O Spurs na Olimpíada do Rio

Sem contar Monty Williams, assistente técnico da seleção americana e reforço para a comissão técnica da franquia, o San Antonio Spurs teve cinco representantes na Olimpíada do Rio de Janeiro – o número pode subir para seis se o interesse pelo armador argentino Nicolas Laprovittola for concretizado. Cobri todos os jogos de basquete da competição pelo LANCE! e, a seguir, conto um resumo do desempenho de cada um ao longo do torneio.

Gasol na disputa pelo bronze (Reprodução/fiba.com)

Pau Gasol – Medalha de bronze

Único dos cinco representantes do Spurs a subir ao pódio, Gasol mostrou, no Rio de Janeiro, porque foi a melhor contratação da franquia texana nesta offseason. O pivô foi o melhor reboteiro da Olimpíada (8,9 por jogo) e liderou a estatística de eficiência da competição (23,1). Com 19,5 pontos, 2,2 assistências e 1,9 tocos em 27,9 minutos por jogo, impressionou especialmente ofensivamente, com 54,5% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 52,2% nas bolas de três pontos. Com ele em quadra, a Espanha fez dez pontos a mais do que levou, melhor marca do elenco. Mesmo aos 36 anos de idade, o reforço continua perigosíssimo no ataque e, se conseguir se encaixar minimamente no sistema defensivo de Gregg Popovich, tem tudo para ser um dos principais nomes do time de San Antonio.

Patty Mills – Quarto lugar

Taticamente organizada, a Austrália foi uma das melhores equipes da primeira fase da Olimpíada, e teve em Mills seu melhor jogador. O armador do Spurs deixou o Rio de Janeiro com média de 21,3 pontos em 29,6 minutos por exibição, a maior disparada do elenco. Teve aproveitamento de 47,3% nos arremessos de quadra e 34,4% nas bolas de três pontos. O começo da campanha fez até mesmo surgir quem defendesse que ele deve ser o titular no lugar de Tony Parker. Mas, aos poucos, quando chegaram os jogos mais importantes e o sistema da seleção foi lido pelas adversárias, simplesmente faltou talento para o nosso Bala criar pontos na marra. Seu papel na NBA é, mesmo, o de um bom reserva.

Tony Parker – Sexto lugar

Quem viu Parker ser considerado em discussões de melhor armador da NBA e ser campeão como MVP das Finais com a camisa do alvinegro texano sabe que não se trata mais do mesmo jogador. Posso estar errado, já que o armador sofreu com problemas musculares nos últimos meses e pode não estar 100% recuperado, mas a velocidade de antigamente não está mais lá. Mesmo assim, as médias de 13,2 pontos e 3,8 assistências em 22,7 minutos por exibição, com 51,2% dos arremessos de quadra, no Rio mostram que se trata de um jogador diferenciado. Com idade semelhante (34), Manu Ginobili e Tim Duncan também passaram por temporadas em que a decadência física nos fez achar que estavam acabados, mas se reinventaram e continuaram craques. É esse o desafio do astro da França a partir de agora.

Manu Ginobili – Oitavo lugar

Se a explosão física e a capacidade de costurar defesas com dribles não estão mais lá, a genialidade e a paixão seguem vivas para Ginobili, que se aposentou da seleção da Argentina depois de apresentar médias de 15 pontos, 3,5 assistências e três rebotes em 26,1 minutos por exibição no Rio de Janeiro, com 31,4% de aproveitamento nos arremessos de três pontos. Com ele em quadra, os hermanos fizeram quatro pontos a mais do que sofreram, melhor marca do elenco. Prova de que o craque ainda sabe comandar um ataque como poucos. Além disso, sua experiência será importantíssima para um Spurs cheio de novatos.

Patricio Garino – Oitavo lugar

Com uma defesa impressionantemente agressiva, Garino, uma das caras novas do Spurs para a próxima temporada, parece ter mesmo potencial para ser o defensor de perímetro que Pop espera. Mas se engana quem acha que o ala de 23 anos de idade será útil somente assim. O reforço da equipe texana apresentou médias de 8,3 pontos e 3,2 rebotes em 24,8 minutos por exibição no Rio de Janeiro, com 53,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 33,3% nas bolas de três. Com ele em quadra, a Argentina fez 121,5 pontos a cada 100 posses de bola, melhor marca do elenco. Se bem trabalhado, pode virar um monstro.

Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 26/08/2016, em Análises. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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