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Prévia de Spurs x Grizzlies – Primeira rodada dos playoffs

Aldridge fará sua primeira série de playoff pelo Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

Após vencer 67 jogos na temporada regular, melhor marca da história da franquia, e perder só uma vez como mandante, igualando o recorde da NBA, o San Antonio Spurs inicia sua trajetória nos playoffs contra o Memphis Grizzlies. Enquanto o alvinegro texano terá todo o elenco à disposição, a equipe do Tennessee não poderá contar com Mike Conley, Jordan Adams e Marc Gasol, todos fora da temporada, e nem com Brandan Wright, que tem retorno previsto apenas para o início de maio. Além deles, Tony Allen é dúvida para o primeiro jogo.

Spurs e Grizzlies começam a se enfrentar neste domingo, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com quatro vitórias para o alvinegro de San Antonio. Relembre todos estes confrontos a seguir:

21/11/2015 – Spurs 92 x 82 Grizzlies

Com grande atuação de Kawhi Leonard, que anotou 19 pontos, sete rebotes e três assistências, o Spurs venceu o Grizzlies no primeiro encontro dos times na temporada.

04/12/2015 – Spurs 103 @ 83 Grizzlies

Novamente com show de Kawhi Leonard, que deixou a quadra com 27 pontos e oito rebotes, o Spurs passou pelo Grizzlies no primeiro confronto disputado no Tennessee na temporada.

26/03/2016 – Spurs 110 x 104 Grizzlies

Na sexta-feira de Páscoa, o Spurs contou com 32 pontos e 12 rebotes de LaMarcus Aldridge para superar os desfalques de Patty Mills, Danny Green e Kawhi Leonard e vencer o Grizzlies.

28/03/2016 – Spurs 101 @ 87 Grizzlies

Sem poder contar com Tony Parker, Manu Ginobili, David West e Tim Duncan, poupados, e nem com Kawhi Leonard, machucado, o Spurs aproveitou-se dos 31 pontos, 13 rebotes, três assistências e dois tocos de LaMarcus Aldridge para vencer fora de casa.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário na série válida pela primeira rodada dos playoffs de 2016. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 0
Sem Mike Conley e Marc Gasol, esse Grizzlies é, talvez, o pior time de playoff da Conferência Oeste desde que eu comecei a acompanhar a NBA. Um adversário ideal para que o Spurs consiga recuperar seu ritmo de jogo e competitividade, já que a reta final da temporada regular foi marcada por jogadores poupados, com a equipe claramente tirando o pé do acelerador, e pela lesão de Boris Diaw. Qualquer resultado diferente de uma varrida seria surpreendente.
Peça-chave do Spurs:
 LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Grizzlies:
 Zach Randolph

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 0
Varre varre, vassourinha. O melhor elenco da NBA, na minha modesta opinião, contra um time que chegou aos playoffs sem alarde. Além disso, Marc Gasol é grande baixa em um plantel que virou um “catado”. O time do Tennessee é um bom oponente, mas não vai fazer nem cócegas nos jogos no AT&T Center. Quando a série sair do Texas, poderemos ter duelos truncados, mas ainda assim com triunfos. Nada como mais um 4 a 0 pra esquecer 2011.
Peça-chave do Spurs:
 Kawhi Leonard
Peça-chave do Grizzlies:
 Zach Randolph

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 0
Um dos melhores elencos (se não o melhor) da NBA contra uma equipe totalmente remendada, composta pelos restos de um plantel atrapalhado pelas contusões e por jogadores que provavelmente não teriam muita chance em outras franquias. Um time que igualou o recorde de 40 vitórias e apenas uma derrota em casa nessa temporada, e outro, que de forma surpreendente – mesmo sem seu principal jogador, Marc Gasol, e durante muito tempo sem seu principal líder, Zach Randolph -, conseguiu uma vaga nos playoffs. O garrafão texano é muito sólido, e com suas principais armas baleadas ou fora de combate, o adversário não vai ter muitas chances, sendo o confronto de divisão mais tranquilo para o alvinegro.
Peça-chave do Spurs:
 LaMarcus Aldridge
Peça-chave do Grizzlies:
 Zach Randolph

Olho neles!

