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O Spurs na Olimpíada do Rio

Sem contar Monty Williams, assistente técnico da seleção americana e reforço para a comissão técnica da franquia, o San Antonio Spurs teve cinco representantes na Olimpíada do Rio de Janeiro – o número pode subir para seis se o interesse pelo armador argentino Nicolas Laprovittola for concretizado. Cobri todos os jogos de basquete da competição pelo LANCE! e, a seguir, conto um resumo do desempenho de cada um ao longo do torneio.

Gasol na disputa pelo bronze (Reprodução/fiba.com)

Pau Gasol – Medalha de bronze

Único dos cinco representantes do Spurs a subir ao pódio, Gasol mostrou, no Rio de Janeiro, porque foi a melhor contratação da franquia texana nesta offseason. O pivô foi o melhor reboteiro da Olimpíada (8,9 por jogo) e liderou a estatística de eficiência da competição (23,1). Com 19,5 pontos, 2,2 assistências e 1,9 tocos em 27,9 minutos por jogo, impressionou especialmente ofensivamente, com 54,5% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 52,2% nas bolas de três pontos. Com ele em quadra, a Espanha fez dez pontos a mais do que levou, melhor marca do elenco. Mesmo aos 36 anos de idade, o reforço continua perigosíssimo no ataque e, se conseguir se encaixar minimamente no sistema defensivo de Gregg Popovich, tem tudo para ser um dos principais nomes do time de San Antonio.

Patty Mills – Quarto lugar

Taticamente organizada, a Austrália foi uma das melhores equipes da primeira fase da Olimpíada, e teve em Mills seu melhor jogador. O armador do Spurs deixou o Rio de Janeiro com média de 21,3 pontos em 29,6 minutos por exibição, a maior disparada do elenco. Teve aproveitamento de 47,3% nos arremessos de quadra e 34,4% nas bolas de três pontos. O começo da campanha fez até mesmo surgir quem defendesse que ele deve ser o titular no lugar de Tony Parker. Mas, aos poucos, quando chegaram os jogos mais importantes e o sistema da seleção foi lido pelas adversárias, simplesmente faltou talento para o nosso Bala criar pontos na marra. Seu papel na NBA é, mesmo, o de um bom reserva.

Tony Parker – Sexto lugar

Quem viu Parker ser considerado em discussões de melhor armador da NBA e ser campeão como MVP das Finais com a camisa do alvinegro texano sabe que não se trata mais do mesmo jogador. Posso estar errado, já que o armador sofreu com problemas musculares nos últimos meses e pode não estar 100% recuperado, mas a velocidade de antigamente não está mais lá. Mesmo assim, as médias de 13,2 pontos e 3,8 assistências em 22,7 minutos por exibição, com 51,2% dos arremessos de quadra, no Rio mostram que se trata de um jogador diferenciado. Com idade semelhante (34), Manu Ginobili e Tim Duncan também passaram por temporadas em que a decadência física nos fez achar que estavam acabados, mas se reinventaram e continuaram craques. É esse o desafio do astro da França a partir de agora.

Manu Ginobili – Oitavo lugar

Se a explosão física e a capacidade de costurar defesas com dribles não estão mais lá, a genialidade e a paixão seguem vivas para Ginobili, que se aposentou da seleção da Argentina depois de apresentar médias de 15 pontos, 3,5 assistências e três rebotes em 26,1 minutos por exibição no Rio de Janeiro, com 31,4% de aproveitamento nos arremessos de três pontos. Com ele em quadra, os hermanos fizeram quatro pontos a mais do que sofreram, melhor marca do elenco. Prova de que o craque ainda sabe comandar um ataque como poucos. Além disso, sua experiência será importantíssima para um Spurs cheio de novatos.

Patricio Garino – Oitavo lugar

Com uma defesa impressionantemente agressiva, Garino, uma das caras novas do Spurs para a próxima temporada, parece ter mesmo potencial para ser o defensor de perímetro que Pop espera. Mas se engana quem acha que o ala de 23 anos de idade será útil somente assim. O reforço da equipe texana apresentou médias de 8,3 pontos e 3,2 rebotes em 24,8 minutos por exibição no Rio de Janeiro, com 53,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 33,3% nas bolas de três. Com ele em quadra, a Argentina fez 121,5 pontos a cada 100 posses de bola, melhor marca do elenco. Se bem trabalhado, pode virar um monstro.

Blogueiro analisa a contratação de Gasol

Por Luís Araújo*

As participações no All-Star Game em cada um dos anos em que passou no Chicago Bulls não aconteceram à toa. É verdade que a vaga entre os 12 melhores da Conferência Leste na segunda vez só apareceu depois que Jimmy Butler, seu então companheiro de time, se machucou. Mas não dá para dizer que foi estanho vê-lo participando do evento. Longe disso.

