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Spurs (1-4) x Suns (4-1) – Até logo Summer League

55×90

Nesta sexta-feira (13), dia nacional do rock, o San Antonio Spurs entrou em quadra em sua rodada de consolação na Summer League de Las Vegas após ser eliminado da disputa pelo título na noite anterior, com derrota para o Milwaukee Bucks na prorrogação. A despedida aconteceu com novo revés, dessa vez pelo placar de 90 a 55 para o Phoenix Suns. Sem Derrick White, Lonnie Walker e Chimezie Metu, machucados, o alvinegro pouco apresentou no jogo. Mesmo assim, ainda temos algumas coisas para destacar –  ou quase isso… Vamos lá.

Blossomgame

Blossomgame segue ajudando da sua maneira (Reprodução/nba.com/spurs)

Ataque nulo

Mesmo que Jaron Blossomgame não tenha feito um jogo ruim, o ataque em geral foi muito fraco. Maverick Rowan foi o grande destaque ofensivo com apenas 11 pontos. Amida Brimah também fez das suas e anotou oito pontos. Por fim, Trey McKinney-Jones ajudou com sete pontos. Em uma partida em que o ataque foi mal e acertou apenas 31,4% de seus arremessos de quadra, o Spurs parou em um jogo inspirado de Javonte Green, que brilhou pelo time de Phoenix.

Não mostrou ao que veio

London Perrantes, que veio como um dos destaques do time de verão do Spurs depois de integrar o elenco profissional do Cleveland Cavaliers na última temporada, sairá em baixa após a competição. A apresentação contra o Suns foi mais uma para o armador esquecer. Tentou apenas cinco arremessos de quadra, acertou dois e também distribuiu quatro assistências. Vamos ver como ele vai lidar com isso no restante da temporada se conseguir novas chances.

Será que chegou sua hora?

Selecionado na penúltima escolha do Draft de do ano passado, Jaron Blossomgame disputou as Summer Leagues da última temporada, levou sua bagagem também para G-League e agora parece estar pronto para a última etapa: a NBA. O ala vem apresentando bons números tanto ofensivamente quanto defensivamente, além de conseguir se manter consistente, algo que tem ser levado em conta quando se ingressa na liga profissional americana de basquete. Fiquem de olho, pois o técnico Gregg Popovich pode começar a dar chances ao garoto.

Tem mais

Além de Derrick White e Lonnie Walker IV, o já citado Jaron Blossomgame pode ser chamados para integrar o elenco principal, haja visto que Kawhi Leonard tem seu futuro incerto, e o ala se sente confortável jogando justamente na posição três. Além deles, o bom ala-pivô Chimezie Metu também pode ganhar mais oportunidades. Olivier Hanlan também merece destaque.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Maverick Rowan – 11 pontos e 2 rebotes

Phoenix Suns

Javonte Green –  20 pontos e 5 rebotes

Alec Peters – 17 pontos e 4 rebotes

Shaquille Harrison – 13 pontos, 7 assistências, 6 rebotes e 3 tocos

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Spurs (0-1) x Pacers (1-0) – Chegamos em Las Vegas

76×86

Neste sábado (07), o San Antonio Spurs começou sua jornada na Summer League de Las Vegas com revés. A equipe texana foi derrotada pelo Indiana Pacers pelo placar de 86 a 76. Mais uma vez, o destaque ficou para Derrick White e Lonnie Walker, embora o segundo ainda esteja forçando muitos arremessos. Vamos, a seguir, aos destaques do confronto.

Derrick White é destaque de novo (Reprodução/nba.com/spurs)

A molecada até tentou

Na derrota, White mostrou de novo como pode ajudar no elenco principal, contribuindo não só nos números, mas também rodando a bola. O armador segue se destacando não só ofensivamente, mas na defesa, nos rebotes e roubando a bola. Sobrou até um toco no meio disso tudo. Já Lonnie Walker segue sem achar os tempo certo para arremessar, mesmo problema que o colega enfrentou no jogo. Mesmo assim, ambos combinaram para 34 pontos.

