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Qual é o problema com Danny Green?

Danny Green acertou 41,8% dos tiros de três pontos que arriscou no último campeonato. Chegou a converter 43,7% na temporada 2011/2012, a melhor de sua trajetória até aqui. Tem aproveitamento de 41,5% na carreira. Porém, na atual campanha do San Antonio Spurs, transformou apenas 29,5% dos seus arremessos de longa distância em cestas. O que acontece com ele? Claro que há uma piora técnica e uma consequente queda na confiança do ala-armador. Mas também há outro fator que pode estar atrapalhando o jogador: a falta de mais especialistas no fundamento para dividir a atenção das defesas adversárias.

Green precisa voltar a arremessar bem (Reprodução/nba.com/spurs)

No último campeonato, além de Green, outros três arremessadores faziam parte da rotação do Spurs regularmente: Patrick Mills, Marco Belinelli e Matt Bonner. Pois bem: ao longo da temporada 2013/2014, o ala-armador jogou 2.311 minutos, sendo 582 com o primeiro, 548 com o segundo e 212 com o terceiro. Além disso, o camisa #14 ficou em quadra por 260 minutos ao lado de Mills e Belinelli, por 117 ao lado de Mills e Bonner e por 62 ao lado de Belinelli e Bonner. Os quatro jogaram juntos por 60 minutos.

Isso significa que Green teve outro arremessador em quadra para dividir a atenção da defesa adversária em 843 minutos na última temporada, cerca de 36,5% do seu total jogado.

Na temporada 2014/2015, Belinelli está no Sacramento Kings, e Bonner praticamente deixou a rotação para que David West, uma das principais contratações do Spurs na última offseason, fosse incorporado. Por outro lado, Rasual Butler chegou para reforçar o elenco.

Green já jogou 372 minutos nesta temporada. Destes, 111 foram ao lado de Mills, e 38 ao lado de Butler. Os três estiveram juntos em quadra por 30 minutos. O camisa #14 ainda não dividiu a quadra por um minuto sequer com o Red Rocket no atual campeonato.

Em outras palavras, Green teve outro arremessador ao lado para ajudar a dividir a atenção dos adversários em 119 minutos na temporada, 32% do total.

De acordo com o site oficial da NBA, Green arriscou, neste campeonato, 26,2% de seus arremessos estando completamente livre – ou seja, com nenhum defensor a seis pés ou menos de distância dele. Na última temporada, esse índice foi de 28%.

Claro que outros fatores precisam entrar na conta, com a troca de Tiago Splitter por LaMarcus Aldridge no quinteto titular. Enquanto o primeiro era melhor passador e podia encontrar Green com maior facilidade no perímetro, o segundo é uma ameaça constante para a defesa quando está perto da cesta e tende a liberar mais espaço para o ala-armador. De qualquer modo, os números ajudam a entender a piora no desempenho do atleta.

Destrinchando a nova rotação do Spurs

Engana-se quem tenta olhar para a rotação do San Antonio Spurs pensando nas cinco nomenclaturas clássicas do basquete: armador, ala-armador, ala, ala-pivô e pivô. O rígido esquema de Gregg Popovich, que já fez bons jogadores como Nando De Colo e Richard Jefferson sucumbirem, trabalha mais com funções do que com isso. Basta olhar para a segunda unidade: Manu Ginobili, teoricamente da posição 2, é quem controla a bola, enquanto Patrick Mills, em tese jogador da posição 1, trabalha mais como arremessador. Dito isso, fica mais fácil destrinchar como será a distribuição de minutos do técnico.

Aldridge deve mudar a função de Duncan (Reprodução/nba.com/spurs)

Já ficou claro, na pré-temporada, que o time titular será formado por Tony Parker, Danny Green, Kawhi Leonard, LaMarcus Aldridge e Tim Duncan. O ala-pivô ex-Portland TrailBlazers, principal contratação do Spurs nesta offseason, assume a vaga do trocado Tiago Splitter, empurrando The Big Fundamental definitivamente para a posição 5. Esse quinteto permite que vejamos com clareza as funções que Pop deseja para montar suas unidades.

O treinador gosta de ter alguém capaz de iniciar as jogadas a partir de pick-and-rolls e de ler a defesa adversária para saber se passa ou se infiltra. Na equipe titular, este é Parker. Pop trabalha ainda com mais dois homens no perímetro. Ao menos um tem de ser um arremessador acima da média da linha dos três (Green), ao menos um precisa assumir a função de segundo condutor de bola para aliviar o criador de jogadas (Kawhi) e, se possível, um ajuda se souber criar jogadas a partir do poste baixo, de costas para a cesta (Kawhi).

