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Cultura Pop #3: O que fazer com Poeltl e Lyles

Está no ar o terceiro episódio do podcast Cultura Pop, feito por blogueiros do Spurs Brasil. Nele, Bruno Pongas, Lucas Pastore e Renan Belini gravam semanalmente sobre temas relativos ao San Antonio Spurs. Desta vez, o assunto é o futuro de Jakob Poeltl e Trey Lyles.

Arte do Cultura Pop sobre foto de Trey Lyles

Em outubro, o Spurs terá de tomar decisões importantes sobre manter ou não o austríaco e o canadense. Esse é o tema do debate entre os blogueiros.

– Review da temporada do Poeltl (01:57)
– O contrato de Jakob Poeltl (13:53)
– Alternativas no mercado para o lugar de Poeltl (16:21)
– Até onde o Spurs deveria ir por Poeltl? (17:47)
– Poeltl pode ser uma moeda de troca? (20:40)
– Review da temporada do Lyles (26:53)
– O contrato de Trey Lyles (36:58)
– Lyles pode ser uma moeda de troca? (45:26)
– Mensagens dos ouvintes (48:21)

Ouça o podcast no embed inserido no começo desta nota e aproveite para seguir o Cultura Pop no Spotify e também no Twitter.

Cultura Pop #2: O futuro de DeMar DeRozan

Está no ar o segundo episódio do podcast Cultura Pop, feito em parceria entre o Spurs Brasil e o Destino Riverwalk. Nele, Bruno Pongas, Lucas Pastore e Renan Belini gravam semanalmente sobre temas relativos ao San Antonio Spurs. Desta vez, o assunto é DeMar DeRozan.

Arte do Cultura Pop sobre foto de DeMar DeRozan

Maior cestinha do Spurs na temporada 2019/2020, o ala-armador pode exercer uma opção para virar agente livre e deixar a franquia se assim desejar. Qual será seu futuro?

– Review da temporada de DeRozan (02:12)
– DeRozan continua no contrato? Seria bom pro Spurs? (18:09)
– Há no elenco algum jovem que possa virar um DeRozan? (27:15)
– Impacto do “fico” na folha do Spurs e alternativas no mercado (31:41)
– Possibilidades de troca com DeMar (39:13)
– Mensagens dos ouvintes e considerações finais (54:35)

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Cultura Pop #1: A importância de Gregg Popovich

Está no ar o primeiro episódio do podcast Cultura Pop, feito em parceria entre o Spurs Brasil e o Destino Riverwalk. Nele, Bruno Pongas, Lucas Pastore e Renan Belini gravam semanalmente sobre temas relativos ao San Antonio Spurs. O primeiro episódio, como não poderia ser diferente, é sobre Gregg Popovich.

Arte do Cultura Pop sobre foto de Gregg Popovich

Inspirador do nome do podcast, Pop ocupa o cargo de treinador do Spurs desde a temporada 1996/1997. Neste episódio, são discutidos os seguintes temas.

– O que é Cultura Pop (11:15)
– Legado do técnico a e Árvore do Pop na NBA (31:40)
– Seleção Americana e o futuro de Pop (53:03)
Momento Groselha – Matt Bonner (01:03:50)
– O trabalho de Pop na última temporada (01:06:10)
– Perguntas dos ouvintes (1:21:20)

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Spurs pode tirar valiosas lições da bolha

Se por um lado a bolha montada em Orlando para a retomada da temporada da NBA terminou com um gosto amargo para o San Antonio Spurs, que viu suas chances de classificação durarem até a última rodada, mas acabou encerrando sua sequência de 22 aparições consecutivas nos playoffs, por outro ver os prospectos do elenco ganharem minutos e jogarem competitivamente deu esperanças para o futuro da franquia. Assim, foi possível tirar valiosas lições para os próximos passos do alvinegro, tanto no Draft quanto no mercado de agentes livres. Duas delas saltam aos olhos: tamanho não necessariamente é um problema como parecia, mas a condução de bola não está tão resolvida quanto já aparentou.

Walker foi o único que apresentou visão de quadra melhorada (Reprodução/nba.com/spurs)

Entre os sete jovens do Spurs que ganharam minutos com consistência na bolha, cinco deles têm altura que sugere que atuem entre as posições 1 e 2. São eles: Dejounte Murray (239 minutos na bolha e 1,93m de altura), Lonnie Walker (221 minutos na bolha e 1,96m de altura), Derrick White (209 minutos na bolha e 1,93m de altura), Keldon Johnson (208 minutos na bolha e 1,96m de altura) e Quinndary Weatherspoon (63 minutos na bolha e 1,91m de altura). Os outros dois têm combinação de tamanho, agilidade e fundamentos que os deixa restritos à posição 5: Jakob Poeltl (206 minutos na bolha e 2,16m de altura) e Drew Eubanks (142 minutos na bolha e 2,06m de altura).