Walker vem se esforçando (Reprodução/nba.com/spurs)

O que há com Walker?

Sabemos que adaptação vem com o tempo, e mesmo que Walker ainda venha julgando mal o momento de arremessar e tentando chutar muito bem contestado, o ala-armador tenta compensar defensivamente e até imprimindo mais agressividade para pontuar dentro da área pintada. Contra o Pacers, foi mais consistente. Tentou muito, é verdade e aproveitamento nos arremessos de quadra beirou os 33,3%, mas o jogador contribuiu com quinze pontos e quatro rebotes. Aguardamos as próximas apresentações.

Não é só de armador de que se vive

Outros jogadores merecem reconhecimento e seguem mostrando bom desempenho nas Summer Leagues. Jaron Blossomgame e Chimezie Metu, o segundo oriundo do draft de 2018, combinaram para 15 rebotes e seguem se destacando defensivamente. O ala já foi citado na vitória sobre o Memphis Grizzlies, e o pivô vem mostrando regularidade e números muito consistentes, o que pode levá-lo mais cedo para a NBA.

Fiquem atentos

Cory Jefferson estava com a mão quente e, mesmo que tenha feito somente nove pontos, contribuiu toda vez que foi acionado e colocado em posição de anotar. Converteu todos os arremessos de quadra que tentou e se mostrou um gatilho bom que deve ser mais acionado nas próximas partidas. Olivier Hanlan, por sua vez, não contribuiu tanto ofensivamente como na partida anterior, registrando dois rebotes e três assistências, Jeff Ledbetter também fez das suas, mas foi outro que ficou bastante apagado, anotando dois pontos e quatro rebotes.

Teve até técnico da NBA

Nate McMillan, técnico do Indiana Pacers, esteve presente no jogo. Ele falou sobre a ida de LeBron James para o Los Angeles Lakers e elogiou a última temporada de Victor Oladipo, que rendeu o prêmio de jogador que mais evoluiu. O treinador até deu boas gargalhadas com algumas piadas que o narrador e o comentarista fizeram e saiu feliz com o que viu.

O que vem por aí

Neste domingo, o Spurs mede forças com o Washington Wizards, e na terça-feira encerra sua participação na primeira fase da Summer League de Las Vegas em duelo com o Portland TrailBlazers. Depois disso, começam os playoffs, que vão definir o campeão do torneio.

Destaques da partida:

San Antonio Spurs

Derrick White – 19 pontos, 5 assistências e 5 rebotes

Lonnie Walker – 15 pontos e 4 rebotes

Chimezie Metu – 12 pontos e 5 rebotes

Jaron Blossomgame – 8 pontos e 10 rebotes

Indiana Pacers

TJ Leaf – 17 pontos

Aaron Holiday – 10 pontos, 7 assistências e 7 rebotes

Alize Johnson – 10 pontos e 9 rebotes

Adeus e boa sorte! Parker assina com o Hornets

Um MVP das finais e quatro títulos da NBA. Esse é o currículo de Tony Parker, que chegou ao San Antonio Spurs em 2001. Por isso, a sexta-feira (6) é um dia triste para a torcida da franquia, já que após longos dezessete anos o armador deixa o alvinegro rumo ao Charlotte Hornets.

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Parker em ação pelo Spurs (Reprodução/Sporting News)

Parker acertou contrato de duas temporadas no valor de US$ 10 milhões. A informação foi publicada em primeira mão por Adrian Wojnarowski, jornalista da ESPN americana.

“Parker ligou para Gregg Popovich para avisar a ele de sua decisão de aceitar a proposta de Charlotte. O Spurs queria Parker de volta, mas Parker vai pegar um papel significativo no Hornets atrás de Kemba Walker”, disse Wojnarowski, sobre a decisão tomada pelo armador.

Vaivém: Veja quem chega, quem sai e rumores envolvendo o Spurs

Green exerce opção e renova contrato com o Spurs

O ala-armador Danny Green vai exercer sua opção unilateral para renovar contrato com o San Antonio Spurs para a temporada 2018/2019 por US$ 10 milhões de dólares. A informação foi publicada por Jabari Young, jornalista do jornal americano San Antonio Express-News.

