Arquivo mensal: julho 2017

Spurs envia proposta de troca por Irving, diz jornalista

De acordo com reportagem de Adrian Wojarowski, jornalista da ESPN americana, o San Antonio Spurs enviou ao Cleveland Cavaliers uma proposta formal de troca por Kyrie Irving. Em reunião, o armador teria informado à franquia de Ohio que quer se transferir para outra equipe.

Irving em ação contra o Spurs (Reprodução/cavaliersnation.com)

Desde que surgiram as primeiras notícias sobre a insatisfação do armador em Cleveland, vinte outras franquias da NBA já entraram em contato com o Cavaliers. O Spurs está entre as seis que enviaram propostas formais de troca pelo jogador, assim como Los Angeles Clippers, Miami Heat, Minnesota Timberwolves, New York Knicks e Phoenix Suns.

Irving gostaria de deixar o Cavaliers para sair da sombra de LeBron. Em reunião com dirigentes, o astro listou Spurs, Heat, Knicks e Timberwolves como destinos prediletos.

No Cavaliers desde 2011, ano em que foi selecionado pela franquia na primeira escolha do Draft, Irving apresentou médias de 25,2 pontos, 5,8 assistências e 3,2 rebotes em 34,2 minutos por exibição na última temporada. Pela franquia, foi campeão da NBA em 2016.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e rumores sobre o Spurs

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Como Joffrey Lauvergne pode render no Spurs?

Por Luís Araújo*

Joffrey Lauvergne terminou a última temporada no Chicago Bulls, passou a maior parte dela no Oklahoma City Thunder e jogou dois anos no Denver Nuggets antes disso. Nestes times, o pivô encontrou rotações congestionadas em seu setor e não teve tanto espaço. Mas não quer dizer que não teve flashes interessantes, capazes de torná-lo uma peça útil para Gregg Popovich.

Lauvergne é um dos reforços do Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

Na temporada passada, por exemplo, em um dos 23 jogos que fez com o Bulls (contando também os playoffs), teve uma atuação de 17 pontos, sete rebotes e três assistências em uma vitória sobre o Detroit Pistons. Ele também acertou sete dos 13 arremessos que tentou, incluindo uma bola de três convertida, e ficou em quadra por pouco mais de 28 minutos.

Um olhar mais atento para essa produção ajuda a entender melhor algumas coisas das quais ele é capaz de fazer, além de dar uma base sobre como o jogador pode se encaixar no Spurs.

Logo no primeiro lance do vídeo, dá para ver Lauvergne trabalhando no pick-and-roll com Jimmy Butler, que viu seu marcador passar por cima do bloqueio e ainda se viu cercado por Andre Drummond, que se preocupou em não deixar o caminho livre para ele infiltrar. Foi isso que abriu a possibilidade para o francês ser acionado e finalizar com a mão esquerda diante de Kentavious Caldwell-Pope, que correu para tentar ajudar a proteger a cesta.

Não é difícil imaginar esse tipo de coisa acontecendo no Spurs. Em um time que deixa bastante a bola nas mãos de Kawhi Leonard para iniciar jogadas usando bloqueios de pivôs, Lauvergne pode ser bem explorado e entregar bons resultados nestas oportunidades.

O segundo lance do vídeo mostra uma cesta decorrente de rebote de ataque, algo que também faz parte das principais virtudes do francês. Em seguida, ele cavou falta que o levou a cobrar dois lances livres após receber passe longe da cesta, observar Drummond sair correndo para contestar e botar a bola no chão para driblar. Essa capacidade de fazer o corte também é uma coisa muito boa que ele consegue fazer contra oponentes menos ágeis, mas que só funcionou neste caso porque seu marcador o considerou uma ameaça no chute de média distância.

É justamente um chute de média distância que ele aparece acertando no lance seguinte, aproveitando-se da preocupação que Butler causou na defesa ao entrar no garrafão, fazendo com que Drummond corresse para proteger a cesta. Estatisticamente, Lauvergne ainda não tem um arremesso de fora do garrafão que possa ser considerado extremamente confiável. O potencial para que isso seja uma arma poderosa no seu leque ofensivo existe, e até é possível vê-lo pegando fogo vez ou outra, mas os resultados em linhas gerais ainda variam.

