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Uma proposta de rotação pata o Spurs

Com apenas seis vitórias nos primeiros 18 jogos do campeonato, o San Antonio Spurs faz início de temporada historicamente ruim na era Gregg Popovich. A campanha abaixo da crítica já faz com que rumores de troca apareçam e com que torcedores cobrem mudanças imediatas no plantel. Mas será que não é possível obter um melhor desempenho com o elenco atual do alvinegro?

Murray e DeRozan em ação contra o Lakers; dupla não tem funcionado (Reprodução/nba.com/spurs)

Pop começou o ano com Dejounte Murray, Bryn Forbes, DeMar DeRozan, Trey Lyles e LaMarcus Aldridge formando seu quinteto titular. Recentemente, resolveu retomar o time que começava os jogos na temporada passada, sacando o armador e o ala-pivô e promovendo as entradas de Derrick White e Jakob Poeltl. Além disso, tem dado mais minutos a DeMarre Carroll, o que tira tempo de quadra de Marco Belinelli.

As mudanças tentam atacar dois problemas graves facilmente identificáveis. O primeiro deles é a defesa, costumeiramente um ponto forte dos times de Pop. O Spurs permitiu 115,3 pontos por jogo a seus adversários, sexta pior marca da NBA. As equipes que enfrentam o alvinegro marcam 113,8 pontos a cada 100 posses de bola, o que faz com que a equipe texana tenha a quinta pior defesa da liga.

Parte disso se dá graças à ausência de especialistas em defesa de perímetro na rotação. Na última parcial que fez do Spurs, o site NBA Math mostrou um pouco o tamanho do problema.

O gráfico mostra o resultado de cada jogador do Spurs em estatísticas avançadas dos dois lados da quadra. Quanto mais para direita um atleta aparece, melhor é seu desempenho ofensivo na temporada. Quanto mais para cima, melhor seu desempenho defensivo.

Em outras palavras, Bryn Forbes, Patty Mills e Marco Belinelli são os três piores defensores do Spurs na temporada segundo as métricas avançadas do site. O australiano compensa sendo o melhor jogador ofensivo do elenco desde o início do campeonato. Então, fica aqui a primeira proposta: trocar definitivamente os outros dois por Lonnie Walker e DeMarre Carroll na rotação.

O segundo problema claro do Spurs é a falta de compatibilidade de alguns dos seus principais jogadores. Murray, DeRozan e Aldridge funcionam melhor com a bola nas mãos e, juntos no time titular, não conseguiram fazer com que a equipe fluísse. Segundo o site oficial da NBA, o alvinegro ficou 238 minutos com os três em quadra nesta temporada e sofreu 71 pontos a mais do que marcou neste recorte. É o pior saldo de qualquer combinação de três jogadores do elenco. Assim, não é de se espantar que o armador tenha virado reserva.

O mesmo vale para combinações entre dois desses três atletas. O Spurs jogou 518 minutos com DeRozan e Aldridge juntos e sofreu 81 pontos a mais do que marcou. Com Murray e DeRozan juntos, são 264 minutos e saldo negativo de 83 pontos. Com Murray e Aldridge juntos, são 262 minutos e saldo negativo de 87 pontos. São as três piores marcas de qualquer dupla do alvinegro na temporada.

Será que separar Murray dos dois astros é a melhor solução? Eu particularmente acho que não. O armador tem como pontos fortes a defesa e os rebotes, mas não é um playmaker. Não tem criatividade e não combina com a movimentação de bola da segunda unidade, hoje capitaneada por Patty Mills e Rudy Gay.

Dos três, Aldridge é claramente quem joga melhor sem a bola. Tem 34,5% de aproveitamento nos arremessos de três pontos, contra 22,2% de Murray. Em estatística que assusta, DeRozan tentou apenas quatro bolas do perímetro na temporada e errou as quatro. Além disso, o ala-pivô se destaca no trabalho sujo. Pegou 37 rebotes de ataque na temporada, segunda melhor marca do elenco, perdendo apenas para os 41 de Poeltl. Se destaca também na proteção do aro, limitando os adversários a aproveitamento de 54,8% nos arremessos dados a menos de seis pés da cesta, ficando atrás somente dos 50% de Poeltl e dos 52% de Carroll no plantel. Por fim, é um dos melhores de toda a NBA em abrir espaço para companheiros pontuarem om corta-luzes.

Em outras palavras, Aldridge é o menos indicado para ser isolado dos outros dois. E as pistas dadas acima mostram que talvez esse papel caiba para DeRozan. Murray aparece no gráfico do NBA Math como melhor defensor do elenco na temporada, o que pode torná-lo mais adequado para um papel reduzido. Enquanto isso, o ala-armador dá 4,6 assistências por jogo, contra 4,3 do armador, e seu desempenho abaixo da crítica na defesa e nos arremessos do perímetro mostra que ele não tem muita utilidade quando não está com a bola em mãos. Então, que tal deixar o camisa #10 no comando da segunda unidade?

