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Afinal, quem é Dewayne Dedmon?

Por Vagner Vargas*

O San Antonio Spurs assinou contrato de dois anos e US$ 6 milhões com o pivô Dewayne Dedmon. Eu sei o que vocês estão pensando agora: “Dewayne quem?” Acertei, né? Pois aqui estou para falar um pouco mais sobre esse cara de 26 anos, que entrou na liga do jeito mais difícil – sem passar pelo Draft – e acaba de assinar seu primeiro contrato milionário.

Dedmon e Gasol vão ser colegas de Spurs (Charles King/Orlando Sentinel)

Primeiro, um breve histórico. Dedmon jogou pela Universidade de South Carolina (USC), onde teve médias de 7,1 pontos, 6,4 rebotes e 1,67 tocos em 51 partidas, sendo 49 como titular. Tentou a sorte no Draft de 2013, mas acabou passando em branco. Mesmo assim, achou seu caminho até a NBA, assinando com o Golden State Warriors. Na primeira temporada, jogou 11 partidas em Oakland, depois mais 11 no Philadelphia 76ers, e então chegou ao Orlando Magic.

Foi na terra da Disney que Dedmon se estabeleceu e cavou seu espaço na rotação. Nas duas primeiras temporadas, ganhou salários de US$ 300 mil e US$ 816,482 mil. Em 2015/2016, foi jogador do Magic pela bagatela de US$ 947,276 mil. Atuou em 50 partidas, com médias de 12,2 minutos, 1,9 pontos, 3,9 rebotes, 0,8 tocos e 1,9 faltas.

São números bem discretos para um cara de 26 anos. Então o que ele pode acrescentar?

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e os rumores sobre o Spurs

Em primeiro lugar, Dedmon é um pivô defensivo. Não espere vê-lo receber a bola de costas para a cesta e trabalhar seu jogo de pernas e habilidade para criar ou finalizar. Ele até ensaiou um jogo de média distância na última temporada, mas o impacto maior é mesmo na defesa.

O novo Spur tem uma capacidade atlética acima da média e usa isso para seu benefício, especialmente para pegar rebotes (na defesa e no ataque) e distribuir tocos. Some o físico vantajoso a muita raça e você terá um esboço do que Dedmon é dentro de quadra. Ele vai sempre se desdobrar pela equipe, dar o máximo de si, pular atrás daquela bola perdida, lutar por todos os rebotes possíveis e, talvez o mais importante, estar ciente de suas limitações.

Do outro lado da quadra, Dedmon e sua figura imponente são boas opções para trabalhar o pick and roll. O novo pivô da equipe de San Antonio tem bom senso de posicionamento e movimentação após o bloqueio e frequentemente surge como opção de passe embaixo da cesta ou mesmo em pontes-aéreas. Ofensivamente estas são suas principais características, além do posicionamento, da força e da já falada vontade em buscar rebotes ofensivos.

A grande dificuldade de Dedmon enquanto esteve no Magic, time pelo qual ele chegou a ser titular 20 vezes na temporada passada devido à lesão do titular Nikola Vucevic, é permanecer em quadra. Frequentemente ele sofreu com o excesso de faltas, muitas ocasionadas pelo excesso de vontade na hora de dar o toco ou segurar o pivô adversário no post up. O reforço do Spurs é melhor na ajuda do que na marcação primária, onde demonstrou ter mais dificuldade de trabalhar. Às vezes também cometeu excessos ao dobrar a marcação, o que resultou em algumas faltas frustrantes: para ele, para o time e para o torcedor.

Com Dedmon, o Spurs e o técnico Gregg Popovich ganham um pivô apto a realizar o trabalho sujo. Se a franquia conseguir canalizar a imensa vontade do jogador para o bem, afastando-o das faltas, terá no mínimo um protetor de aro e reboteiro decente nas mãos. Não será a solução de todos os problemas, mas é uma peça com características interessantes para colocar em quadra contra determinados adversários e em situações específicas.