Prestes a fazer sua primeira série pelo Spurs, LaMarcus Aldridge se prepara para encarar um garrafão enfraquecido por conta dos desfalques de Brandan Wright e, principalmente, de Marc Gasol. Se o dedo machucado não atrapalhar, o ala-pivô deve brilhar. Na temporada, o astro, eleito por dois blogueiros do Spurs Brasil como destaque da série, teve médias de 18 pontos e 8,5 rebotes em 30,6 minutos por exibição. Nos seus três duelos com o Grizzlies, os números viraram 27 pontos e 9,7 rebotes em 32,2 minutos por jogo.

Eleito unanimemente pelos blogueiros do Spurs Brasil que opinaram como destaque do Grizzlies, Zach Randolph deve ser o foco ofensivo de um time que não poderá contar com Mike Conley e Marc Gasol. Por outro lado, na defesa, pode sofrer por ter de marcar LaMarcus Aldridge ou Tim Duncan. Na temporada, o ala-pivô obteve médias de 15,3 pontos e 7,8 rebotes em 29,7 minutos por exibição. Porém, na única vez que enfrentou o alvinegro na temporada, conseguiu somente nove pontos e seis rebotes em 28,7 minutos.

Spurs faz história como mandante

Que o Golden State Warriors está fazendo uma campanha absurda, a caminho do melhor recorde de todos os tempos da temporada regular, todos já sabem. Toda a imprensa, merecidamente, bate nessa tecla o tempo todo – afinal, o que estão fazendo é histórico.

Entretanto, na segunda posição da Conferência Oeste, sem muito alarde, o San Antonio Spurs também vem fazendo história. Com o melhor início dentro de casa da história da Conferência Oeste, o time comandado por Gregg Popovich segue invicto no AT&T Center.

O Warriors também está invictos em seus domínios. Entretanto o Spurs já jogou quatro partidas a mais no Texas do que os líderes do Oeste em Oakland.

As duas equipes têm apresentado uma disparidade enorme em comparação com as rivais. Além de estarem invictos dentro de casa, quando jogam em terrenos adversários também costumam se sair muito bem. O Spurs segue com 19 vitórias e nove derrotas fora de casa, enquanto o Warriors está com 26 vitórias e cinco derrotas. Campanhas que muito time que pega vaga nos playoffs não tem nem dentro de casa.

Além do campeonato de outro mundo que Spurs e Warriors estão fazendo, vale destacar também a ótima campanha de Cleveland Cavaliers e Oklahoma City Thunder, que têm 40-15 e 40-16 como recordes nesta temporada, respectivamente. Isso faz com que as casas de apostas esportivas não deem um favoritismo tão grande ao Spurs e ao Warriors, o que em outras circunstâncias certamente aconteceria com a dupla de líderes do Oeste.

Serão contra esses times os maiores desafios para o Spurs manter os 100% no AT&T Center. Entre as vitórias em casa, o time de San Antonio já bateu o Cavaliers, mas ainda tem quatro jogos contra Thunder e Warriors para fazer, todos no período entre 19 de Março e 12 de Abril.

Os maiores desafios para manter a invencibilidade vão ficar para o fim do campeonato, além desses quatro jogos citados, neste período de um mês que encerra a temporada regular, o Spurs ainda enfrentará, no AT&T Center, times como Toronto Raptors, Miami Heat, New Orleans Pelicans e Portland TrailBlazers. Todos adversários duros!

Esses confrontos servirão como um verdadeiro termômetro para ver como o time chegará aos playoffs, que começarão logo a seguir. Entretanto, mais da metade da temporada já se passou e, ao que tudo indica, Warriors e Spurs farão a final do Oeste.

Os sites de apostas online colocam o Warriors com 55% de chance de vencer o Oeste, enquanto dão 30% de chance ao Spurs, o que evidencia o quão extraordinária tem sido a temporada de ambos e que realmente o título da conferência não deve fugir dos dois.

