Arquivo diário: 12/07/2016

Spurs (2-0) @ Bulls (2-0) – Summer League de Las Vegas

San Antonio Spurs @ Chicago Bulls – Summer League de Las Vegas

Data: 12/07/2016

Horário: 21h00 (Horário de Brasília)

Local: Cox Pavilion

Na TV: WatchESPN

Invictos na Summer League de Las Vegas, San Antonio Spurs e Chicago Bulls duelam nesta terça-feira para ver quem mantém o status. Enquanto o alvinegro vive a expectativa das estreias de Davis Bertans e Livio-Jean Charles, o rival conta com o brasileiro Cristiano Felício.

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PG – Dejounte Murray

SG – Bryn Forbes

SF – Jonathon Simmons

PF – Kyle Anderson

C – Cady Lalanne

Fique de Olho – Testado na posição 4, em função que provavelmente desempenhará no elenco principal na próxima temporada, Kyle Anderson é o destaque do Spurs em Vegas até aqui, com médias de 18,5 pontos e seis rebotes em 29,5 minutos por exibição.

PG – Jerian Grant

SG – Denzel Valentine

SF – Dez Wells

PF – Bobby Portis

C – Cristiano Felício

Fique de Olho – Caminhando para sua segunda temporada na NBA, Cristiano Felício é um dos destaques da equipe do Bulls em Vegas. Até aqui, o brasileiro sustenta médias de 11,5 pontos e 7,5 rebotes em 24,5 minutos por exibição no campeonato.

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Spurs (2-0) vs Blazers (0-2) – Dominando

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Em seu segundo compromisso pela Summer League de Las Vegas, o San Antonio Spurs dominou quase que a partida inteira e venceu o Portland TrailBlazers pelo placar de 85 a 69, em partida disputada nesse domingo (10). Vamos, a seguir, aos destaques do confronto.

Spurs levou a melhor sobre o Blazers (Reprodução/nba.com/blazers)

Jonathon Simmons

Com aproveitamento muito bom dos tiros de quadra e dos lances livres, mas sem nenhuma bola de três pontos arriscada. Jonathon Simmons melhorou e muito nessas últimas partidas. Tentando arremessos com mais certeza e não sendo afobado com a bola, foi um dos destaques do time. Além disso, a exibição em que cometeu 10 turnovers não aconteceu novamente. Contra o Blazers, o ala só teve uma perda de bola.

Spurs venceu a segunda em Vegas (Reprodução/nba.com/blazers)

Kyle Anderson

Melhor jogador da partida, Kyle Anderson vai se firmando como uma das principais apostas para o futuro. Se na Summer League de Las Vegas do ano passado o ala foi destaque, nesta temporada o atleta promete o mesmo. A partida contra o Blazers foi, talvez, uma das mais difíceis da atual campanha, principalmente com o jogador sendo responsável, muitas vezes, por marcar Noah Vonleh, atlético ala-pivô adversário. Mesmo assim, o camisa #1 foi bem e anotou 23 pontos, convertendo três bolas o perímetro.

Dejounte Murray

Selecionado pelo Spurs no Draft deste ano, Dejounte Murray mostrou-se um pouco afobado. Mesmo conseguindo sete rebotes e oito pontos, o armador cometeu seis turnovers. Mesmo assim, ajudou a equipe texana com intensidade e força. Por outro lado, acertou somente três tiros dos 13 tentados.

Os outros

Bryn Forbes foi outro destaque do jogo. Fez 14 pontos e foi o terceiro cestinha da equipe. O ala-armador vem fazendo boas apresentações em Vegas. Basta saber se Gregg Popovich terá intenção de olhar melhor os jogadores que a princípio não fariam parte do time principal.

Davis Bertans e Livio Jean-Charles até ficaram disponíveis, mas não entraram.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Kyle Anderson – 23 pontos e 4 rebotes

Jonathon Simmons – 16 pontos

Bryn Forbes – 14 pontos

Portland Trail Blazers

Noah Vonleh – 16 pontos e 12 rebotes

Russ Smith – 13 pontos, 4 assistências e 4 rebotes

Blogueiro analisa a contratação de Gasol

Por Luís Araújo*

As participações no All-Star Game em cada um dos anos em que passou no Chicago Bulls não aconteceram à toa. É verdade que a vaga entre os 12 melhores da Conferência Leste na segunda vez só apareceu depois que Jimmy Butler, seu então companheiro de time, se machucou. Mas não dá para dizer que foi estanho vê-lo participando do evento. Longe disso.

Gasol é o principal reforço do Spurs até aqui (Reprodução/sportsnaut.com)

Apesar dos vários problemas da equipe em que estava, Pau Gasol conseguiu se tornar na temporada 2015/2016 apenas o terceiro jogador em toda a história da NBA com 35 anos ou mais a registrar médias de pelo menos 15 pontos, dez rebotes e dois tocos por partida. Os outros dois foram Artis Gimore e Patrick Ewing, o que o coloca ao lado de ótima companhia.

