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Quem o Spurs escolheu no Draft de 2019

Um ala-pivô e dois alas-armadores: esse foi o saldo do San Antonio Spurs no Draft de 2019, realizado nessa quinta-feira (20), em Nova York. Carente principalmente de opções para as posições 3 e 4, a franquia texana, que tradicionalmente seleciona o melhor jogador disponível, parece ter olhado com um pouco mais de carinho para as necessidades de seu elenco ao escolher Luka Samanic na 19ª colocação e Keldon Johnson na 29ª. Na segunda rodada, o alvinegro fugiu um pouco do script ao fisgar Quinndary Weatherspoon na 49ª posição.

Como dito na análise pré-Draft do Spurs Brasil, as alas foram o principal problema do time de San Antonio na temporada 2018/2019. Entre as opções disponíveis, apenas DeMar DeRozan e Davis Bertans seguem sob contrato. Rudy Gay é agente livre irrestrito, embora a imprensa americana trabalhe com a informação de que ele tende a renovar contrato com a franquia.

Vale lembrar, porém, a postura conservadora que o treinador Gregg Popovich costuma adotar com os seus novatos. A maioria não costuma ganhar muitos minutos competitivos, especialmente em jogos importantes. Com isso, é de se esperar que Samanic e Johnson vão passar um ano prioritariamente se desenvolvendo e aprendendo o esquema tático do time no Austin Spurs antes de tentarem entrar na rotação da equipe de San Antonio.

Se de fato manter Gay e não renovar com Quincy Pondexter, Dante Cunningham e Donatas Motiejunas, o Spurs terá 12 jogadores sob contrato para a temporada 2019/2020. Com Samanic e Johnson, esse número sobe para 14, deixando só uma vaga aberta. Ela pode ser um de agente livre, de um stash como Nikola Milutinov ou de Weatherspoon, que também pode assinar um contrato no formato two-way. Em outras palavras, as grandes novidades para a próxima campanha devem ser o retorno de lesão de Dejounte Murray e o processo de maturação de Lonnie Walker e Chimezie Metu, que concluíram o tal ano de adaptação na G-League e podem enfim disputar tempo de quadra na equipe de Popovich.

Isto posto, vamos ao que se pode esperar dos novos jogadores ligados ao Spurs a médio e longo prazo. Para isso, tomemos como base análises de Jonathan Givony, da ESPN, e Sam Vecenie, do The Athletic, respeitados analistas de prospectos da imprensa americana.

Luka Samanic

Comissário da NBA, Adam Silver recebe Luka Samanic (Reprodução/foxsports.com)

Comissário da NBA, Adam Silver recebe Luka Samanic (Reprodução/foxsports.com)

Quem acompanhou o noticiário ligado ao Spurs nas últimas semanas sabia o quanto a franquia estava interessada em Samanic. General Manager da franquia, R.C. Buford foi pessoalmente até a Europa para observar o jogador, que ainda fez treinos privados com representantes da comissão técnica do alvinegro e teve bom desempenho no Combine, principal evento pré-Draft para os prospectos de destaque. Porém, quando a escolha 19 chegou, nomes como Nassir Little e Brandon Clarke, que estavam projetados para o top 10, ainda estavam disponíveis, o que fez com que o recrutamento do europeu provocasse certa decepção.

Ala croata de 19 anos de idade e 2,10m de altura, Samanic teve médias de oito pontos (48,4% FG, 33,8% 3 PT, 72,2% FT) e 4,8 rebotes em 18,4 minutos por exibição na última temporada, sua primeira como profissional, defendendo as cores do Union Olimpija. Algumas das suas qualidades casam perfeitamente com o que o Spurs costuma procurar e valorizar, já que trata-se de um jogador habilidoso, inteligente e com boa visão de quadra.

Com sua combinação de ferramentas físicas e técnicas, Samanic pode se tornar uma grande arma ofensiva no pick-and-roll. Isso porque tem capacidade para arremessar, para atacar o aro ou para passar a bola após receber passes em movimento. Além disso, pode jogar de costas para a cesta, pode espaçar a quadra como arremessador do perímetro e pode até mesmo usar a habilidade para atacar adversários mais lentos a partir do drible. Tudo isso porque, apesar do tamanho, se destaca pela coordenação motora, pela agilidade e pela fluidez dos movimentos.

Porém, apesar de saber fazer um pouco tudo, Samanic não é elite em nenhum fundamento ofensivo e ainda precisa trabalhar em todas as áreas do jogo. Além disso, costuma ter dificuldades para finalizar sob contato, e a tradicional temporada de novato em Austin será importantíssima para que ele aprenda a lidar com o nível de atleticismo da NBA. Por fim, precisa trabalhar também o aspecto mental, já que costuma reagir mal quando erra arremessos seguidos e precisa manter-se focado para ser consistente em momentos de adversidade.