Claro que colocar um jogador com a grife de DeRozan no banco pode causar problemas no vestiário. Também pode tirar sua confiança, já que se trata de um atleta assumidamente frágil psicologicamente. Mas é possível mantê-lo no quinteto titular e substitui-lo cedo, devolvendo-o para a quadra com os arremessadores da segunda unidade.

Assim, o time titular poderia ter Murray puxando contra-ataques em alta velocidade e, no ataque de meia-quadra, teria como premissa acionar Aldridge no poste baixo. A falta de criatividade do armador poderia ser compensada com a presença de playmakers como White e Gay. Seguindo a mesma lógica, Walker poderia ser quem vem do banco de reservas para substituir DeRozan e completar esse quinteto.

A falta de espaçamento seria um problema, que poderia ser compensada caso a defesa funcionasse e Murray, Gay e Aldridge tivessem sucesso brigando por rebotes ofensivos.

Enquanto isso, DeRozan poderia ter um papel semelhante ao que Lou Williams tem no Los Angeles Clippers. O ala-armador da equipe angelina comanda uma segunda unidade baseada no seu entrosamento com Montrezl Harrell nos pick-and-rolls, com arremessadores cercando a dupla. O camisa #10 do Spurs poderia fazer o mesmo com Poeltl, com quem joga junto há quatro temporadas, aproveitando-se do espaçamento que Mills, Carroll e Lyles ofereceriam com suas bolas de três.

Assim, o time titular teria Murray, White, DeRozan, Gay e Aldridge. Walker entraria para substituir DeRozan, que passaria a comandar uma segunda unidade que contaria também com Mills, Carroll, Lyles e Poeltl. Uma abordagem que ao menos minimizaria os evidentes problemas que o Spurs vem apresentando na temporada.

Explorando cenários de troca com o Magic

Nessa semana, o jornalista Kevin O’Connor, do site americano The Ringer, noticiou que o Orlando Magic tem interesse de trocar por DeMar DeRozan, ala-armador do San Antonio Spurs. Será que uma possível negociação pode ajudar a equipe texana, que venceu apenas cinco das primeiras 11 partidas que fez na temporada 2019/2020 da NBA?

DeRozan em ação pelo Spurs contra o Minnesota Timberwolves (Reprodução/nba.com/spurs)

Na temporada, DeRozan tem médias de 20,1 pontos, 4,9 rebotes e 4,8 assistências em 33,3 minutos por exibição. É o maior cestinha e quem dá mais passes decisivos de todo o elenco. Por isso, para liberar o camisa #10, o Spurs teria de dar um jeito de compensar sua produção ofensiva.

Além disso, a saída de DeRozan realçaria um dos principais problemas do alvinegro texano: a falta de tamanho no perímetro. Considerando que Lonnie Walker e DeMarre Carroll estão fora da rotação e que Rudy Gay hoje é um ala-pivô, o camisa #10, de 2,01m de altura, é o maior entre os jogadores das posições 1 e 3, à frente de Dejounte Murray e Marco Belinelli, que têm 1,96m, Derrick White, que tem 1,93m, Bryn Forbes, que tem 1,91, e Patty Mills, que tem 1,83.

Em outras palavras, o Spurs precisaria de ao menos um ala alto e capaz de contribuir no ataque para continuar competitivo sem DeRozan. Também poderia pegar jovens e escolhas de Draft em uma possível troca, mas esse caminho não fez parte da filosofia da franquia desde a chegada de Tim Duncan em 1997.

Considerando que o Magic dificilmente trocaria Jonathan Isaac, a franquia de Orlando tem três jogadores que poderiam atender às necessidades do Spurs: Aaron Gordon, de 2,03m, Evan Fournier, de 2,01m, e Terrence Ross, de 1,98m. Será possível adquiri-los?

Nesta temporada, DeRozan tem salário de US$ 27.739.975,00, e o jogador tem a opção unilateral de renovar pelo mesmo valor para 2020/2021 ou se tornar agente livre irrestrito na próxima offseason. Isso significa que o ala-armador ganha mais do que os três jogadores do Magic citados, mas fica sem contrato antes de dois deles.

Fournier é o segundo maior cestinha do Magic na temporada. Sustenta médias de 15,3 pontos, 3,3 rebotes e 3,1 assistências em 28,5 minutos por exibição, com aproveitamento de 38,2% nos arremessos de três pontos. Tem contrato com estrutura parecida com a do vínculo de DeRozan: ganha US$ 17.150.00,00 milhões nesta temporada e tem a opção unilateral de renovar pelo mesmo valor para 2019/2020 ou se tornar agente livre na próxima offseason.