Na sequência do vídeo, Lauvergne faz outra cesta após colocar a bola no chão para driblar o pivô adversário, produz uma com a mão direita a partir do post-up e finaliza uma bola embaixo da cesta depois de Butler mais uma vez atrair a marcação do adversário.

Por fim, um pick-and-pop com Paul Zipser que termina com uma bola de três. É aí que vem mais um potencial interessante no jogo de Lauvergne: há sinais claros de desenvolvimento nos arremessos de longe nos últimos meses. Não dá para saber ao certo como serão os próximos passos, mas dá para criar alguma animação com o que vem acontecendo até agora.

Em suma, além desta questão dos chutes de média e longa distância, Lauvergne é um pivô que sabe o que fazer com a bola nas mãos, seja buscando o corte contra rivais mais lentos ou encaixando bons passes – algo que sempre é muito valioso para quem vai jogar para Popovich. Mas o melhor dele parece ser mesmo sem a bola nas mãos, aproveitando a boa mobilidade para correr a quadra em contra-ataques e a inteligência para se deslocar e cortar para a cesta em momentos precisos. Não é à toa que o pick-and-roll é um dos seus pontos mais fortes.

Sobre isso, aliás, vale a pena também observar essa atuação ainda pelo Nuggets, em jogo contra o Sacramento Kings em fevereiro de 2016. Lauvergne saiu do banco para produzir 22 pontos e sete rebotes em 25 minutos, convertendo dez dos 14 chutes que tentou – incluindo, novamente, um de três. Teve chute de média distância, bola de três e finalizações depois de colocar a bola no chão. Mas o grosso da produção veio mesmo a partir do pick-and-roll.

Defensivamente, Lauvergne também é bom reboteiro. Não dá muitos tocos e não chega a ser um grande protetor do aro, mas é um marcador sólido no um contra um. Além disso, a boa mobilidade o permite se virar bem longe da cesta nas vezes em que for arrastado para reagir a bloqueios. Pelo que mostrou até agora, parece capaz e disciplinado o bastante para se encaixar bem a um sistema defensivo que tem sido um dos melhores da liga já há alguns anos.

Esse conjunto de habilidades nos dois lados da quadra tornam Lauvergne uma aposta mais do que válida. Jogando para um técnico como Popovich e em uma organização como o Spurs, nem chegaria a ser uma surpresa enorme se ele atingisse um nível mais alto nesta trajetória na NBA.

* Especialista no Chicago Bulls, Luís Araújo é dodo do Triple-Double, um dos melhores blogs sobre basquete do Brasil. É possível virar assinante por vários valores e receber conteúdo especial sobre o esporte, além de participar de promoções para brindes exclusivos.

Hanga renova contrato com Saski Baskonia

Antes considerado provável reforço do San Antonio Spurs para a temporada 2017/2018, Adam Hanga parece cada vez mais longe da NBA. Nesse domingo (23), o Saski Baskonia, clube que o ala húngaro defende desde 2013, anunciou a renovação do seu contrato por mais três anos.

Hanga deve continuar no Saski Baskonia (Divulgação/Liga ACB)

Hanga havia recebido a proposta originalmente do Barcelona, e o Baskonia valeu-se do direito que tinha para igualar a oferta e manter o jogador no clube.

Selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft de 2011, Hanga tem seus direitos de NBA ligados à franquia texana desde então. Na última temporada, o ala de 28 anos de idade e 1,99m de altura apresentou médias de 11,9 pontos (47,2% FG, 32,5% 3 PT, 78% FT) e quatro rebotes em 28,2 minutos por exibição na Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete, e 10,5 pontos (44,9% FG, 33,6% 3 PT, 66,7% FT) e 4,4 rebotes em 28 minutos por partida na Euroliga.

Como Hanga terminará seu novo vínculo com o Baskonia aos 31 anos de idade, fica difícil imaginar uma futura transferência para o Spurs. Levá-lo para a NBA só seria possível se o contrato prever uma cláusula de rescisão em caso de proposta da franquia.