Em relação aos alas-pivôs e pivôs, um fica mais afastado da cesta, ajudando a criar jogadas da cabeça do garrafão e trabalhando arremessos de média e longa distância, e outro fica mais próximo à cesta, finalizando jogadas de pick-and-roll e/ou pick-and-pop e auxiliando a movimentação de seus colegas sem a bola com bloqueios. Duncan, que até a temporada passada fazia a primeira função, deve passar a exercer a segunda, deixando Aldridge mais livre para ser um dos centros do ataque da equipe texana na temporada.

Na segunda unidade, Boris Diaw, até a temporada passada, se revezava entre a função mais externa entre os alas-pivôs e pivôs, quando jogava com Aron Baynes, e a mais interna, quando dividia a quadra com Matt Bonner. A partir de agora, deve ser fixado longe da cesta, para que David West, outro dos principais reforços do Spurs, trabalhe perto da área pintada.

No perímetro, Ginobili segue como o maior condutor de bola, enquanto Mills herda a função de Green e trabalha como principal arremessador da unidade. A questão é que, ao perder Marco Belinelli, que converteu 37,4% dos tiros de três na última temporada, o time reserva deve perder em espaçamento de quadra. Nesta fase preparatória, dos candidatos a herdarem a função, só Ray McCallum teve desempenho superior: 40%. Kyle Anderson acertou 33,3% das bolas de longa distância, enquanto Jonathon Simmons errou as quatro que tentou.

Mesmo assim, Anderson surge como favorito à vaga. Participou dos seis jogos da pré-temporada, assim como seus concorrentes, mas somou 126 minutos, contra 85 de Simmons e 81 de McCallum. Por isso, o ala deve fazer no time reserva o que Kawhi faz no titular: ser o segundo condutor de bola e trabalhar como criador de jogadas a partir do poste baixo.

Sobram cinco jogadores fora das duas unidades no elenco final do Spurs para a temporada: McCallum seria uma alternativa para a função de principal condutor de bola e criador a partir do pick-and-roll, exercida por Parker e Ginobili; Simmons, deficiente no arremesso de três, trabalharia como segundo condutor de bola, como Kawhi e Anderson; Boban Marjanovic é um pivô clássico e exerce a função interna como Duncan e West; e Rasual Butler e Matt Bonner são opções para mudar o estilo de jogo e trabalharem como um ala-pivô arremessador do perímetro, alterando um pouco o trabalho feito por Aldridge e Diaw.

Vale lembrar que, quando poupa jogadores, Pop costuma trazer o segundo reserva para o time titular para não mexer na química da segunda unidade. Assim, nos compromissos em que preservar Parker, Ginobili e Duncan, é possível imaginar o time titular com McCallum, Green, Leonard, Aldridge e Marjanovic. A segunda unidade teria Simmons e Anderson se revezando no controle de bola, com Mills como arremessador e Diaw e West no garrafão.

São opções que mostram a profundidade do elenco que o Spurs acaba de montar.

Spurs tem um problema. Belinelli é a solução?

Nunca um recorde com 23 vitórias e sete derrotas preocupou tanto seus torcedores quanto o San Antonio Spurs faz nesta temporada. Isso porque o time perdeu justamente os sete jogos mais difíceis que fez no campeonato até aqui – em ordem cronológica, contra Portland TrailBlazers, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Indiana Pacers, Los Angeles Clippers, Oklahoma City Thunder, novamente, e Houston Rockets, mais uma vez. Em meio à sequência negativa contra os considerados favoritos ao título, Gregg Popovich, treinador da equipe texana, promoveu uma mudança no seu quinteto titular, colocando Marco Belinelli no lugar de Danny Green. Será uma boa solução para elevar o nível de exibições?

Green como ala reserva: boa opção? (NBAE/Getty Images)

Até aqui, na temporada, o Spurs triunfou em apenas sete dos 14 jogos que fez contra equipes que venceram pelo menos metade de suas partidas. Os resultados mais expressivos do time texano no campeonato foram como times que eram apontados como potências antes do início da fase regular. A franquia de San Antonio venceu o Golden State Warriors, atualmente sétimo colocado na Conferência Oeste, nos dias 08/11 e 19/12. Superou o Memphis Grizzlies, 13º, nos dias 30/10 e 22/11. E também bateu o New York Knicks, 11º na Conferência Leste, mesmo jogando longe dos seus domínios.

