Arquivo do autor:Gabriel Melloni

Brasileiros em fases diferentes

As últimas semanas têm sido diferentes no que se trata da fase dos jogadores brasileiros na NBA. Enquanto Anderson Varejão aparece bem, Nenê só foi assunto de forma negativa e Leandrinho nem tem conseguido atuar.

Varejão vive, sem dúvida, seu melhor momento na carreira. Além da boa fase individual, já que é titular de seu time e tem sido peça fundamental na parte defensiva da equipe, o Cleveland também atravessa um grande momento. É o líder da Conferência Leste e foi a primeira equipe a garantir classificação para os playoffs. Conta com uma equipe entrosada e, se demonstrar experiência, pronta para ser campeã. O que mais Anderson poderia querer?

Leandrinho vive situação delicada no Phoenix. O melhor sexto jogador da NBA em 2007 ainda está com o joelho esquerdo contundido. Para piorar, sua recuperação está sendo muito lenta, a ponto de, segundo ele mesmo, ainda precisar de mais duas semanas para voltar às quadras. Para piorar, as chances de classificação dos Suns são escassas, e parece que a equipe vai ter que ver os playoffs pela televisão.

Mas a pior de todas as situações nestas últimas semanas foi a de Nenê. O brasileiro se envolveu em uma confusão no jogo contra o próprio Phoenix e foi expulso. Faltando 7min25s do último quarto de jogo, o pivô dos Nuggets agarrou Louis Amundson e o atirou no chão, depois que o armador Chauncey Billups errou um arremesso de três. Para piorar, o reserva dos Suns alegou que Nenê havia dado uma cabeçada nele alguns momentos antes. “Na posse antes daquela (da falta flagrante), ele  me deu uma cabeçada. Eu jogo duro, não recuo contra ninguém. Muitos destes caras durões esperam que os adversários dêem para trás. Eles não gostam quando os outros jogadores não recuam, isso os deixa frustrados”, disse Amundson. Não feliz em ser expulso, o brasileiro ainda foi para cima do juíz, o que pode valer a ele suspensão e multa. Quem não gostou nada disso foi o técnico do Denver, que disse que os jogadores de sua equipe “precisam ser mais maduros emocionalmente”. Nada mais justo após a atitude do brasileiro.

Oeste praticamente resolvido

A situação na Conferência Oeste vai se encaminhando para uma decisão antes do que todos esperavam. Na última terça-feira, dia 10 de março, a equipe do Dallas Mavericks bateu o Phoenix Suns por 122 x 117 e enterrou as poucas esperanças que restavam à equipe do Arizona na busca pela classificação aos playoffs.

O Dallas contou mais uma vez com grande atuação de seu astro, o ala-pivô alemão Dirk Nowitzki, que foi fundamental para a vitória com 34 pontos e 13 rebotes, além da contribuição do ala-armador Jason Terry, que mais uma vez saiu do banco para ser um dos destaques da equipe, com 25 pontos.

Pelo lado dos Suns, os destaques foram o armador Steve Nash, com 23 pontos e 13 assistências, e Shaquille O’Neal, que marcou 21 pontos na partida e se tornou o sexto maior cestinha de todos os tempos da NBA, com 27.322 pontos.

Com a derrota, o Phoenix ficou a cinco vitórias do oitavo colocado na Conferência Oeste, o próprio Dallas. Além disso, a moral da equipe anda lá embaixo. Essa foi a quinta derrota consecutiva dos Suns, que parecem já ter jogado a toalha no que se refere às chances de chegar aos playoffs.

Já o Dallas ganha confiança após essa vitória. O time texano não ganhava há cinco jogos fora de casa e não havia batido nenhum adversário de conferência jogando no terreno inimigo.

Parece que a situação do lado Oeste está resolvida. Não vejo a equipe do Phoenix com a força necessária para reagir. Força essa que o time costumava ter, já que, desde a temporada 2004-05, chegou aos playoffs todos os anos. Também não vejo a possibilidade do Dallas ter uma queda tão brusca neste final de temporada regular a ponto de ser ultrapassado. Mesmo com a irregularidade da equipe neste ano, a maioria de seus jogadores é experiente, o que só dificulta as coisas para os Suns.

Um grande feito de um grande jogador

Queridos leitores, volto hoje às atividades no site após duas semanas fora por problemas pessoais. Agradeço meus companheiros por terem cumprido meu papel durante minha ausência e peço desculpas a vocês por esse meu período fora.

Bom, mas vamos falar de NBA. Na última segunda, durante a vitória dos Mavericks sobre os Raptors por 109 x 98, mais um grande feito foi alcançado por um dos grandes jogadores dos últimos tempos na NBA. O armador Jason Kidd se tornou o quarto jogador da história da NBA a anotar 10000 assistências ao longo da carreira ao dar mais um passe decisivo para Brandon Bass. Com isso, Kidd entra para uma seleta galeria, da qual participam apenas John Stockton (15,806), Mark Jackson (10,334) e Magic Johnson (10,141).