Na defesa, a versatilidade de Samanic parece ser ainda mais importante do que no ataque. Isso porque o ala-pivô tem pés leves o bastante para defender jogadores de perímetro em trocas de marcação. Além disso, a dificuldade que ele tem para produzir sob contato ofensivamente não existe aqui, e sua capacidade de ser “duro” na marcação e na proteção do aro foi uma das maiores evoluções do seu jogo em sua primeira temporada como profissional.

Em outras palavras, se conseguir se desenvolver bem, Samanic pode atuar ao lado de qualquer jogador de garrafão do elenco do Spurs. Pode espaçar a quadra para LaMarcus Aldridge e Jakob Poeltl e pode jogar como pivô tradicional quando Davis Bertans ou Rudy Gay estiverem na posição 4. Além disso, tem potencial para formar dupla de interessante versatilidade dos dois lados da quadra com Chimezie Metu. Analisando o plantel, talvez tenha de fato um encaixe mais natural do que Brandon Clarke teria. Mas talvez a franquia se arrependa de não ter selecionado Nassir Little, que parece ser justamente o ala que a equipe estava precisando.

Keldon Johnson

Keldon Johnson com boné do Spurs (Reprodução/kentucky.com)

Quando a escolha 29 chegou, a maioria dos jogadores interessantes com tamanho de um ala moderno da NBA já havia sido escolhida. Neste cenário, restou ao Spurs selecionar Keldon Johnson. Ala-armador de 19 anos de idade e 1,98m de altura, acaba de concluir sua primeira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 13,5 pontos (46,1% FG, 38,1% 3 PT, 70,3% FT) e 5,9 rebotes em 30,7 minutos por exibição defendendo as cores de Kentucky. Com sua listagem oficial de tamanho, já se torna o segundo jogador mais alto de perímetro do elenco, superando Dejounte Murray, Marco Belinelli e Lonnie Walker, todos com 1,96m, e ficando atrás somente de DeMar DeRozan, que tem 2,01m.

Apesar de não ter exatamente a altura de que o Spurs sente falta, Johnson compensa com força física e uma enorme envergadura, o que pode fazer até com que ele exerça a função de Rudy Gay como um ala-pivô mais leve em escalações mais baixas. Além disso, tem outras virtudes que podem ser muito úteis nesse plantel. Entre elas, duas chamam atenção por serem características que a franquia costuma valorizar: a dedicação na defesa e o caráter no vestiário, que combina bem com a cultura que o alvinegro tenta desenvolver.

É justamente na defesa que Johnson pode encontrar seu caminho para o sucesso no Spurs. Marcador e reboteiro competitivo, costuma jogar deste lado da quadra com firmeza, confiança e intensidade. Por isso, é de se imaginar que o ala-armador pode ser alguém útil mesmo se não evoluir muito em outras habilidades. Porém, ainda precisa desenvolver um pouco seus instintos e aprender como pode ser efetivo ao tentar conter jogadores menores e mais rápidos.

No ataque, Johnson pode usar a força física para atacar o aro se tiver uma rota aberta para isso, especialmente em transição, e é capaz de converter bolas de três pontos se estiver livres e com os dois pés estabelecidos no chão. Porém, não é um arremessador dinâmico, tem uma mecânica lenta e não consegue produzir para ele mesmo ofensivamente com consistência.

Em outras palavras, o prospecto pode se tornar um complemento útil em um elenco cheio de jogadores capazes de criarem com a bola nas mãos, como Dejounte Murray, Derrick White, DeMar DeRozan e LaMarcus Aldridge. Qualquer coisa além disso será uma agradável surpresa.

Quinndary Weatherspoon

Vai demorar até a gente aprender a escrever Weatherspoon (Reprodução/clarionledger.com)

Na segunda rodada, em uma altura em que o Draft já estava caminando para a sua reta final, o Spurs pareceu olhar menos para as necessidades do elenco e simplesmente pegou o jogador que mais lhe interessava. Ala-armador de 22 anos de idade e 1,93m de altura, Quinndary Weatherspoon acaba de concluir a sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 18,5 pontos (50,8% FG, 39,6% 3 PT, 80,9% FT) e 4,7 rebotes em 34 minutos por exibição defendendo as cores de Mississippi State.

A princípio, é difícil imaginar como um jogador desse tamanho pode entrar em uma rotação que tem Dejounte Murray, Patty Mills, Bryn Forbes, Derrick White, DeMarDeRozan e Marco Belinelli para as posições 1 e 2. Mas Weatherspoon compensa a falta de altura com envergadura típica de um ala-pivô e muita força física, o que dá ao jogador muita versatilidade, especialmente na defesa. Assim, é comparado a Gary Harris, titular do Denver Nuggets.

A velocidade dos seus pés, seu espírito competitivo e sua perícia em antecipações fazem com que Weatherspoon seja uma escolha de valor nesta altura do Draft. Além disso, ele se tornou um arremessador confiável em sua última temporada na NCAA, convertendo bolas de três pontos quando conseguia plantar os dois pés no chão apesar da mecânica lenta. Além disso, pode funcionar como um condutor de bola secundário, já que é capaz de criar a partir do pick-and-roll.