Entre as vitórias mais expressivas do Spurs na temporada, é possível também citar as sobre o Phoenix Suns, sexto colocado no Oeste e uma das surpresas no campeonato, nos dias 06/11 e 18/12. Ainda assim, a boa campanha do time alvinegro até aqui foi construída nos jogos mais simples, já que a equipe venceu os 16 duelos que fez contra adversários que têm mais derrotas do que triunfos nestes primeiros meses. A franquia é a única invicta neste recorte.

Até aqui, no campeonato, o Spurs tem feito 99,7 pontos por jogo contra times com pelo menos 50% de aproveitamento, 13ª melhor marca da NBA, com oito pontos de desvantagem na eficiência em relação ao adversário, nona melhor marca da NBA. Em compensação, contra times abaixo dos 50%, a equipe texana anota 106,9 pontos por partida, quarta melhor marca da NBA, e tem 38,4 (TRINTA E OITO VÍRGULA QUATRO) pontos de eficiência de vantagem sobre estes adversários, melhor marca da liga com folga.

A princípio, não sou daqueles que me preocupa com o panorama. O Spurs é um time que costuma se poupar durante a temporada regular, principalmente para preservar seus jogadores mais velhos, como Manu Ginobili e Tim Duncan. O último já sofreu com contusões neste campeonato, assim como Tony Parker e Tiago Splitter. E as sete derrotas vieram contra times mais jovens e atléticos, com mais energia para gastar. Nada de novo para quem vem acompanhando a equipe texana nos últimos anos.

Porém, também não é algo que seja fácil de ser ignorado. Uma série de derrotas importantes como a que o Spurs sofreu podem acabar mexendo com a confiança do grupo, por exemplo. Confiança que certamente já veio abalada do confronto com o Miami Heat nas finais deste ano. Por isso, talvez seja preciso chacoalhar o elenco de alguma maneira. Um fato novo pode ser o choque que falta para o grupo voltar a funcionar da maneira ideal. E a primeira aposta de Pop foi a mudança na escalação titular, com Belinelli no lugar de Green.

A aposta, em um primeiro momento, parece óbvia. Green é o segundo jogador de perímetro mais alto do elenco e acaba com a falta de tamanho da segunda unidade ao jogar ao lado de Patrick Mills e Manu Ginobili. Belinelli, por sua vez, pode funcionar como segundo condutor de bola da equipe titular e desafogar Tony Parker, deixando Kawhi Leonard mais livre para atacar a cesta e para brigar por rebotes ofensivos. Mas não é bem assim. Promover o italiano significa desmanchar um dos quintetos mais bem sucedidos das últimas temporadas.

Na offseason, em sua coluna One Team, One Stat, John Schuhmman, blogueiro do site oficial da NBA, mostrou que, com Parker, Green, Leonard, Duncan e Splitter em quadra, o Spurs limitou seus adversários a 87,7 pontos a cada 100 posses de bola na temporada passada. Como base de comparação, o Memphis Grizzlies, melhor defesa daquele campeonato, permitia 97,2. E o Indiana Pacers, que tem a melhor retaguarda deste, cede 93,2.

E o experimento, até aqui, tem obtido pouco sucesso. Na temporada 2013/2014, o quinteto Parker – Green – Leonard – Duncan – Splitter marca 90,3 pontos a cada 100 posses de bola, acertando 44,8% de seus arremessos, e cede 93,8. Com Parker – Belinelli – Leonard – Duncan – Splitter, o Spurs marca 89,9 pontos a cada 100 posses, acertando 40,6% de seus arremessos, e cede 90,8. Nenhuma das duas formações tem saldo positivo.

Além disso, Belinelli vinha se firmando como o fiel escudeiro de Ginobili na segunda unidade. Com o argentino em quadra, o italiano marca 1,44 pontos por posse de bola, com 57,1% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 54,2% nos tiros de três pontos. Sem o camisa #20, o novo titular anota 1,07 pontos por posse de bola, com 45,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,8% nos tiros de três pontos.