Gordon, por sua vez, é quem tem o contrato mais indigesto. Tem mais três anos garantidos pela frente, com salário que vai diminuindo: ganha US$ 19.863.636,00 nesta temporada, US$ 18.136.364,00 na próxima e US$ 16.409.091,00 em 2021/2022. Na temporada, o ala tem médias de 14 pontos, 6,2 rebotes e 3,1 assistências em 31,1 minutos por exibição, convertendo 31,7% de seus arremessos de três pontos e se destacando pela forte defesa.

Por fim, Ross tem mais quatro anos de contrato garantido pela frente, ganhando US$ 12.500.000,00 nesta temporada, US$ 13.500.000,00 na próxima, US$ 12.500.000,00 em 2020/2021 e US$ 11.500.000,00 em 2021/2022. Reserva nesta campanha, tem médias de 9,1 pontos e três rebotes em 22,6 minutos por exibição, convertendo 23,9 minutos por exibição. O Spurs já teve interesse no ala no passado.

Isto posto, o melhor cenário para o Spurs seria adquirir Fournier na troca. Assim, teria o ala sob contrato no máximo até o fim da próxima temporada, o que coincidiria com o fim dos vínculos de Aldridge, Gay e Mills, entre outro. Hoje, a franquia texana só tem Murray com salário garantido para 2021/2022.

Porém, uma troca pau a pau entre Spurs e Fournier não funcionaria porque o Magic estouraria o teto salarial permitido pela NBA. A transação poderia funcionar se a franquia texana enviasse junto o ala-pivô Chimezie Metu, dono do menor ordenado do elenco, e recebesse também o armador DJ Augustin, que tem salário expirante de US$ 7.250.000,00.

Se sob o ponto de vista salarial adquirir Fournier parece a opção mais vantajosa, esportivamente a melhor aposta seria Gordon. Trata-se de um ala de 24 anos, com grande capacidade e versatilidade defensiva e que teria considerável potencial de crescimento atuando no Spurs, uma franquia que nos últimos anos tem histórico de desenvolvimento de jogadores muito melhor que o do Magic.

Como o salário de Gordon é maior do que o de Fournier, o Spurs poderia aproveitar para envolver Belinelli, que vem de começo de temporada abaixo da crítica, na troca. De qualquer modo, teria que receber junto o expirante de Augustin para fazer a transação funcionar.

O Spurs também pode pedir pacotes que incluam Ross se assim desejar. Ao adquirir mais salários considerados ruins, a franquia texana teria mais chances de conseguir escolhas de Draft em uma possível transação. Mas por enquanto o ala não é elegível para troca, já que seu contrato foi assinado na última offseason. O mesmo vale para seus colegas de equipe Michael Carter-Williams, Al-Farouq Aminu, Amile Jefferson, Nikola Vucevic e Khem Birch. Do lado texano, estão nesta situação DeMarre Carroll, Rudy Gay e Trey Lyles. Todos estes jogadores só podem ser negociados a partir do dia 15 de dezembro.

Com Fournier ou Gordon, o Spurs conseguiria alguém capaz de contribuir ofensivamente e que funcionaria melhor sem a bola do que DeRozan, o que seria um encaixe melhor em uma equipe titular que já conta com Murray e Aldridge. Resta saber se a franquia priorizaria a melhor opção salarial ou esportiva caso decidisse trocar seu astro.

Quem o Spurs escolheu no Draft de 2019

Um ala-pivô e dois alas-armadores: esse foi o saldo do San Antonio Spurs no Draft de 2019, realizado nessa quinta-feira (20), em Nova York. Carente principalmente de opções para as posições 3 e 4, a franquia texana, que tradicionalmente seleciona o melhor jogador disponível, parece ter olhado com um pouco mais de carinho para as necessidades de seu elenco ao escolher Luka Samanic na 19ª colocação e Keldon Johnson na 29ª. Na segunda rodada, o alvinegro fugiu um pouco do script ao fisgar Quinndary Weatherspoon na 49ª posição.

Como dito na análise pré-Draft do Spurs Brasil, as alas foram o principal problema do time de San Antonio na temporada 2018/2019. Entre as opções disponíveis, apenas DeMar DeRozan e Davis Bertans seguem sob contrato. Rudy Gay é agente livre irrestrito, embora a imprensa americana trabalhe com a informação de que ele tende a renovar contrato com a franquia.

Vale lembrar, porém, a postura conservadora que o treinador Gregg Popovich costuma adotar com os seus novatos. A maioria não costuma ganhar muitos minutos competitivos, especialmente em jogos importantes. Com isso, é de se esperar que Samanic e Johnson vão passar um ano prioritariamente se desenvolvendo e aprendendo o esquema tático do time no Austin Spurs antes de tentarem entrar na rotação da equipe de San Antonio.

