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NBA a cada ano mais brasileira

Atualmente, temos seis brasileiros atuando na liga norte-americana — cada um com sua equipe, suas características, seu tempo de quadra, seus companheiros — mas todos ajudando a fazer o esporte, que já foi o segundo maior do Brasil, voltar a crescer.

Bem, não são todos que tem uma equipe no momento. Leandrinho Barbosa, já eleito o melhor sexto homem da NBA (na temporada 2006/2007) acabou a última temporada atuando pelo Indiana Pacers, mas atualmente não veste camisa alguma.

Leandrinho ainda procura uma equipe (foto: http://www.askthebookie.com)

Existem rumores de que ele possa voltar ao Phoenix Suns, clube em que conquistou o prêmio em 2006/2007 e no qual jogou por grande parte de sua carreira. Outros dizem que Leandrinho está conversando com Steve Nash para uma possível transferência do brasileiro para o novo time do armador canadense, o Los Angeles Lakers.

Na minha opinião, o camisa 10 da seleção poderia servir muito bem tanto ao Suns quanto ao Lakers, sendo provavelmente um sexto homem em ambas as franquias. Na California teria um time melhor e no Arizona, mais espaço. Leandrinho ainda tem muito o que render na NBA e pode provar isso nessa próxima temporada.

Foto: CBB

Anderson Varejão e Nenê Hilário, apesar de serem ótimos jogadores, estão em dois times muito fracos.

Cleveland  Cavaliers e Washington Wizard são times que tem como estrela apenas um jovem armador em cada elenco, Kyrie Irving e John Wall, respectivamente, e tem os brasileiros como a segunda estrela do time.

Os dois têm o basquete muito apreciado pelos estadunidenses e já jogaram ao lado de grandes jogadores, como LeBron James em Cleveland e Carmelo Anthoy em Denver (ex-time de Nenê), mas hoje estão em times fracos e não lutaram por muito essa temporada…

Já Tiago Splitter está muito bem acompanhado. Sendo cada vez mais utilizado no San Antonio Spurs, vem sendo cotado a forte candidato como sucessor do ídolo texano, Tim Duncan. O pivô brasileiro disse, em entrevista, que aprende muito com Duncan durante os treinos e que tenta beliscar atributos dele para colocar em seu jogo.

Tim e seu discípulo – mysanantonio.com

Tiago está prestes a iniciar sua terceira temporada na NBA e podemos ver que evoluiu muito da primeira para segunda, graças ao maior tempo de quadra concedido por Gregg Popovich. O pivô brasileiro saiu de 3,4 rebotes, 0,4 assistências, 0,3 tocos e 4,3 pontos em 12,3 minutos por jogo na temporada 2010/2011 para 5,2 rebotes, 1,1 assistências, 0,8 tocos e 9,3 pontos em 19,0 minutos a cada partida no último campeonato.

Além dos quatro brasileiros citados acima, que já estão a mais de uma temporada na liga, esse ano teremos dois rookies do país jogando. Scott Machado, armador com nacionalidades brasileira e estadunidense, fechou com o Houston Rockets (novo time da sensação Jeremy Lin). Scott jogava pela Universidade de IOWA até o fim da última temporada da NCAA.

Eis Scott Machado (Foto: gazetaesportiva.net)

O outro brasileiro na NBA é o pivô Fab Melo, ex-Syracuse, que foi draftado em 22° lugar pelo Boston Celtics. Fab teve uma boa temporada na NCAA, mas ficou de fora dos playoffs da liga universitária por causa das notas ruins na escola! Ele também está muito bem acompanhado (assim como Splitter), e terá um ótimo mentor para ajudá-lo: ninguém menos do que Kevin Garnett, um dos melhores alas-pivôs da liga.

Fab Melo está com moral entre os rookies. Em uma pesquisa feita entre os novatos sobre os outros novatos, o brasileiro foi considerado o terceiro melhor defensor entre eles, apenas atrás de Anthony Davis e Michael Kidd-Gilchrist, respectivamente, primeiro e segundo no Draft. Além de ser o terceira melhor defensor, foi considerado também o mais engraçado. Para finalizar, clique e veja a graça e delicadeza de Fab Melo.

Os Lakers voltam ao seu usual favoritismo

O Los Angeles Lakers, segunda franquia que mais coleciona anéis na história da NBA, está de volta para disputar o título mais uma vez, logo após um ano de altos e baixos e uma eliminação na segunda fase dos playoffs.

Após ser eliminado pelo Oklahoma City Thunder por 4 a 1 nas semifinais da Conferência Oeste, o time angelino parece muito disposto a retomar seu status de favorito na liga.

Dois anos depois das trocas do Miami Heat que pararam os espectadores da liga, virando todos os olhares para a equipe, o time mais tradicional da Califórnia repete esse feito, trazendo dois ótimos jogadores, assim como a franquia da Flórida em 2010.