Certamente, o vencedor chegaria com muita força e com o favoritismo às finais da NBA.

Prévia de Clippers x Spurs – Primeira rodada dos playoffs

Duelo de armadores será importante no confronto (Reprodução/nba.com/spurs)

Após uma emocionante rodada final de temporada regular, em que podia terminar com a segunda colocação na Conferência Oeste, o San Antonio Spurs acabou derrotado pelo New Orleans Pelicans e caiu para sexto. Com isso, terá pela frente na primeira rodada dos playoffs o Los Angeles Clippers, que terminou a fase de classificação em terceiro.

Spurs e Clippers começam a se enfrentar neste domingo, no Staples Center, casa dos angelinos. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças quatro vezes, com duas vitórias para cado lado. Relembre todos estes confrontos a seguir:

10/11/2014 – Spurs 89 @ 85 Clippers

No primeiro confronto entre as equipes na temporada 2014/2015, o Spurs saiu de quadra vitorioso mesmo desfalcado de Patrick Mills, Marco Belinelli e Tiago Splitter e jogando na casa do adversário. Kawhi Leonard, que deixou a quadra com 26 pontos, dez rebotes e três roubadas de bola, foi o destaque do alvinegro naquele confronto.

22/12/2014 – Spurs 125 x 118 Clippers

Na primeira vez em que o AT&T Center recebeu o duelo entre as duas equipes na temporada, o Spurs venceu o Clippers na volta de Tony Parker e encerrou uma série de quatro derrotas consecutivas. O armador francês se destacou com 26 pontos e quatro assistências.

31/01/2015 – Spurs 85 x 105 Clippers

Mesmo jogando em casa, o Spurs não encontrou resposta para Blake Griffin, que deixou a quadra com 31 pontos, 13 rebotes e cinco assistências, e sofreu sua primeira derrota para o Clippers na temporada. Kawhi Leonard, com 24 pontos e cinco rebotes, se destacou.

19/02/2015 – Spurs 115 @ 119 Clippers

Mesmo sem contar com seu astro Blake Griffin, o Clippers venceu o Spurs em seus domínios e decretou o empate entre os dois times na temporada regular: duas vitórias para cada lado. Tim Duncan, com 30 pontos e 11 rebotes, brilhou pelo time de San Antonio.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário pelos playoffs de 2015. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Bruno Alves

Palpite: Spurs 4 a 3
Apesar do bom embalo no fim do campeonato, a equipe do Spurs chega nos playoffs ainda com pontos de interrogação e, do mesmo modo que na última temporada, vai chegar um tanto quanto enferrujada na primeira rodada. Prevejo o Clippers se sobressaindo nos rebotes, e dificuldades dos texanos em parar Chris Paul. A experiência e o jogo coletivo do alvinegro os levarão até um emocionante jogo 7, no qual vai roubar a vaga na casa dos adversários.
Peça chave do Spurs: Kawhi Leonard
Peça chave do Clippers:
Chris Paul

Juliano Medeiros

Palpite: Spurs 4-2
A chave do Spurs vai ser a marcação. Chris Paul vai se cansar muito com as trocas de marcação entre Danny Green e Kawhi Leonard nele, enquanto Tony Parker vai poder se esconder na defesa e gastar toda sua energia no ataque. Ainda que leve desvantagem no garrafão, o Spurs compensa isso com um banco bem mais forte. Os titulares do Clippers vão se desgastar com a necessidade de maior tempo de quadra, o que vai afetá-los.
Peça-chave do Spurs:
Kawhi Leonard
Peça-chave do Clippers:
Chris Paul

Leonardo Sacco

Palpite: Spurs 4 a 2
O mando de quadra, neste caso, não muda muita coisa. O motivo é um só: o Spurs é mais time. E não só no quinteto inicial, já que o Clippers tem ótimos titulares. A questão é que o banco da equipe de San Antonio é muito superior. Se a franquia de Los Angeles tem Chris Paul e Blake Griffin, para por aí. DeAndre Jordan é muito bom, mas não deve ficar em quadra quando o alvinegro iniciar o famoso hack. No caso de CP3, Gregg Popovich pode dedicar Kawhi Leonard à sua marcação, com Tim Duncan colado em Blake Griffin. Aposto em dois jogos para os angelinos por detalhe, já que o atual campeão tem condições até de varrer.
Peça-chave do Spurs:
Kawhi Leonard
Peça-chave do Clippers:
Chris Paul

