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Spurs Brasil entrevista Adam Hanga

English Version (Versão em inglês)

Das quatro escolhas que o San Antonio Spurs teve no último Draft, seria natural que a 59ª – penúltima do recrutamento – fosse a mais sombria. Com ela, a equipe selecionou o até então desconhecido Adam Hanga, ala-armador húngaro de 2,00m e 90 kg. Aos 22 anos, o jogador ainda não atuou em um grande centro – nesta offseason, acertou a transferência do Albacomp-UPC Szekesfehervar, da Hungria, para o Assignia Manresa, da Espanha.

No campeonato doméstico, Hanga se destacou. Na última temporada, disputou 39 partidas e apresentou médias de 17,6 pontos, 4,4 rebotes, 3,4 assistências e 2,8 roubadas de bola por jogo. Agora, jogando na Liga ACB – talvez o campeonato de clubes mais forte da Europa – terá a oportunidade de testar seu jogo em um nível maior.

Por meio da assessoria do Assignia Manresa, o Spurs teve a chance de conversar com Hanga por e-mail. Entre outras revelações, o jogador afirmou que se vê atuando na função de Manu Ginobili no Spurs. Disse ainda que tem a impulsão e a velocidade como pontos fortes, mas precisa melhorar sua defesa. Confira a entrevista completa a seguir:

Spurs Brasil – Este parece ser um verão importante para você, que foi draftado pelo San Antonio Spurs e se transferiu para a liga ACB, para jogar pelo Assignia Manresa. Está feliz com essas mudanças na sua carreira?

Adam Hanga – Estou muito feliz por jogar pelo Assignia Manresa na próxima temporada. Espero poder oferecer meu máximo para este clube.

SB – A Liga ACB é, provavelmente, o campeonato nacional mais forte na Europa. Será um bom desafio para você?

AH – Obviamente, jogar na Liga ACB é um desafio para mim e para minha carreira. Sei que vou melhorar como jogador.

SB – Você já conheceu as instalações do seu novo time? Está ansioso para estrear pelo Assignia Manresa?

AH – Sim, eu estive em Manresa por apenas dois dias para fazer exames médicos, e eu devo dizer que as instalações e a equipe técnica fizeram com que eu me sentisse confortável.

SB – Durante a Liga ACB, você vai enfrentar Erazem Lorbek, outro jogador vinculado ao San Antonio Spurs que vai jogar a próxima temporada na Europa. Você tem a intenção de conversar com ele?

AH – Erazem Lorbek é um jogador excepcional, e eu espero poder conversar com ele, jogar contra ele e vencer.

SB – Você tem intenção de jogar pelo Spurs? Em qual temporada você pretende fazer essa mudança?

AH – Não sei qual será meu futuro, neste momento eu sou jogador do Assignia Manresa e vou tentar explorar e aproveitar este momento.

SB – Como você se vê encaixado no time de Gregg Popovich? Você está mais para um ala defensivo, como Bruce Bowen, ou mais para um ala-armador pontuador, como Manu Ginobili?

AH – Gregg Popovich é um técnico muito bom, e claro que eu me vejo jogando em sua equipe. Eu sou mais como Manu Ginobili, preciso melhorar minha defesa.

SB – Quais são os pontos fortes e fracos do seu jogo? Descreva-se para os fãs brasileiros!

AH – Meus pontos fortes são velocidade e impulsão, e uma fraqueza é a defesa, especialmente quando eu marco um jogador menor do que eu.

SB – Li que você esteve em San Antonio. Alguém do time falou com você sobre seu jogo? Quais aspectos do seu jogo eles pediram para você melhorar?

AH – Um jogador de basquete sempre tem de melhorar alguma coisa. No meu caso, defesa e técnica.

SB – Você pretende jogar pela Hungria no Eurobasket? Quais são as chances da sua equipe no torneio?

AH – Eu gostaria de jogar pela Hungria, mas no momento estou pensando na minha nova equipe.