Se de fato manter Gay e não renovar com Quincy Pondexter, Dante Cunningham e Donatas Motiejunas, o Spurs terá 12 jogadores sob contrato para a temporada 2019/2020. Com Samanic e Johnson, esse número sobe para 14, deixando só uma vaga aberta. Ela pode ser um de agente livre, de um stash como Nikola Milutinov ou de Weatherspoon, que também pode assinar um contrato no formato two-way. Em outras palavras, as grandes novidades para a próxima campanha devem ser o retorno de lesão de Dejounte Murray e o processo de maturação de Lonnie Walker e Chimezie Metu, que concluíram o tal ano de adaptação na G-League e podem enfim disputar tempo de quadra na equipe de Popovich.

Isto posto, vamos ao que se pode esperar dos novos jogadores ligados ao Spurs a médio e longo prazo. Para isso, tomemos como base análises de Jonathan Givony, da ESPN, e Sam Vecenie, do The Athletic, respeitados analistas de prospectos da imprensa americana.

Luka Samanic

Comissário da NBA, Adam Silver recebe Luka Samanic (Reprodução/foxsports.com)

Comissário da NBA, Adam Silver recebe Luka Samanic (Reprodução/foxsports.com)

Quem acompanhou o noticiário ligado ao Spurs nas últimas semanas sabia o quanto a franquia estava interessada em Samanic. General Manager da franquia, R.C. Buford foi pessoalmente até a Europa para observar o jogador, que ainda fez treinos privados com representantes da comissão técnica do alvinegro e teve bom desempenho no Combine, principal evento pré-Draft para os prospectos de destaque. Porém, quando a escolha 19 chegou, nomes como Nassir Little e Brandon Clarke, que estavam projetados para o top 10, ainda estavam disponíveis, o que fez com que o recrutamento do europeu provocasse certa decepção.

Ala croata de 19 anos de idade e 2,10m de altura, Samanic teve médias de oito pontos (48,4% FG, 33,8% 3 PT, 72,2% FT) e 4,8 rebotes em 18,4 minutos por exibição na última temporada, sua primeira como profissional, defendendo as cores do Union Olimpija. Algumas das suas qualidades casam perfeitamente com o que o Spurs costuma procurar e valorizar, já que trata-se de um jogador habilidoso, inteligente e com boa visão de quadra.

Com sua combinação de ferramentas físicas e técnicas, Samanic pode se tornar uma grande arma ofensiva no pick-and-roll. Isso porque tem capacidade para arremessar, para atacar o aro ou para passar a bola após receber passes em movimento. Além disso, pode jogar de costas para a cesta, pode espaçar a quadra como arremessador do perímetro e pode até mesmo usar a habilidade para atacar adversários mais lentos a partir do drible. Tudo isso porque, apesar do tamanho, se destaca pela coordenação motora, pela agilidade e pela fluidez dos movimentos.

Porém, apesar de saber fazer um pouco tudo, Samanic não é elite em nenhum fundamento ofensivo e ainda precisa trabalhar em todas as áreas do jogo. Além disso, costuma ter dificuldades para finalizar sob contato, e a tradicional temporada de novato em Austin será importantíssima para que ele aprenda a lidar com o nível de atleticismo da NBA. Por fim, precisa trabalhar também o aspecto mental, já que costuma reagir mal quando erra arremessos seguidos e precisa manter-se focado para ser consistente em momentos de adversidade.

Na defesa, a versatilidade de Samanic parece ser ainda mais importante do que no ataque. Isso porque o ala-pivô tem pés leves o bastante para defender jogadores de perímetro em trocas de marcação. Além disso, a dificuldade que ele tem para produzir sob contato ofensivamente não existe aqui, e sua capacidade de ser “duro” na marcação e na proteção do aro foi uma das maiores evoluções do seu jogo em sua primeira temporada como profissional.

Em outras palavras, se conseguir se desenvolver bem, Samanic pode atuar ao lado de qualquer jogador de garrafão do elenco do Spurs. Pode espaçar a quadra para LaMarcus Aldridge e Jakob Poeltl e pode jogar como pivô tradicional quando Davis Bertans ou Rudy Gay estiverem na posição 4. Além disso, tem potencial para formar dupla de interessante versatilidade dos dois lados da quadra com Chimezie Metu. Analisando o plantel, talvez tenha de fato um encaixe mais natural do que Brandon Clarke teria. Mas talvez a franquia se arrependa de não ter selecionado Nassir Little, que parece ser justamente o ala que a equipe estava precisando.