O ala-armador se apresentou bem no Portsmouth Invitational e no Draft Combine, dois importantes eventos para prospectos nos Estados Unidos no processo que antecede o recrutamento de calouros, e foi premiado com a escolha do Spurs. Agora, vai precisar batalhar muito para conseguir cavar uma vaga no elenco profissional e se firmar na rotação de Popovich.

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Como o Spurs se planeja para o Draft de 2019

Quem acompanhou a NBA nas últimas temporadas pôde perceber a importância que alas grandes, fortes e rápidos tem ganhado ao redor da liga. Os playoffs deste ano tiveram Kawhi Leonard como MVP das finais, com Kevin Durant e Giannis Antetokounmpo tendo campanhas de destaque. Até mesmo coadjuvantes como Rodney Hood e James Ennis foram fatores de desequilíbrio em jogos importantes. Pois bem: restando poucos dias para o Draft, o San Antonio Spurs não tem um jogador do tipo no elenco. Dono das escolhas 19, 29 e 49 no recrutamento de calouros, a franquia texana age como quem tem consciência da carência.

Gregg Popovich e RC Buford têm decisões pela frente (Jesse D. Garrabrant/NBAE/Getty Images)

Entre os 11 jogadores que o Spurs têm sob contrato para 2019/2020, só dois têm o tamanho de um desses alas e experiência na NBA: DeMar DeRozan e Davis Bertans. O primeiro é o melhor jogador de perímetro do elenco ofensivamente, mas suas dificuldades na defesa e nas bolas de três pontos o limitam dadas as exigências do basquete moderno. O segundo teve grandes momentos pela equipe e chegou a ser um dos melhores arremessadores de longa distância da liga, mas sofre para ter sequência e produzir de maneira consistente. Lonnie Walker e Chimezie Metu vêm de temporada como novatos e podem ser projetos para as posições 3 e 4, respectivamente, mas ainda precisam provar que têm potencial para isso em quadra.

Único jogador do elenco da temporada passada com tamanho de um ala moderno e capaz de contribuir com relativa consistência dos dois lados da quadra, Rudy Gay é agente livre irrestrito – assim como Dante Cunningham e Quincy Pondexter, contratados em uma tentativa mal sucedida de suprir a carência do plantel nas posições 3 e 4. Os três podem negociar livremente com qualquer franquia a partir do próximo dia 1º e têm futuro indefinido.

Diante da situação, a franquia parece agir como quem está ciente da situação. Entre os prospectos que tiveram alguma ligação especulada com o alvinegro, os alas se destacam em quantidade e qualidade. O HoopsHype juntou os jogadores que foram convidados para treinos privados com o Spurs desde o início do processo pré-Draft. Veja abaixo quem são e o que especialistas dos sites ESPN e The Athletic dizem sobre os alas que aparecem na lista.

Sekou Doumbouya

Ala francês de 18 anos de idade e 2,06m de altura, Sekou Doumbouya vem de sólida temporada profissional em seu país natal, na qual teve médias de 7,2 pontos (47,8% FG, 31,5% 3PT, 75,6% FT) e três rebotes em 18,1 minutos por partida pelo CSP Limoges. Jovem, mostrou bom desempenho após se recuperar de lesão no pulso e encanta pelas ferramentas físicas, podendo se tornar um versátil jogador que transita entre as posições 3, 4 e 5 sem dificuldades. Apesar de cru, chama a atenção pelo potencial defensivo e tem feito um processo pré-Draft forte. Por isso, deve sair antes mesmo da décima escolha, o que dificulta o acesso do Spurs a ele.

Brandon Clarke

Ala-pivô de 22 anos de idade e 2,03m de altura, Brandon Clarke acaba de concluir sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 16,9 pontos (68,7% FG, 26,7% 3 PT, 69,4% FT) e 8,6 rebotes em 28,1 minutos por jogo em Gonzaga. Um dos mais velhos do Draft, vem de campanha produtiva e pode estar pronto para contribuir imediatamente com atleticismo, proteção de aro e capacidade de fazer trocas na marcação. Deve sair a partir da 11ª posição e, como um pouco de sorte, pode acabar sobrando na 19º.

Grant Williams

Ala de 20 anos de idade e 2,01m de altura, Grant Williams acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 18,8 pontos (56,4% FG, 32,6% 3 PT e 81,9% FT), 7,5 rebotes e 3,2 assistências em 31,9 minutos por jogo em Tennessee. Sua suposta falta de atleticismo, mobilidade e arremesso faz com que o jogador caia nas projeções e seja uma opção viável para a 29ª escolha, mas suas qualidades fazem com que ele seja candidato a maior steal do Draft. Algumas delas condizem com o que o Spurs costuma procurar: maturidade dentro e fora de quadra, ética de trabalho e bom entendimento do jogo. Além disso, sua força física o faz ser comparado a jogadores como Draymond Green e PJ Tucker, que cansaram de provar seu valor na liga nas últimas temporadas.