Gasol é o principal reforço do Spurs até aqui (Reprodução/sportsnaut.com)

Apesar dos vários problemas da equipe em que estava, Pau Gasol conseguiu se tornar na temporada 2015/2016 apenas o terceiro jogador em toda a história da NBA com 35 anos ou mais a registrar médias de pelo menos 15 pontos, dez rebotes e dois tocos por partida. Os outros dois foram Artis Gimore e Patrick Ewing, o que o coloca ao lado de ótima companhia.

Mesmo aos 36 anos, Gasol realmente tem ainda uma boa quantidade de combustível no tanque. Outra amostra disso foi a campanha irretocável no Eurobasket de 2015, na qual sobrou dentro de quadra e comandou a seleção espanhola ao título continental. Muitas das coisas boas que ele apresentou ao longo da carreira e que o fizeram construir a reputação de um dos jogadores de garrafão mais talentosos do mundo permanecem lá.

A técnica com as duas mãos para finalizar nos arredores da cesta provavelmente jamais desaparecerá. Os movimentos para criar espaços para a finalização, seja de costas para o aro ou de frente, mantêm a eficiência de outros tempos. Os arremessos de média distância seguem funcionando muito bem. Até mesmo algumas bolas de três deram as caras durante a trajetória em Chicago. Os 69 tiros de longe em 72 partidas disputadas na última temporada foram um recorde dele na NBA, e o aproveitamento de 35% pode ser considerado satisfatório.

E MAIS: Pau Gasol assina por dois anos com o San Antonio Spurs

Além disso tudo, Gasol continua passando com competência e sabedoria, o que ajuda a ampliar o impacto de um jogador com as características dele e que combina bem demais com um time como o San Antonio Spurs. A lembrança de cestas que Kawhi Leonard e, principalmente, LaMarcus Aldridge descolaram em jogadas nas quais criaram sozinhos no post-up pode até enganar em um primeiro momento, mas a equipe foi a terceira em assistências por jogo na última temporada, atrás apenas de Golden State Warriors e Atlanta Hawks, e a sétima que mais precisou de um passe antes de colocar a bola dentro do aro.

Em um time recheado de bons arremessadores e de gente que sabe se movimentar sem bola, essas características de Gasol podem ser muito úteis. É verdade que os toques deverão ser bem menores em relação aos que tinha em Chicago. Algum sacrifício terá de ser feito também em relação à quantidade de minutos em quadra. Mas é provável que tudo isso esteja às claras. Seria muito ingênuo da parte do pivô imaginar o contrário ao aceitar se juntar ao Spurs.

Também é óbvio que uma coisa ou outra no que diz respeito à adaptação do espanhol ao lado de Aldridge e de como os dois se movimentarão para não atrapalhar as ações de Leonard precisarão ser feitas. Mas são o tipo de coisa que um técnico como Gregg Popovich não deverá ter tanta dificuldade assim para ajustar. Em suma, Gasol é uma peça de talento ofensivo enorme e que favorece muitas das coisas que o Spurs gosta de fazer no ataque.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e os rumores sobre o Spurs

Mas o outro lado da quadra é um grande ponto de preocupação. Os dois tocos por jogo na temporada passada podem passar a impressão de que Gasol é um bom defensor. Ele até é, de fato, mas só nestas situações em que um oponente está diante dele perto da cesta e tenta finalizar no um contra um. Aí, o tamanho do espanhol faz a diferença. A inteligência, também. Ele sabe usar os braços longos e o tempo de bola para atrapalhar quem tentar pontuar por ali.

O problema é quando as coisas se afastam dali. Gasol é péssimo na ajuda. Deu para ver trocentas vezes durante a trajetória com o Bulls ele simplesmente ficar olhando os companheiros de perímetro serem batidos nas tentativas de infiltração, sem se posicionar para fazer a cobertura a tempo de atrapalhar a bandeja. Pode até ser que algumas destas falhas sejam corrigidas, mas ele nunca será um Tim Duncan neste aspecto.

Pior ainda acontece quando Gasol é arrastado para longe da cesta. O deslocamento lateral para marcar talvez seja sua principal fraqueza, o que deverá torná-lo um alvo extremamente atraente para os ataques rivais. Aí, sim, será um ponto que Popovich terá de pensar um pouco mais em como tentar corrigir ou, pelo menos, esconder ao máximo.

Há outro fator que precisa ser levado em conta nisso aí: a chegada de Gasol acabou implicando na saída de Boris Diaw, peça importante em muitos momentos nos quais o Spurs recorreu ao small-ball e teve sucesso. Na única vitória sobre o Warriors na temporada passada, por exemplo, o francês teve papel fundamental, sobretudo nas trocas de marcação após os bloqueios. Se esse tipo de procedimento era a grande aposta para bater o principal concorrente da Conferência Oeste (e que deverá ficar ainda mais forte), como será que esse time vai se virar? Porque esse é o tipo de coisa que Gasol não vai entregar. E aí?