Lucas Pastore

Palpite: Spurs 4 a 2
Na reta final do campeonato, o Spurs mostrou que pode vencer qualquer um quando tem o elenco completo à disposição de Gregg Popovich e consegue chegar ao seu melhor nível de atuação, com movimentação de bola, trabalho coletivo e participação decisiva da segunda unidade. A questão é? O elenco estará completo contra o Clippers? Tiago Splitter, com uma lesão na panturrilha esquerda, não entra em quadra desde o dia 03/04. Apesar da perícia de Kawhi Leonard e Tim Duncan, o pivô pode ser a peça mais importante da defesa da equipe texana na série, já que será, se entrar em quadra, o responsável por marcar Blake Griffin, cestinha dos angelinos na temporada com média de 21,9 pontos por exibição. Na temporada regular, o ala-pivô acertou 52,4% dos arremessos que tentou com o brasileiro em quadra, e 54,1% nos momentos de descanso do camisa #22. Se o catarinense estiver em condições de segurar o astro, aí o melhor conjunto do alvinegro deve prevalecer.
Peça-chave do Spurs:
 Tiago Splitter
Peça-chave do Clippers:
 Blake Griffin

Renan Belini

Palpite: Spurs 4 a 2
Parada dura. Sem dúvidas, a série mais equilibrada da primeira fase. A exemplo do Spurs, o Clippers encontrou na reta final o seu melhor momento na temporada. Chris Paul está voando, Blake Griffin está saudável e certeiro nos tiros de média-distância, DeAndre Jordan é simplesmente o melhor protetor de aro da NBA e Jamal Crawford sempre arma uma bagunça vindo do banco. Apesar disso, acredito que a forte defesa do time de San Antonio e o banco de reservas farão a diferença. Boris Diaw, Patrick Mills e Marco Belinelli precisarão aparecer. A pontaria nos tiros de três é outra coisa que pode desequilibrar, já que os californianos não têm a defesa no perímetro como ponto forte. E assim como foi na temporada regular, Tony Parker será um termômetro: se tiver boas atuações, consequentemente as chances do alvinegro serão grandes. Caso Tiago Splitter volte, elas aumentarão mais ainda.
Peça-chave do Spurs:
Tony Parker
Peça-chave do Clippers:
Blake Griffin

Sergio Neto

Palpite:Spurs 4 a 1
Demorou, mas o Spurs enfim decolou. E playoffs é época de separar os homens dos meninos. Não que o Clippers não tenha potencial, mas o time texano é mais calejado quando se trata de pós-temporada. O alvinegro vai ceder um jogo, até por conta de um possível desgaste do time. Mas acho que Griffin e Paul serão típicos “cães que ladram, mas não mordem”. A defesa vai ser o diferencial, e nesse quesito a equipe de San Antonio se destaca mais que o oponente.
Peça-chave do Spurs:
Kawhi Leonard
Peça-chave do Clippers:
Chris Paul

Sonia Cury

Palpite: Spurs 4 a 2
O Spurs que começou tropeçando e engrenou na reta final, tem pela frente Chris Paul, Blake Griffin e companhia, que podem sim dar muito trabalho. O ponto importante e que favorece o time de San Antonio é a força de seu jogo coletivo e do banco de reservas, que é fundamental para não deixar o ritmo diminuir. Se Popovich tiver segurança na segunda unidade para utilizar as mais diversas rotações possíveis na partida, os jogadores terão minutos mais equilibrados em quadra e cansarão menos. Outro fator é a marcação: o alvinegro é uma das melhores equipes defensivas de toda a NBA, e isso pode dar muita dor de cabeça para o Clippers, que terá de arranjar um jeito de se livrar do sistema forte da equipe texana, que se adapta rapidamente às táticas ofensivas dos seus adversários. Já a franquia angelina, além de ter Griffin e CP3, conta com um DeAndre Jordan que vem uma ótima temporada na NBA. Neste duelo, o diferencial deve a ser a defesa.
Peça-chave do Spurs:
 Tony Parker
Peça-chave do Clippers:
Chris Paul