O time que já teve duplas de armadores e pivôs como Jerry West e Wilt Chamberlain, Magic Johnson e Kareen Abdul-Jabbar e Derek Fisher e Shaquile O’Neal, agora conta com outro dueto que promete fazer historia e comemorar títulos: Steve Nash e Dwight Howard.

Steve Nash virou free-agent ao final da última temporada e assim se juntou aos Lakers, caindo como uma luva no time que havia perdido Derek Fisher no fim da última temporada para a equipe de Oklahoma.

Já Dwight vinha de uma novela interminável. Após muito tempo de especulações envolvendo para outros times, como o Brooklyn Nets, o Super Homem decidiu se juntar a um time de estrelas e ter grandes chances de fazer história na franquia de maior tradição no garrafão.

Com essas duas aquisições, os “primos ricos” de Los Angeles ficaram com um quinteto titular de dar inveja a qualquer um: Steve Nash na armação; nas alas, Kobe Bryant e Metta World Peace (antigo Ron Artest); e no garrafão, nada mais nada menos que o espanhol Pau Gasol e Dwight Howard.

Os Lakers são os segundos maiores vencedores da liga, tendo 11 títulos em Los Angeles e mais cinco em Minneapolis, assim somando 16, um a menos que o maior campeão, o Boston Celtics. Seu último título foi em 2010, justamente em cima da equipe que mais vezes comemorou a conquista da NBA.

Com esse super time, os Lakers são os maiores candidatos a parar o  Miami Heat, atual campeão da liga, que reforçou mais ainda seu time de estrelas com os alas Ray Allen e Rashard Lewis.

Façam suas apostas: Quem leva o título esse ano?

Tá chegando…

Depois de 16 anos, está chegando a hora! Restam apenas dois dias de uma longa espera para vermos nossos doze guerreiros entrarem em quadra contra os australianos, às 7h15 (horário de Brasília), na estreia da seleção brasileira nas Olimpíadas de Londres-2012.

Em preparação desde o dia 10 de junho, a equipe comandada pelo técnico argentino Rubén Magnano está mais pronta do que nunca para voltar a ser uma potência mundial no esporte. Depois de boas exibições em amistosos contra equipes de nível muito forte, como Estados Unidos, Argentina e França, os atletas brasileiros estão confiantes de que essa medalha pode chegar.

Jogamos contra os argentinos duas vezes, em finais de Super Four’s — um disputado em Buenos Aires e outro em Foz do Iguaçu — com uma derrota fora de casa e uma vitória em território nacional. Manu Ginóbili, do San Antonio Spurs, jogou só o primeiro jogo, marcando 33 pontos. No segundo, ficou fora por conta de uma leve contusão, assim como Leandrinho, do Indiana Pacers.

Depois, tivemos um amistoso contra os estadunidenses, os favoritos ao ouro olímpico. Aos olhares de Barack Obama, chegamos a abrir 27 a 17 no final do primeiro quarto, mas, sem condições de mantermos o mesmo ritmo ao longo dos quatro quartos, fomos derrotados por 80 a 69. Ao final do jogo, o técnico americano Mike Krzyzewski profetizou: “O Brasil irá disputar o ouro em Londres”.

Ainda enfrentamos a França, comandada por dois jogadores do Spurs, Tony Parker e Nando De Colo. O jogo foi disputado durante os 40 minutos, com os brasileiros chegando a abrir uma vantagem de dez pontos no terceiro quarto. No entanto, devido à boa atuação de De Colo no fim, os europeus viraram o jogo e o fecharam por 78 a 74.

Fizemos também outros amistosos contra equipes mais fracas, mas sempre complicados, como Chile, Espanha B e Austrália (nossa primeira adversária em Londres). Chegamos a boas vitórias em todos eles.

Nossa seleção mostrou muitos pontos fortes que podem nos dar esperanças na busca dessa medalha. Uma defesa sólida, que permitiu apenas 80 pontos dos estadunidenses e 78 dos franceses; um garrafão muito forte (Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, Nenê Hilário, do Washington Wizards, e Tiago Splitter, do San Antonio Spurs), que poderá proporcionar uma rotação muito útil em Londres; um dos melhores armadores do mundo (Marcelinho Huertas, do Barcelona); e Rubén Magnano, um técnico muito inteligente e experiente, que já conquistou um ouro olímpico em 2004 com a Argentina de Manu Ginóbili, Pablo Prigioni, Luis Scola e companhia.

Eu acredito. E você?

