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Positivo

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O cenário está positivo para o San Antonio Stars. Em terceiro lugar na Conferência Oeste, as estrelas texanas tiveram três compromissos que terminaram em duas vitórias e uma derrota nesta semana. Com esses resultados, as comandadas de Dan Hughes estão bem perto do Minnesota Lynx, atual campeão da WNBA.

A Conferência Oeste, na verdade, está com uma cara um tanto quanto inesperada. Era previsto que as donas do título assumirem a liderança com folga, mas, ao contrário, o Phoenix Mercury é o time que possui o melhor rendimento até o momento. Com 12 vitórias e apenas três derrotas, a equipe de Diana Taurasi surpreende e passa o elenco de Maya Moore.

Para o Stars, essa configuração é um tanto quanto favorável. No começo, a previsão era de que o time texano disputasse as duas últimas colocações, junto ao Tulsa Shock. Algumas surpresas, no entanto, fizeram com que o esquadrão prata e preto se fixasse entre os quatro primeiros nesta quase primeira metade da temporada.

Danielle Robinson é o destaque absoluto do San Antonio Stars na temporada de 2014 da WNBA (David Sherman)

Danielle Robinson é o destaque do Stars na temporada de 2014 da WNBA (David Sherman/NBAE)

A principal surpresa, no olhar desta colunista, é o excelente desempenho de Danielle Robinson. A jovem armadora teve um salto em seu rendimento, como já foi apontado inúmeras vezes neste espaço. Sua visão de quadra e seu poder de finalização fazem do jogo de infiltração do Stars uma arma poderosa. Poucas jogadoras na WNBA são tão rápidas quanto a baixinha. Já perdi a conta de quantos roubos de bola seguidos de bandeja de uma ponta da quadra à outra Robinson fez nesta temporada.

Kayla McBride também é um agradável presente inesperado para o time. A novata tem um rendimento incrível, figurando em terceiro lugar entre as primeiranistas que mais pontuam na temporada, com média de 11,2 pontos por jogo, atrás apenas de Chiney Ogwomike e Odissey Sims (um adendo: a jovem brasileira Damiris Dantas está em décimo, com média de 7,3 pontos por jogo). No geral, está em 25º, na frente de Sue Bird, a veterana do Seattle Storm e da seleção americana, que está na 27ª colocação.

O entrosamento em quadra também é algo inegável para esse elenco de 2014. Ao assistir uma partida do Stars, a confiança que uma jogadora tem na outra fica clara. Sempre há uma sobra e diversas são as jogadas sendo executadas. Vale destacar a qualidade em arremessos, com Becky Hammon, Jia Perkins, Danielle Robison, Danielle Adams e Kayla McBride, excelentes no fundamento do perímetro.

Mesmo Jayne Appel, que deu tanto trabalho, tem aparecido nas partidas, executado belas jogadas – e concluindo-as –, além de pegar rebotes.

2014, até agora, tem sido um bom ano para o Stars. É muito legal ver a evolução da última temporada para a atual, que certamente merece ser esquecida. Nesta semana, três jogos estão na agenda das texanas. No dia 09, enfrentam o New York Liberty, seguido do Seattle Storm no dia 11 e do Phoenix Mercury no dia 13. Espero trazer mais boas notícias!

O elemento trabalho em equipe tem sido o mais importante para o Stars (D. Clarke Evans/NBAE)

O elemento trabalho em equipe tem sido o mais importante para o Stars (D. Clarke Evans/NBAE)

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Jia Perkins, importante desfalque do San Antonio Stars (D. Clarke Evans)

Jia Perkins, importante desfalque do San Antonio Stars (D. Clarke Evans)

Uma notícia ruim acometeu o San Antonio Stars nesta semana. Em uma sequência de jogos que quebrou a série de vitórias emplacada na última rodada, a partida contra o Atlanta Dream marcou o episódio em que Jia Perkins sofreu uma lesão no isquiotibial (músculo atrás da coxa) direito.

Perkins é a segunda maior pontuadora do time na temporada. Com média de 12,7 pontos por jogo, a ala fica atrás apenas de Danielle Robinson (13,9), que é a atual líder do Stars em todos os fundamentos, exceto rebotes (Jayne Appel – 7,30 rebotes por exibição).

Parte do elenco do Stars desde 2011, Perkins se tornou um dos pilares do time. Suas principais contribuições são os arremessos precisos, de curta ou longa distância. Na reformulação do time que começou no ano em que entrara na equipe, conquistou, aos poucos, uma vaga de titular. A consolidação como parte do quinteto que inicia as partidas aconteceu na temporada de 2013, quando começou em 33 dos 34 compromissos.