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 1
Apesar da decepção final do sexto lugar e perda do mando de quadra, estou confiante e faço uma aposta esperançosa. Se jogar como vinha jogando na arrancada do final da temporada, o Spurs tem tudo para dar as cartas na série, seja jogando em casa ou fora. O Clippers tem bons titulares e estrelas de primeiro nível em Chris Paul e Blake Griffin, mas o banco de reservas é fraco e a defesa falha em muitos momentos – defeitos que os texanos saberão explorar muito bem. Se Tiago Splitter se recuperar da lesão e Tony Parker reencontrar as boas atuações, o caminho fica ainda mais tranquilo. Incomodar com uma boa marcação no armador adversário, motor do time angelino, é fundamental.
Peça-chave do Spurs:
Tony Parker
Peça-chave do Clippers:
Chris Paul

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 3
Um dos ataques mais fortes da NBA contra uma das defesas mais poderosas. Com um garrafão muito forte, o Clippers vai ser páreo duro para o Spurs. Blake Griffin melhorou muito, principalmente em arremessos de média e longa distância, e DeAndre Jordan vem fazendo talvez a melhor temporada de sua carreira, sendo cotado como um dos melhores marcadores da NBA. O time reserva dos angelinos conta com um dos melhores sexto homem da NBA, Jamal Crawford. A defesa não é ponto tão forte: mesmo contendo jogadores com capacidade de parar os adversários, o time não conseguiu encaixar a comunicação e muitas vezes fica devendo. Entretanto, Chris Paul melhorou muito depois do All-Star Game, sendo um dos principais jogadores da liga desde então. Por fim, o mando de quadra pode ser decisivo e, fazem os dois primeiros jogos são fora, os texanos terão de suar a camisa e tentar roubar uma vitória. Como Tiago Splitter vem baleado, frear os astros angelinos será um desafio.
Peça-chave do Spurs:
Tim Duncan
Peça-chave do Clippers:
Blake Griffin

Olho neles!

Kawhi Leonard foi eleito por quatro dos nove blogueiros do Spurs Brasil a peça-chave para o Spurs vencer o Clippers na série. De um lado, será responsável por pontuar, já que a defesa de perímetro é um dos pontos fracos dos angelinos – na temporada regular, teve média de 18 pontos por exibição contra o adversário. Do outro, pode ser um dos responsáveis para marcar o astro Chris Paul, comandante do oponente – neste campeonato, o armador dos californianos teve saldo positivo de 7,7 pontos a cada 100 posses com o camisa #2 no banco e negativo de 5,5 com ele em quadra.

Diante de uma série provavelmente bem ocupada, Chris Paul foi eleito por seis dos nove blogueiros do Spurs Brasil a peça-chave do Clippers no confronto. Isso porque, além de ter de comandar o ataque de sua equipe em quadra – na temporada, teve médias de 19,8 pontos e dez assistências em exibição contra o alvinegro -, ele será o provável responsável por marcar Tony Parker, função nada fácil. Neste campeonato, o francês produziu 17,4 pontos a cada 36 minutos com o camisa #3 do time californiano em quadra, e 19,2 nos momentos em que ele estava no banco.

Uma ‘brasileira texana’ em NY

Por Regiane Morais – de Nova York, EUA

Existem várias músicas que falam que Nova York é um lugar onde sonhos são realizados. No fim das contas isso é verdade, mesmo com alguns desvios não programados no caminho…

Quando deu tudo certo para uma tão desejada viagem para a Big Apple, decidir a data foi a coisa mais fácil de toda a programação: abrir o site do San Antonio Spurs, ver quando eles enfrentariam o New York Knicks nesta temporada regular e pronto.