Keldon Johnson

Keldon Johnson com boné do Spurs (Reprodução/kentucky.com)

Quando a escolha 29 chegou, a maioria dos jogadores interessantes com tamanho de um ala moderno da NBA já havia sido escolhida. Neste cenário, restou ao Spurs selecionar Keldon Johnson. Ala-armador de 19 anos de idade e 1,98m de altura, acaba de concluir sua primeira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 13,5 pontos (46,1% FG, 38,1% 3 PT, 70,3% FT) e 5,9 rebotes em 30,7 minutos por exibição defendendo as cores de Kentucky. Com sua listagem oficial de tamanho, já se torna o segundo jogador mais alto de perímetro do elenco, superando Dejounte Murray, Marco Belinelli e Lonnie Walker, todos com 1,96m, e ficando atrás somente de DeMar DeRozan, que tem 2,01m.

Apesar de não ter exatamente a altura de que o Spurs sente falta, Johnson compensa com força física e uma enorme envergadura, o que pode fazer até com que ele exerça a função de Rudy Gay como um ala-pivô mais leve em escalações mais baixas. Além disso, tem outras virtudes que podem ser muito úteis nesse plantel. Entre elas, duas chamam atenção por serem características que a franquia costuma valorizar: a dedicação na defesa e o caráter no vestiário, que combina bem com a cultura que o alvinegro tenta desenvolver.

É justamente na defesa que Johnson pode encontrar seu caminho para o sucesso no Spurs. Marcador e reboteiro competitivo, costuma jogar deste lado da quadra com firmeza, confiança e intensidade. Por isso, é de se imaginar que o ala-armador pode ser alguém útil mesmo se não evoluir muito em outras habilidades. Porém, ainda precisa desenvolver um pouco seus instintos e aprender como pode ser efetivo ao tentar conter jogadores menores e mais rápidos.

No ataque, Johnson pode usar a força física para atacar o aro se tiver uma rota aberta para isso, especialmente em transição, e é capaz de converter bolas de três pontos se estiver livres e com os dois pés estabelecidos no chão. Porém, não é um arremessador dinâmico, tem uma mecânica lenta e não consegue produzir para ele mesmo ofensivamente com consistência.

Em outras palavras, o prospecto pode se tornar um complemento útil em um elenco cheio de jogadores capazes de criarem com a bola nas mãos, como Dejounte Murray, Derrick White, DeMar DeRozan e LaMarcus Aldridge. Qualquer coisa além disso será uma agradável surpresa.

Quinndary Weatherspoon

Vai demorar até a gente aprender a escrever Weatherspoon (Reprodução/clarionledger.com)

Na segunda rodada, em uma altura em que o Draft já estava caminando para a sua reta final, o Spurs pareceu olhar menos para as necessidades do elenco e simplesmente pegou o jogador que mais lhe interessava. Ala-armador de 22 anos de idade e 1,93m de altura, Quinndary Weatherspoon acaba de concluir a sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 18,5 pontos (50,8% FG, 39,6% 3 PT, 80,9% FT) e 4,7 rebotes em 34 minutos por exibição defendendo as cores de Mississippi State.

A princípio, é difícil imaginar como um jogador desse tamanho pode entrar em uma rotação que tem Dejounte Murray, Patty Mills, Bryn Forbes, Derrick White, DeMarDeRozan e Marco Belinelli para as posições 1 e 2. Mas Weatherspoon compensa a falta de altura com envergadura típica de um ala-pivô e muita força física, o que dá ao jogador muita versatilidade, especialmente na defesa. Assim, é comparado a Gary Harris, titular do Denver Nuggets.

A velocidade dos seus pés, seu espírito competitivo e sua perícia em antecipações fazem com que Weatherspoon seja uma escolha de valor nesta altura do Draft. Além disso, ele se tornou um arremessador confiável em sua última temporada na NCAA, convertendo bolas de três pontos quando conseguia plantar os dois pés no chão apesar da mecânica lenta. Além disso, pode funcionar como um condutor de bola secundário, já que é capaz de criar a partir do pick-and-roll.

O ala-armador se apresentou bem no Portsmouth Invitational e no Draft Combine, dois importantes eventos para prospectos nos Estados Unidos no processo que antecede o recrutamento de calouros, e foi premiado com a escolha do Spurs. Agora, vai precisar batalhar muito para conseguir cavar uma vaga no elenco profissional e se firmar na rotação de Popovich.

Como o Spurs se planeja para o Draft de 2019

Quem acompanhou a NBA nas últimas temporadas pôde perceber a importância que alas grandes, fortes e rápidos tem ganhado ao redor da liga. Os playoffs deste ano tiveram Kawhi Leonard como MVP das finais, com Kevin Durant e Giannis Antetokounmpo tendo campanhas de destaque. Até mesmo coadjuvantes como Rodney Hood e James Ennis foram fatores de desequilíbrio em jogos importantes. Pois bem: restando poucos dias para o Draft, o San Antonio Spurs não tem um jogador do tipo no elenco. Dono das escolhas 19, 29 e 49 no recrutamento de calouros, a franquia texana age como quem tem consciência da carência.