Assim, desde a retomada da temporada, o Spurs usou só dois jogadores com tamanho típico de um ala, posição cada vez mais importante na NBA moderna. Trata-se dos veteranos DeMar DeRozan, que com 1,98m teria tamanho para flutuar entre as posições 2 e 3, e Rudy Gay, que com 2,03m de altura teria tamanho para flutuar entre as posições 3 e 4.

Mas foi comum para o Spurs usar três de seus prospectos ao mesmo tempo, ou dois deles ao lado de Patty Mills (1,85m de altura) ou Marco Belinelli (1,96m de altura), na bolha de Orlando. Assim, DeRozan passou a jogar minutos na posição 4, começando o jogo como titular ao lado de Murray, White, Walker e Poeltl.

Mesmo com formações de perímetro muito mais baixas do que manda o manual da NBA moderna, o Spurs jogou seu basquete mais competitivo na temporada. Como exemplos, venceu o Sacramento Kings, o Memphis Grizzlies e o New Orleans Pelicans, que iniciaram com quatro jogadores tão ou mais altos que DeRozan, o Utah Jazz, que escalou três jogadores mais altos que o camisa #10 do alvinegro como titulares, e o Houston Rockets, que começou com dois jogadores maiores que o astro do time de San Antonio.

Claro que altura sempre será bem vinda no basquete. Na recente derrota para o Denver Nuggets, por exemplo, o Spurs tomou 30 pontos de Michael Porter Jr,  que do alto de seus 2,08m jogou na posição três e simplesmente arremessou por cima de seus marcadores. Mas esse é um problema que a maioria das equipes enfrenta. É difícil achar jogadores que combinem o tamanho e a agilidade necessária para conter pontuadores versáteis do tipo.

Uma combinação de fatores faz com que o caso do ala do Nuggets possa ser considerado exceção. Murray, White, Walker, Johnson e Weatherspoon não são exatamente baixos, e todos têm bons fundamentos defensivos. Além disso, a combinação de comissões técnicas cada vez mais inteligentes na NBA moderna e a evolução do preparo físico, que faz com que jogadores consigam dobrar a marcação e se recuperar para contestar um possível arremessador livre o mais rapidamente possível, faz com que seja cada vez mais difícil explorar um marcador baixo perto da cesta.

Spurs precisa de organizadores mais confiáveis

Quem olha as escalações do Spurs na bolha, com cinco prospectos das posições 1 e 2 ganhando minutos ao lado de DeRozan, pode imaginar que o time teve a movimentação de bola como ponte forte em Orlando. Mas a realidade é bem diferente. A equipe teve o ataque estagnado em várias oportunidades e se viu dependente do camisa #10 em momentos decisivos. O problema ficou ainda mais evidente na vitória sobre o Pelicans, em que o alvinegro viu uma vantagem de vinte pontos evaporar após White sair machucado.

É difícil usar estatísticas para medir o QI de basquete de um jogador, uma qualidade que costuma-se chamar de “intangível”. Mas um jeito de ajudar a percebê-lo é a relação entre assistências e turnovers de um determinado atleta. E os números dos prospectos do Spurs eram razoáveis antes da bolha.

Mas desde a retomada da temporada, quando os prospectos passaram a jogar mais com a bola nas mãos, Walker foi o único que progrediu na estatística, o que mostra que os demais apresentavam desempenho melhor quando atuavam cercados de veteranos – especialmente DeMar DeRozan e LaMarcus Aldrige, que desfalcou o Spurs na bolha de Orlando.

Claro que as coisas não são preto no branco para jovens prospectos que estão nessa altura na carreira, e muita coisa boa foi mostrada. Walker bateu seu recorde pessoal ao distribuir seis assistências na recente vitória sobre o Pelicans, já na bolha, e arrancou elogios de Gregg Popovich. Já Johnson, apesar de não de criar muito para os outros, mostrou facilidade para cavar faltas em infiltrações e chegar à linha dos lances livres com consistência.

Mas os números mostram que o Spurs pode ter muitos problemas caso DeRozan opte por sair de seu contrato e virar agente livre. Além de ser o mais alto jogador de perímetro do elenco, o ala-armador é o mais capaz comandante de ataque que o time tem hoje. O camisa #10 terminou a temporada com 380 assistências e 164 turnovers, o que significa 2,32 passes para cesta a cada desperdício de posse.

Spurs pode atacar carências no Draft. E a agência livre?

Mesmo caso DeRozan decida cumprir seu último ano de contrato com o Spurs, é possível concluir que o ideal seria a franquia achar jogadores que possam defender adversários com tamanho de ala e que possam ajudar a organizar o ataque do time. Uma combinação bem específica, o que pode tornar a busca por reforços ingrata.

O primeiro passo para isso seria cumprir um bom papel no Draft. O scout brasileiro Rafael Uehara colocou, em seu Draft Board, o papel que espera que cada prospecto cumpra dos dois lados da quadra na NBA. Ele lista, por exemplo, Tyrese Haliburton como um condutor de bola que pode ajudar em rotações defensivas.

