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Pequim 2008 – EUA garante ouro na final; Rússia fica com bronze

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Estados Unidos 92 x 65 Austrália – Favoritismo confirmado

Um ginásio lotado prestigiou a grande final do torneio feminino, disputada entre as atuais campeãs olímpicas (EUA) contra as atuais campeãs mundiais (Austrália).

Quem esperava um jogo daqueles de tirar o fôlego e equilibradíssimo do começo ao fim se enganou. As americanas dominaram o jogo desde o início, e em nenhum momento deram alguma chance para as Aussies.

 

Um dos fatores determinantes para tal vantagem no marcador foi que as australianas entraram em quadra com as suas duas melhores jogadoras em más condições físicas. A ala Penny Taylor sofreu uma entorse nas quartas-de-final contra a República Tcheca; mesmo poupada na semifinal contra a China, Penny chegou para o jogo de hoje sem muitas condicões de atuar; mesmo assim, ela esteve em quadra, mas com baixo rendimento; apenas seis pontos.

Já Lauren Jackson também jogou a final no sacrifício. Atuando a base de injeções de dor durante quase todo o torneio, a atleta fez uma boa partida, mas quem conhece a Lauren sabe que ela poderia ter dado muito mais se estivesse 100%. O problema no tornozelo incomoda tanto a jogadora que ela irá ficar fora do restante da temporada da WNBA para fazer uma cirurgia.

Destaques da partida

Kara Lawson (Estados Unidos) – 15 pontos

Lisa Leslie (Estados Unidos) – 14 pontos e 7 rebotes

Candace Parker (Estados Unidos) – 14 pontos e 4 rebotes

Lauren Jackson (Austrália) – 20 pontos e 10 rebotes

Belinda Snell (Austrália) – 15 pontos e 4 rebotes

Rússia 94 x 81 China – Becky Hammon brilha e Rússia leva o bronze

Rússia e China mediram forças pela disputa do terceiro lugar da competição. As russas, que perderam a semifinal para a equipe dos Estados Unidos, queriam sair de Pequim pelo menos com o bronze. Já as chinesas, donas da casa, queriam subir ao pódio para orgulhar o povo local. No final das contas, as asiáticas não resistiram ao jogo forte russo e perderam por 94 a 81.

O embate começou bastante equilibrado e aberto. No primeiro quarto, as equipes erraram pouco, e as visitantes venceram por apenas um ponto. Contudo, com o começo do segundo período, o selecionado russo mostrou porque é um dos melhores do mundo na atualidade, e, jogando solto, deu um baile nas chinesas.

A partir daí, as europeias apenas administraram a boa vantagem para assim conquistar o bronze. Quem brilhou foi a armadora Becky Hammon. Hammon, que não conseguiu desempenhar um bom papel na semifinal contra as americanas, deu a volta por cima; ela anotou 22 pontos e distribuiu quatro assistências.

Destaques da partida

Becky Hammon (Rússia) – 22 pontos e 4 assistências

Maria Stepanova (Rússia) – 15 pontos e 9 rebotes

Tatiana Shchegoleva (Rússia) – 15 pontos e 2 rebotes

Lan Bian (China) – 17 pontos e 6 rebotes

Lijie Miao (China) – 16 pontos e 3 assistências

Semifinais Olímpicas – EUA garante vaga na decisão do ouro

EUA voltam a disputar o ouro após oito anos
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Os Estados Unidos continuam imbatíveis no torneio olímpico de basquete. Com a derrota da Lituânia para a Espanha pouco antes do embate em que os estadunidenses bateram os argentinos, os EUA se tornaram o único time invicto na competição.

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O jogo contra a Argentina, atual campeã olímpica, em nada teve relação com o grande embate a quatro anos protagonizado pelas duas equipes na mesma fase dos Jogos Olímpicos, quando os latinos surpreenderam e eliminaram os sempre badalados norte-americanos.
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A partida que levou os Estados Unidos a uma final após ausência de oito anos – a última participação ocorreu em Sydney-2000 – começou com um domínio assombroso da equipe do norte da América: 30 a 11 em um primeiro período onde a Argentina foi dominada por uma eficiente defesa ianque e ainda viu seu principal astro, o ala-armador do Spurs, Manu Ginóbili, sair de quadra aos seis minutos de jogo com uma lesão em seu tornozelo esquerdo, que vem o atormentando desde os playoffs da NBA. Resultado: Luis Scola assumiu a função de principal pontuador do time.
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No segundo período, um esboço de reação dos argentinos, mas nada que assustasse o poderoso selecionado estadunidense. Com uma belíssima atuação de Scola, os argentinos conseguiram encostar no placar. Porém, quando o marcador apontava apenas seis pontos de vantagem para os EUA, o ala Carlos Delfino errou um chute de três e permitiu que Carmelo Anthony, cestinha norte-americano do embate com 21 pontos, sofresse falta em um arremesso de três pontos. Lances livres convertidos e a liderança ianque voltava a ser folgada.
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O segundo tempo transcorreu sem grandes ameaças para Carmelo Anthony e cia., com Delfino e Scola comandando, sem resultado, as ações ofensivas dos sul-americanos. Com isso, os EUA alcançaram o direito de enfrentar a Espanha e decidir quem é a melhor seleção do mundo: os sempre badalados estadunidenses ou os atuais campeões mundiais da Espanha.