Gregg Popovich e RC Buford têm decisões pela frente (Jesse D. Garrabrant/NBAE/Getty Images)

Entre os 11 jogadores que o Spurs têm sob contrato para 2019/2020, só dois têm o tamanho de um desses alas e experiência na NBA: DeMar DeRozan e Davis Bertans. O primeiro é o melhor jogador de perímetro do elenco ofensivamente, mas suas dificuldades na defesa e nas bolas de três pontos o limitam dadas as exigências do basquete moderno. O segundo teve grandes momentos pela equipe e chegou a ser um dos melhores arremessadores de longa distância da liga, mas sofre para ter sequência e produzir de maneira consistente. Lonnie Walker e Chimezie Metu vêm de temporada como novatos e podem ser projetos para as posições 3 e 4, respectivamente, mas ainda precisam provar que têm potencial para isso em quadra.

Único jogador do elenco da temporada passada com tamanho de um ala moderno e capaz de contribuir com relativa consistência dos dois lados da quadra, Rudy Gay é agente livre irrestrito – assim como Dante Cunningham e Quincy Pondexter, contratados em uma tentativa mal sucedida de suprir a carência do plantel nas posições 3 e 4. Os três podem negociar livremente com qualquer franquia a partir do próximo dia 1º e têm futuro indefinido.

Diante da situação, a franquia parece agir como quem está ciente da situação. Entre os prospectos que tiveram alguma ligação especulada com o alvinegro, os alas se destacam em quantidade e qualidade. O HoopsHype juntou os jogadores que foram convidados para treinos privados com o Spurs desde o início do processo pré-Draft. Veja abaixo quem são e o que especialistas dos sites ESPN e The Athletic dizem sobre os alas que aparecem na lista.

Sekou Doumbouya

Ala francês de 18 anos de idade e 2,06m de altura, Sekou Doumbouya vem de sólida temporada profissional em seu país natal, na qual teve médias de 7,2 pontos (47,8% FG, 31,5% 3PT, 75,6% FT) e três rebotes em 18,1 minutos por partida pelo CSP Limoges. Jovem, mostrou bom desempenho após se recuperar de lesão no pulso e encanta pelas ferramentas físicas, podendo se tornar um versátil jogador que transita entre as posições 3, 4 e 5 sem dificuldades. Apesar de cru, chama a atenção pelo potencial defensivo e tem feito um processo pré-Draft forte. Por isso, deve sair antes mesmo da décima escolha, o que dificulta o acesso do Spurs a ele.

Brandon Clarke

Ala-pivô de 22 anos de idade e 2,03m de altura, Brandon Clarke acaba de concluir sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 16,9 pontos (68,7% FG, 26,7% 3 PT, 69,4% FT) e 8,6 rebotes em 28,1 minutos por jogo em Gonzaga. Um dos mais velhos do Draft, vem de campanha produtiva e pode estar pronto para contribuir imediatamente com atleticismo, proteção de aro e capacidade de fazer trocas na marcação. Deve sair a partir da 11ª posição e, como um pouco de sorte, pode acabar sobrando na 19º.

Grant Williams

Ala de 20 anos de idade e 2,01m de altura, Grant Williams acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 18,8 pontos (56,4% FG, 32,6% 3 PT e 81,9% FT), 7,5 rebotes e 3,2 assistências em 31,9 minutos por jogo em Tennessee. Sua suposta falta de atleticismo, mobilidade e arremesso faz com que o jogador caia nas projeções e seja uma opção viável para a 29ª escolha, mas suas qualidades fazem com que ele seja candidato a maior steal do Draft. Algumas delas condizem com o que o Spurs costuma procurar: maturidade dentro e fora de quadra, ética de trabalho e bom entendimento do jogo. Além disso, sua força física o faz ser comparado a jogadores como Draymond Green e PJ Tucker, que cansaram de provar seu valor na liga nas últimas temporadas.

Luka Samanic

Ala croata de 19 anos de idade e 2,10m de altura, Luka Samanic teve médias de oito pontos (48,4% FG, 33,8% 3 PT, 72,2% FT) e 4,8 rebotes em 18,4 minutos por exibição na última temporada, sua primeira como profissional, defendendo as cores do Union Olimpija. É difícil imaginar que o Spurs não vai usar uma de suas duas escolhas com ele: o general manager R.C. Buford foi até a Europa para observá-lo, ele foi treinar em San Antonio com representantes da franquia, e o Spurs Brasil apurou que circula entre scouts a informação de que ele agradou à diretoria e à comissão técnica. Habilidoso e inteligente, o jogador pode ver sua cotação despencar porque planeja ir para a NBA imediatamente apesar da pouca experiência, o que pode fazer com que ele esteja disponível no fim da primeira rodada.