Elenco brasileiro:

4 – Marcelinho Machado
5 – Raul Neto (Raulzinho)
6 – Caio Torres
7 – Larry Taylor
8 – Alex  Garcia
9 – Marcelinho Huertas
10 – Leandro Barbosa (Leandrinho)
11 – Anderson Varejão
12 – Guilherme Giovannoni
13 – Nenê Hilário
14 – Marcus Vinicius (Marquinhos)
15 – Tiago Splitter

Jogos da seleção brasileira masculina na primeira fase*:

29/07 – 07h15 – Brasil x Austrália
31/07 – 12h45 – Brasil x Grã-Bretanha
02/08 – 12h45 – Brasil x Rússia
04/08 – 12h45 – Brasil x China
06/08 – 16h00 – Brasil x Espanha

* Horários de Brasília

Um outro olhar: o que diz um torcedor do Thunder sobre a final

Por Guilherme Sacco*

Depois do Oklahoma City Thunder varrer o Dallas Mavericks, atual campeão, e de passar por uma série tranquila contra o Los Angeles Lakers, chegou a hora do grande teste para Kevin Durant e companhia: o San Antonio Spurs. Dona da melhor campanha da Conferência Oeste, a franquia do Texas vem de duas varridas em duas séries nos playoffs, além de uma sequência de 18 vitórias seguidas, e conta com toda a experiência de Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker que, para mim, é o melhor armador da NBA hoje.

Pela primeira vez na pós-temporada, o Thunder não entra como favorito para vencer a série, que se inicia neste domingo, em San Antonio. Para conquistar a vaga para a grande final da liga, a equipe de Oklahoma terá de contar com um Kevin Durant jogando tudo o que sabe em todos os jogos, com a eficiência de James Harden vindo do banco e, principalmente, com que Russell Westbrook não repita o que fez na final de conferência da temporada passada, contra o Dallas. Será preciso que o armador não cometa a mesma quantidade de turnovers da final do Oeste de 2011, em que terminou com média de quase cinco erros por jogo, e, mais importante que isso, que ele não tome decisões precipitadas e totalmente erradas como foi contra o Mavericks.

Outro fator que pode fazer a diferença é a marcação de Kendrick Perkins sobre Duncan, além da defesa que Gregg Popovich deve armar para tentar parar Durant. O responsável por brecar o ala deve ser Kawhi Leonard, rookie que é o melhor defensor de perímetro da equipe texana e que tem tudo para diminuir a produção da grande estrela de Oklahoma, mas não pará-la totalmente, pois isso é quase impossível.

Somado a tudo isso temos o mando de quadra favorável ao Spurs, por ter obtido a melhor campanha da conferência. Ou seja, para poder passar para as finais, será necessário vencer pelo menos um duelo no AT&T Center, onde a equipe mandante perdeu apenas cinco partidas em 37 disputadas. Na temporada regular, aconteceu um confronto no ginásio, vencido pelo time da casa por 107 a 96.

Será uma série mais difícil do que a perdida para o Dallas ano passado. Entretanto, o Thunder chega com um time mais experiente, que mostrou ter aprendido com os erros de 2011 e que tem plenas condições de chegar às finais da NBA. Uma disputa que tem tudo para entrar para a história do basquete. Quem gosta do esporte deve assistir e torcer para que termine em sete jogos.

* Guilherme Sacco é estudante, torcedor do Oklahoma City Thunder e blogueiro no Loteria dos Pênaltis, onde escreve sobre os mais diversos esportes. Quem quiser, pode entrar em contato com ele durante a série por meio do seu Twitter pessoal.

Denver Nuggets – Ameaça real ou meros frangos empanados?

Eles passaram a ser um time competitivo de uma hora para outra. Com um elenco considerado “de vidro” por algumas pessoas e “problemático” por outras, eles não trouxeram ninguém de peso nesse período dos free agents e nem tampouco estão envolvidos em muitos rumores. Ainda assim, é inegável que esse time está firme na disputa pelo título da conferência oeste e da NBA. É claro que estamos falando do Denver Nuggets. Por que diabos essa equipe se tornou tão forte em pouco tempo e o que a difere das outras equipes competitivas da sua conferência?

O Nuggets passou muitos anos sem ir aos playoffs e ganhou uma atenção especial dos brasileiros após ter draftado Nenê, o primeiro brasileiro da nova geração a ir para a NBA. Com a chegada do astro Carmelo Anthony, o time deu uma visível melhorada, que não foi tão vista com a chegada do seu segundo astro Allen Iverson. Por duas vezes, um Nuggets despreparado se deparou com o San Antonio Spurs nos playoffs como visível candidato e tomar uma surra, e nas duas deu um pequeno susto ao vencer o jogo 1, mas logo perdendo os próximos quatro. Em ambas as épocas, ninguém esperava uma derrota do Spurs, mas hoje, se nos depararmos com uma série de playoffs entre essas equipes, ninguém prevê o resultado. E para explicar isso há uma série de fatores.