EUA confirma favoritismo e derrota atuais campeões olímpicos

Os Estados Unidos eram favoritos a vitória, mas os argentinos acreditavam que poderiam surpreender e entraram em quadra apostando na zebra. Os americanos começaram com o quinteto que todos já conhecem; Kidd, Kobe, Lebron, Carmelo e Howard. Já a Argentina tinha uma ausência importante; Andres Nocioni, machucado, começou a partida no banco de reservas dando lugar a Carlos Delfino entre os titulares.

Vencer os americanos sem Nocioni parecia uma missão impossível, e esse objetivo ficou ainda mais distante quando logo nos minutos iniciais da partida o placar apontava vantagem de quase 20 pontos para os EUA. Para complicar ainda mais, ainda no primeiro período, o ala Manu Ginobili, principal jogador da equipe, deixou a quadra com uma lesão no pé. Nocioni foi chamado para a quadra e, mesmo no sacrifício, comandou uma reação ao lado de Scola que chegou a assustar o selecionado americano quando a vantagem chegou a ser reduzida para apenas 8 pontos. Mas tudo não passou de um pequeno susto; os americanos retomaram o controle do jogo e gradualmente aumentaram a vantagem, que chegou a 20 pontos ao final da partida. Placar final, EUA 101 x 81 Argentina.

Semifinais Olímpicas – Lituânia cai diante da Espanha

Com último quarto de campeã mundial, Espanha garante vaga na final

Em uma partida de tirar o fôlego, a Espanha bateu a Lituânia por 91 x 86, com grande atuação defensiva no último quarto, e agora espera Estados Unidos ou Argentina para disputar a medalha de ouro nesses jogos olímpicos.
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O jogo inteiro foi bastante parelho, com nenhuma das duas equipes conseguindo abrir grande vantagem em momento algum. Os dois times estiveram na frente do placar 10 vezes, e ele esteve empatado em 9 oportunidades. Mas, no final, não deu para a sensação do torneio, a Lituânia, mesmo com o grande aproveitamento da seleção nas cestas de 3 pontos; 12 convertidas em 31 tentadas.
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O primeiro tempo já dizia o que o jogo seria; Espanha na frente por apenas 2 pontos, com Gasol, Fernandez e Jasikevicius mandando na partida. No segundo quarto, vitória da Lituânia por 23 x 19, possibilitando a virada que os levou para o intervalo com 42 x 40. A equipe do leste eruopeu era melhor nos arremessos de 3, mas cometia muitos turnovers.
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O terceiro quarto teve um final sensacional; uma grande cesta de Gasol empatou o jogo faltando pouco mais de 8 segundos; porém, em seguida, o astro do Los Angeles Lakers cometeu falta em um arremesso de 3 pontos, permitindo que a Lituânia entrasse no quarto derradeiro 4 pontos na frente.
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Porém, no último período, a maior experiência internacional da Espanha fez a diferença. Fernandez e Gasol comandaram a equipe, que teve melhor aproveitamento nos lances livres, à virada e à classificação para a final olímpica. Um grande jogo para o fã de basquetebol.

Arrancada no último período garante Espanha na final

Espanha e Lituânia fizeram um jogo memorável nessa manhã. Os espanhois, que entraram como favoritos, confirmaram tal status e venceram por 91 a 86. Contudo, seus adversários venderam muito caro a derrota.

O jogo foi parelho até o quarto período; os lituanos entraram no quarto final vencendo o embate por 66 a 62. Só que, quando o duelo pegou fogo, a Espanha mostrou porque é uma das favoritas para conquistar o ouro e conseguiu virar a partida.

Agora, os espanhóis esperam o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Argentina; se o adversário for os EUA, será um tira-teima do jogo na primeira fase, quando os americanos venceram com certa facilidade.