Não há dúvidas de que o pivô espanhol representa um acréscimo generoso para o nível geral de talento do elenco em San Antonio. Mas também é seguro dizer que ele não é, pelo menos inicialmente, a resposta para todas as coisas que o Spurs precisa para desafiar quem está atualmente no trono do Oeste. Pelo contrário: é uma presença que até coloca em risco a manutenção dos bons resultados defensivos que foram apresentados. A bola agora está nas mãos de Popovich, que tem essa equação para tentar solucionar.

*Luís Araújo é blogueiro do Triple-Double e torcedor do Chicago Bulls

Power ranking dos stashs do Spurs

Por Gabriel Andrade*

O San Antonio Spurs há tempos escolhe estrangeiros no recrutamento de calouros da NBA para colocá-los em desenvolvimento na Europa, prática conhecida como draft-and-stash, algo que vem se tornando mais comum com a internacionalização da liga e que dá flexibilidade ao teto salarial para franquias que não podem aloprar muito na hora de gastar. Pioneiro neste tipo de projeto, a equipe, naturalmente, acumula uma vasta coleção de atletas no Velho Continente. Ao todo, o alvinegro tem nada mais nada menos que DOZE direitos de jogadores fora da NBA, desde caras que nunca vão pisar em quadras americanas e já se encaminham para o fim da carreira, como o experientíssimo Robertas Javtokas, até alguns talentos que têm toda a chance de um dia se mudarem para o Texas. Com o objetivo de conhecê-los melhor, apresentamos, abaixo, um Power Ranking dos principais nomes nessa situação.

Davis Bertans é um dos stashs do Spurs (Reprodução/marca.com)

Para entender melhor como vai funcionar o ranqueamento, vamos apresentar os critérios:

– Coloco aqui apenas jogadores com chances reais, especulativas ou ainda em idade para se desenvolver e melhorar, caso os dois primeiros pontos não sejam satisfeitos;

– A ordem leva em conta bastante o encaixe na NBA moderna. Não adianta ser o mais produtivo, mas sim aquele com os melhores recursos físico-técnicos para uma boa adaptação;

– Apenas prospectos atuando pela Europa foram colocados. O motivo para isso é ter algum critério real, baseado no que vi. Se não assistir o jogador realmente, não consigo avaliá-lo.

1 – Davis Bertans

Posição: Ala/Ala-Pivô
Altura: 2,05 m
Idade: 23
País: Letônia
Draft: Escolhido em 2011 na posição 42
Clube: Laboral Kutxa Baskonia
Tipo de Jogador: Spot Up Shooter / Strecht Four
Comparação Otimista: Ryan Anderson
Comparação Casual: Mirza Teletovic
Fim do contrato: 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 7,9 pontos (54,4% FG, 50% 3 PT, 89,5% FT) e 2,1 rebotes em 19,9 minutos
Liga ACB: 9,8 pontos (42,9% FG, 46,3% 3 PT, 86,7% FT) e 3,5 rebotes em 25,4 minutos

Habilidades de NBA: Bertans tem um arremesso muito bom, e essa é sua maior arma para a NBA. A maior parte de seu volume de jogo vem dos tiros de três (73.3% de seus chutes), e ele consegue usá-los em uma infinidade de maneiras. Para isto, movimenta-se muito sem a bola, usando cortes em zíper e pindowns para se separar de seu defensor, utilizando sua mobilidade de elite para alguém de seu tamanho para ficar livre. Não é alguém que só arremessa parado: pode receber em movimento e se elevar para o chute. A mecânica é alta, fluida e rápida, tornando-o difícil de ser marcado, com grande eficiência. Exibe flashes de que pode arremessar após o drible, principalmente em handoffs. Arma o corpo facilmente.

Ainda é um jogador um pouco unidimensional, mas mostra sólida habilidade atlética (que precisa ser mais utilizada), que proporciona lances como este:

Bandeiras Vermelhas: Agilidade lateral mediana para marcar alas e falta de braços compridos e força para pegar rebotes. Não sabemos se será um ala, como Kyle Korver, ou um strecht four. Para se adaptar à NBA, terá que saber usar seu tamanho para brigar por rebotes e melhorar os instintos como playmaker e infiltrador. Por enquanto, só o chute é de elite.