A jogadora tem papel crucial no plano tático de Dan Hughes. Em um time de jogadores baixas (as mais altas são Jayne Appel e Kayla Alexander, ambas com 1,93m), os Stars conta com boas arremessadores de perímetro. O quinteto titular da atual temporada é fixo: Danielle Robinson e Becky Hammon (armadoras), Jia Perkins e Kayla McBride (alas) e Jayne Appel.

Dessas, a única que não se encontra entre as cinco maiores pontuadoras da equipe é a pivô (sétima – 5,1 pontos por jogo). Por isso, a lesão de Perkins interfere, em muito, no desenrolar do jogo do time texano. Felizmente, o Stars tem uma reserva muito eficiente: Danielle Adams.

Adams não é titular do Stars, mas entra em todos os jogos. Apesar de seu físico robusto, tem uma flexibilidade de muito valor para o time. Quando entrou na WNBA, a ala era mais limitada. Construiu sua função inicial como uma jogadora eficaz em arremessos, mas evoluiu para se transformar em uma presença forte no garrafão.

Becky Hammon, mesmo sentido o efeito de sua última lesão somada à idade, fez valer sua experiência e o seu papel de liderança em quadra contra o Washington Mystics, partida que não contou com a participação de Jia Perkins (D. Clarke Evans)

Se alguém consegue assumir a responsabilidade pela ausência de uma das melhores jogadores da equipe, essa é Becky Hammon (D. Clarke Evans)

Uma jogada básica de Adams é receber a bola perto da cesta e, com um trabalho de pés de grande talento, marcar dois pontos – e ainda cavar uma falta. Saindo sempre do banco e com média de 20,2 minutos por partida e 10,4 pontos por jogo, a jogadora assumiu a posição de Perkins enquanto essa está machucada.

Resultado? Depois de duas derrotas, o Stars venceu o Washington Mystics no domingo, por 73 a 65. Parece que deu certo! Nesse jogo, Becky Hammon assumiu a liderança e marcou 17 pontos. A ala-armadora não tem se destacado muito nessa temporada, mas esse foi mais um exemplo de seu importante papel na equipe e sua capacidade de ser a jogadora que um técnico pode contar.

Na terça-feira (1º), as estrelas texanas já começam as atividades do mês. Até agosto, serão 11 compromissos, sendo seis fora de casa. Atualmente, o Stars se encontra na terceira posição da Conferência Oeste. Com oito vitórias e oito derrotas, a franquia tem 50% de aproveitamento.

Nessa semana, nenhum jogo será no AT&T Center e os adversários serão o Connecticut Sun (dia 1º, às 19h), o Minnesota Lynx (dia 3, às 20h) e o Indiana Fever (dia 5, às 17h).

O que deu certo?

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Nesta semana, o San Antonio Stars aplacou uma sequência de vitórias que não acontecia desde 2012. Do duelo contra o Los Angeles Sparks, no sábado anterior (14), até o encontro com o mesmo time neste domingo (22), o elenco texano não conheceu o sabor da derrota.

O primeiro compromisso foi o único realizado no AT&T Center, um dia antes de o San Antonio Spurs se sagrar campeão da NBA. Sorte deixada pelas meninas na quadra? Se for em relação à diferença no placar final, até pode ser. Depois de ter perdido dois jogos seguidos dentro de casa, as meninas texanas se redimiram vencendo por 101 a 74 o fortíssimo Sparks.

Na quinta-feira (19), o duelo foi fora de casa. O último encontro contra o Seattle Storm havia sido traumático. Tendo ficado muitos pontos atrás no placar, o Starts fez 28 tentos no quarto derradeiro para encostar e fechar em 79 a 72. A revanche desta semana também foi definida nos momentos finais, mas precisou de uma prorrogação para terminar.

No domingo, um dos momentos mais importantes do jogo entre Stars e Sparks foram três arremessos de 3 pontos seguidos de Becky Hammon (NBAE/Getty Images)

No domingo, um dos momentos mais importantes do jogo entre Stars e Sparks foram três arremessos de 3 pontos seguidos de Becky Hammon (NBAE/Getty Images)

Apesar de ter permanecido na frente na maior parte do duelo, a equipe da casa alncaçou o Stars e até chegou a passar. Mas uma bola de três de Danielle Adams no final do quarto final empatou o jogo. Na prorrogação, as visitantes dominaram e venceram por 87 a 82.