Luka Samanic

Ala croata de 19 anos de idade e 2,10m de altura, Luka Samanic teve médias de oito pontos (48,4% FG, 33,8% 3 PT, 72,2% FT) e 4,8 rebotes em 18,4 minutos por exibição na última temporada, sua primeira como profissional, defendendo as cores do Union Olimpija. É difícil imaginar que o Spurs não vai usar uma de suas duas escolhas com ele: o general manager R.C. Buford foi até a Europa para observá-lo, ele foi treinar em San Antonio com representantes da franquia, e o Spurs Brasil apurou que circula entre scouts a informação de que ele agradou à diretoria e à comissão técnica. Habilidoso e inteligente, o jogador pode ver sua cotação despencar porque planeja ir para a NBA imediatamente apesar da pouca experiência, o que pode fazer com que ele esteja disponível no fim da primeira rodada.

Nic Claxton

Ala-pivô de 20 anos de idade e 2,11m de altura, Nic Claxton acaba de concluir sua segunda temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 13 pontos (46% FG, 28,1% 3 PT, 64,1% FT) e 8,6 rebotes em 31,6 minutos por exibição em Georgia. Apesar de fraco fisicamente, chama a atenção por seu potencial defensivo, sua mobilidade e sua habilidade com a bola na mão. Pode estar disponível na escolha 29, mas dificilmente chegará até a 49.

Dylan Windler

Ala de 22 anos de idade e 2,03m de altura, Dylan Windler acaba de concluir sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 21,3 pontos (54% FG, 42,9% 3 PT, 84,7% FT) e 10,8 rebotes em 33,2 minutos por jogo em Belmont. Com bom arremesso e boa defesa, tem habilidades necessárias para ser um coadjuvante útil a qualquer equipe. Provavelmente estará disponível na escolha 29, mas só sobrará na 49 com muita sorte.

Darius Bazley

Ala de 19 anos de idade e 2,06m de altura, Darius Bazley escolheu uma rota alternativa para chegar à NBA. Após se formar no basquete colegial, preferiu ficar um ano treinando de olho no Draft em vez de ir para a NCAA. Por isso, sua cotação caiu, o que o torna uma das possíveis steals do Draft. Sua combinação de tamanho, ritmo de arremessos e potencial como condutor de bola o transformam em um prospecto interessante, que ainda pode estar disponível quando a escolha 29 chegar. Ainda um pouco fraco fisicamente, pode precisar de tempo antes de conseguir competir no nível que a liga profissional americana de basquete exige.

Isaiah Roby

Ala de 21 anos de idade e 2,03m de altura, Isaiah Roby acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 11,8 pontos (45,4% FG, 33,3% 3 PT, 67,7% FT) e 6,9 rebotes em 31,2 minutos por exibição por Nebraska. Tem bom tamanho, boa mobilidade e potencial para se tornar um arremessador consistente, mas é fisicamente fraco, o que gera algumas preocupações sobre como seu jogo pode ser traduzido para a NBA. De qualquer modo, pode estar disponível quando a escolha 49 chegar.

Outras opções

Além dos alas listados pelo HoopsHype, o site mostra que o Spurs convidou para treinos os armadores Tyler Herro e Kevin Porter, que têm bom tamanho e podem até quebrar um galho defendendo jogadores da posição 3, e os pivôs Goga Bitadze e Naz Reid. Vale lembrar que, apesar da clara carência nas alas, a franquia costuma draftar sempre o melhor jogador disponível. Em outras palavras, não será surpresa se os escolhidos forem de outras funções.

Por fim, o Spurs Brasil apurou que existe, entre scouts, a impressão de que a franquia gosta de outros dois prospectos como gosta de Samanic. O primeiro é Matisse Thybulle. Ala de 22 anos de idade e 1,96m de altura, acaba de concluir sua quarta e última temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 9,1 pontos (41,5% FG, 30,5% 3 PT, 85,1% FT), 3,5 roubadas de bola, 3,1 rebotes e 2,3 tocos em 31,1 minutos por jogo em Washington. Considerado o melhor defensor de perímetro da NCAA durante a última campanha, pode causar um grande impacto se conseguir um arremesso consistente, missão que o alvinegro tem conseguido cumprir com excelência com seus jogadores. É projetado para o fim da primeira rodada e, com uma pitada de sorte, pode estar disponível na escolha 29.

O segundo deles é Jontay Porter. Pivô de 19 anos de idade e 2,08m de altura, vem de duas lesões seguidas no ligamento anterior cruzado do mesmo joelho, o que faz com que sua cotação despenque para o Draft. No entanto, sua capacidade de converter arremessos de longa distância, sua inteligência e sua visão de quadra fazem com que esse seja um prospecto observado pelo Spurs desde o ano passado. É forte candidato para a escolha 49.