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Spurs Brasil entrevista Davis Bertans

English Version

O jovem letão Davis Bertans, de 18 anos, foi selecionado pelo Indiana Pacers na 42ª escolha do Draft deste ano, mas foi envolvido na troca do armador George Hill e acabou tendo seus direitos enviados para o San Antonio Spurs. É considerado por sites especializados o melhor arremessador do último recrutamento de calouros, e foi comparado por muitos ao ala-pivô alemão Dirk Nowitzki.

Após passar seu curto início de carreira transitando entre times de se país – o último foi o BK Barons Riga -, o jogador se transferiu para o Union Olimpija Ljubljana, da Eslovênia, e, por enquanto, teve poucas chances de mostrar seu basquete.

Bertans liderou a Letônia ao bronze no Europeu Sub-18 em 2010, sendo escolhido para o time ideal do torneio. Nesse ano participou do Mundial Sub-19 em casa, mas não conseguiu repetir o bom desempenho e acabou apenas na décima posição.

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Foto por Zigismunds Zālmanis/NIKON

Por intermédio da Assessoria de Imprensa da Federação de Basquete da Letônia, o Spurs Brasil teve a oportunidade de conversar com Bertans por e-mail. Confiram o resultado do nosso bate-papo a seguir.

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Spurs Brasil – Como foi ser selecionado pelo Indiana Pacers, e então ser negociado para San Antonio Spurs no dia do Draft? Você está feliz com sua posição no Draft?

Davis Bertans – Eu estou realmente feliz por ter acabado no Spurs, porque é um time muito bom, com um grande técnico, e eles têm larga experiência com jogadores estrangeiros. Para mim, no final, não importa se foi na primeira ou na segunda rodada, o principal é estar em uma boa equipe e isso aconteceu, então estou muito contente com isso.

SB – Alguém da comissão técnica já entrou em contato com você? Eles pretendem fazer alguma preparação específica com você?

DB – Essa é uma questão que você deve fazer ao meu agente, porque ultimamente eu estava comprometido com a seleção nacional. Até onde eu sei, ninguém do Spurs pode entrar em contato comigo por causa do locaute.

SB – Qual aspecto do seu jogo você acha que precisa trabalhar mais?

DB – O principal que eu tenho de melhorar é a defesa. Durante dois anos, de um jogador da base, tive que me tornar um jogador da equipe principal, e o maior avanço a ser feito é na defesa. Também tenho que ganhar músculo, pois assim serei forte o suficiente para marcar adversários mais fortes e atacar a cesta mesmo com marcação. E, claro, eu ainda tenho que melhorar meu arremesso, para torná-lo mais estável.

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Foto em siol.net

SB – Qual sua posição favorita? Porque os sites especializados listam você como ala, mas você jogou bastante tempo pela equipe da Letônia Sub-19 como ala-pivô ou pivô.

DB – Minha posição favorita é a ala. Eu joguei no Mundial Sub-19 como ala-pivô por necessidade. Nossa equipe não tinha atletas altos o suficiente, e, como eu era o mais alto, tive que fazer isso pelo meu time. Mas acredito que no futuro, quando eu ficar mais forte, então provavelmente jogarei em ambas as posições.

SB – Como foi se transferir do BK Barons Riga, time de seu país natal, para Union Olimpija Ljubljana, da Eslovênia, no meio da temporada? Foi difícil se adaptar a um novo país?

DB – Eu estava realmente animado de ir para Ljubljana por ser um ótimo lugar para um jovem se aperfeiçoar. Claro que a transferência foi difícil e complicada por causa de diversos documentos, e essa foi a razão pela qual nao joguei por quatro meses. Em fevereiro, estava tudo resolvido e eu consegui a Carta de Liberação, só então comecei a jogar no Olimpija. Não foi difícil se adaptar em Ljubljana, porque a cidade é similar a Riga. A única dificuldade foi a língua, mas no time todo mundo fala inglês, então não foi um problema. E também estou lentamente tentando aprender esloveno.