* Vagner Vargas é blogueiro no High Five e torcedor do Magic

Três formas de parar Curry e o irresistível Warriors

16 vitórias em 16 jogos, melhor início da história da NBA…

Esse é o Golden State Warriors de Stephen Curry, que vem pulverizando rivais e já ameaça o recorde do Chicago Bulls de 72 vitórias e dez derrotas, conquistado em 1995/1996.

Quem vai pará-lo? (Foto: Getty Images)

Quem vai pará-lo? (Getty Images)

O assunto da moda na imprensa internacional é quem vai parar a franquia californiana e quando isso vai acontecer. Isso pode ocorrer a qualquer momento, claro, mas pelo que o Warriors vem jogando até aqui, vai ser difícil esse recorde cair facilmente.

Na onda do tema, comecei a pensar em como parar esse time que já é um dos melhores da história da liga, sobretudo já visando o confronto do próximo 25 de janeiro contra o nosso San Antonio Spurs e uma eventual série de playoffs entre as duas equipes.

Pensei em três formas que um time pode usar para minimizar (porque pará-lo é impossível) sua principal estrela, o armador Stephen Curry. Vamos lá?

1. Reduzir seu volume com jogo físico e dobras

Stephen Curry é o cérebro do time. Ele arma, cria, arremessa, envolve seus companheiros… faz de tudo um pouco. Um caminho para minimizar o impacto seria pressioná-lo no fundo quadra – dobrando se preciso – e obrigá-lo a passar a bola o quanto antes.

A estratégia seria dobrar sempre que ele recebesse a bola, reduzindo assim seu volume de jogo e deixando seus companheiros com mais liberdade durante a partida. É uma estratégia arriscada, principalmente se pensarmos que o elenco da franquia californiana é bastante profundo e conta com outros jogadores de elite, mas poderia funcionar.

Na final da última temporada, contra o Cleveland Cavaliers, os momentos de maior sucesso de LeBron James e companhia aconteceram quando o camisa #30 foi seguidamente dobrado ou quando teve de lidar com uma defesa que o incomodou fisicamente, dando trombadas e o acompanhando o tempo todo sem se importar com os outros atletas em quadra. Veja alguns exemplos do bom trabalho defensivo do armador australiano Matthew Dellavedova:

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2. Dar a bola a Stephen Curry

O oposto do item anterior também seria uma estratégia válida. Dar espaço para o armador ter um alto volume de jogo e evitar que seus companheiros pontuem com facilidade pode funcionar, especialmente se Curry estiver em uma noite pouco inspirada (o que está bem difícil de acontecer). Eventualmente, o astro poderia marcar 30, 40 ou até 50 pontos contra o time que fizesse isso, mas seus colegas pontuariam abaixo de suas médias.

3. Cometendo poucos turnovers e sendo assertivo no ataque

Um dos carros-chefe do camisa #30 é a bola de três pontos no contra-ataque. Já cansamos de vê-lo pontuar aproveitando-se de adversários voltando descoordenados para a defesa após um turnover ou depois de um ataque mal executado.

Soa até meio clichê, mas evitar desperdícios será crucial para quem quiser batê-los. Trabalhar bem o ataque também é fundamental, pois uma ofensiva mal pensada fatalmente acarretará em contra-ataque com aquela bola de três mortal, como você pode ver a seguir:

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Já funcionou no passado…

O tipo de defesa física e com dobras que mencionei no item 1 funcionou especificamente no jogo entre Spurs e Warriors no último dia 5 de abril. Observe como Kawhi Leonard usa sua envergadura para desarmar o camisa #30 repetidas vezes.

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Sozinho, Leonard nem sempre vai conseguir minimizar Curry, pois leva desvantagem contra rivais mais rápidos (vide Chris Paul nos últimos playoffs). No entanto, seu porte e físico e envergadura definitivamente devem ajudar a atrapalhá-lo. A chave, além disso, é usar Tony Parker e sobretudo Patrick Mills em papel semelhante ao que Dellavedova fez nas finais.