2 – Adam Hanga

Posição: Ala
Altura: 2,00 m
Idade: 27
País: Hungria
Draft: Escolhido em 2011 na posição 59
Clube: Laboral Kutxa Baskonia
Tipo de Jogador: Defensor Versátil / Slasher
Comparação Otimista: Shawn Marion
Comparação Casual: Al-Farouq Aminu
Fim do contrato: 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 8,2 pontos (45,2% FG, 27,9% 3 PT, 70,7% FT) e 5,1 rebotes em 29 minutos
Liga ACB: 9,2 pontos (54,3% FG, 31,1% 3 PT, 73,% FT) e quatro rebotes em 24,9 minutos

Habilidades de NBA: Altura, envergadura, impulsão, explosão, mobilidade, força e agilidade lateral de elite para a NBA. Usando de todos esses recursos, muita energia e técnica defensiva, Hanga foi um dos principais marcadores de toda a Europa, terceiro na corrida de DPOY na Euroliga, mas aclamado como primeiro pela mídia especializada. Defendeu quatro posições em alto nível na temporada, um terror no mano a mano. Ofensivamente, consegue bater a bola para infiltrar, agraciado com seu primeiro passo, bastante eficaz em transição, mas não é particularmente bom mudando de direções. Bom passador tanto parado quando em movimento, capaz de fazer passes do estilo drive-and-dash e jogadas de kickout. Ótimo alvo para lobs, agraciado por sua habilidade atlética. Nos melhores dias, pode acertar bolas de três em sequência, com arremesso inconsistente, mas não quebrado.

Bandeiras Vermelhas: Arremesso muito inconsistente, o que pode complicar um pouco sua vida. Para a NBA, o ideal é que se encaixasse como 3-and-D e, para isso, precisa ser mais eficiente. É um jogador ofensivamente limitado, incapaz de criar qualquer coisa após o drible. Suas infiltrações são mais físicas do que técnicas, o que atrapalha um pouco seu potencial como slasher. Com 27 anos, não tem muito horizonte para aprimorar seu jogo.

3 – Nikola Milutinov

Posição: Pivô
Altura: 2,16 m
Idade: 21
País: Sérvia
Draft: Escolhido em 2015 na posição 26
Clube: Olympiacos
Tipo de Jogador: Bruiser / Protetor de Aro / Rim Runner
Comparação Otimista: Andrew Bogut com jogo de meia distância
Comparação Casual: Jusuf Nurkic
Fim do contrato: 2018

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 3,7 pontos (54,2% FG, 77,8% FT) e 2,7 rebotes em 10,8 minutos
Greek A1: 4,6 pontos (63,4% FG, 60,5% FT) e 3,4 rebotes em 12,4 minutos

Habilidades de NBA: Difícil ver alguém tão grande ser tão rápido. Em termos de mobilidade e agilidade, é um dos sete pés mais impressionantes do mundo, o que se soma a seus braços gigantes. Ganhou muita força e já tem um corpo relativamente trabalhado. Passou a jogar mais fisicamente com os papeis que lhe eram passados. Possui bom QI de basquete, que permite que distribua bons passes da cabeça do garrafão. A mecânica de arremesso é limpa e pode ser mais usada. Está sendo mais agressivo, fator em que era cobrado na época do Draft.

Bandeiras Vermelhas: Muito cru ainda para encarar o basquete da NBA. Não possui jogo de costas para a cesta e precisa de maior entendimento para o jogo em velocidade. Não é um cara muito atlético, apesar de ser veloz. Tem dificuldade em se elevar para o aro e sofre com caras mais fortes e físicos. Se complica com faltas rapidamente demais, e ainda falta melhor posicionamento e controle corporal para ser efetivo na defesa por longos minutos.

4 – Nemanja Dangubic

Posição: Ala-Armador/Ala
Altura: 2,06 m
Idade: 23
País: Sérvia
Draft: Escolhido em 2014 na posição 54
Clube: Crvena Zvezda Belgrado
Tipo de Jogador: Defensor Versátil
Comparação Otimista: Nenhum fit parecido em alto nível
Comparação Casual: Thabo Sefolosha mais alto
Fim do contrato: 2016 com opção para 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 5,2 pontos (55,1% FG, 45,3% 3 PT, 69,2% FT) e 1,9 rebotes em 15,9 minutos
ABA Liga: 4,8 pontos (39% FG, 33,3% 3 PT, 62,5% FT) e 1,5 rebotes em 15,4 minutos

Habilidades de NBA: Dangubic é muito alto e comprido para um swingman. O seu corpo lembra bastante o de Paul George, astro do Indiana Pacers. Além disso, o sérvio apresenta deslocamento lateral de primeira linha e muita impulsão, capaz de gerar impressionantes enterradas. É ainda bom passador, embora não espetacular. Foi bastante eficiente finalizando em 2015-2016, embora não faça jogadas ofensivas complexas. Quando esteve em quadra, mostrou sólido impacto defensivo no mano a mano e no pick and roll. Conquistou espaço e evoluiu bastante com o decorrer da temporada, de fim de banco a titular nos últimos jogos.

Bandeiras Vermelhas: Ainda é jogador muito cru ofensivamente, incapaz de mudar de direção e criar após o drible. Comete muito erros no ataque, resultado do controle de bola rudimentar e jogo de pés quase inexistente. Reboteiro e ladrão de bola desapontador para alguém de seus atributos físicos. Tecnicamente decepcionante para alguém de sua idade, precisa de um longo caminho de treino de fundamentos para pensar em NBA.