SB – Qual é a sua expectativa sobre a próxima temporada, quando sua equipe enfrentará grandes times, como FC Barcelona Regal e Montepaschi Siena, na Euroliga?

DB – Primeiro, eu estou realmente animado porque jogarei a Euroliga na próxima temporada, e ainda mais animado por ser contra times como Barcelona e Montepaschi. Eu sei que nossa equipe tentará vencer todas as partidas, assim como fizeram na temporada passada.

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Foto de FIBA Archive

BS – Para você, como foi representar a Letônia no Mundial Sub-19 em sua “casa”? Você gostaria também jogar pela Letônia no EuroBasket desse ano na Lituânia?

DB – Foi muito bom, porque nós começamos o campeonato em Valmiera, que é onde nasci, o ginásio estava sempre cheio e me senti muito feliz. É sempre fantástico jogar para uma torcida que está sempre apoiando. E claro que gostaria de jogar pela seleção adulta no EuroBasket, pois fico sempre feliz de jogar pela Letônia.

BS – Qual sua mensagem para os torcedores do Spurs no Brasil e em todo mundo, que desejam vê-lo jogando em breve com a camisa preta e prata?

DB – Para os torcedores do Spurs eu posso dizer que trabalharei o máximo que eu puder para me tornar o melhor que eu conseguir. Eu farei o meu melhor para chegar ao elenco do Spurs e então ajudar o time.

Spurs Brasil entrevista Tiago Splitter

Traduzido para o inglês (English version)

Tiago Splitter se apresentou na última segunda-feira (4) à Seleção Brasileira comandada por Rúben Magnano. A equipe inicia os trabalhos de preparação para o Pré-Olímpico de Mar Del Plata, que será disputado em setembro. Na terça, foi dia de realizar exames médicos, e o Spurs Brasil aproveitou para bater um papo com o pivô.

Ele falou sobre sua primeira temporada no San Antonio Spurs, o locaute e a expectativa para a competição na Argentina, que pode colocar o Brasil de volta em uma Olimpíada após 16 anos de ausência. O resultado do bate-bapo vocês podem conferir no texto a seguir, ou então em áudio no player que aparece ao final desta entrevista.

Spurs Brasil – Qual o balanço que você faz da sua primeira temporada com o San Antonio Spurs?

Tiago Splitter – Eu comecei com um problema de lesão, vim bastante desgastado da minha temporada na Espanha e em sequência teve o Mundial, que eu não pude jogar 100%. Isso pesou muito na pré-temporada e recaiu em uma lesão justamente quando eu estava começando minha carreira na NBA. Mas felizmente eu pude me recuperar, pude ajudar o time em alguns momentos da temporada. Talvez eu não tive os minutos que eu queria, mas é normal na condição de novato que eu era e jogando em um time conservador, do Popovich, eu acho que isso é uma coisa normal e eu aceito a decisão dele. Eu espero continuar melhorando. Acho que tanto dentro como fora das quadras aprendi muitas coisas e espero continuar melhorando na próxima temporada, estar um pouquinho mais ativo nos jogos e poder ajudar o Spurs a ganhar mais jogos.

SB – Como é trabalhar com o Popovich? Como é a relação com ele dentro e fora de quadra?

TS – Ele, dentro da quadra, é um cara muito exigente, pede muito as coisas do basquete. Acho que isso é normal e é necessário, dentro do grupo, ter um líder como ele no Spurs. Fora da quadra, excepcional. Todo mundo me tratou bem, não só ele, mas fui bem tratado desde o primeiro dia e me sinto realmente bem em San Antonio, como se eu estivesse em casa. Espero poder estar lá muitos anos ainda.

SB – Como é a sua relação com o Tim Duncan? Ele tenta te ensinar algumas coisas? O que você já aprendeu com ele nesta temporada?