Ou seja, o Spurs tem boas armas para reduzir o impacto do camisa #30, mas claro que isso vai depender muito de quanto Curry vai estar inspirado nos duelos, já que o armador é daqueles gênios que em dias iluminados nem a melhor defesa do mundo consegue parar.

Qual é o problema com Danny Green?

Danny Green acertou 41,8% dos tiros de três pontos que arriscou no último campeonato. Chegou a converter 43,7% na temporada 2011/2012, a melhor de sua trajetória até aqui. Tem aproveitamento de 41,5% na carreira. Porém, na atual campanha do San Antonio Spurs, transformou apenas 29,5% dos seus arremessos de longa distância em cestas. O que acontece com ele? Claro que há uma piora técnica e uma consequente queda na confiança do ala-armador. Mas também há outro fator que pode estar atrapalhando o jogador: a falta de mais especialistas no fundamento para dividir a atenção das defesas adversárias.

Green precisa voltar a arremessar bem (Reprodução/nba.com/spurs)

No último campeonato, além de Green, outros três arremessadores faziam parte da rotação do Spurs regularmente: Patrick Mills, Marco Belinelli e Matt Bonner. Pois bem: ao longo da temporada 2013/2014, o ala-armador jogou 2.311 minutos, sendo 582 com o primeiro, 548 com o segundo e 212 com o terceiro. Além disso, o camisa #14 ficou em quadra por 260 minutos ao lado de Mills e Belinelli, por 117 ao lado de Mills e Bonner e por 62 ao lado de Belinelli e Bonner. Os quatro jogaram juntos por 60 minutos.

Isso significa que Green teve outro arremessador em quadra para dividir a atenção da defesa adversária em 843 minutos na última temporada, cerca de 36,5% do seu total jogado.

Na temporada 2014/2015, Belinelli está no Sacramento Kings, e Bonner praticamente deixou a rotação para que David West, uma das principais contratações do Spurs na última offseason, fosse incorporado. Por outro lado, Rasual Butler chegou para reforçar o elenco.

Green já jogou 372 minutos nesta temporada. Destes, 111 foram ao lado de Mills, e 38 ao lado de Butler. Os três estiveram juntos em quadra por 30 minutos. O camisa #14 ainda não dividiu a quadra por um minuto sequer com o Red Rocket no atual campeonato.

Em outras palavras, Green teve outro arremessador ao lado para ajudar a dividir a atenção dos adversários em 119 minutos na temporada, 32% do total.

De acordo com o site oficial da NBA, Green arriscou, neste campeonato, 26,2% de seus arremessos estando completamente livre – ou seja, com nenhum defensor a seis pés ou menos de distância dele. Na última temporada, esse índice foi de 28%.

Claro que outros fatores precisam entrar na conta, com a troca de Tiago Splitter por LaMarcus Aldridge no quinteto titular. Enquanto o primeiro era melhor passador e podia encontrar Green com maior facilidade no perímetro, o segundo é uma ameaça constante para a defesa quando está perto da cesta e tende a liberar mais espaço para o ala-armador. De qualquer modo, os números ajudam a entender a piora no desempenho do atleta.

Dilema no banco

Kyle Anderson fez excelente Summer League em Las Vegas e ajudou, ao lado de Jonathan Simmons, o San Antonio Spurs a conquistar o torneio. O ala foi eleito como melhor do campeonato ao registrar boas médias de 22 pontos e 5,8 rebotes por partida.

Anderson em ação contra o Heat (Reprodução/Pounding The Rock)

Anderson em ação contra o Heat (Pounding The Rock)

Depois deste começo de temporada animador, esperava-se que Anderson fosse ter um papel expressivo na equipe principal do técnico Gregg Popovich. Pois bem, sete jogos se passaram para o time de San Antonio desde o início da temporada regular, e o que estamos vendo até aqui é completamente diferente do que era esperado. O camisa #1 está jogando mal e, sem confiança, vem perdendo espaço para o veterano Rasual Butler.