Fenômeno semelhante acontece com Green e Parker. Com o armador, o ala-armador faz 1,13 pontos por posse de bola, com 48,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,9% nos tiros de três pontos. Sem o francês, o americano anota 1,08 pontos por posse de bola, com 34,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 32,7% nos tiros de três pontos.

Ainda é cedo para dizer que a mudança na escalação promovida por Popovich foi um fracasso. Mas fica claro que Belinelli e Green precisarão melhorar o entrosamento com Parker e Ginobili, protagonistas de suas respectivas unidades, para que a nova distribuição de minutos do Spurs possa dar certo. Só aí saberemos se a alteração foi a resposta ideal para o desempenho ruim do time até aqui contra os favoritos ao título deste campeonato.

Com estatísticas de ESPN, HoopStatsstats.nba.com e nbawowy!

Sem Splitter, sem defesa

Mesmo sendo escolhido pelo conceituado técnico Gregg Popovich para ser titular do San Antonio Spurs, Tiago Splitter ainda parece não ter caído definitivamente nas graças de toda a torcida da franquia texana. A suposta falta de ímpeto do pivô brasileiro, especialmente no ataque e na coleta de rebotes, ainda é um empecilho para que ele possa ser tratado como ídolo. Mas quem se restringe a esta análise parece estar cada vez mais errado. Dia a dia, aumenta a importância do camisa #22, especialmente na defesa. Nas últimas três partidas, com o catarinense afastado por conta de uma lesão na panturrilha esquerda, fica evidente o quanto a proteção do aro se torna deficitária sem o jogador embaixo da cesta.

Splitter é peça-chave no quinteto titular (NBAE/Getty Images)

Ao longo da temporada, com Splitter em quadra, o Spurs sofre 86,9 pontos a cada 100 posses de bola da equipe adversária, a melhor marca de todo o elenco da franquia texana. Para se ter uma noção, o segundo melhor é Danny Green, com 90,0 – uma diferença respeitável. Além disso, dos dez quintetos mais utilizados por Pop durante o campeonato, o pivô brasileiro está em três dos cinco com o melhor índice defensivo neste recorte.

Com Splitter em quadra, o Spurs fez 5,2 pontos a mais que seus adversários ao longo da temporada 2013/2014 da NBA até aqui. A marca é a sexta melhor de todo o elenco do alvinegro texano, atrás de Manu Ginobili (8,2), Marco Belinelli (6,8), Boris Diaw (5,9), Tony Parker (5,7) e Danny Green (5,6). Nota-se que o pivô é o segundo jogador de garrafão de todo o plantel com melhor saldo de cestas, à frente ainda de Tim Duncan (4,9), Matt Bonner (3,5), Jeff Ayres (2,4) e Aron Baynes (-0,7) – o último, vale ressaltar, não faz parte regularmente da rotação, o que costuma deformar este tipo de estatística.

Mas o maior impacto de Splitter no Spurs está na proteção do aro. Ao longo desta temporada, os adversários do time texano têm convertido somente 37,5% de seus arremessos feitos de perto da cesta quando marcados pelo pivô brasileiro. Entre os jogadores de garrafão que disputaram ao menos dez partidas na temporada e têm média igual ou superior a 15 minutos por jogo, a marca é a quinta melhor de toda a NBA, atrás apenas de Kendrick Perkins, do Oklahoma City Thunder (29,8%); Taj Gibson, do Chicago Bulls (31,0%); Ed Davis, do Memphis Grizzlies (34,0%); e Andrew Bynum, do Cleveland Cavaliers (34,5%).

Quem olha para Splitter apenas no ataque constrói uma impressão equivocada sobre o jogador. É verdade que um pivô que prefere finalizar com fintas, ganchos e bandejas pode parecer “soft” em uma liga com Dwight Howard, Tyson Chandler e Andre Drummond, por exemplo. Mas atribuir este rótulo ao camisa #22 mesmo vendo como ele consegue contestar arremessos de jogadores tão mais atléticos do que ele me parece um pouco injusto.

Quando saiu a notícia da renovação contratual de Splitter, durante a última offseason, minha primeira reação foi ficar um pouco assustado com os valores do novo vínculo do catarinense com a franquia texana. Mas depois, pensando com um pouco mais de calma, já havia escrito outra coluna defendendo o pivô brasileiro. Hoje, vou além ao dizer que considero os US$ 36 milhões que o camisa #22 ganhará no total em quatro anos uma pechincha.