Em mais um compromisso fora de casa, neste domingo, a vitória foi conquistada com suor e equilíbrio. O Sparks e o Stars se encontraram na Califórnia para o terceiro duelo entre as equipes nesta temporada. Dessa vez, novamente as texanas conquistaram o resultado positivo.

Quais foram os principais fatores para que o jogo do Stars finalmente desse certo?

– O grupo, como não acontecia desde 2012, tem uma base forte e consistente. As jogadoras já treinam juntas há pelo menos cinco anos;

– Aquelas que eram novatas hoje assumem papel de liderança: Danielle Adams e Danielle Robinson, principalmente. Jayne Appel com algumas atuações de destaque;

– Melhor aproveitamento nos arremessos. Um pouco de números: Em 2013, o Stars teve um aproveitamento de 40% nas bolas de dois pontos, 31,6% nos triplos e 74,6% em lances livres. Até o momento, em 2014, todos esses índices aumentaram para 42,6%, 39% e 82,3% respectivamente. A justificativa está no poderio ofensivo de cinco jogadoras da equipe: Danielle Robinson, Jia Perkins, Kayla McBride, Danielle Adams e Becky Hammon – que, nessa ordem, estão entre as 50 maiores pontuadoras da atual temporada. Todas essas têm importante arsenal de arremessos, bandejas e jogadas decisivas, cada uma com uma característica específica, o que permite mais oportunidades de pontuação, um defeito em 2013;

– Um exemplo do fator grupo são duas jogadoras que se encontram entre as mais eficientes do campeonato: Jayne Appel e Sophia Young.

O grupo, finalmente, está com as engrenagens funcionando bem (NBAE/Getty Images)

O grupo, finalmente, está com as engrenagens funcionando bem (NBAE/Getty Images)

A verdade é que acompanhar o Stars está muito mais legal em 2014. O time consegue criar oportunidades diferentes e se sobressair em diversos momentos das partidas. Apesar de alguns momentos de apagão, sempre retorna e leva emoção à partida. Essa semana, talvez, tenha sido um ponto inicial de mudança de postura e um reencontro com as sequencias vitoriosas. E há muitos motivos para acreditar nisso.

As comandadas do treinador Dan Hughes têm mais três compromissos pela frente na próxima semana. No dia 24, enfrenta o Washington Mystics no AT&T Center. Depois, no dia 26, têm pela frente o perigoso Atlanta Dream, da brasileira Érika de Souza. No domingo, vão até a capital norte-americana para o reencontro com o Mystics.

Será que emplaca mais importantes vitórias? Na próxima semana espero ter um sim!

Becky e Pop

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Um time da cidade do Alamo foi campeão. Devido à incrível conquista do San Antonio Spurs, essa coluna foi postergada para a terça-feira, a fim de comemorarmos com bastante folga e intensidade o título dessa temporada da NBA. O quinto anel, a propósito (é muito bom lembrar disso). E para lembrar os vencedores do maior campeonato de basquete do mundo, o Vestiário Feminino vai falar um pouco sobre algo que foi bastante repercutido e merece atenção.

Becky Hammon acompanha partida do Spurs ao lado de Tony Parker, com quem discute diversas jogadas. À frente dos dois, o técnico Gregg Popovich (Billy Calzada/San Antonio Express)

O que Becky Hammon e o Spurs tem a ver um com o outro? Bom, a ala-armadora joga na franquia de basquete feminino da empresa Spurs Sports & Entertainment, os dois estão na mesma cidade, vestem as mesmas cores e jogam no mesmo ginásio. Até que são muitos pontos em coincidência. Mas e com o treinador Gregg Popovich?

O coach campeão recebeu a jogadora da WNBA em seus treinamentos da equipe masculina enquanto ela estava se recuperando da lesão que a deixou de fora da quadra no ano passado. Tudo começou quando Dan Hughes e a veterana conversavam e o assunto vida pós-quadra foi levado à tona. Hammon confessou que estava em um momento de sua vida no qual era necessário pensar na vida pós-aposentadoria. E uma opção foi a mais cotada: ser técnica.

Conhecendo sua atleta e ciente de seu potencial, o técnico do San Antonio Stars não pensou duas vezes e foi até o cara que era ninguém menos do que seu companheiro de profissão, Popovich. Diferente da recepção usual de mulheres em ambientes esportivos masculinos, Hammon foi muito bem aceita entre os jogadores do Spurs em sua “clínica com Pop”.