Prévia de Nuggets x Spurs – Primeira rodada

LaMarcus Aldridge e Nikola Jokic vão travar o duelo mais importante da série (Reprodução/nba.com/spurs)

Depois de terminar a temporada regular na sétima colocação da Conferência Oeste, o San Antonio Spurs estreia nos playoffs contra o Denver Nuggets, que ficou com a vice-liderança na tabela de classificação. O armador Dejounte Murray deve ser a única baixa do alvinegro, enquanto o time do Colorado tem apenas o novato Michael Porter Jr. como desfalque.

Spurs e Nuggets começam a se enfrentar neste sábado (13), no Pepsi Center, casa do adversário. Na temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cada lado – o mandante sempre levou a melhor. Relembre como foram estes jogos.

Confrontos na temporada (2-2):

26/12/2018 – Spurs 111 vs 103 Nuggets

No primeiro confronto da temporada, disputado no AT&T Center, o Spurs venceu o Nuggets em grande exibição dos seus dois astros. DeMar DeRozan registrou 30 pontos, sete rebotes e cinco assistências, e LaMarcus Aldridge anotou 27 pontos e quatro rebotes.

29/12/2018 – Spurs 99 @ 102 Nuggets

Poucos dias depois do primeiro duelo, o Spurs visitou o Nuggets e lutou até o fim, mas acabou derrotado pelo então líder da Conferência Oeste. LaMarcus Aldridge se destacou de novo pelo alvinegro, dessa vez com 24 pontos, sete rebotes e três assistências.

04/03/2019 – Spurs 104 vs 103 Nuggets

Foi suado, mas o Spurs conseguiu vencer o Nuggets no AT&T Center na terceira vez em que as equipes se encontraram na temporada. O duelo, assim como a atual posição das equipes, marcou uma possível prévia da primeira rodada de playoffs. O destaque na ocasião foi DeMar DeRozan, que deixou a quadra com 24 pontos, sete assistências, seis rebotes e três roubadas de bola, enquanto LaMarcus Aldridge contribuiu com 22 pontos e nove rebotes.

03/04/2019 – Spurs 85 @ 113 Nuggets

Já no último mês da temporada regular, Gregg Popovich foi expulso com apenas 63 segundos de jogo, e o Spurs não foi páreo para o Nuggets no Colorado. LaMarcus Aldridge anotou 16 pontos, seis rebotes e três tocos e se destacou pelo alvinegro na partida.

Agora, chegou a hora de o Spurs medir forças com o Nuggets na série válida pela primeira rodada dos playoffs da Conferência Oeste. A seguir, blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam do confronto e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-lo. Confira abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Nuggets 4 a 2
O Spurs é um time que ainda está em reconstrução após a saída de Kawhi Leonard e que até mostrou bons momentos na temporada regular, mas agora tem pela frente um oponente que sobreviveu a uma campanha cheia de lesões e até chegou a brigar com o Golden State Warriors pela primeira colocação da Conferência Oeste. Tarefa difícil para o alvinegro, que terá de ver Gregg Popovich tirar um coelho da cartola se quiser se classificar. Para isso, Bryn Forbes e DeMar DeRozan não podem ser alvos fáceis dos adversários na defesa, e LaMarcus Aldridge não pode de jeito nenhum Nikola Jokic levar a melhor no possível duelo pessoal entre os dois. Se tudo isso acontecer, talvez a franquia de San Antonio possa sonhar com a classificação.
Peça-chave do Spurs:
LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Warriors:
Nikola Jokic

Sergio Neto

Palpite: Nuggets 4 a 2
Spurs e Nuggets vão aos playoffs com realidade distintas. A verdade é que os dois times surpreenderam na temporada. Enquanto a equipe de Denver conseguiu se manter no topo da Conferência Oeste com Nikola Jokic, um dos jogadores mais versáteis e dominantes da liga, o alvinegro, com as importantes baixas de Kawhi Leonard e Danny Green, lutou quase o campeonato todo pela classificação. Apesar de contar apenas com Paul Millsap com real experiência em pós-temporada, a franquia do Colorado leva vantagem, principalmente se Jamal Murray e Jokic jogarem no mais alto nível. Uma das chances de parar os dois é dobrando a marcação, o que pode dar liberdade para nomes como Will Barton e Paul Millsap. Apesar de ter ficado décadas sem perder os playoffs, Gregg Popovich dificilmente conseguirá um milagre, mas tem uma boa chance para o construir algo para o futuro da franquia. Vale lembrar que DeMar DeRozan precisará se provar após frustrantes participações com o Toronto Raptors nesta fase.
Peça-chave do Spurs: LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Warriors: Nikola Jokic

Olho neles!

Provavelmente o melhor jogador do Spurs na temporada, LaMarcus Aldridge chega aos playoffs com mais gente qualificada ao seu redor do que no ano passado, quando a equipe acabou derrotada por 4 a 1 para o Warriors ainda na primeira fase. Porém, o ala-pivô do alvinegro terá de batalhar com Paul Millsap e Nikola Jokic dentro do garrafão, o que torna a missão bem intragável. Se conseguir se destacar mesmo assim, dá à equipe de San Antonio uma chance. Na temporada, suas médias foram de 21,3 pontos e 9,2 rebotes em 33,2 minutos por jogo.