5 – Georgios Printezis

Posição: Ala/Ala-Pivô
Altura: 2,03 m
Idade: 31
País: Grécia
Draft: Escolhido em 2007 na posição 58
Clube: Olympiacos
Tipo de Jogador: Strecht Four / Face Up Four
Comparação Otimista: Nenhum fit parecido.
Comparação Casual: Nenhum fit parecido.
Fim do contrato: 2017

Médias em 2015-2016:

Euroliga: 14,1 pontos (51,3% FG, 36,4% 3 PT, 69,8% FT) e 5,5 rebotes em 25 minutos
Greek A1: Nove pontos (50,7% FT, 34,5% 3 PT, 55,6% FG) E 4,4 rebotes em 20,1 minutos

Habilidades de NBA: Um dos melhores finalizadores da Europa, com excelentes mãos para receber passes, além de fazer os floaters mais bonitos do basquete mundial. Excelente jogo de média e curta distância com bom arremesso de três pontos. É ainda excelente passador para alguém da posição. Erra pouquíssimo e tem grande QI de basquete. Jogador decisivo, que acumula atuações valiosas em diferentes finais. Bastante aguerrido e inteligente na defesa, compensando suas limitações atléticas com uso de força e posicionamento e sendo ótimo em situações de ajuda. Muito experiente e premiado.

Bandeiras Vermelhas: Baixo e pouco comprido para um ala-pivô, pouco ágil e atlético para um ala, Printezis é o típico caso de tweener para a NBA, sem um encaixe defensivo lógico. Não é bom reboteiro, e o seu arremesso não é o mais consistente e ainda pode sofrer um pouco com a maior distância da liga americana. Como seu jogo old school, o astro da seleção da Grécia seria efetivo contra defesas mais atléticas? Aos 31 anos, com muito títulos e identificação com o Olympiacos, é improvável que um dia queira jogar nos Estados Unidos.

6 – Livio Jean-Charles

Posição: Ala/Ala-Pivô
Altura: 2,06 m
Idade: 22
País: França
Draft: Escolhido em 2013 na posição 28
Clube: Asvel Villeurbanne
Tipo de Jogador: Face Up Four
Comparação Otimista: Tobias Harris
Comparação Casual: James Johnson
Fim do contrato: 2016

Médias em 2015-2016:

LNB PRO A: 6,1 pontos (55,7% FG, 12,5% 3 PT, 67,7% FT) e 4,7 rebotes em 21,4 minutos
FIBA Euro Cup: 8,8 pontos (59,6% FG, 100% 3 PT, 76,9% FT) e 6,3 rebotes em 24,3 minutos

Habilidades de NBA: Ótimo tamanho e envergadura para um ala-pivô de NBA, com excelentes instintos como reboteiro e passador. Projetado como bom defensor pelo conjunto atlético que possui. Mecânica de arremesso a ser trabalhada, mas que mostra bom alcance. Sabe botar a bola dentro da cesta por meio de infiltrações e do jogo de curta distância.

Bandeiras Vermelhas: Fora de forma, Jean-Charles vem jogando poucos minutos em clube que está longe de ser de elite. Ainda muito fraco para encarar um basquete mais físico. Seu jogo é baseado em instintos, e falta melhor compreensão da dinâmica da partida. Defensor desatento, que não consegue permanecer muito em quadra por conta de seus defeitos. Arremessador muito inconsistente. Preso entre as posições de ala e ala-pivô, sem chute para jogar no perímetro e força para atuar no garrafão. Até agora vem se mostrando uma decepção, sem conseguir produzir profissionalmente, que mostra investimento errôneo vindo da primeira rodada do Draft. Há dúvidas quanto a seu foco e disciplina.

* Este texto foi produzido por Gabriel Andrade. Você pode me encontrar no Twitter e no TimeOut Brasil. Escrevo quase diariamente sobre basquete na Europa, passando por Euroliga, prospectos ainda não draftados, prospectos já draftados e tretas do mundo FIBA. Se gostou deste texto sobre jogadores em stash, acesse a série sobre no TimeOut Brasil, em que passaremos por 17 clubes diferentes.

Prévia de Spurs x Thunder – Semifinal do Oeste

Kawhi Leonard vai enfrentar Kevin Durant (Reprodução/nba.com/spurs)

Depois de vencer o Memphis Grizzlies por 4 a 0 na primeira fase dos playoffs, o San Antonio Spurs continua sua trajetória na pós-temporada contra o Oklahoma City Thunder, que aplicou 4 a 1 sobre o Dallas Mavericks. A série promete, principalmente por conta da saúde dos elencos: tanto o alvinegro texano quanto o adversário terão todos à disposição.

Spurs e Thunder começam a se enfrentar neste sábado, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cada lado. Relembre como foram todos estes confrontos a seguir:

28/10/2015 – Spurs 106 @ 112 Thunder

Com falha decisiva de Danny Green no quarto período, o Spurs, jogando na casa do adversário, foi derrotado pelo Thunder. Kawhi Leonard, com 32 pontos, oito rebotes e três roubadas de bola, foi o destaque do alvinegro na ocasião.