Nic Claxton

Ala-pivô de 20 anos de idade e 2,11m de altura, Nic Claxton acaba de concluir sua segunda temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 13 pontos (46% FG, 28,1% 3 PT, 64,1% FT) e 8,6 rebotes em 31,6 minutos por exibição em Georgia. Apesar de fraco fisicamente, chama a atenção por seu potencial defensivo, sua mobilidade e sua habilidade com a bola na mão. Pode estar disponível na escolha 29, mas dificilmente chegará até a 49.

Dylan Windler

Ala de 22 anos de idade e 2,03m de altura, Dylan Windler acaba de concluir sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 21,3 pontos (54% FG, 42,9% 3 PT, 84,7% FT) e 10,8 rebotes em 33,2 minutos por jogo em Belmont. Com bom arremesso e boa defesa, tem habilidades necessárias para ser um coadjuvante útil a qualquer equipe. Provavelmente estará disponível na escolha 29, mas só sobrará na 49 com muita sorte.

Darius Bazley

Ala de 19 anos de idade e 2,06m de altura, Darius Bazley escolheu uma rota alternativa para chegar à NBA. Após se formar no basquete colegial, preferiu ficar um ano treinando de olho no Draft em vez de ir para a NCAA. Por isso, sua cotação caiu, o que o torna uma das possíveis steals do Draft. Sua combinação de tamanho, ritmo de arremessos e potencial como condutor de bola o transformam em um prospecto interessante, que ainda pode estar disponível quando a escolha 29 chegar. Ainda um pouco fraco fisicamente, pode precisar de tempo antes de conseguir competir no nível que a liga profissional americana de basquete exige.

Isaiah Roby

Ala de 21 anos de idade e 2,03m de altura, Isaiah Roby acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 11,8 pontos (45,4% FG, 33,3% 3 PT, 67,7% FT) e 6,9 rebotes em 31,2 minutos por exibição por Nebraska. Tem bom tamanho, boa mobilidade e potencial para se tornar um arremessador consistente, mas é fisicamente fraco, o que gera algumas preocupações sobre como seu jogo pode ser traduzido para a NBA. De qualquer modo, pode estar disponível quando a escolha 49 chegar.

Outras opções

Além dos alas listados pelo HoopsHype, o site mostra que o Spurs convidou para treinos os armadores Tyler Herro e Kevin Porter, que têm bom tamanho e podem até quebrar um galho defendendo jogadores da posição 3, e os pivôs Goga Bitadze e Naz Reid. Vale lembrar que, apesar da clara carência nas alas, a franquia costuma draftar sempre o melhor jogador disponível. Em outras palavras, não será surpresa se os escolhidos forem de outras funções.

Por fim, o Spurs Brasil apurou que existe, entre scouts, a impressão de que a franquia gosta de outros dois prospectos como gosta de Samanic. O primeiro é Matisse Thybulle. Ala de 22 anos de idade e 1,96m de altura, acaba de concluir sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 9,1 pontos (41,5% FG, 30,5% 3 PT, 85,1% FT), 3,5 roubadas de bola, 3,1 rebotes e 2,3 tocos em 31,1 minutos por jogo em Washington. Considerado o melhor defensor de perímetro da NCAA durante a última campanha, pode causar um grande impacto se conseguir um arremesso consistente, missão que o alvinegro tem conseguido cumprir com excelência com seus jogadores. É projetado para o fim da primeira rodada e, com uma pitada de sorte, pode estar disponível na escolha 29.

O segundo deles é Jontay Porter. Pivô de 19 anos de idade e 2,08m de altura, vem de duas lesões seguidas no ligamento anterior cruzado do mesmo joelho, o que faz com que sua cotação despenque para o Draft. No entanto, sua capacidade de converter arremessos de longa distância, sua inteligência e sua visão de quadra fazem com que esse seja um prospecto observado pelo Spurs desde o ano passado. É forte candidato para a escolha 49.

Prévia de Nuggets x Spurs – Primeira rodada

LaMarcus Aldridge e Nikola Jokic vão travar o duelo mais importante da série (Reprodução/nba.com/spurs)

Depois de terminar a temporada regular na sétima colocação da Conferência Oeste, o San Antonio Spurs estreia nos playoffs contra o Denver Nuggets, que ficou com a vice-liderança na tabela de classificação. O armador Dejounte Murray deve ser a única baixa do alvinegro, enquanto o time do Colorado tem apenas o novato Michael Porter Jr. como desfalque.

Spurs e Nuggets começam a se enfrentar neste sábado (13), no Pepsi Center, casa do adversário. Na temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cada lado – o mandante sempre levou a melhor. Relembre como foram estes jogos.

Confrontos na temporada (2-2):

26/12/2018 – Spurs 111 vs 103 Nuggets

No primeiro confronto da temporada, disputado no AT&T Center, o Spurs venceu o Nuggets em grande exibição dos seus dois astros. DeMar DeRozan registrou 30 pontos, sete rebotes e cinco assistências, e LaMarcus Aldridge anotou 27 pontos e quatro rebotes.