Mesmo aos 36 anos, Gasol realmente tem ainda uma boa quantidade de combustível no tanque. Outra amostra disso foi a campanha irretocável no Eurobasket de 2015, na qual sobrou dentro de quadra e comandou a seleção espanhola ao título continental. Muitas das coisas boas que ele apresentou ao longo da carreira e que o fizeram construir a reputação de um dos jogadores de garrafão mais talentosos do mundo permanecem lá.

A técnica com as duas mãos para finalizar nos arredores da cesta provavelmente jamais desaparecerá. Os movimentos para criar espaços para a finalização, seja de costas para o aro ou de frente, mantêm a eficiência de outros tempos. Os arremessos de média distância seguem funcionando muito bem. Até mesmo algumas bolas de três deram as caras durante a trajetória em Chicago. Os 69 tiros de longe em 72 partidas disputadas na última temporada foram um recorde dele na NBA, e o aproveitamento de 35% pode ser considerado satisfatório.

E MAIS: Pau Gasol assina por dois anos com o San Antonio Spurs

Além disso tudo, Gasol continua passando com competência e sabedoria, o que ajuda a ampliar o impacto de um jogador com as características dele e que combina bem demais com um time como o San Antonio Spurs. A lembrança de cestas que Kawhi Leonard e, principalmente, LaMarcus Aldridge descolaram em jogadas nas quais criaram sozinhos no post-up pode até enganar em um primeiro momento, mas a equipe foi a terceira em assistências por jogo na última temporada, atrás apenas de Golden State Warriors e Atlanta Hawks, e a sétima que mais precisou de um passe antes de colocar a bola dentro do aro.

Em um time recheado de bons arremessadores e de gente que sabe se movimentar sem bola, essas características de Gasol podem ser muito úteis. É verdade que os toques deverão ser bem menores em relação aos que tinha em Chicago. Algum sacrifício terá de ser feito também em relação à quantidade de minutos em quadra. Mas é provável que tudo isso esteja às claras. Seria muito ingênuo da parte do pivô imaginar o contrário ao aceitar se juntar ao Spurs.

Também é óbvio que uma coisa ou outra no que diz respeito à adaptação do espanhol ao lado de Aldridge e de como os dois se movimentarão para não atrapalhar as ações de Leonard precisarão ser feitas. Mas são o tipo de coisa que um técnico como Gregg Popovich não deverá ter tanta dificuldade assim para ajustar. Em suma, Gasol é uma peça de talento ofensivo enorme e que favorece muitas das coisas que o Spurs gosta de fazer no ataque.

VAIVÉM: Veja quem chega, quem sai e os rumores sobre o Spurs

Mas o outro lado da quadra é um grande ponto de preocupação. Os dois tocos por jogo na temporada passada podem passar a impressão de que Gasol é um bom defensor. Ele até é, de fato, mas só nestas situações em que um oponente está diante dele perto da cesta e tenta finalizar no um contra um. Aí, o tamanho do espanhol faz a diferença. A inteligência, também. Ele sabe usar os braços longos e o tempo de bola para atrapalhar quem tentar pontuar por ali.

O problema é quando as coisas se afastam dali. Gasol é péssimo na ajuda. Deu para ver trocentas vezes durante a trajetória com o Bulls ele simplesmente ficar olhando os companheiros de perímetro serem batidos nas tentativas de infiltração, sem se posicionar para fazer a cobertura a tempo de atrapalhar a bandeja. Pode até ser que algumas destas falhas sejam corrigidas, mas ele nunca será um Tim Duncan neste aspecto.

Pior ainda acontece quando Gasol é arrastado para longe da cesta. O deslocamento lateral para marcar talvez seja sua principal fraqueza, o que deverá torná-lo um alvo extremamente atraente para os ataques rivais. Aí, sim, será um ponto que Popovich terá de pensar um pouco mais em como tentar corrigir ou, pelo menos, esconder ao máximo.

Há outro fator que precisa ser levado em conta nisso aí: a chegada de Gasol acabou implicando na saída de Boris Diaw, peça importante em muitos momentos nos quais o Spurs recorreu ao small-ball e teve sucesso. Na única vitória sobre o Warriors na temporada passada, por exemplo, o francês teve papel fundamental, sobretudo nas trocas de marcação após os bloqueios. Se esse tipo de procedimento era a grande aposta para bater o principal concorrente da Conferência Oeste (e que deverá ficar ainda mais forte), como será que esse time vai se virar? Porque esse é o tipo de coisa que Gasol não vai entregar. E aí?

Não há dúvidas de que o pivô espanhol representa um acréscimo generoso para o nível geral de talento do elenco em San Antonio. Mas também é seguro dizer que ele não é, pelo menos inicialmente, a resposta para todas as coisas que o Spurs precisa para desafiar quem está atualmente no trono do Oeste. Pelo contrário: é uma presença que até coloca em risco a manutenção dos bons resultados defensivos que foram apresentados. A bola agora está nas mãos de Popovich, que tem essa equação para tentar solucionar.

*Luís Araújo é blogueiro do Triple-Double e torcedor do Chicago Bulls