TS – Ele é um dos grandes jogadores da história da NBA, isso daí ninguém discute. Para mim foi muito gratificante jogar com ele, aprender a atitude que ele tem tanto fora como dentro da quadra. Eu acho que, neste aspecto, a gente até é parecido. Espero poder contar com ele pelo menos mais um ano, que ele tem de contrato. Obviamente que ele não é mais o garoto de 22, 23 anos quando estava melhor fisicamente, mas ele ainda tem muito basquete, conhece o jogo mais do que ninguém e espero que ele possa ajudar este ano com sua experiência na NBA, não só a mim, mas aos outros jogadores.

SB – E o Manu Ginobili? Provavelmente ele estará no Pré-Olímpico e vocês, que estão acostumados a jogar juntos, terão de se enfrentar. Como será para você enfrentar um companheiro?

TS – Realmente ele é um jogador diferenciado. Acho que é o único jogador no mundo que tem Euroliga, NBA e Olimpíada como títulos… Então, realmente é difícil parar ele. Mas acho que tanto eu como o Rúben (Magnano) trabalhamos com ele e os demais jogadores da Argentina, então vamos ter que ralar bastante para defender eles e ganhar deles lá na Argentina.

SB –  De que forma essa sua participação na Seleção pode te ajudar em San Antonio? Não houve nenhum tipo de impedimento por parte do Spurs? De que forma a equipe lida com a questão de ceder seus jogadores para as seleções nacionais?

TS – Eu acho que ninguém gosta que o seu jogador, que está no seu time, jogue com a sua seleção nacional. Mas eles respeitam minha decisão, sabem que eu tenho vontade de jogar com a seleção. Acho que todo mundo já estava mais ou menos consciente da situação que ia existir do locaute, então é também uma forma de eu me manter dentro do basquete, me manter em forma e com a mentalidade de jogador de basquete, não só estar treinando individualmente em uma quadra. Então poder estar jogando jogos importantes e decisivos também vai ajudar na minha carreira.

SB – Com o locaute sendo decretado oficialmente, uma questão polêmica era a do seguro dos jogadores. De que maneira isso foi resolvido para você estar aqui servindo a seleção?

TS – Bom… Eu não vou falar qual foi a maneira, mas foi resolvido. Essa é a questão e é por isso que eu estou aqui. Faz tempo que a gente está atrás disso e foi resolvido.

SB – Com o locaute instalado, ninguém ainda tem muita certeza do que vai acontecer. Existe a possibilidade de os atletas voltarem a atuar em equipes da Europa, ou voltarem a jogar em seus países, ou em outras equipes? O que os jogadores sabem a respeito desse assunto?

TS – Realmente a gente não sabe em que data a NBA e a associação de jogadores vão entrar em um acordo, isso não existe. Realmente existe uma incerteza muito grande ao redor disso e está tudo muito no ar. É claro que existe a possibilidade de você ir jogar na Europa, ou você vir jogar no Brasil, na China ou onde seja. Mas a minha mentalidade, no momento, é continuar no San Antonio Spurs. Acho que eles esperaram bastante por mim depois do Draft e eu quero respeitar isso, quero continuar lá. Vou trabalhar, depois da seleção, individualmente até a volta para estar pronto e estar em boas condições para a próxima temporada.

SB – No Pré-Olímpico, o que você espera do seu rendimento em quadra? Você e o Marcelinho Huertas talvez sejam os dois principais nomes desta Seleção e vêm com essa responsabilidade de liderar o time. Então, como vão lidar com essa responsabilidade? Ainda existe aquele entrosamento entre vocês da época que atuavam na Espanha?