Se Jakob Poeltl for mantido como titular do Spurs nos playoffs, Nikola Jokic deve ser marcado por ele. Mas é inevitável o duelo com LaMarcus Aldridge nos minutos em que Gregg Popovich optar por mandar à quadra escalações mais baixas, e muita coisa pode ser decidida ali. Se o pivô do Nuggets levar a melhor no embate de astros, provavelmente uma classificação do alvinegro ficará impossível. Nesta temporada, o pivô sérvio foi candidato a MVP ao registrar médias de 20,1 pontos, 10,8 rebotes e 7,3 assistências em 31,3 minutos por exibição.

Quem leva vantagem na troca entre Spurs e Raptors?

A nova mexicana finalmente acabou. Só que, dos três países da América do Norte, só México não está envolvido. Kawhi Leonard e Danny Green deixam o San Antonio Spurs a caminho do Canadá e do Toronto Raptors, que envia DeMar DeRozan, Jakob Poeltl e uma escolha protegida de 1ª rodada do draft de 2019 para o alvinegro. Quem levou a melhor na troca?

Thank you - Kawhi

Agradecimento a Leonard postado pelo Spurs (Reprodução/Twitter/Spurs)

Técnico do Spurs, Gregg Popovich deu entrevista coletiva após a troca e reiterou sua gratidão por Leonard e todo o tempo que o camisa #2 esteve no Texas: “Kawhi sempre foi maravilhoso enquanto esteve aqui. Ele nos ajudou a ganhar o quinto campeonato e trabalhou duro o tempo todo. Nós desejamos o melhor a ele. Agora, é tempo de seguirmos em frente”.

Além disso, afirmou sua vontade em trabalhar com as duas novidades que chegam do pais vizinho: “Não poderia estar mais feliz por DeMar em San Antonio. É um jogador quatro vezes All-Star, fez parte do time ideal da NBA, um cara ótimo para a comunidade, jogador de time. É um cara que eu respeito e que já observei por um bom tempo. Estou muito animado por tê-lo aqui. Jacob é um jovem talento, e acho que tem uma grande oportunidade de se desenvolver e se tornar um jogador muito bom na NBA. Eles vão ser importante parte do nosso programa”.

A grande questão é: quem se deu melhor na troca? Tal dúvida é extremamente complexa, pois não envolve apenas o passado dos jogadores, mas sim um universo inteiro de variáveis. Porém, um dos caminhos para a análise são as estatísticas de cada jogador.

Começando com os jogadores que se foram. Leonard possui um histórico de estatísticas muito bom. Além de prêmios individuais, como o MVP das finais de 2014, o ala teve evolução que se deu a partir do momento que o protagonismo chegou para ele. Levando em conta apenas a temporada regular, são 30,4 minutos, 16,3 pontos, 49,5% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 38,6% nas bolas de três, 6,2 rebotes, 2,3 assistências, 1,8 rebotes e 0,7 tocos por jogo.

O outro ex-Spur que passa para o lado canadense é Danny Green. O também ala era um jogador que não possuía o protagonismo, mas era importante na marcação, além de ser importante como o cara da bola de três do time em determinados momentos. O jogador possui medias de 25,1 minutos, 8,8 pontos, 41,8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 39,5% nas bolas de três, 3,4 rebotes, 1,6 assistências, 1 rebote e 0,8 tocos por exibição.

Do Canadá, chega uma peça que é 4x All-Star da liga e que pode ser importantíssima para o time no futuro. DeMar DeRozan é ala, tem as qualidades para ser protagonista e chega para evoluir seu jogo no momento decisivo dos jogos. As medias do ala na temporada regular são de 34,1 minutos, 19,7 pontos, 44,8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 28,8% nas bolas de três, 4,1 rebotes, 3,1 assistências, 1 rebote e 0,3 tocos por parida.

Welcome DeMar

Post de boas-vindas a Leonard feito pelo Spurs (Reprodução/Twitter/Spurs)

A última peça desse quebra cabeça é o austríaco Jakob Poltl, que joga de pivô na liga desde a temporada 2016/2017. Com 2,13 metros de altura, pode ser uma peça importante para o sistema de jogo, fazendo o serviço sujo na defesa e poupando peças como LaMarcus Aldridge e Pau Gasol, que são mais experientes. Nas duas temporadas, ele possui medias de 15,8 minutos, 5,4 pontos, 64,1% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 50% nas bolas de três, 4,1 rebotes, 0,5 assistências, 0,4 rebotes e 0,9 tocos por compromisso.