Entre um dos "comandados" na fase de teste de Hammon como técnica, estava o argentino Manu Ginobili (Billy Calzada/San Antonio Express)

Entre um dos ‘comandados’ na fase de teste de Hammon como técnica, estava o argentino Manu Ginobili (Billy Calzada/San Antonio Express)

Talvez, o fato de ela já ser bem envolvida com a franquia e participante das ações do time masculino tenha ajudado no entrosamento com o elenco campeão. Tony Parker já foi visto com Hammon em alguns jogos do Spurs. Duncan já ganhou o Haier Shooting Stars em trio formado pelo pivô, seu ex companheiro David Robinson e a estrela do Stars.

Não é raro surgirem fotos das jogadoras do Stars em jogos do Spurs, principalmente Hammon.

O resultado de seu período de aprendizado foi completamente positivo. De acordo com o comandante do atual campeão da NBA, a ala-armadora tem um talento nato para o basquete e não seria surpresa se fosse bem como técnica. O próprio Parker, durante um dos treinos, brincou: “O Gregg não manda mais aqui. Quem manda é a Becky”, disse o francês.

De fato, como já foi dito diversas vezes, é esperado apenas o momento em que Hammon anunciará sua aposentadoria. Enquanto isso, é bom saber que o seu tutor para a vida na lateral na quadra seja ninguém menos do que Pop.

Essa semana é de comemoração. O CINCO, do Spurs, emocionou a todos, inclusive essa colunista que tem dois pés no basquete feminino e de vez em quando pena para acompanhar os garotos. Mas aquele domingo à noite, aquela sensação de “é campeão”, e com classe, com direito a um brasileiro no elenco, é inexplicável.

Por isso, hoje até o Vestiário Feminino foi em homenagem a eles, principalmente ao incrível técnico que Pop é. Parabéns a todos nós!

(Você pode conferir o vídeo de Hammon como assistente do Spurs por alguns dias aqui).

Afinal, quem merece o All-Star Game?

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Com menos de um mês de campeonato, a WNBA já abriu a votação para os quintetos das Conferências Leste e Oeste do All-Star Game. Neste ano, o evento festivo acontece no US Airways Center, casa do Phoenix Mercury, no dia 19 de julho. Cada time da liga tem as suas jogadoras indicadas para serem escolhidas como titulares, e o Vestiário Feminino de hoje vai falar sobre as do San Antonio Stars e quem merece, ou não, estar nessa lista.

Becky Hammon, Sophia Young, Kayla McBride, Jayne Appel e Danielle Robinson são as indicadas no ballot da WNBA. Três dessas merecem muito figurar pelo menos entre as que estão na votação principal, mas duas – e uma, principalmente – não deveriam aparecer.

Becky Hammon, recuperada, mas nem tanto (D. Clarke Evans)

Becky Hammon, recuperada, mas nem tanto (D. Clarke Evans)

A começar por Hammon. A veterana tem uma história gloriosa na WNBA. Apesar de neste ano apresentar um rendimento bem abaixo do de costume, por motivos ainda não completamente compreensíveis, é inegável que sua presença no elenco do Stars faça toda a diferença. Portanto, é verdade que a camisa #25 em quadra está muito diferente da que conhecemos de anos de campeonato, mas ela não perdeu sua habilidade ou importância. E, sim, merece estar no quinteto titular do All-Star Game.

Como já escrevi algumas vezes aqui nesta coluna, Hammon não é uma menininha. Tem 37 anos, passou por duas lesões seríssimas e já trabalha com novos objetivos. Durante a offseason, uma das notícias que mais repercutiram sobre a ala-armadora foi sua intenção de virar técnica, e os preparativos para tal função que vinha realizando com ninguém menos do que Greg Poppovich. Seus números podem não estar na melhor das condições, mas quando ela está no time, o cenário muda.

Por toda a história, por tudo o que Hammon já fez, pelo seu significado para o basquete feminino e por retornar com a cabeça levantada de uma lesão complicada aos 37 anos, a estrela merece, sim, estar no que pode ser seu último quinteto titular em um All-Star Game.