TS – Com certeza. Eu acho que existe o entrosamento. A questão da responsabilidade, acho que é natural. Isso com o tempo acontece. Em outros anos eu era o 12º jogador, mas hoje em dia existe um peso diferente na seleção e a gente tem que tomar isso com naturalidade. A gente joga em um esporte coletivo, mas obviamente cada jogador sabe a sua responsabilidade dentro da quadra e eu sei qual vai ser a minha. Então, junto com o técnico, a gente vai formar um time capacitado para chegar bem ao Pré-Olímpico, e que todo mundo saiba o seu papel direitinho dentro de quadra.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Entrevista com Splitter no Spurs.com

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Foto por DJ Green/Spurs.com

Durante evento para os torcedores do San Antonio Spurs que compraram ingresso para toda a temporada, o pivô brasileiro Tiago Splitter falou ao Site oficial da equipe texana sobre sua primeira temporada com a equipe, o que está fazendo na offseason e os Playoffs da NBA. Confira a seguir as respostas do jogador:

Spurs.com – Você acha legal participar desse tipo de evento?
Tiago Splitter – Eu acho que é sempre legal conhecer as pessoas, conhecer os torcedores e retribuir aquilo que eles fazem por nós durante todo o ano. É bom estar presente.

Spurs.com – O que você anda fazendo durante a offseason até o momento?
TS – Estou trabalhando muito com o treinador de arremessos Chip Engelland e com a equipe de preparadores físicos para ficar pronto para a próxima temporada.

Spurs.com – Quais os planos para o restante do ano?
TS – Jogar pelo Brasil está nos meus planos se eles conseguirem achar um seguro que cobrirá os jogadores da NBA.

Foto por D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images

Spurs.com – A temporada terminou antes do esperado, mas quais pontos positivos podem ser retirados de uma temporada com 61 vitórias?
TS – Eu acho que nosso time merecia melhor sorte. Nós fizemos um grande trabalho na temporada regular, mas temos de pensar em como podemos melhorar para o próximo ano. Todos sabem o que precisamos fazer. Cada jogador sabe em que precisa aperfeiçoar, e é isso que estou tentando fazer.

Spurs.com – Você tem um momento favorito dessa última temporada?
TS – Tem dois jogos que eu gostei. A partida contra o Denver e o jogo contra o Utah. Eu consegui fazer um bom trabalho em quadra e ajudei o time a vencer.

Spurs.com – Qual é o seu foco nos treinos que vem realizando nessa offseason?
TS – Meu arremesso. Venho treinando bastante novas mecânicas e tentando encontrar meu melhor arremesso.

Spurs.com – Você está assistindo alguma série dos playoffs agora? O que você acha das quatro equipes finalistas?
TS – Sim, mas eu me sinto mal porque sinto que poderia estar jogando contra qualquer uma dessas equipes. Nós derrotamos esses times durante a temporada regular, por isso é ruim estar do lado de fora, mas é sempre bom ver como as outras equipes jogam nos playoffs. Nós podemos aprender muito com as partidas restantes.

Spurs Brasil entrevista Nando de Colo

O francês Nando De Colo, hoje com 23 anos de idade, foi escolhido pelo San Antonio Spurs no 53º posto do Draft de 2009. Porém, o jogador, que pode atuar de 1 e 2, não viajou diretamente para os Estados Unidos – manteve o vínculo com a equipe texana, mas foi para a Espanha para jogar pelo Valencia.

Logo em sua primeira temporada, ganhou o título da Eurocup – uma espécie de segunda divisão da Euroliga – e foi escolhido para fazer parte do quinteto ideal do torneio. Caiu um pouco de rendimento no começo desta temporada e perdeu o lugar de titular no Valencia, mas logo se recuperou e, com média de 10,9 pontos (48,3% FG, 27,3% 3PT) por partida, foi indicado para o prêmio de melhor sexto homem da Liga ACB – o campeonato espanhol de basquete.