Após o feito, o armador do time texano foi modesto, e disse: “Isso só significa que meus companheiros colocaram a bola na cesta ao longo de minha carreira”. Mas nós sabemos que não é só isso. Kidd sempre se destacou por sua habilidade nas assistências. O veterano de 35 anos tem ótimas médias ao longo de sua carreira. São 14.2 pontos, 6.7 rebotes e 9.3 assistências de média durante seus 17 anos na NBA. Além disso, são nove participações no All Star Game.

Hoje, Kidd não é mais nem sombra do jogador que já foi. Aquele jogador que levou a equipe do New Jersey Nets praticamente sozinho até as finais da NBA, que alavancou a carreira de jogadores como Richard Jefferson e Kenyon Martin, que chegou a New Jersey sob muita desconfiança, tendo que ouvir de muitos que os Nets haviam sido burros ao recebê-lo em troca de Stephon Marbury. Mesmo assim Kidd ainda merece o respeito e a admiração de todos os fãs do basquete, porque é um dos últimos armadores clássicos ainda em atividade, daqueles que se preocupa mais em servir do que arremessar, e isso está muito em falta na NBA atualmente.

Mais um caso de descaso

Há alguns meses atrás, eu escrevi nesta mesma coluna sobre a má qualidade da mídia ao tratar do basquete. Pois bem, nesta última semana tivemos mais um exemplo do descaso com o nosso esporte.

No último domingo, a equipe do Universo Brasília venceu os mexicanos do Halcones Xalapa, na cidade mexicana de Xalapa, por 86 x 83, e ficou com o título da Liga das Américas de basquete, torneio que, apesar de ter tido apenas sua segunda edição, já é considerado o mais importante do continente.

O jogo foi emocionante. Após virar o primeiro quarto perdendo por 10 pontos e ter visto essa diferença chegar a 16, a equipe brasileira reagiu e conseguiu virar o placar no terceiro quarto. Liderados pelo armador Valtinho, que anotou 21 pontos, além de seis rebotes e cinco assistências, os brasilienses conseguiram controlar o placar e contaram com os erros do adversário no final do jogo para chegarem ao título. O MVP da competição foi o ala-armador brasileiro Alex, do próprio Universo.

Apesar deste grande feito alcançado por uma equipe brasileira, pouco se viu nos veículos de comunicação sobre a conquista. As grandes redes de televisão pouco tocaram no assunto, isso quando tocaram. Na mídia escrita, apenas pequenas notas informando o leitor. Até mesmo na internet é difícil achar uma matéria sobre o tema. Apenas em blogs e sites não ligados a grandes portais.

Eu não consigo acreditar que não haja mais público para o basquete. Não é possível que as pessoas simplesmente tenham deixado de gostar do esporte que historicamente era o segundo na preferência nacional. Então o que acontece? É importante que algo mude, e rápido. Porque senão o basquete só perderá espaço na preferência dos brasileiros.

Convocação dos reservas para o All Star Game

A NBA divulgou na última quinta-feira os nomes de todos os jogadores que participarão do All Star Game, no dia 15 de fevereiro em Phoenix, Arizona.

Pelo lado do Oeste, além dos titulares Chris Paul (New Orleans Hornets), Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Amare Stoudemire (Phoenix Suns), Tim Duncan (San Antonio Spurs) e Yao Ming (Houston Rockets), foram convocados também Chauncey Billups (Denver Nuggets), Tony Parker (San Antonio Spurs), Brandon Roy (Portland Trail Blazers), Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks), Pau Gasol (Los Angeles Lakers), David West (New Orleans Hornets) e o veterano Shaquille O’Neal (Phoenix Suns), que participa de seu 15º Jogo das Estrelas.

Sem grandes surpresas nesta conferência. Talvez as ausências do duas vezes MVP Steve Nash e de Carmelo Anthony causem alguma polêmica, mas os jogadores convocados vêm fazendo uma ótima temporada e mereceram ser chamados. Destaque para os únicos dois que ainda não se tornaram figuras constantes em All Star Games: o ala David West, que chega ao seu segundo Jogo das Estrelas, com médias de 19.9 pontos e 7.4 rebotes; e o armador Brandon Roy, que também chega ao seu segundo, com médias de 22.2 pontos, 5.1 assistências e 4.6 rebotes.

Pelo lado Leste, a surpresa foi a quantidade de jogadores que foram convocados pela primeira vez. Devin Harris, do New Jersey Nets, Danny Granger, do Indiana Pacers, e Jameer Nelson, do Orlando Magic, farão sua primeira participação.

Além deles, o Leste contará com: Allen Iverson (Detroit Pistons), Dwayne Wade (Miami Heat), LeBron James (Cleveland Cavaliers), Kevin Garnett (Boston Celtics) e Dwight Howard (Orlando Magic), como titulares. Na reserva, teremos Joe Johnson (Atlanta Hawks), Paul Pierce (Boston Celtics) Rashard Lewis (Orlando Magic) e Chris Bosh (Toronto Raptors).

A falta de Ray Allen talvez seja a maior polêmica desta convocação. O veterano jogador vem sendo muito importante para o Celtics, mas ficou de fora do que seria sua nona convocação para o All Star Game. O destaque é o Orlando Magic, que cederá três jogadores: Dwight Howard, Rashard Lewis e Jameer Nelson.