Armador de 20 anos de idade 1,96m de altura, Haliburton é um jogador de muito QI de basquete e altruísmo, o que o faz parecer um fit natural para o Spurs. Como tem bom aproveitamento nos arremessos, mas abre mão de bolas fáceis para assistir seus companheiros com frequência, é adorado por franquias que valorizam os números, mas levanta preocupação em quem prefere observar os prospectos mais de perto. De qualquer jeito, funcionaria bem ao lado de um condutor de bola como DeRozan, já que tem altura e fundamentos bons o bastante para marcar jogadores da posição dois, por exemplo. Na temporada, sua segunda no basquete universitário americano, apresentou médias de 15,2 pontos, 6,5 assistências, 5,9 rebotes e 2,5 roubadas de bola em 36,7 minutos por exibição por Iowa State, convertendo 50,4% de seus arremessos de quadra, 41,9% de seus tiros de três e 82,2% de seus lances livres. Pode estar ao alcance da franquia texana na primeira rodada.

Para a segunda, uma opção que Uehara coloca com perfil parecido seria Abdoulaye N’Doye. Armador francês de 22 anos de idade e 1,98m de altura, disputou 26 partidas pelo Cholet Basket na última temporada, apresentando médias de 10,2 pontos (52,2% FG, 42,9% 3 PT, 75% FT), 4,3 rebotes e 3,9 assistências em 30,8 minutos por exibição.

Na agência livre, as coisas ficam um pouco mais complicadas. Nomes como Brandon Ingram (2,01m de altura, 259 assistências e 189 turnovers na temporada) e Bogdan Bogdanovic (1,98m de altura, 207 assistências e 102 turnovers na temporada) são restritos, o que significa que Pelicans e Kings podem igualar as propostas feitas por eles. Assim, é difícil imaginar um cenário em que a franquia texana consiga roubar um dos dois.

Assim, o Spurs precisará ser criativo para atacar suas carências, especialmente se tiver que se virar sem DeRozan.

Spurs (31-38) @ Pelicans (30-40) – Vitória e susto

122×113

No que parecia ser sua melhor atuação na bolha até aqui, o San Antonio Spurs conseguiu importante vitória por 122 a 113 sobre o New Orleans Pelicans nesse domingo (9), se mantendo vivo na briga por uma vaga nos playoffs e eliminando o adversário. Porém, o alvinegro deixou a quadra com um gosto amargo por causa da preocupante lesão de Derrick White. Vamos, a seguir, aos destaques do confronto.

DeRozan foi decisivo para a vitória do Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

Preocupante

Destaque do Spurs dos dois lados da quadra desde a retomada da temporada em Orlando, Derrick White marcou 16 pontos na primeira metade do jogo e ajudou seu time a abrir 20 de vantagem. Parecia que o alvinegro caminhava para uma vitória tranquila com uma grande exibição, até que uma trombada mudou tudo. O camisa #4 sentiu o joelho esquerdo pouco antes do intervalo, após choque com Jrue Holiday.

White ainda tentou voltar para o segundo tempo depois de ir mancando para os vestiários, mas logo pediu para sair e deixou a arena com a região imobilizada. Sem ele, o Pelicans chegou a cortar a diferença para quatro pontos.

“Quando Derrick saiu, um terço da nossa capacidade de infiltração foi com ele. Então, a bola ficou um pouco travada no segundo tempo”, explicou o técnico Gregg Popovich, segundo reportagem do jornal americano San Antonio Express-News.

Ajuda veterana

Para sorte do Spurs, o DeMar DeRozan que assume a responsabilidade no quarto período, que tem aparecido durante as decisivas partidas da bolha, voltou a dar as caras contra o Pelicans. O camisa #10 marcou 15 dos seus 27 pontos na parcial derradeira, deixando a quadra como cestinha da partida. Outro veterano importante foi Rudy Gay, que registrou 19 pontos, cinco rebotes, três assistências e três roubadas de bola saindo do banco.

E agora?

Ainda não se sabe se o Spurs poderá contar com White nesta terça-feira (11), quando o time enfrenta o Houston Rockets em partida decisiva para seu futuro na temporada. O alvinegro informou que o armador sofreu uma “contusão no joelho esquerdo”, e por enquanto ele é listado como dúvida para o clássico texano.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

DeMar DeRozan – 27 pontos e 4 rebotes

Rudy Gay – 19 pontos, 5 rebotes, 3 assistências e 3 roubos de bola

Dejounte Murray – 18 pontos, 5 rebotes e 2 roubos de bola

Derrick White – 16 pontos, 3 assistências e 3 rebotes

Marco Belinelli – 14 pontos

Drew Eubanks – 8 pontos, 11 rebotes, 3 assistências, 2 tocos e 2 roubos de bola

Jakob Poeltl – 4 pontos, 14 rebotes e 2 roubos de bola

New Orleans Pelicans

JJ Redick – 31 pontos, 5 rebotes e 3 assistências

Zion Williamson – 25 pontos e 7 rebotes

Brandon Ingram – 17 pontos, 6 rebotes e 5 assistências

Derrick Favores – 10 pontos e 12 rebotes

Lonzo Ball – 5 pontos, 10 assistências, 5 rebotes e 2 tocos