Green fica no Spurs por mais um ano (Reprodução/news4sanantonio.com)

Green acaba de completar 31 anos e está saindo de mais um ano ruim nas bolas de perímetro, o que pôde ser decisivo na sua decisão de renovar em vez de testar o mercado. Da temporada 2011/2012 até a temporada 2014/2015, o ala-armador converteu 42,3% de seus chutes de três. Nas últimas três campanhas, esse número caiu para 35,7%.

Resta saber qual será o impacto da decisão de Green nos minutos do novato Lonnie Walker e do segundo-anista Derrick White, que também podem atuar na posição 2.

Quem são os novatos escolhidos pelo Spurs no Draft

Fala esporas! Nessa quinta-feira (21), aconteceu o Draft da NBA, sediado na Barclays Arena, arena do Brooklyn Nets. O San Antonio Spurs possuía as escolhas número 18, a mais alta desde o recrutamento de Tim Duncan, e número 49. Os dois escolhidos da noite foram eles: Lonnie Walker IV, ala-armador de Miami, e Chimezie Metu, pivô de USC. Hoje, começo a analisar a dupla. Este especial será dividido em duas partes: a primeira falando sobre o jogador de perímetro, e a segunda sobre o jogador de garrafão. Vamos para a análise:

Lonnie Walker em ação por Miami (Reprodução/Sports Illustrated)

Lonnie Walker IV

Idade: 19 anos

Nacionalidade: Americano

Como chegou no draft? Freshman (calouro do college)

Posições: Armador e ala-armador

Altura: 6’4 (1,94m)

Principais médias gerais (2017-2018): 16,6 pontos, 3,7 rebotes, 2,7 assistências, 1,4 roubos de bola e 34% de aproveitamento em arremessos de três pontos, além de 74% de aproveitamento em lances livres, em 27,8 minutos por exibição.

O que devemos ficar de olho: Temos de notar três coisas principais no jogo de Walker: o atleticismo, a habilidade com a bola e na sua maneira de se portar bem defensivamente.

O atleticismo: Alto para a posição de armador e comparado com Bradley Beal, Victor Oladipo e principalmente Dwayne Wade, Walker não é nem um pouco fraco, sendo descrito até de certa forma como “uma futura aberração física”. Ele combina bons movimentos de força e consegue utilizar da mesma para efetuar jogadas acrobáticas e bandejas aéreas. Também deve ser destacada neste mesmo tópico sua enorme facilidade para incomodar os adversários, principalmente dentro do garrafão. Fora dele, sua capacidade física ajuda tanto defensivamente quanto ofensivamente. Seu jogo de transição continua sendo algo também muito falado e visto, mesmo após a lesão no joelho, o jogador segue tendo condição atleticista de elite.

Habilidade com a bola: Mesmo sendo um jogador que busca o contato e depende de explosão e velocidade para pontuar, Walker tem virtude incomum que também deve ser destacada: sua média de 1,5 desperdício de bola a cada 36 minutos em quadra mostra um controle de bola muito bom. O ala-armador também é colocado como um arremessador de elite no universitário, podendo chutar de qualquer lugar da quadra, o que explica o aproveitamento de mais de 34% das bolas vindas do perímetro, além de acerto de quase 74% nos lances livres. O futuro novato do Spurs ainda possui a qualidade que todo armador quer ter, que é a de criar o próprio arremesso, a ainda apresente um “catch & shoot” muito positivo.

Se portando na defesa: Como consequência de uma condição física muito boa e um atleticismo acima da média, Walker também é muito bom em uma coisa que Gregg Popovich adora: defesa. A maneira como age lateralmente é muito boa, o que o ajuda na hora de marcar. Também é colocado como um jogador que se sai muito bem no um contra um e pode cobrir um bom espaço de quadra. Com sua habilidade física, oponentes não se sentem confortável com ele perto.