Por que Anderson está jogando mal?

Simplesmente porque ele é incompatível com a segunda unidade do Spurs. Como vimos na Summer League, Anderson é aquele tipo de jogador cerebral, que precisa ter a bola e conduzir o jogo para ser realmente útil. Observe o vídeo a seguir:

No time principal, no entanto, Manu Ginobili e Patty Mills têm esse papel no time reserva, forçando Anderson a atuar de uma forma que encobre suas habilidades, ou seja, sem a bola e dependendo muito do seu irregular arremesso e de sua inexistente velocidade.

Muito por isso, Pop dá mais espaço a Butler, que fez um bom trabalho sempre que entrou.

Em números: diferença entre Anderson e Butler até aqui (Foto: nba.com)

Em números, a diferença entre Anderson e Butler até aqui (nba.com)

E como encaixar Anderson no sistema?

Honestamente, acho improvável que o camisa #1 jogue como gosta ainda nesta temporada, ou seja, conduzindo a bola e comandando o ataque. É claro que muita coisa ainda vai acontecer, mas Anderson, pelo que estamos vendo até aqui, vai ter um papel bem limitado na segunda unidade do Spurs e jogará bons minutos apenas no garbage time. 

Vejo, porém, dois cenários em que o ala pode se encaixar – um a curto e outro a longo prazo:

A curto prazo, vejo o camisa #1 substituindo Ginobili em back-to-back games, ou seja, em jogos em dias seguidos. Popovich gosta de descansar seus velhinhos em partidas assim para evitar um desgaste desnecessário. Sem o argentino, Anderson terá mais liberdade para armar os reservas ao lado de Patty Mills, podendo mostrar o seu real valor.

A longo prazo, por fim, Ginobili vai se aposentar ao fim da temporada e abrirá uma vaga no elenco. Se tudo correr como esperado, Anderson deverá então herdar seu papel.

Obviamente, isso tudo é muito hipotético, mas tratam-se de possibilidades plausíveis.

Para melhorar

Para assumir o posto do camisa #20, Anderson precisa melhorar em alguns pontos.

No ataque, é primordial que o ala melhore seu arremesso. Como disse lá em cima, seu chute ainda é muito inconsistente e pouco confiável. Se melhorar nesse aspecto, Anderson pode se tornar uma peça interessante até para jogar como um spot-up shooter, ou seja, aquele jogador que fica no cantinho só esperando receber a bola livre para atirar (estilo Danny Green).

Na defesa, por outro lado, o camisa #1 está longe de ser um primor. Tem melhorado, é verdade, mas ainda precisa trabalhar muito para ser considerado bom. Sua velocidade (ou falta de) atrapalha seu desenvolvimento – tanto que o ala é conhecido como slow-mo, referência a slow motion (câmera lenta em inglês) – e é outro ponto que merece cuidados.

Enfim, ainda há muita coisa que Anderson precisa trabalhar para virar peça importante na segunda unidade e ainda há muita temporada por rolar. Pelo que vi até aqui, todavia, tenho preferido Butler, que é mais experiente e tem contribuído melhor nos dois lados da quadra.

Como Aldridge se encaixará no Spurs em nove gifs

LaMarcus Aldridge fez cinco jogos com o San Antonio Spurs na temporada. Tem médias boas (14,8 pontos e dez rebotes por jogo), mas se esperava um pouco dele neste início.

LaMarcus Aldridge Spurs

Tim Duncan e LaMarcus Aldridge (FoxSports)

Obviamente é o começo, nem deu tempo do camisa #12 aprender tudo sobre o sistema de jogo do treinador Gregg Popovich e de conhecer a fundo seus novos companheiros de equipe. Acho, particularmente, que o baixo aproveitamento de 41% nos arremessos de quadra vai melhorar consideravelmente no decorrer desta temporada.

É injusto criticar seus números até aqui, até porque é absolutamente normal que eles sejam menores do que no Portland TrailBlazers, equipe em que dominava as ações. Agora ele continua como protagonista, mas divide os holofotes com muitos outros atletas.