Outro caso sério do Stars neste ano é Sophia Young-Malcom. É verdade que a ala atualmente é odiada pela maioria dos fãs da liga. Infelizmente, existe uma base de torcedores muito passional que não consegue separar a jogadora em quadra de suas opiniões fora dela. E este é o caso dos que acompanham o time. Retornando da lesão que a deixou completamente parada em 2013, a atleta apresenta, aos poucos, sinais de reencontro com o jogo. No começo da temporada, suas apresentações estavam irreconhecíveis, mas as duas últimas partidas mostraram que suas habilidades não se perderam completamente.

Diferente de Hammon, existem outras atletas muito melhores e com muito mais tradição do que Young-Malcom no Oeste. É muito provável que Seimone Augustus (Minnesota Lynx) tenha a preferência de escolha entre os que acompanham a WNBA. Por isso, a ala do elenco texano encontra-se em uma situação complicada nessa votação, devido à forte competição e à “birra” dos torcedores para com suas afirmações no ano passado.

A outra jogadora indicada na votação é Robinson. A essa, apenas elogios a seu favor. Em seu quinto ano da WNBA, a armadora tem mostrado uma maturidade única no seu jogo. Com clara evolução em relação às temporadas anteriores, é uma das líderes em pontuação na equipe, mostrando, também, papel de liderança em quadra. Seria muito interessante vê-la no quinteto titular do Oeste, porque, de fato, ela é a que mais merece no Stars atualmente, por tudo o que tem feito em quadra e pelo modo como tem encarado a vida profissional no basquete.

Danielle Robinson é sinônimo de evolução (D. Clarke Evans)

Danielle Robinson é sinônimo de evolução (D. Clarke Evans)

Agora, a parte chata: as que não merecem.

Jayne Appel… um nome que, na verdade, muitos ainda se perguntam o que faz na WNBA. Sua inconsistência é inexplicável para alguém que já está na liga profissional há um tempo considerável. Baixa pontuação, irregularidade nos rebotes e dificuldade para completar jogadas fazem a pivô uma jogadora diferenciada, no pior sentido.

Claro, houve evolução. Appel se mostrou menos afobada em algumas situações, mas são comuns os momentos em que a grandona está livre em frente à cesta e, ao invés de finalizar – o que é de se esperar que faça –, passa por insegurança ou erra, em lances lamentáveis. Não é perseguição, é uma constatação que muitos dos que vêem a WNBA fazem.

Por isso, ainda é difícil de entender os critérios para Appel ter sido indicada na votação para o quinteto titular do Oeste do All-Star Game de 2014.

Jayne Appel é sempre uma dúvida constante quanto ao seu rendimento em quadra (D. Clarke Evans)

Jayne Appel é sempre uma dúvida constante quanto ao seu rendimento em quadra (D. Clarke Evans)

E com McBride? Qual é o problema com sua presença na busca por fotos? Ainda é uma novata. Sim, tem mostrado importante presença, mas que não justifica estar no lugar de Danielle Adams. Entre as duas alas, seria mais justo que a que tem mais tempo de WNBA, e mais poderio de fogo, tivesse a chance de estar entre as que representam a forte conferência.

Confesso que às vezes é difícil de entender os critérios pelos quais se indicam as jogadoras. Esse é o motivo pelo qual essa coluna apresenta para vocês quem merece, ou não, uma chance para uma das posições mais legais na carreira de uma jogadora de basquete:ser escolhida titular pelos torcedores para um Jogo das Estrelas.

Nas quadras, nesta semana o Stars teve compromissos. Colecionou uma vitória, contra o New York Liberty, e uma derrota, contra o Phoenix Mercury. No primeiro, pode-se dizer que foi o “retorno” de Sophia Young à WNBA, quando a ala da equipe de San Antonio marcou 18 pontos e recolheu quatro rebotes. Desde o começo da temporada, suas atuações estavam um tanto quanto duvidosas, mas após essa partida e a seguinte, foi possível ver que dá para esperar a atleta que estamos acostumados a ver de volta em quadra.

O compromisso contra o Mercury foi marcante. O jogo precisou de duas prorrogações para ser decidido e o último desses tempos foi drástico, com a equipe texana marcando só dois pontos e perdendo por 91 a 79 – pouco diferente do que de fato foi a partida.

A posição do Stars, no entanto, não está ruim na conferência Oeste. Atualmente na terceira posição, a equipe encontra-se na frente de Los Angeles Sparks, Seattle Storm e Tulsa Shock. Os confrontos da semana que começa agora se iniciam na sexta-feira (13), contra o Storm. No dia seguinte, o time pega o Sparks. Os duelos acontecem no AT&T Center.

Nos vemos no próximo domingo!