O imponente Garden (Arquivo pessoal)

A primeira coisa que me impressionou foi o tamanho do Madison Square Garden. Estamos acostumados a olhá-lo pela televisão e/ou pelo computador, mas ver pessoalmente aquela arena é muito legal. Mesmo nos setores mais altos (que foi o meu caso), a visibilidade é muito boa, ainda mais com a ajuda daqueles telões enormes.

Já na subida, ficam pessoas recepcionando os visitantes. Estavam entregando bandanas do time da casa e aquelas mãos de borracha com o indicador pra cima. Quando eu vi o que era, agradeci e disse que não queria. Quando o cara me perguntou porque, só mostrei minha camiseta, e ele: “No man!” Tudo com muito bom humor; tinha obviamente muitos torcedores do time da casa, mas muitos Spurs marcavam presença também.

É bem legal ver o que acontece quando normalmente estamos vendo os comerciais das transmissões: a apresentação dos times, atrações musicais, camisetas jogadas para a torcida, torcedores tentando acertar cestas para ganhar prêmios…

Indescritível estar nas mesmas coordenadas geográficas que o Timmy (Arquivo pessoal)

Não vou falar muito do jogo em si. Já saiu resumo e enfim, o resultado não é exatamente a melhor memória da noite (saudades conversão de lances livres). Aqueles dois momentos no quarto período em que houve revisão de jogada e a bola em ambas as vezes foi do Spurs foi algo divertido porque os torcedores do Knicks ficaram indignados! Nesse fim de jogo, a torcida acordou para gritos de “defense” e, olha, eu mesma gritei uns “go Spurs, go” várias vezes.

Preciso confessar que várias vezes eu ficava pensando: sério que estou aqui? Sério que eles fizeram esse passe maravilhoso? (foi entre Kawhi Leonard e Patrick Mills em algum momento do primeiro tempo). É aquele tipo de emoção que só quem gosta muito de basquete vai entender. Espero que tenha sido a primeira partida de muitas!

Direto do Garden (Arquivo pessoal)

Prévia de Spurs x Heat – Final da NBA

Pra cima deles, Parker! (NBAE/Getty Images)

Vem aí a segunda revanche seguida? Depois de vencer o Oklahoma City Thunder, algoz de 2012, na final da Conferência Oeste, o San Antonio Spurs agora encara na grande decisão o Miami Heat, carrasco do ano passado. A franquia texana chega a esta fase tendo passado por Dallas Mavericks e Portland TrailBlazers antes de derrubar Russell Westbrook, Kevin Durant e companhia. A equipe da Flórida, por sua vez, superou Charlotte Bobcats, Brooklyn Nets e Indiana Pacers em sua trajetória na pós-temporada.

Spurs e Heat começam a se enfrentar nesta quinta-feira, no AT&T Center. Ao longo da temporada regular, as duas equipes mediram forças duas vezes, com uma vitória para cado lado. Relembre a seguir:

26/01/2014 – Spurs 101 @ 113 Heat

Sem poder contar com Danny Green, Kawhi Leonard e Tiago Splitter, machucados, o Spurs saiu derrotado no primeiro duelo oficial entre as equipes desde as finais do ano passado. O destaque do time texano foi Tim Duncan, que anotou 23 pontos. O Heat, por sua vez, teve o cestinha da partida: Chris Bosh, que marcou 24.

06/03/2014 – Spurs 111 x 87 Heat

Recebendo o adversário no AT&T Center, o Spurs atropelou o Heat, que tinha LeBron James limitado por uma fratura no nariz. Os destaques foram os mesmos do primeiro confronto: pelo Spurs, Tim Duncan, com 23 pontos e 11 rebotes; e pelo Heat, Chris Bosh, com 24 pontos e sete rebotes.