12/03/2016 – Spurs 93 x 85 Thunder

O Spurs não tomou conhecimento do jovem time do Thunder e manteve a sua invencibilidade em casa, completando um ano sem perder no AT&T Center. O destaque da partida foi Kawhi Leonard, com 26 pontos, sete rebotes e três roubadas de bola.

26/03/2016 – Spurs 92 @ 111 Thunder

Na terceira vez que as equipes se encontraram, o Spurs foi com a equipe mista até Oklahoma City e acabou saindo de lá com a derrota. Destaque para David West, com 17 pontos, seis rebotes e três assistências, e Jonathon Simmons, com 17 pontos.

12/04/2016 – Spurs 102 x 98 Thunder

Dessa vez, foi o Thunder que decidiu poupar titulares, já que Russell Westbrook, Kevin Durant e Serge Ibaka não entraram em quadra. Mesmo assim, o Spurs suou, e contou com 26 pontos, cinco rebotes e cinco assistências de Kawhi Leonard para vencer.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário na série válida pela semifinal da Conferência Oeste. A seguir, blogueiros do Spurs Brasil e convidados contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 3
A final de 2013 da NBA, vencida pelo Miami Heat, mostrou como o ataque do Spurs pode sofrer se enfrenta uma defesa atlética e bem montada. Hoje, na NBA, ninguém tem o material humano tão adequado para realizar algo parecido como o Oklahoma City Thunder. O alvinegro é claramente mais time, mas, por uma questão de encaixe, este confronto pode ser mais difícil do que o imaginado. Kevin Durant é imparável, e poucos jogadores da NBA são mais indicados para marcá-lo do que Kawhi Leonard. Por isso, o segredo da vitória estaria em limitar Russell Westbrook. Chance para Danny Green finalmente calar seus críticos.
Peça-chave do Spurs:
 Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder:
 Russell Westbrook

Matheus Prá, do @blockpartty

Palpite: Spurs 4 a 3
Mesmo com o Spurs fazendo a sua melhor temporada na história (melhor defesa da liga, 40-1 em casa, etc.) o Thunder é aquele adversário que sempre dá bastante trabalho por ser um time muito físico. Kevin Durant e Russell Westbrook estão facilmente no top 10 dos melhores jogadores da liga hoje, e um time com esses caras pode vencer qualquer oponente. Além do mais, talvez esse elenco do oponente é o melhor desde que James Harden, o Barba, foi mandado para o Houston Rockets. Será uma série equilibrada, e Kawhi Leonard e Danny Green serão fundamentais na série tendo que marcar os astros adversários. Mais uma vez, a força do elenco será fundamental para o alvinegro passar pelo rival.
Peça-chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça-chave do Thunder: Russell Westbrook

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 1
Que comecem os playoffs! Sim, porque simplesmente não dá pra falar que a série contra os Grizzlies foi pra valer. Para mim, não passou de um treino de luxo. Mas agora é sinal de alerta ligado. Já conhecemos o Thunder de outros carnavais e, mesmo com o Spurs já tendo derrotado elencos melhores que este, eu não abaixaria a guarda. Porém, se tudo ocorrer bem, não devemos ter grandes problemas. Para não falar em varrida, acredito que cederemos um jogo na casa do adversário. Ansioso pelo duelo K x K (Kawhi Leonard x Kevin Durant). Com isso, Russell Westbrook pode passar a assumir mais o protagonismo do que seu colega. LaMarcus Aldridge pode passar um pouco de sufoco, já que pode ter Serge Ibaka na cola.
Peça-chave do Spurs:
 Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies:
 Russell Westbrook

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 1
A troca de treinador do Thunder não surtiu muito efeito na maneira da equipe jogar. Com o poder de fogo centrado em Kevin Durant e Russell Westbrook, o oponente tem uma ofensiva que não apresenta muitas variações e movimentações dentro de quadra. Em contrapartida, os jogadores citados estão na lista dos cinco melhores da NBA na atualidade, sendo responsáveis pela defesa e pelo ataque do time. Não é pouco, é muito. O Spurs tem um quinteto titular muito melhor em conjunto do que o do adversário e um banco mais profundo. LaMarcus Aldridge tem a chance de dominar o garrafão, e Kawhi Leonard e Danny Green de marcarem os astros adversários. Ajuda ainda Tony Parker estar jogando bem e pontuando bem e, caso o francês precise de um desafogo, Patty Mills vem sendo importantíssimo no perímetro com suas bolas de três. Não consigo ver chance do rival avançar na série, mesmo com partidas fora de série de seus dois astros. Eles devem ganhar, talvez, um jogo.
Peça-chave do Spurs:
 Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies:
 Russell Westbrook

Olho neles!