Além de Hanga, o Spurs tem os direitos de outros nove jogadores: o armador Olivier Hanlan, os alas Jaron Blossomgame e Nemanja Dangubic, os alas-pivôs Erazem Lorbek, Georgios Printezis e Viktor Sanikidze e os pivôs Cady Lalanne, Nikola Milutinov e Sergei Karaulov.

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Gasol renova contrato com o Spurs, diz jornalista

Pau Gasol acertou sua permanência no San Antonio Spurs. De acordo com reportagem de Adrian Wojnarowski, jornalista da ESPN americana, o pivô espanhol renovou contrato com a franquia texana por três temporadas. O valor do novo vínculo ainda não foi divulgado.

Gasol continua no Spurs (Reprodução/nba.com/spurs)

No começo da offseason, Gasol rejeitou sua opção automática de renovação por US$ 16,2 milhões em movimentação que deu ao Spurs flexibilidade salarial para ir ao mercado e contratar agentes livres. Como compensação, a franquia ofereceu contrato de três temporadas.

Gasol tem 37 anos de idade e improvável pensar que jogue até os 40. Por isso, a movimentação foi boa para os dois lados. Se o pivô se aposentar durante o contrato, recebe seu valor integral sem que isso pese contra o teto salarial. Em outras palavras, foi um jeito encontrado pela franquia de “diluir” os US$ 16,2 milhões que o espanhol ganharia pelo próximo campeonato.

Na última temporada, sua primeira no Spurs, Gasol teve médias de 12,4 pontos e 7,8 rebotes em 25,4 minutos por exibição na fase de classificação e 7,7 pontos e 7,1 rebotes em 22,8 minutos por jogo nos playoffs. Seu aproveitamento de 53,8% nas bolas de três foi o melhor da liga.

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Spurs contrata ex-colega de Forbes, diz jornalista

O San Antonio Spurs segue trabalhando na construção de seu elenco rumo à temporada 2017/2018 da NBA. De acordo com reportagem de Zach Lowe, jornalista da ESPN americana, o alvinegro acertou a contratação de Matt Costello, ex-companheiro de equipe de Bryn Forbes. O jogador será dono do primeiro two-way contract da história da franquia texana.

Costello em ação pelo Wolves em Las Vegas (Reprodução/nba.com/timberwolves)

Novidade para a temporada 2017/2018, o two-way contract é um tipo de vínculo misto entre a NBA e a D-League. Cada franquia da liga poderá ter dois jogadores com contratos desse tipo além de no máximo 15, quantidade permitida da fase de classificação aos playoffs.

Jogadores que assinarem contratos do tipo podem passar no máximo 45 dias com o time da NBA. Para esse limite, não conta o período anterior ao início da D-League e nem o posterior ao seu fim. O período gasto com viagens para o time do principal campeonato de basquete dos Estados Unidos, ao contrário da jornada de volta para a liga de desenvolvimento. Assim, o reforço deve passar grande parte da temporada defendendo as cores do Austin Spurs.

Ala-pivô de 23 anos de idade e 2,06m de altura, Costello foi colega de Forbes por Michigan State entre 2014 e 2016 na NCAA. Depois de passar em branco no draft do ano passado, o ala-pivô defendeu as cores do Iowa Energy, da D-League, na última temporada, apresentado médias de 9,5 pontos (51,2% FG, 18,4% 3 PT, 77,4% FT) e 10,2 rebotes em 25,3 minutos por exibição.

Neste ano, Costello disputou a Summer League de Orlando pelo Orlando Magic, obtendo, em média, cinco pontos (42,9% FG, 25% 3 PT 100% FT) e 4,7 rebotes em 19,7 minutos por jogo. Depois, disputou a de Las Vegas pelo Minnesota Timberwolves, sustentando médias de 11,2 pontos (60,7% FG, 0% 3 PT, 73,3% FT) e 12 rebotes em 25,8 minutos por partida.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e rumores sobre o Spurs