Agora, chegou a hora do Spurs medir forças com o adversário pelos playoffs de 2014. A seguir, os blogueiros do Spurs Brasil contam o que esperam da série e dos jogadores que poderão ajudar a decidi-la. Confira as análises abaixo:

Lucas Pastore

Palpite: Heat 4 a 3
A série de 2013 mostra como pequenos detalhes podem decidir um confronto entre duas equipes tão fortes. Em relação ao ano passado, alguns destes detalhes dessa vez pesam a favor do Spurs, como o mando de quadra, a melhor fase de Manu Ginobili e a situação física de Dwyane Wade, que, com problemas nos joelhos, jogou apenas 54 partidas no campeonato, contra 69 na temporada 2013/2014. Porém, pesam contra a equipe texana a maior facilidade encontrada nos playoffs pelo adversário, que chega mais descansado para a decisão, e os problemas de Tony Parker, que segue lutando contra contusões. No duelo entre os astros neste mata-mata, o armador francês tem médias de 17,2 pontos e 4,9 assistências em 30,2 minutos por exibição, enquanto o ala-armador do Heat apresenta 18,7 pontos, 4,3 assistências e 3,9 rebotes em 34,7 minutos por partida. Entre os dois, quem estiver mais perto da forma ideal pode ser o fiel da balança que decidirá o campeonato.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Thunder: Dwyane Wade

Robson Kobayashi

Palpite: Spurs 4 a 3
São poucas mudanças nas equipes desde as finais de 2013, mas Tiago Splitter e Danny Green melhoraram muito em relação à temporada passada. Desta vez, o Spurs é mandante, enquanto o Heat corre por fora. O time de Miami também tem um garrafão relativamente fraco – apesar da presença de Greg Oden no banco, o pivô adversário ainda não tem jogado o suficiente para satisfazer as necessidades da equipe. Será que a dupla Dwyane Wade e LeBron James superará o jogo coletivo dos texanos? Creio que não.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Heat: LeBron James

Renan Belini

Palpite: Spurs 4 a 3
Uma batalha de muitas alternativas e dilemas. O primeiro é qual será a formação utilizada pelos treinadores. Creio que Gregg Popovich vá iniciar com Tiago Splitter, que apesar de ser um pivô, tem a agilidade necessária para contestar os chutes do veteraníssimo Rashard Lewis, provável escolha de Erik Spoelstra, além de levar larga vantagem no ataque. Boris Diaw é um coringa que pode até marcar LeBron James, e deve ser importante. Mas o fator determinante para a equipe de San Antonio levar a melhor é a saúde de Tony Parker. As infiltrações do francês serão decisivas contra um time que defende mal nesse quesito. Do outro lado, quem pode tornar-se fator de desequilíbrio é Chris Bosh, que, além de ter um chute de média distância mortal, se aprimorou nos chutes da linha dos três, que dificilmente serão bem contestados por Tim Duncan, que não tem a mesma velocidade de outrora. Aposto no Spurs por três motivos: a sede de vitória, após o revés ano passado; a vantagem do mando de quadra e a maior quantidade de peças para se reinventar dentro de uma série, como mostrado contra o Thunder Porém, o Heat tem o jogador mais completo da liga, que pode atuar praticamente em todas as posições e mudar a história. Torcemos para que Kawhi continue iluminado e limite ao máximo o camisa #6!
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Heat: LeBron James

Sergio Neto

Palpite: Spurs 4 a 3
Apesar da repetição dos times da final do ano passado, dessa vez é diferente. O pesadelo de beliscar a trave no jogo 6 do ano passado não vai se repetir para o Spurs. Espero um Spurs intenso na defesa e comprometido no ataque. As bolas de três de Danny Green e companhia vão novamente fazer a diferença, mas também não é o único recurso a ser usado. Não vejo um jogador em especial como destaque, mas sim um cara que fica de terno e braços cruzados quase que o jogo inteiro: Gregg Popovich. Assim como virou a mesa nos últimos dois jogos contra o Thunder, o treinador pode estar preparando algo diferente contra o Heat. Claro que não podemos esquecer de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Porém, para mim, o que vai ser fundamental é a rotação defensiva que deve ser feita contra esses jogadores. The King pode ser “o cara” do oponente, mas pra mim, o ala-armador do time adversário representa tanto ou até mais perigo do que o camisa #6.
Peça chave do Spurs: Tim Duncan
Peça chave do Heat: Dwyane Wade