Por unanimidade, Kawhi Leonard foi eleito a peça chave do Spurs na série pelos blogueiros do Spurs Brasil. O ala será importante dos dois lados da quadra. Na defesa, terá de marcar ninguém menos do que Kevin Durant, um dos melhores pontuadores da história recente da NBA. Do outro lado, tentará comandar a ofensiva do time, preferencialmente cansando o astro adversário. O ala obteve médias de 21,5 pontos, 4,8 rebotes, 2,8 roubos de bola e 2,8 tocos em 31,4 minutos por exibição durante a série contra o Grizzlies.

É impossível parar Kevin Durant, e poucos jogadores da NBA podem contê-lo tão bem como Kawhi Leonard. Russell Westbrook, por outro lado, pode entrar em um modo exageradamente agressivo e tem noites pouco eficientes nos arremessos de média e longa distância. Por isso, foi eleito a peça-chave do Thunder na série por unanimidade pelos blogueiros do Spurs Brasil. Contra o Mavericks, o armador teve médias de 23,5 pontos, 10,4 assistências e 7,8 rebotes em 35,9 minutos por jogo.

Opinião dos convidados

Douglas “Doug” Vinícius, do @BobanMVP

Spurs x OKC talvez seja um dos confrontos mais equilibrados da próxima rodada dos playoffs da NBA. O duelo não tem um grande favorito pelas características de cada equipe.

O Thunder possui uma das melhores duplas da NBA, Kevin Durant e Russell Westbrook, que juntos têm média de 52 pontos por partida, com o armador sendo o líder de assistências por jogo da temporada, e o ala, ao lado de seu colega, sendo o quarto em pontos por partida do campeonato. O time aposta em um jogo intenso, com contra-ataques rápidos e com explosão, principalmente do camisa #0. Quando o placar está muito equilibrado, geralmente o número #35 bota a bola embaixo do braço e decide com frieza. O maior problema é o frágil banco, que tem apenas Enes Kanter como diferencial. Para muitos, o turco deveria ser o titular no lugar de Steven Adams. Além dele, Cameron Payne tem muito a evoluir, mas ainda é um novato.

Do outro lado, o Spurs tem um elenco fortíssimo, tido por muitos como o melhor banco da liga, com jogadores como Patty Mills, David West, Manu Ginobili e por aí vai. Além disso, o plantel tem uma dupla que vem fazendo grande temporada: Kawhi Leonard, eleito pela segunda vez consecutiva o melhor defensor da temporada, e o experiente LaMarcus Aldridge. Isso sem contar que o time possui a experiência de Tony Parker e do lendário Tim Duncan, que nem de longe é o mesmo astro dominante de outras épocas, mas ainda é muito importante defensivamente e com sua liderança dentro de quadra. O maior problema do alvinegro talvez seja o próprio estilo de jogo do Thunder, que é muito explosivo, e os texanos, com astros mais envelhecidos, às vezes demonstra ser um pouco frágil contra essa característica.

Ambos têm características fortes e pontos fracos, mas pode ser que o Spurs possa ter uma ligeira vantagem pelo fato de ter uma segunda unidade muito boa contra um banco frágil como o do Thunder. Reservas fazem, sim, muita diferença, pois uma equipe que joga tão intensamente como a de Oklahoma precisa descansar bem suas peças chaves, e o alvinegro pode aproveitar disso. Vale lembrar que, em quartos períodos, geralmente Westbrook perde um pouco do gás e começa a cometer vários erros e decisões equivocadas.

Outro fator é o treinador. Será um confronto entre um dos melhores técnicos de todos os tempos da NBA, Gregg Popovich, contra um que acabou de entrar na NBA, Billy Donovan. Quando se tem duas equipes muito equilibradas, o fator experiência faz sim toda a diferença, e isso o alvinegro tem de sobra. Por esses fatores, o time texano pode ter um leve favoritismo, mas o confronto será parelho e um espetáculo à parte para os amantes de NBA.

Matheus Lemes, do @BobanMVP

Spurs x Thunder será a série mais difícil até aqui?

Temos um confronto entre duas das quatro melhores equipes da temporada até então. O Spurs leva um pequena vantagem por ter um banco mais forte e competitivo, mas não podemos ignorar Russell Westbrook e Kevin Durant, que são All-Stars e vêm com excelentes números. Acredito que a franquia do Texas consiga vencer a série no sexto jogo, com sua segunda unidade sendo o diferencial, junto do técnico Gregg Popovich, dos titulares Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge e da experiência da franquia.

Prévia de Spurs x Grizzlies – Primeira rodada dos playoffs

Aldridge fará sua primeira série de playoff pelo Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

Após vencer 67 jogos na temporada regular, melhor marca da história da franquia, e perder só uma vez como mandante, igualando o recorde da NBA, o San Antonio Spurs inicia sua trajetória nos playoffs contra o Memphis Grizzlies. Enquanto o alvinegro texano terá todo o elenco à disposição, a equipe do Tennessee não poderá contar com Mike Conley, Jordan Adams e Marc Gasol, todos fora da temporada, e nem com Brandan Wright, que tem retorno previsto apenas para o início de maio. Além deles, Tony Allen é dúvida para o primeiro jogo.