Com a chegada de Tiago Splitter, De Colo passou a ser o principal jogador do Spurs na Europa. Gentilmente, o combo guard aceitou conceder uma entrevista ao Spurs Brasil por e-mail. Veja a seguir o que o francês nos disse:

Spurs Brasil – No ano passado, você ganhou o título da Eurocopa, e agora está entre os indicados para o prêmio de melhor sexto homem da ACB. Já podemos fizer que você é um jogador de sucesso na Europa. Você pretende continuar no continente ou planeja jogar na NBA?

Nando de Colo – Sim, verdade! Mas eu sou uma pessoa que vive dia por dia, e no momento eu estou no Power Electronics Valencia, e tenho contrato com o time por mais um ano. Claro que a NBA sempre será uma meta, veremos o que vai acontecer no futuro.

SB – O que você pensa do grupo da França (Alemanha, Israel, Itália, Letônia e Sérvia) na Eurobasket 2011, classificatório para a Olimpíada de Londres? Você vai jogar o torneio?

NDC – Vou pensar mais sobre o time francês depois da temporada. Nós estrearemos no dia 12 de julho, mas todos sabem o quanto vai ser difícil e importante, com muitos jogaços em poucas semanas!

SB – Como está o seu contrato com o Valencia? Você está livre para ir para a NBA a qualquer momento que desejar?

NDC – Tenho mais um ano de contrato com o Valencia, e posso optar pelo buyout no final desta temporada.

SB – Alguém da diretoria e/ou do corpo técnico do Spurs mantém contato com você e seu agente? Vocês têm alguma coisa combinada para a próxima temporada, como jogar a Summer League ou fazer parte da pré-temporada da equipe?

NDC – Sim, eu mantenho contato com o pessoal do Spurs e às vezes eles vêm me ver jogar. É muito importante para mim, pois eles me acompanham… E quando eles têm algumas coisas para dizer sobre meu jogo (o que eu faço de bom, ou o que preciso melhorar), eles acabam dando alguns toques.

SB – Você já falou com o Tony Parker sobre jogar no Spurs? Você mantém contato com ele por conta da equipe francesa? Você sabe se ele vai jogar o Eurobasket?

NDC – Eu nunca falei muito com o Tony sobre o Spurs porque neste momento eu estou na Europa. Nós mantemos contato quando podemos, e quando eu falo com o pessoal do Spurs, eles me mandam cumprimentos do Tony e eu pergunto sobre ele e o time… Se tudo correr dentro do normal, Tony deve estar com a França na Eurobasket, eu espero que todos os jogadores atendam se juntem à equipe neste ano.

Parker e De Colo juntos pela seleção francesa

SB – Se você planeja jogar no Spurs, em que papel você acha que se encaixaria melhor no esquema de Gregg Popovich? Um armador como Tony Parker ou um ala-armador como Manu Ginobili?

NDC – No momento, penso pouco sobre isso, mas há dois anos eu jogo bastante como um armador, e passei um pouco de tempo como ala-armador. Quero manter essas duas possibilidades no meu jogo.

SB – Você vê semelhanças entre você e Manu Ginobili? Os dois foram draftados pelo Spurs, ficaram mais um tempo na Europa e obtiveram sucesso como sexto homem.

NDC – Sim, no momento nossa trajetória no basquete é um pouco parecida, mas Ginobili sabe que ele pode jogar na Europa e na NBA, ele é um grande jogador. Eu preciso continuar trabalhando e melhorando meu jogo para ver o que acontece se um dia eu for para a NBA.

SB – Você conheceu Tiago Splitter quando ele estava no Caja Laboral? Você acha que ele pode ter sucesso na NBA?

NDC – Eu vi Splitter quando eu joguei contra ele, mas nada mais do que isso… Apenas “Olá, como você está?” e nada mais. Ele foi um bom jogador na Europa. Claro que é sempre diferente jogar na NBA, mas ele tem boas jogadas e pode aprender bastante no Spurs. Ele pode achar seu lugar neste time.

Colaboraram Bruno Pongas, Glauber da Rocha e Victor Moraes