O intuito deste artigo, portanto, é tentar entender como o ala-pivô vai se encaixar no esquema ofensivo do Spurs. Para isso, criei gifs com o vídeo da vitória sobre o Boston Celtics, que foi quando Aldridge teve sua melhor partida até aqui pela equipe de San Antonio, e expliquei algumas jogadas em que ele teve considerável sucesso. Vamos lá?

1. Sendo isolado

Essa era uma jogada clássica do camisa #12 em Portland, quando se colocava de costas para a cesta de um lado da quadra, recebia a bola e via seus companheiros partirem para o outro lado, deixando-o sozinho contra seu marcador. Repare como ele recebe a bola de Tony Parker, encara David Lee e ganha dois lances-livres bem facilmente:

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De novo contra David Lee:

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Desta vez contra Jared Sullinger:

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E novamente contra Sullinger:

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Quatro jogadas semelhantes em apenas uma partida. Esse é um dos carros-chefe do ala-pivô, e Gregg Popovich certamente saberá como tirar proveito disso.

2. Atraindo a defesa e distribuindo o jogo

Mesmo cenário da jogada anterior. Aqui, Aldridge recebe a bola, atrai a defesa para dentro graças ao seu perigoso jogo de costas para a cesta e permite que o armador australiano Patrick Mills se desloque e fique livre para um arremesso de três pontos. BANG!

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3. Pick and roll

Uma jogada clássica do basquete e que funciona muito bem com um ala-pivô leve como Aldridge. Nela, ele sobe para fazer o corta-luz para o armador (Manu Ginobili, neste caso) e, após fazer a parede, parte livre rumo à cesta, recebendo a bola do argentino e concluindo o lance. A jogada terminou meio mal executada porque o camisa #12 perdeu o controle da bola no meio do caminho, mas deve ser uma arma que veremos muito ao longo da temporada.

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4. Pick and pop

Jogada mortal para pivôs com bom arremesso. Repare que Aldridge faz a parede para Parker, que parte para a cesta atraindo dois marcadores enquanto o camisa #12 se desloca para trás, livre. o camisa #12 recebe a bola e conclui um arremesso simples.

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5. Se posicionando na zona morta

Essa jogada é bem interessante. Repare que Tim Duncan se movimenta e faz um corta luz para Kawhi Leonard; enquanto isso acontece, Aldridge dá alguns passos tímidos para trás e fica posicionado esperando a bola. Leonard, aproveitando a parede de Duncan, parte para a cesta e se depara com a área pintada congestionada por quatro jogadores, entre eles Amir Johnson, encarregado de marcar o camisa #12. Com isso, o ala-pivô ficou livre na zona morta. O ala, inteligente, encontrou o companheiro livre para mais dois pontos.

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6. Agilidade embaixo da cesta

Outra jogada curiosa que tem funcionado e que o Spurs possivelmente continuará usando. Duncan recebe a bola de frente para a cesta e traz com ele um dos pivôs do Celtics. Repare como todo o time está espaçado pela quadra e como apenas Aldridge fica dentro da área verde. The Big Fundamental percebe que o camisa #12 está sozinho contra Lee e dá um passe inteligente para o companheiro, que gira sobre o defensor e fica sozinho para marcar.

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Existem dezenas de formas de usar Aldridge no ataque do Spurs. Essas foram apenas algumas delas que notei e que têm funcionado até aqui. Com o tempo e entrosamento, certamente o ala-pivô dará ainda mais trabalho para as defesas adversárias. Se vocês repararam em mais alguma coisa, deixem comentários e vamos debater.

Antes de encerrar por hoje, gostaria de compartilhar esse vídeo bem legal que o pessoal do BBALLBREAKDOWN fez antes do começo da temporada. Nele, eles explicam como Aldridge se encaixaria no ataque texano com base em vários lances dele em Portland. Vale a pena ver!

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