, convertendo 54,5% de seus arremessos de quadra, 30,1% de suas bolas de três pontos e 78,5% de seus lances livres.

Os números sustentam a evolução a que Blossomgame se refere quando descreve sua transição do basquete colegial para a G-League. O ala ainda revela que sabia do interesse do Spurs desde 2016 e conta como foi conviver com Tony Parker, Derrick White e Brandon Paul.

Blossomgame não respondeu quando questionado se existem conversas para que ele reforce o Spurs na próxima temporada, mas confirmou que vai jogar as Summer Leagues e que continuar melhorando seu arremesso é sua meta para a offseason. Veja, a seguir, a entrevista na íntegra:

Spurs Brasil: Quando o Spurs mostrou que estava interessado em seus serviços? Você sabia do interesse que a franquia de San Antonio tinha em você antes de ser draftado?

Jaron Blossomgame: Em 2016, eu entrei no draft na minha temporada como junior e acabei decidindo voltar para a faculdade. Mas durante o processo pré-draft, eu fiz entrevista e treino com o Spurs. Na minha temporada como senior, eu me encontrei com o Spurs no Draft Combine e treinei com eles de novo, então eu sabia que havia interesse deles na noite do draft.

SB: O que você sentiu quando ouviu seu nome sendo chamado? Ficou feliz por ter sido selecionado por uma franquia famosa por seu bom histórico no draft?

JB: Eu fiquei realmente feliz quando ouvi meu nome ser chamado e tive a chance de andar pelo palco. Eu sempre imaginei aquilo acontecendo quando eu era criança, então finalmente poder ter essa experiência foi incrível. Fiquei feliz por ter sido draftado por um time como o Spurs por causa do histórico da franquia desenvolvendo jovens talentos. Eu sabia que estaria em boas mãos e que as coisas seriam feitas do jeito certo.

SB: O Spurs tem sido uma franquia focada na defesa na era Gregg Popovich. Você sente que sua defesa era sua maior qualidade para o draft do ano passado?

JB: Eu sinto que na noite do draft minha maior qualidade era minha versatilidade ofensivamente e defensivamente. Como a NBA foi para a direção do small-ball, acho que isso se ajusta ao meu jogo perfeitamente. Sou capaz de defender várias posições e de aproveitar mismatches no ataque. Claro que isso foi há um ano e eu melhorei em muitas áreas do meu jogo desde então, mas acho que essa qualidade específica realmente me favoreceu.

SB: Como foi a transição da universidade para a G-League? O jogo é muito diferente?

JB: A transição foi realmente diferente. Tive muito sucesso na G-League se você olhar para a temporada como um todo, mas vejo mais que eu tive muito crescimento e desenvolvimento. Eu era um jogador diferente no fim da temporada. Vi muitos vídeos com nossa comissão técnica e tentei atacar todos os dias com minha mentalidade de ser cada vez melhor. Acho que o basquete universitário é mais difícil na minha opinião por causa do espaçamento e da maneira com que você pode defender na universidade. É mais fácil conter os melhores jogadores. Na G-League, tem muito espaço na quadra, é difícil focar apenas em um jogador e existem melhores jogadores em todos os aspectos na G-League.

SB: Em seu primeiro ano como atleta profissional, você já é um campeão. Como foi a experiência de jogar os playoffs da G-League e de terminar com o título?

JB: Essa primeira temporada em Austin foi inacreditável. Eu não trocaria essa experiência por nada. Além da parte do basquete, eu realmente me diverti desenvolvendo amizades com treinadores e companheiros de equipe. Tivemos muita gente boa ao redor do nosso grupo, e isso tornou as coisas muito mais fáceis para nós. Tudo na quadra era divertido. Tivemos um time cheio de jogadores capazes de tomar controle de um jogo ofensivamente, mas todo mundo deixava seus egos na porta, e nós realmente nos sacrificamos muito pelo bem maior do time. Isso é muito raro na G-League. A química do nosso time era a nossa maior força na minha opinião.

SB: Quando o Spurs te draftou, em que áreas do jogo pediram para você trabalhar? Você acha que seu ano em Austin te ajudou a ir na direção correta?

JB: Acho que a última temporada em Austin me ajudou tremendamente. Se você assistir aos meus jogos no começo da temporada e depois assistir aos meus jogos no fim da temporada, vou parecer um jogador diferente. No geral, minha compreensão do jogo realmente melhorou. Dei arremessos melhores, fiz as jogadas certas para meus companheiros de equipe e marquei no perímetro.

SB: Tony Parker teve uma passagem curta pelo Austin Toros na última temporada. Como foi essa experiência para você? Teve a chance de falar com ele sobre basquete?

JB: Foi uma experiência legal ter ele perto do nosso time. Ele é um grande cara e realmente toma conta dos mais jovens.

SB: Você jogou com jogadores do Spurs em Austin, como Derrick White e Brandon Paul. O que você pode dizer sobre eles? Acha que eles estão prontos para jogar em alto nível?

JB: Derrick e Brandon são caras de grande caráter. Joguei muito com Derrick na Summer League e na G-League na última temporada, e ele realmente evoluiu durante o ano. Acho que ele tem um futuro realmente brilhante na NBA. Brandon jogou duas partidas com a gente na G-League, e duas coisas que realmente se destacaram sobre ele foram sua habilidade defensiva e seu arremesso. Ele é um jogador realmente fascinante para mim por causa de suas capacidades defensivas. Eu acho que eles estão prontos para causar um impacto em alto nível.

SB: O Spurs praticou bastante small-ball na última temporada, com jogadores como Rudy Gay, Davis Bertans e Kyle Anderson jogando na posição 4. Você se vê pronto para este papel em jogos de nível de NBA ou se vê mais como um jogador de perímetro?