Spurs e Grizzlies começam a se enfrentar neste domingo, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com quatro vitórias para o alvinegro de San Antonio. Relembre todos estes confrontos a seguir:

21/11/2015 – Spurs 92 x 82 Grizzlies

Com grande atuação de Kawhi Leonard, que anotou 19 pontos, sete rebotes e três assistências, o Spurs venceu o Grizzlies no primeiro encontro dos times na temporada.

04/12/2015 – Spurs 103 @ 83 Grizzlies

Novamente com show de Kawhi Leonard, que deixou a quadra com 27 pontos e oito rebotes, o Spurs passou pelo Grizzlies no primeiro confronto disputado no Tennessee na temporada.

26/03/2016 – Spurs 110 x 104 Grizzlies

Na sexta-feira de Páscoa, o Spurs contou com 32 pontos e 12 rebotes de LaMarcus Aldridge para superar os desfalques de Patty Mills, Danny Green e Kawhi Leonard e vencer o Grizzlies.

28/03/2016 – Spurs 101 @ 87 Grizzlies

Sem poder contar com Tony Parker, Manu Ginobili, David West e Tim Duncan, poupados, e nem com Kawhi Leonard, machucado, o Spurs aproveitou-se dos 31 pontos, 13 rebotes, três assistências e dois tocos de LaMarcus Aldridge para vencer fora de casa.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário na série válida pela primeira rodada dos playoffs de 2016. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 0
Sem Mike Conley e Marc Gasol, esse Grizzlies é, talvez, o pior time de playoff da Conferência Oeste desde que eu comecei a acompanhar a NBA. Um adversário ideal para que o Spurs consiga recuperar seu ritmo de jogo e competitividade, já que a reta final da temporada regular foi marcada por jogadores poupados, com a equipe claramente tirando o pé do acelerador, e pela lesão de Boris Diaw. Qualquer resultado diferente de uma varrida seria surpreendente.
Peça-chave do Spurs:
 LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Grizzlies:
 Zach Randolph

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 0
Varre varre, vassourinha. O melhor elenco da NBA, na minha modesta opinião, contra um time que chegou aos playoffs sem alarde. Além disso, Marc Gasol é grande baixa em um plantel que virou um “catado”. O time do Tennessee é um bom oponente, mas não vai fazer nem cócegas nos jogos no AT&T Center. Quando a série sair do Texas, poderemos ter duelos truncados, mas ainda assim com triunfos. Nada como mais um 4 a 0 pra esquecer 2011.
Peça-chave do Spurs:
 Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies:
 Zach Randolph

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 0
Um dos melhores elencos (se não o melhor) da NBA contra uma equipe totalmente remendada, composta pelos restos de um plantel atrapalhado pelas contusões e por jogadores que provavelmente não teriam muita chance em outras franquias. Um time que igualou o recorde de 40 vitórias e apenas uma derrota em casa nessa temporada, e outro, que de forma surpreendente – mesmo sem seu principal jogador, Marc Gasol, e durante muito tempo sem seu principal líder, Zach Randolph -, conseguiu uma vaga nos playoffs. O garrafão texano é muito sólido, e com suas principais armas baleadas ou fora de combate, o adversário não vai ter muitas chances, sendo o confronto de divisão mais tranquilo para o alvinegro.
Peça-chave do Spurs:
 LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Grizzlies:
 Zach Randolph

Olho neles!

Prestes a fazer sua primeira série pelo Spurs, LaMarcus Aldridge se prepara para encarar um garrafão enfraquecido por conta dos desfalques de Brandan Wright e, principalmente, de Marc Gasol. Se o dedo machucado não atrapalhar, o ala-pivô deve brilhar. Na temporada, o astro, eleito por dois blogueiros do Spurs Brasil como destaque da série, teve médias de 18 pontos e 8,5 rebotes em 30,6 minutos por exibição. Nos seus três duelos com o Grizzlies, os números viraram 27 pontos e 9,7 rebotes em 32,2 minutos por jogo.

Eleito unanimemente pelos blogueiros do Spurs Brasil que opinaram como destaque do Grizzlies, Zach Randolph deve ser o foco ofensivo de um time que não poderá contar com Mike Conley e Marc Gasol. Por outro lado, na defesa, pode sofrer por ter de marcar LaMarcus Aldridge ou Tim Duncan. Na temporada, o ala-pivô obteve médias de 15,3 pontos e 7,8 rebotes em 29,7 minutos por exibição. Porém, na única vez que enfrentou o alvinegro na temporada, conseguiu somente nove pontos e seis rebotes em 28,7 minutos.

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