29/12/2018 – Spurs 99 @ 102 Nuggets

Poucos dias depois do primeiro duelo, o Spurs visitou o Nuggets e lutou até o fim, mas acabou derrotado pelo então líder da Conferência Oeste. LaMarcus Aldridge se destacou de novo pelo alvinegro, dessa vez com 24 pontos, sete rebotes e três assistências.

04/03/2019 – Spurs 104 vs 103 Nuggets

Foi suado, mas o Spurs conseguiu vencer o Nuggets no AT&T Center na terceira vez em que as equipes se encontraram na temporada. O duelo, assim como a atual posição das equipes, marcou uma possível prévia da primeira rodada de playoffs. O destaque na ocasião foi DeMar DeRozan, que deixou a quadra com 24 pontos, sete assistências, seis rebotes e três roubadas de bola, enquanto LaMarcus Aldridge contribuiu com 22 pontos e nove rebotes.

03/04/2019 – Spurs 85 @ 113 Nuggets

Já no último mês da temporada regular, Gregg Popovich foi expulso com apenas 63 segundos de jogo, e o Spurs não foi páreo para o Nuggets no Colorado. LaMarcus Aldridge anotou 16 pontos, seis rebotes e três tocos e se destacou pelo alvinegro na partida.

Agora, chegou a hora de o Spurs medir forças com o Nuggets na série válida pela primeira rodada dos playoffs da Conferência Oeste. A seguir, blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam do confronto e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-lo. Confira abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Nuggets 4 a 2
O Spurs é um time que ainda está em reconstrução após a saída de Kawhi Leonard e que até mostrou bons momentos na temporada regular, mas agora tem pela frente um oponente que sobreviveu a uma campanha cheia de lesões e até chegou a brigar com o Golden State Warriors pela primeira colocação da Conferência Oeste. Tarefa difícil para o alvinegro, que terá de ver Gregg Popovich tirar um coelho da cartola se quiser se classificar. Para isso, Bryn Forbes e DeMar DeRozan não podem ser alvos fáceis dos adversários na defesa, e LaMarcus Aldridge não pode de jeito nenhum Nikola Jokic levar a melhor no possível duelo pessoal entre os dois. Se tudo isso acontecer, talvez a franquia de San Antonio possa sonhar com a classificação.
Peça-chave do Spurs:
LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Warriors:
Nikola Jokic

Sergio Neto

Palpite: Nuggets 4 a 2
Spurs e Nuggets vão aos playoffs com realidade distintas. A verdade é que os dois times surpreenderam na temporada. Enquanto a equipe de Denver conseguiu se manter no topo da Conferência Oeste com Nikola Jokic, um dos jogadores mais versáteis e dominantes da liga, o alvinegro, com as importantes baixas de Kawhi Leonard e Danny Green, lutou quase o campeonato todo pela classificação. Apesar de contar apenas com Paul Millsap com real experiência em pós-temporada, a franquia do Colorado leva vantagem, principalmente se Jamal Murray e Jokic jogarem no mais alto nível. Uma das chances de parar os dois é dobrando a marcação, o que pode dar liberdade para nomes como Will Barton e Paul Millsap. Apesar de ter ficado décadas sem perder os playoffs, Gregg Popovich dificilmente conseguirá um milagre, mas tem uma boa chance para o construir algo para o futuro da franquia. Vale lembrar que DeMar DeRozan precisará se provar após frustrantes participações com o Toronto Raptors nesta fase.
Peça-chave do Spurs: LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Warriors: Nikola Jokic

Olho neles!

Provavelmente o melhor jogador do Spurs na temporada, LaMarcus Aldridge chega aos playoffs com mais gente qualificada ao seu redor do que no ano passado, quando a equipe acabou derrotada por 4 a 1 para o Warriors ainda na primeira fase. Porém, o ala-pivô do alvinegro terá de batalhar com Paul Millsap e Nikola Jokic dentro do garrafão, o que torna a missão bem intragável. Se conseguir se destacar mesmo assim, dá à equipe de San Antonio uma chance. Na temporada, suas médias foram de 21,3 pontos e 9,2 rebotes em 33,2 minutos por jogo.

Se Jakob Poeltl for mantido como titular do Spurs nos playoffs, Nikola Jokic deve ser marcado por ele. Mas é inevitável o duelo com LaMarcus Aldridge nos minutos em que Gregg Popovich optar por mandar à quadra escalações mais baixas, e muita coisa pode ser decidida ali. Se o pivô do Nuggets levar a melhor no embate de astros, provavelmente uma classificação do alvinegro ficará impossível. Nesta temporada, o pivô sérvio foi candidato a MVP ao registrar médias de 20,1 pontos, 10,8 rebotes e 7,3 assistências em 31,3 minutos por exibição.