Victor Moraes

Palpite: Spurs 4 a 2
O sabor ruim da derrota em 2013 certamente ainda incomoda os jogadores do Spurs, que batalharam ao longo de mais de 100 partidas para chegar outra vez a este momento. Encarar o Heat novamente na decisão era o grande desejo, e não há motivação maior para os comandados de Gregg Popovich do que “dar o troco”. Desta vez, o cenário parece mais favorável aos texanos, que detêm o mando de quadra e sofreram menos alterações que o rival. Se por um lado a franquia perdeu Gary Neal, por outro adicionou Marco Belinelli e conta com a evolução de Patty Mills, além do melhor momento de Manu Ginobili, enquanto o adversário perdeu Mike Miller – que na última final acabou tendo desempenho decisivo com bolas de três – e tem Dwyane Wade e Shanne Battier convivendo com problemas físicos. Além disso, as contratações de Greg Oden e Michael Beasley não engrenaram. Se em 2013 por apenas alguns segundos – e uma bola milagrosa de Ray Allen – o time de San Antonio não foi campeão no sexto jogo da série, desta vez palpito pela vingança completa com título no jogo 6, em plena American Airlines Arena.
Peça-chave do Spurs: Tony Parker
Peça-chave do Heat: Dwyane Wade

Vinicius Esperança

Palpite: Spurs 4 a 1
E novamente as finais vão ocorrer entre Heat e Spurs. Os texanos, vindos de ótima série contra o Thunder e de uma das melhores temporadas da equipe em toda sua história na liga, chegam com grande confiança para o confronto frente a LeBron James e companhia. O fator Tony Parker pode pesar contra, pois o francês vem baleado para as finais e corre o risco de ficar alguns jogos fora, ou mesmo ter sua carga de trabalho diminuída, deixando tempo de quadra nas mãos de Patrick Mills e Cory Joseph. Não acredito que essa troca tenha tanto impacto, visto que Tim Duncan e Manu Ginobili, além de Kawhi Leonard, vêm em grande parte ditando a frequência da equipe treinada por Gregg Popovich. Além de todos os fatores de dentro de quadra, outro importante pode ser considerado. O alvinegro vem com a faca nos dentes esse ano, após perder o campeonato por segundos para o adversário em 2013. Outro fator que pesa é que os camisas #20 e #21 estão prestar a se aposentar, e todos sabem disso, o que poderá ser um incentivo maior para os dois. Por fim, e não menos importante, o Spurs melhorou seu elenco, enquanto as peças trazidas como suporte para o oponente (Greg Oden e Michael Beasley) não se desenvolveram. Como teoria é uma coisa e prática é outra, e como estaremos enfrentando nada menos que um time repleto de astros, não espero menos do que confrontos duros e complicados, mas minha confiança de torcedor, após as difíceis séries enfrentadas até aqui, me fazem crer em um 4 a 1.
Peça-chave do Spurs: Tim Duncan
Peça-chave do Heat: Chris Bosh

Olho neles!

Com três votos cada, Tony Parker e Tim Duncan foram eleitos pelos blogueiros as peças-chave do Spurs no confronto. Enquanto o armador tenta ficar 100% para comandar a equipe em quadra, o ala-pivô procura explorar a baixa estatura do Heat no garrafão para pontuar. O camisa #9 teve médias de 14 pontos e 5,5 assistências em 27,7 minutos por exibição na temporada regular contra a equipe de Miami, contra 23 pontos e sete rebotes em 28,9 minutos por partida de The Big Fundamental.

Com três dos seis votos dados por blogueiros do Spurs Brasil, Dwyane Wade foi eleito a peça-chave do Heat nesta final de NBA. Os recentes problemas em seus joelhos fazem com que sua situação física seja colocada em dúvida, mas, se estiver 100%, o ala-armador se torna fundamental para desafogar LeBron James e, ao lado de Ray Allen e Chris Bosh, ajudar a tornar seu time praticamente imarcável. Na temporada regular, o camisa #3 teve médias de 12 pontos, seis rebotes e três assistências em 29,9 minutos por exibição contra o Spurs.

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