JB: Sim, eu acredito que estou pronto para uma função desse tipo na NBA. Como disse antes, minha versatilidade é minha maior qualidade, então posso estar na quadra em qualquer posição entre ala-armador e pivô e defender qualquer uma dessas posições. Assitindo times como o Houston Rockets e o Golden State Warriors nos playoffs da NBA, vi caras como Draymond Green e PJ Tucker jogando como pivôs. Com minha versatilidade, acho que posso ser um jogador que joga em múltiplas posições como esses caras.

SB: Depois de converter 25,5% dos seus arremessos de três na última temporada pela universidade de Clemson, você converteu 30,1% em Austin. Você acha que evoluir nos arremessos pode ser decisivo para sua carreira? Como você trabalha para melhorar seu arremesso e como conseguiu subir 5% em uma temporada?

JB: Sim. Meu arremesso é algo em que eu estou realmente trabalhando duro neste verão, e acho que isso vai abrir muito mais o meu jogo. Eu fiz muito treino de arremesso e trabalhei na minha mecânica, e eu realmente me sinto bem com minha evolução. O salto de 25% para 30% para mim foi bom considerando que foi minha primeira temporada arremessando da distância da NBA. Acho que o próximo passo para mim é me tornar mais consistente de longa distância.

Williams troca Spurs pelo 76ers, diz Wojnarowski

Depois de passar dois anos trabalhando na diretoria do San Antonio Spurs, Monty Williams está de saída da franquia texana. De acordo com reportagem de Adrian Wojnarowski, jornalista da ESPN, o ex-ala é o novo assistente técnico de Brett Brown no Philadelphia 76ers.

Williams está de saída do Spurs (Reprodução/news4sanantonio.com)

Williams trabalhava como técnico do Oklahoma City Thunder em fevereiro de 2016 quando um acidente de carro vitimou sua esposa Ingrid. O ocorrido afastou o treinador do basquete até a Olimpíada do Rio de Janeiro, quando o ex-ala trabalhou como assistente de Mike Krzyzewski na seleção masculina que conquistou a medalha de ouro meses após a fatalidade.

Depois, Williams se mudou para San Antonio com os filhos e começou a trabalhar na diretoria da franquia texana. Ele defendeu as cores do alvinegro como jogador entre 1996 e 1998.

Aos 46 anos de idade, Williams agora volta a uma comissão técnica para trabalhar sob o comando de Brett Brown, que foi assistente de Gregg Popovich no Spurs de 2002 a 2013.

Esta é a segunda baixa do tipo no Spurs. Antes de Williams, James Borrego deixou a comissão técnica de Pop para assumir o cargo de treinador principal do Charlotte Hornets.

Aldridge é eleito para segundo time ideal da NBA

Nessa quinta-feira (24), a NBA anunciou que LaMarcus Aldridge foi eleito para o segundo time ideal da NBA na temporada 2017/2018. Foi a quinta honraria do tipo para o ala-pivô, que começou sua carreira no Portland Trailblazers e chegou à franquia texana em 2015. O camisa #12 também foi eleito para o segundo time em 2015 e para o terceiro em 2011, 2014 e 2016.

Aldridge fez grande temporada pelo Spurs (Soobum Im/USA TODAY Sports)

Na temporada, a sexta em que Aldridge foi para o All-Star Game, o ala-pivô teve médias de 23,1 pontos e 8,5 rebotes em 33,4 minutos por partida, convertendo 51% dos seus arremessos de quadra e 83,7% dos seus lances livres. O jogador foi o único do Spurs com mais de 12 pontos por jogo e com pelo menos dez partidas disputadas, o que aconteceu pela primeira vez na NBA desde o Minneapolis Lakers da temporada 1953/1954 com George Mikan.

Aldridge fez dez ou mais pontos 73 vezes na temporada e liderou o time no quesito em 59 jogos. Com isso, se tornou o quinto jogador da história do Spurs a ser cestinha de 50 ou mais jogos em uma campanha, se juntando a George Gervin, David Robinson, Tim Duncan e Kawhi Leonard.

Além de Aldridge, só mais seis jogadores foram eleitos para times ideais da NBA cinco vezes desde 2011: Chris Paul, Stephen Curry, Russell Westbrook, James Harden, LeBron James e Kevin Durant. Assim, o ala-pivô é o único que atua no garrafão a conseguir o feito.

Com a eleição de Aldridge, o Spurs conseguiu emplacar pelo menos um jogador nos times ideais da NBA nos últimos 21 anos, maior sequência ativa da NBA. Em toda a história da franquia texana, foram 44 nomeações: 21 para o primeiro time, 12 para o segundo e 11 para o terceiro.

Entre os honrados a serviço do Spurs, apenas sete o fizeram mais de uma vez: George Gervin, David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili, Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge.

O primeiro time ideal da NBA foi formado com Damian Lillard, do Portland Trailblazers, James Harden, do Houston Rockets, LeBron James, do Cleveland Cavaliers, Kevin Durant, do Golden State Warriors, e Anthony Davis, do New Orleans Pelicans. Os companheiros de Aldridge no segundo time são Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder, DeMar DeRozan, do Toronto Raptors, Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks, e Joel Embiid, do Philadelphia 76ers.

Por fim, o terceiro time ideal da NBA na temporada tem Stephen Curry, do Golden State Warriors, Victor Oladipo, do Indiana Pacers, Jimmy Butler, do Minnesota Timberwolves, Paul George, do Oklahoma City Thunder, e Karl-Anthony Towns, do Minnesita Timberwolves.