Os números provam que o Raptors absorve um astro com histórico, mas que precisa se provar após longo período de inatividade. Incorporam também em seu coletivo um grande jogador de grupo, mas que não está no auge do jogo individual. Pelo Spurs, chegam dois jogadores que precisam ser desenvolvidos em momentos distintos da carreira. DeRozan está no auge, e nesse momento um técnico como Popovich pode ser ideal para o grande salto de bom jogador a MVP. Poeltl é um talento a ser lapidado, e esta é uma categoria em que o treinador é mestre.

Quem o Spurs planeja selecionar no Draft?

Nesta quinta-feira (21), o San Antonio Spurs terá importante oportunidade de começar a construção de seu elenco rumo à temporada 2018/2019 da NBA. Nesta data, ocorre o Draft da liga americana de basquete, e a franquia texana tem posse das escolhas 18 e 49, historicamente altas se levarmos em conta o passado recente do alvinegro. De olho no recrutamento de calouros, o que será que está nos planos de Gregg Popovich, R.C. Buford e companhia?

Troy Brown fez treinos privados com o Spurs (Reprodução/nba.com)

Para isso, é possível juntar informações de três sites para entender o plano do Spurs. O primeiro é o HoopsHype, que compilou quais jogadores fizeram treinos privados com quais franquias. Com o levantamento, é possível perceber que o alvinegro prioriza as alas na primeira rodada, e abre a possibilidade de selecionar alguém para o garrafão na segunda.

A conclusão também é possível graças à posição em que os futuros novatos estão projetados por Jonathan Givony, especialista em Draft da ESPN e talvez o mais bem conceituado do mundo sobre o tema. Por fim, pode-se utilizar a avaliação dos jogadores produzidas pelo The Stepien, uma das mais completas fontes de informação individual sobre os prospectos.

Veja, a seguir, os jogadores que treinaram com o Spurs e suas características:

20 – Donte DiVincenzo

Ala-armador de 21 anos de idade e 1,96m de altura, Donte DiVincenzo acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 13,4 pontos, 4,8 rebotes e 3,5 assistências em 29,3 minutos por jogo pelo Villanova Wildcats, convertendo 48,1% de seus arremessos de quadra, 40,1% de suas bolas de três pontos e 71% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para sair na 20ª escolha, duas abaixo da do Spurs.

DiVincenzo não tem perfil no Stepien, mas o próprio DraftExpress o descreve como alguém que chama atenção por sua valentia e agressividade nos dois lados da quadra. Além disso, se destaca por seu aproveitamento nos arremessos de três pontos. Consequentemente, não precisa ter a bola nas mãos para pontuar. Sua limitação seria seu tamanho, que impede que ele consiga marcar alas maiores com o nível físico de NBA com a eficiência desejada.

21 – Troy Brown

Ala-armador de 18 anos de idade e 2,01m de altura, Troy Brown acaba de concluir sua primeira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 11,3 pontos, 6,2 rebotes e 3,2 assistências em 31,2 minutos por exibição pelo Oregon Ducks, convertendo 44,4% de seus arremessos de quadra, 29,1% de suas bolas de três pontos e 74,3% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para sair na 21ª escolha, três abaixo da do Spurs.

De acordo com o Stepien, o que torna Brown um prospecto interessante é sua versatilidade. No ataque, tem visão de jogo que pode transformá-lo em um sólido condutor de bola. Na defesa, seu tamanho e sua capacidade fazem com que ele seja capaz de marcar jogadores de diferentes posições. Além disso, a energia com que atua faz com que ele possa se tornar facilmente um favorito de seus treinadores. Como ponto fraco, está seu arremesso de três pontos, que precisa melhorar muito para que o jovem consiga explorar o seu potencial.

24 – Josh Okogie

Ala-armador de 19 anos de idade e 1,93m de altura, Josh Okogie acaba de concluir sua segunda temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 18,2 pontos e 6,3 rebotes em 36,4 minutos por exibição defendendo as cores do Georgia Tech Yellow Jackets, convertendo 41,6% de seus arremessos de quadra, 38% de suas bolas de três pontos e 82,1% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para sair na 24ª colocação, o que mostra que o jogador provavelmente estará disponível na primeira rodada para o Spurs.

Segundo o Stepien, Okogie tem potencial para contribuir com defesa e bolas de três pontos, além de ter visão de jogo capaz de torná-lo um condutor de bola interessante. Para isso, no entanto, precisa melhorar o controle de bola. Além disso, apesar do aproveitamento de 38% de longa distância, sua mecânica de arremesso causa preocupação, e uma possível queda de desempenho na tradução para a liga profissional pode fazer com que seu valor despenque.

26 – Dzanan Musa

Ala bósnio de 19 anos de idade e 2,06m de altura, Dzanan Musa já atua pelo time profissional do Cedevita Zagreb, da Croácia, há três temporadas. Na última, apresentou médias de 12,4 pontos e 3,5 rebotes em 23,1 minutos por exibição, convertendo 47% de seus arremessos de quadra, 31,3% de suas bolas de três pontos e 80,4% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para sair na 24ª escolha, o que mostra que é provável que ainda esteja disponível para o Spurs.