Pra começar, a única mudança significativa no elenco, a saída de Iverson e a chegada de Chauncey Billups. Bem, é simplesmente ridículo você ver as estatísticas de um time e ver que o terceiro maior pontuador da equipe tinha 6.7 pontos de média, atrás dos vinte e qualquer coisa de Melo e Iverson. Por mais que a dupla soubesse defender (e não sabia), não existe uma equipe vencedora sem trabalho de equipe, e torcedores do Spurs que acompanharam pelo menos os três últimos títulos sabem como ninguém como o trabalho em equipe torna um time vencedor. Talvez não seja culpa dos dois, afinal eles têm características parecidas. São excelentes pontuadores, não gostam de defender e com um armador de origem ao lado eles podem fazer milagres. E foi o que aconteceu.

Chauncey Billups é o armador dos sonhos de qualquer equipe da NBA. Talvez tenha sido o armador que melhor sabe passar a bola e armar um jogo de fato depois de Jason Kidd. Além de fazer a maioria da sua equipe crescer, o iminente amadurecimento de Carmelo Anthony contribuiu para tornar a dupla uma das mais mortíferas da conferência oeste. Não que ele tenha se tornado um Bruce Bowen ou tenha aprendido a dar menos que 5 turnovers por jogo (quem tem ele em algum fantasy sabe do que eu estou falando), mas Carmelo sabe que tem que abrir os braços e pular pra defender, sabe que tem que procurar seus companheiros quando tem chance e quando precisa resolver sabe que tem capacidade pra isso. É questão de tempo para se tornar um Paul Pierce melhorado, na minha opinião.

Outro fator que contribuiu para a boa campanha do último ano foi a saúde “não tão frágil” do garrafão da equipe. Kenyon Martin e Nenê é uma dupla que de nenhuma maneira é ruim dentro de quadra! Mas os salários e as contusões não os fazem render o que eles podem, especialmente nosso monobola preferido. Nenê em bom estado tem condições suficientes de marcar qualquer Tim Duncan da vida, o que tornaria o garrafão forte no papel. Tudo isso somado ao entrosamento garantiu ao Nuggets um time filé (sacou o trocadilho? UAHSUHAUSU). Por último, mas não menos importante, os titulares não seriam nada sem os carregadores de piano.

Chris Andersen. Não dava nada por esse cara a uns anos atrás. Um pivô branco metido a bad boy, cheio de tatuagens, que não fez nada além de atrapalhar seu companheiro de equipe J.R. Smith no torneio de enterradas de 2004/2005 e que ganhou uma punição por doping na liga. Quem se interessaria por ele?? Pois o Nuggets se interessou, e agora colhe os frutos. Jogando bem mais do que deveria graças ao garrafão de vidro, Andersen vem contribuindo com bons números. Isso sem falar de JR Smith, o crazy shooter mais perigoso da NBA, mais perigoso que o próprio LeBron James. Ora, é claro que é! O LeBron você sabe que, marcando bem ou não, ele no mínimo passa dos dois dígitos contra o seu time. Agora o JR Smith? Num dia ele marca 1 ponto fazendo 0,1% nos 3 pontos, no outro marca 50 pontos acertando 9 de 10 chutes. É o jogador mais imprevisível da NBA brincando, mas que rende bem mais do que rende mal. Não podemos esquecer de excelentes nomes como Anthony Carter, Linas Kleiza e Johan Petro (tá, nem tão excelente assim).

Artest no Lakers, Richard Jefferson no Spurs, Shawn Marion no Mavericks. Todos os times concorrentes se movimentando e a única coisa que o Nuggets trouxe foi Aaron Affalo. Se ele é ruim? Ainda me lembro quando torcedores do Pistons falavam que o time estava extremamente bem servido no futuro com Stuckey, Prince, Affalo e McDyess. Bem, dois já foram embora. Affalo é um bom guard que pode dar muitos minutos de descanso à Billups, mas não é um terço comparado às mudanças que seus rivais diretos fizeram. Será isso excesso de confiança, falta de mercado ou simplesmente o time não buscou nada, sendo assim podendo ser descartado dos concorrentes ao título?

Mas de jeito nenhum. Ainda me lembro daquele Lakers em que Kobe chorou, chorou e o máximo que conseguiu foi um Derek Fisher velho de volta. Mas por milagre de Deus, o time voltou jogando melhor, no mês seguinte trouxeram Gasol e o time foi campeão do oeste. Portanto, de maneira nenhuma podemos descartar o Nuggets. Até porque eu ainda o vejo na frente do Mavericks e do Hornets, apesar das mudanças. O fato é que muitas coisas podem colocar o time na frente, atrás ou equiparado ao Spurs. A saúde do garrafão é uma delas. Os problemas extra quadra também. E, por que não dizer, a falta de sorte do time de estar justo na conferência que mais se reforça para a temporada que está por vir.