Os contras: Ele já deve ter impressionado você. Eu sei, eu fiquei impressionado também. Mas nem tudo são flores, e por isso vou falar alguns aspectos de Walker que podem melhorar.

Com a bola na mão: Embora o arremesso de Walker e seu potencial de criar seu próprio chute sejam bons, um jogador que desperdiça tão pouco a bola tem que saber escolher quando definir e ter melhor controle dela na mão, e o ala-armador peca nisso em alguns momentos. Falta visão de quadra, e sua tomadas de decisão faz com que algumas jogadas tornem-se precipitadas, com finalizações que não vão para cesta ou contestadas com uma marcação muito forte. Para complicar mais, não consegue iniciar muito bem lances em função da falta de dinamismo.

Hora do físico: Por mais que sobrem elogios para o quesito físico, há pontos que ainda fazem Walker cometer alguns erros. Sua baixa produtividade em rebotes é algo notável e até surpreendente – foram 3,7 por jogo na temporada. Outro número que não agrada: somente 58,6% de aproveitamento ao redor torno da cesta para um jogador que utiliza muito disso.

É bom na defesa, entretanto precisa melhorar: Walker consegue preencher os espaços e incomodar o arremessador adversário, mas ainda peca na falta de instintos no momento de fazer a leitura correta da jogada. Isso reflete no número de roubadas de bola – para alguém que com as condições que o ala-armador tem, poderia ser um grande ladrão. Por mais que o jogador seja um “two-way player”, conseguindo colaborar dos dois lados da quadra, suas noções de quadra tanto defensivamente quanto ofensivamente são péssimas e precisam ser melhoradas.

Essa é uma análise rápida do novo jogador do Spurs, que por muitos foi colocado como uma das grandes “steals” desse draft. Vamos aguardar, assistir e ver do que o jovem ala-armador é capaz de fazer na Summer League e futuramente no elenco principal da franquia texana.

Opinião: Leonardo Lasso, do Live College Brasil

Gregg Popovich e o San Antonio Spurs. Parece um roteiro já conhecido, mas sempre com novidades. Em mais um draft, a franquia texana conseguiu recrutar dois bons jogadores. Na escolha 18, o alvinegro selecionou Lonnie Walker, ala-armador ex-Universidade de Miami. Na segunda rodada, com a escolha 49, recrutou Chimezie Metu, pivô ex-Southern California.

Dentre as possibilidades, o Spurs teve ótimas escolhas. Pós-loteria, Walker era o mais talentoso. Foi passado por times que entre as escolhas 15 e 17, sobrando para o alvinegro.

Já consolidado ofensivamente, Walker tem bom arremesso do perímetro (embora tenha registrado somente 35% de aproveitamento na temporada passada) e de média distância. Sai muito bem depois do drible para o arremesso. Pode criar seu próprio jogo. Com 1,93m, não é dos alas-armadores mais altos, mas tem braços longos e envergadura razoável, o que o permitirá evoluir defensivamente, ainda mais nas mãos de Pop.

Tem sérios problemas criando para os companheiros e ajudando nos rebotes. Walker só teve 3,7 rebotes e 2,7 assistências a cada 40 minutos na NCAA, números fracos. Inteligente fora da quadra, tem facilidade para entender novos esquemas de jogo. Ponto favorável em um time que preza pela movimentação de bola e pelo QI de basquete de seus jogadores.

Na escolha 49, um dos maiores steals da segunda rodada. Metu era considerado até janeiro um jogador de loteria. Teve 15,7 pontos e 7,4 rebotes de média por exibição jogando pela equipe de USC. Seu desenvolvimento ofensivo ficou abaixo do esperado, e por isso o pivô caiu tanto no Draft. É longo, atlético e ágil, mas com pouco refino técnico.

Trará energia do banco de reservas nos dois lados da quadra, mas precisa evoluir bastante, pelo potencial que tem, para ser um jogador consolidado na rotação dos Spurs.

Walker tem um dos melhores potenciais do Draft, e Metu pode ser uma grata surpresa, ainda mais na segunda rodada. Resumindo, o Draft dos Spurs foi Top 5 desta temporada.