Segundo o Stepien, a combinação de altura com agilidade e controle de bola torna Musa um prospecto interessante. Resta saber se as virtudes continuarão quando o ala tiver de enfrentar adversários com o tamanho e atleticismo médio que os jogadores da posição têm na NBA.

28 – Moritz Wagner

Pivô de 21 anos de idade e 2,11m de altura, Moritz Wagner acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 14,6 pontos e 7,1 rebotes em 27,6 minutos por jogo pelo Michigan Wolwerines, convertendo 52,8% de seus arremessos de quadra, 39,4% de suas bolas de três e 69,4% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress a 28ª posição, o que torna provável que ele esteja disponível na 19ª.

Segundo o Stepien, Wagner tem grande potencial ofensivo. O pivô tem capacidade de criar enfrentando seu adversário de frente e de arremessar de três, o que faz com que ele também possa render sem ter a bola na mão. Além disso, na última temporada, mostrou evolução nos rebotes, no controle de bola e na marcação. Mesmo assim, as exigências da NBA moderna fazem com que ele provavelmente seja um defensor ruim, o que limita sua cotação.

30 – Jalen Brunson

Armador de 21 anos de idade e 1,91m de altura, Jalen Brunson acaba de concluir sua terceira temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 18,9 pontos, 4,6 assistências e 3,1 rebotes em 31,8 minutos por jogo pelo Villanova Wildcats, convertendo 52,1% de seus arremessos de quadra, 40,8% de suas bolas de três pontos e 80,2% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para sair na 30ª colocação, entre as duas escolhas do Spurs.

De acordo com o Stepien, o potencial de Brunson é baseado em sua inteligência, sua força e seu jogo ofensivo completo. No entanto, seu tamanho e sua falta de ferramentas físicas fazem com que seja difícil imaginar que o jogador consiga algo além de um papel de reserva na NBA. É o único armador presente nesta lista de prospectos observados pelo Spurs.

43 – Gary Trent Jr.

Ala-armador de 19 anos de idade e 1,98m de altura, Gary Trent Jr. acaba de concluir sua primeira temporada no basquete universitário americano, na qual teve médias de 14,5 pontos e 4,2 rebotes em 33,9 minutos por jogo pelo Duke Blue Devils, convertendo 41,5% de seus arremessos de quadra, 40,2% de suas bolas de três e 87,6% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para a 42ª posição, o que mostra que, com sorte, ele pode sobrar na 49ª.

De acordo com o Stepien, o tamanho de Trent Jr. e sua confiança para arremessar fazem com que ele tenha capacidade para se tornar um jogador de perímetro que contribui com defesa e bolas de três pontos. Para isso, no entanto, o ala-armador precisa mudar sua mentalidade, já que atuou mais como pontuador no basquete universitário, e não terá essa possibilidade na liga profissional americana caso sua capacidade ofensiva não aumente consideravelmente.

45 – Omari Spellman

Pivô de 20 anos de idade e 2,06m de altura, Omari Spellman acaba de concluir sua primeira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 10,9 pontos e oito rebotes em 28,1 minutos por exibição pelo Villanova Wildcats, convertendo 47,6% de seus arremessos de quadra, 43,3% de suas bolas de três pontos e 70% de seus lances livres. É cotado pelo DraftExpress para sair na 45ª posição, o que o torna um alvo possível para a 49ª.

Spellman não tem perfil no Stepien, mas outras avaliações mostram que ele é um pivô com ferramentas físicas impressionantes e com perícia nos arremessos de longa distância. Sua falta de agilidade, no entanto, é preocupante com as atuais exigências da NBA.

Sem ranking – Alize Johnson

Ala-pivô de 22 anos de idade e 2,06m de altura, Alize Johnson acaba de concluir sua segunda temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 15 pontos e 11,6 rebotes em 31,2 minutos por exibição pelo Missouri St Bears, convertendo 43% de seus arremessos de quadra, 28,1% de suas bolas de três pontos e 75,9% de seus lances livres. Não está entre os sessenta cotados para o recrutamento de calouros no DraftExpress e tem poucas avaliações individuais ao redor dos sites especializados em prospectos do Draft.

Sem ranking – Brandon McCoy

Pivô de 20 anos de idade e 2,13m de altura, Brandon McCoy acaba de concluir sua primeira temporada no basquete universitário americano, na qual apresentou médias de 16,9 pontos e 10,3 rebotes em 28,8 minutos por exibição pelo UNLV Rebels, convertendo 54,5% de seus arremessos de quadra, 33,3% de suas bolas de três pontos e 72,5% de seus lances livres. Não está entre os sessenta cotados para o recrutamento de calouros no DraftExpress.

Johnson não tem perfil no Stepien, mas outras avaliações dizem que o jogador tem nas ferramentas físicas seu ponto forte. No entanto, como ocorre com outros pivôs, a falta de agilidade faz com que ele seja um encaixe difícil se consideradas as exigências da NBA.