Quem são os novatos escolhidos pelo Spurs no Draft

Fala esporas! Nessa quinta-feira (21), aconteceu o Draft da NBA, sediado na Barclays Arena, arena do Brooklyn Nets. O San Antonio Spurs possuía as escolhas número 18, a mais alta desde o recrutamento de Tim Duncan, e número 49. Os dois escolhidos da noite foram eles: Lonnie Walker IV, ala-armador de Miami, e Chimezie Metu, pivô de USC. Hoje, começo a analisar a dupla. Este especial será dividido em duas partes: a primeira falando sobre o jogador de perímetro, e a segunda sobre o jogador de garrafão. Vamos para a análise:

Lonnie Walker em ação por Miami (Reprodução/Sports Illustrated)

Lonnie Walker IV

Idade: 19 anos

Nacionalidade: Americano

Como chegou no draft? Freshman (calouro do college)

Posições: Armador e ala-armador

Altura: 6’4 (1,94m)

Principais médias gerais (2017-2018): 16,6 pontos, 3,7 rebotes, 2,7 assistências, 1,4 roubos de bola e 34% de aproveitamento em arremessos de três pontos, além de 74% de aproveitamento em lances livres, em 27,8 minutos por exibição.

O que devemos ficar de olho: Temos de notar três coisas principais no jogo de Walker: o atleticismo, a habilidade com a bola e na sua maneira de se portar bem defensivamente.

O atleticismo: Alto para a posição de armador e comparado com Bradley Beal, Victor Oladipo e principalmente Dwayne Wade, Walker não é nem um pouco fraco, sendo descrito até de certa forma como “uma futura aberração física”. Ele combina bons movimentos de força e consegue utilizar da mesma para efetuar jogadas acrobáticas e bandejas aéreas. Também deve ser destacada neste mesmo tópico sua enorme facilidade para incomodar os adversários, principalmente dentro do garrafão. Fora dele, sua capacidade física ajuda tanto defensivamente quanto ofensivamente. Seu jogo de transição continua sendo algo também muito falado e visto, mesmo após a lesão no joelho, o jogador segue tendo condição atleticista de elite.

Habilidade com a bola: Mesmo sendo um jogador que busca o contato e depende de explosão e velocidade para pontuar, Walker tem virtude incomum que também deve ser destacada: sua média de 1,5 desperdício de bola a cada 36 minutos em quadra mostra um controle de bola muito bom. O ala-armador também é colocado como um arremessador de elite no universitário, podendo chutar de qualquer lugar da quadra, o que explica o aproveitamento de mais de 34% das bolas vindas do perímetro, além de acerto de quase 74% nos lances livres. O futuro novato do Spurs ainda possui a qualidade que todo armador quer ter, que é a de criar o próprio arremesso, a ainda apresente um “catch & shoot” muito positivo.

Se portando na defesa: Como consequência de uma condição física muito boa e um atleticismo acima da média, Walker também é muito bom em uma coisa que Gregg Popovich adora: defesa. A maneira como age lateralmente é muito boa, o que o ajuda na hora de marcar. Também é colocado como um jogador que se sai muito bem no um contra um e pode cobrir um bom espaço de quadra. Com sua habilidade física, oponentes não se sentem confortável com ele perto.

Os contras: Ele já deve ter impressionado você. Eu sei, eu fiquei impressionado também. Mas nem tudo são flores, e por isso vou falar alguns aspectos de Walker que podem melhorar.

Com a bola na mão: Embora o arremesso de Walker e seu potencial de criar seu próprio chute sejam bons, um jogador que desperdiça tão pouco a bola tem que saber escolher quando definir e ter melhor controle dela na mão, e o ala-armador peca nisso em alguns momentos. Falta visão de quadra, e sua tomadas de decisão faz com que algumas jogadas tornem-se precipitadas, com finalizações que não vão para cesta ou contestadas com uma marcação muito forte. Para complicar mais, não consegue iniciar muito bem lances em função da falta de dinamismo.

Hora do físico: Por mais que sobrem elogios para o quesito físico, há pontos que ainda fazem Walker cometer alguns erros. Sua baixa produtividade em rebotes é algo notável e até surpreendente – foram 3,7 por jogo na temporada. Outro número que não agrada: somente 58,6% de aproveitamento ao redor torno da cesta para um jogador que utiliza muito disso.

É bom na defesa, entretanto precisa melhorar: Walker consegue preencher os espaços e incomodar o arremessador adversário, mas ainda peca na falta de instintos no momento de fazer a leitura correta da jogada. Isso reflete no número de roubadas de bola – para alguém que com as condições que o ala-armador tem, poderia ser um grande ladrão. Por mais que o jogador seja um “two-way player”, conseguindo colaborar dos dois lados da quadra, suas noções de quadra tanto defensivamente quanto ofensivamente são péssimas e precisam ser melhoradas.

Essa é uma análise rápida do novo jogador do Spurs, que por muitos foi colocado como uma das grandes “steals” desse draft. Vamos aguardar, assistir e ver do que o jovem ala-armador é capaz de fazer na Summer League e futuramente no elenco principal da franquia texana.

Opinião: Leonardo Lasso, do Live College Brasil

Gregg Popovich e o San Antonio Spurs. Parece um roteiro já conhecido, mas sempre com novidades. Em mais um draft, a franquia texana conseguiu recrutar dois bons jogadores. Na escolha 18, o alvinegro selecionou Lonnie Walker, ala-armador ex-Universidade de Miami. Na segunda rodada, com a escolha 49, recrutou Chimezie Metu, pivô ex-Southern California.

Dentre as possibilidades, o Spurs teve ótimas escolhas. Pós-loteria, Walker era o mais talentoso. Foi passado por times que entre as escolhas 15 e 17, sobrando para o alvinegro.

Já consolidado ofensivamente, Walker tem bom arremesso do perímetro (embora tenha registrado somente 35% de aproveitamento na temporada passada) e de média distância. Sai muito bem depois do drible para o arremesso. Pode criar seu próprio jogo. Com 1,93m, não é dos alas-armadores mais altos, mas tem braços longos e envergadura razoável, o que o permitirá evoluir defensivamente, ainda mais nas mãos de Pop.

Tem sérios problemas criando para os companheiros e ajudando nos rebotes. Walker só teve 3,7 rebotes e 2,7 assistências a cada 40 minutos na NCAA, números fracos. Inteligente fora da quadra, tem facilidade para entender novos esquemas de jogo. Ponto favorável em um time que preza pela movimentação de bola e pelo QI de basquete de seus jogadores.

Na escolha 49, um dos maiores steals da segunda rodada. Metu era considerado até janeiro um jogador de loteria. Teve 15,7 pontos e 7,4 rebotes de média por exibição jogando pela equipe de USC. Seu desenvolvimento ofensivo ficou abaixo do esperado, e por isso o pivô caiu tanto no Draft. É longo, atlético e ágil, mas com pouco refino técnico.

Trará energia do banco de reservas nos dois lados da quadra, mas precisa evoluir bastante, pelo potencial que tem, para ser um jogador consolidado na rotação dos Spurs.

Walker tem um dos melhores potenciais do Draft, e Metu pode ser uma grata surpresa, ainda mais na segunda rodada. Resumindo, o Draft dos Spurs foi Top 5 desta temporada.

Anúncios

Sobre augustoedr

Gaúcho, 18 anos. Acompanho todo tipo de esporte, desde o basquete até o beisebol universitário. Colunista e redator.

Publicado em 25/06/2018, em Draft. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s