Quem olhar só para o boxscore nunca vai ver a importância de Splitter para o Spurs. Quem restringir a análise às suas médias, que são de 8,4 pontos, 6,6 rebotes e 0,5 tocos em 20,8 minutos por exibição, não vai enxergar o quanto ele é fundamental. A equipe texana sofreu 93,1 pontos por jogo em seus 19 primeiros compromissos na temporada. Nos últimos três, foram 96,7 por partida. A diferença? A ausência do pivô brasileiro, machucado. Entendeu?

Como Malcolm Thomas pode ajudar o Spurs

Nesta semana, o San Antonio Spurs, que começou o campeonato com 14 jogadores no plantel, resolveu fazer sua primeira aposta para ocupar a última vaga aberta no elenco. A franquia acertou a contratação do ala-pivô Malcolm Thomas, que estava jogando no Los Angeles D-Fenders, da D-League – a liga de desenvolvimento da NBA – e já havia defendido as cores da equipe texana em curta passagem na temporada 2011/2012. Agora, de volta ao alvinegro, o atleta terá uma chance para ajudar o time a resolver uma carência interna: a dificuldade na coleta de rebotes durante a utilização de formações mais baixas e/ou ágeis.

Thomas foi colega de Kawhi na universidade (Gregory Bull/AP)

Thomas, ala-pivô de 25 anos de idade e 2,06m de altura, jogou três temporadas no basquete universitário – as duas últimas, em 2009/2010 e 2010/2011, por San Diego State, sendo companheiro de equipe de Kawhi Leonard. Mesmo indo bem, principalmente em sua última campanha, na qual apresentou médias de 15,2 pontos e 10,5 rebotes em 32,7 minutos por exibição, passou em branco no Draft de 2011, sem ser selecionado. Por isso, naquele ano, sua carreira profissional começou no Mobis Phoebus, da Coreia do Sul. Desde então, além do Spurs, passou pelo Golden State Warriors, pelo Chicago Bulls, por franquias da D-League e, em 2012/2013, pelo Maccabi Tel Aviv, equipe de Israel.

Com agilidade e atleticismo acima da média para a posição e capacidade para abrir a quadra com arremessos de três pontos, Thomas pode se encaixar no esquema tático do Spurs em função parecida com a exercida por Boris Diaw e Matt Bonner: um ala-pivô que também sabe transitar pelo perímetro. Nesta temporada, o jogador acertou oito dos 13 tiros de longa distância que tentou nos dois primeiros jogos que fez pelo D-Fenders. Seu gráfico de arremessos mostra sua eficiência, especialmente nas bolas arriscadas da cabeça do garrafão.

Chart

Porém, o principal problema do elenco atual do Spurs acontece justamente quando uma dessas formações mais baixas e/ou ágeis precisa ser usada. Na derrota para o Houston Rockets, por exemplo, o técnico Gregg Popovich abriu mão de usar Tim Duncan e Tiago Splitter juntos em quadra ao mesmo tempo por conta das características do time adversário. Resultado: o alvinegro coletou apenas 33 rebotes, contra 54 do time visitante. Para escalar um quinteto assim, Pop tem apenas Leonard como reboteiro acima da média para a posição 4, já que Diaw e Bonner estão longe de dominar. E é exatamente aí que Thomas pode ajudar.

Em sua curta carreira de 12 jogos na NBA, o novo ala-pivô do Spurs coletou, em média, 10,1 rebotes a cada 36 minutos. Em Israel, na temporada passada, foram pouco menos de 9,6 a cada 36 minutos. Como base, só Tiago Splitter, com 11,5; Tim Duncan, com 10,4; e Aron Baynes, com 9,8 ressaltos coletados a cada 36 minutos, têm números semelhantes aos de Thomas. Isso sem falar em suas médias maiúsculas no começo de sua trajetória na D-League neste ano: 33,5 pontos, 15,5 rebotes, 2,5 roubadas de bola e dois tocos em 40 minutos por exibição, liderando os dois primeiros fundamentos enquanto disputava o torneio.

Claro que os números de Thomas foram colhidos, em sua grande maioria, fora do ambiente da NBA, que possui, provavelmente, os alas-pivôs e pivôs mais assustadores fisicamente do planeta. Porém, eles mostram, ao menos, que o Spurs está atento às suas fraquezas e que está disposto a corrigi-las. Resta saber se o novo reforço será bom o bastante para isso.

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