Kobe é só elogios para Manu

Em nota publicada pelo Diário Olé, Kobe Bryant, astro da seleção americana e do Los Angeles Lakers, foi só elogios ao armador argentino Manu Ginobili.

“O coloco como um dos melhores armadores do mundo junto com o Dwyane Wade. Ele é um grande competidor, com muitas habilidades”, disse um humilde Kobe Bryant.

Ele também elogiou o estilo de jogo do selecionado argentino: “Ele (Manu) e sua equipe jogam forte, são pacientes e taticamente jogam com perfeição. Nós nos preparamos muito bem para enfrentá-los”, finalizou a estrela.

Kobe Bryant vem sendo um dos principais jogadores dos EUA nessas olimpíadas, com médias de 14.7 pontos e quase três rebotes por partida.

Pequim 2008 – Semifinais do masculino começam amanhã

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9:00 – Espanha x Lituânia

Espanha

Os espanhóis chegam até aqui com uma boa campanha na primeira fase; quatro vitórias e uma derrota, que já era esperada, frente aos americanos. Apesar de estar jogando bem, a Espanha ainda está devendo, pois entrou no torneio como um dos principais favoritos a desbancar o poderio norte-americano mas até agora não mostrou nada de excepcional.

Raio X da estrela

Nome: Pau Gasol

Idade: 28 anos

Clube onde atua: Los Angeles Lakers (NBA)

O que ele pode fazer? O time espanhol é recheado de grandes jogadores; contudo, o principal deles ainda é o ala-pivô Pau Gasol. Contra a Lituânia, ele deve ser mais uma vez a peça mais acionada do ataque merengue. No campeonato, a estrela espanhola vem com boas médias de 19.5 pontos e 7.5 rebotes.

Lituânia

A escola de basquete lituana sempre foi uma das mais fortes dentro da Europa. No cenário mundial, eles já mostraram que têm poder para surpreender. Um exemplo disso foi a vitória no jogo de estréia do torneio olímpico contra a Argentina. A equipe do leste europeu, que é vista como zebra no jogo de logo mais, pode surpreender, pois também conta com jogadores de primeira linha.

Raio X da estrela

Nome: Sarunas Jasikevicius

Idade: 32 anos

Clube onde atua: Panathinaikos (Grécia)

O que ele pode fazer? Jasikevicius é o termômetro desse time; se ele está num dia inspirado, o jogo da Lituânia corre de vento em popa; mas se o dia não é dos melhores, o rendimento do time também cai um pouco. Experiente, Jasikevicius tem tudo para fazer a diferença contra a Espanha.

11:15 – Argentina x Estados Unidos

Argentina

A Argentina se classificou em segundo lugar no Grupo A na primeira fase. Nas quartas-de-final encontrou uma pedreira; o forte time grego. Uma vitória apertada garantiu os hermanos na fase seguinte, só que, dessa vez, a pedreira é ainda maior; os Estados Unidos. Os argentinos buscam repetir a façanha de quatro anos atrás, quando derrotaram o selecionado norte-americano numa mesma fase semifinal. Claro que os EUA entram como favoritos, mas se eles bobearem, Manu Ginobili e cia podem vencer outra vez.

Raio X da estrela

Nome: Emanuel Ginobili

Idade: 31 anos

Clube onde atua: San Antonio Spurs (NBA)

O que ele pode fazer?  Eleito sexto melhor jogador da última temporada na NBA, Manu Ginobili está em sua melhor forma nesses jogos de Pequim. Para a sorte dos argentinos, a contusão que quase o tirou do torneio parece estar curada. Para vencer amanhã, além de um grande trabalho coletivo, a Argentina precisará de um Manu pra lá de inspirado.

Estados Unidos

O que dizer dessa equipe cheia de craques? Os EUA vêm jogando tão bem nessas olimpíadas que até o mais pessimista torcedor do time acredita que eles sairão de Pequim com o ouro no peito. Mas como salto alto demais já mostrou ser um fator negativo (Vide os dois últimos mundias e a última olimpíada), os americanos terão de jogar com seriedade se quiserem derrotar os argentinos, que com certeza não irão vender caro a derrota.

Raio X da estrela

Nome: Kobe Bryant

Idade: Irá completar 30 anos no Sábado

Clube onde atua: Los Angeles Lakers (NBA)

O que ele pode fazer? Poderia citar tranquilamente qualquer jogador do USA team como destaque. Mas a escolha é por um motivo simples; Kobe é a maior estrela desse time, não necessariamente o que vem jogando o melhor basquete, mas o que atrai mais público e mais mídia para o time.