Arquivo diário: 22/11/2015

Qual é o problema com Danny Green?

Danny Green acertou 41,8% dos tiros de três pontos que arriscou no último campeonato. Chegou a converter 43,7% na temporada 2011/2012, a melhor de sua trajetória até aqui. Tem aproveitamento de 41,5% na carreira. Porém, na atual campanha do San Antonio Spurs, transformou apenas 29,5% dos seus arremessos de longa distância em cestas. O que acontece com ele? Claro que há uma piora técnica e uma consequente queda na confiança do ala-armador. Mas também há outro fator que pode estar atrapalhando o jogador: a falta de mais especialistas no fundamento para dividir a atenção das defesas adversárias.

Green precisa voltar a arremessar bem (Reprodução/nba.com/spurs)

No último campeonato, além de Green, outros três arremessadores faziam parte da rotação do Spurs regularmente: Patrick Mills, Marco Belinelli e Matt Bonner. Pois bem: ao longo da temporada 2013/2014, o ala-armador jogou 2.311 minutos, sendo 582 com o primeiro, 548 com o segundo e 212 com o terceiro. Além disso, o camisa #14 ficou em quadra por 260 minutos ao lado de Mills e Belinelli, por 117 ao lado de Mills e Bonner e por 62 ao lado de Belinelli e Bonner. Os quatro jogaram juntos por 60 minutos.

Isso significa que Green teve outro arremessador em quadra para dividir a atenção da defesa adversária em 843 minutos na última temporada, cerca de 36,5% do seu total jogado.

Na temporada 2014/2015, Belinelli está no Sacramento Kings, e Bonner praticamente deixou a rotação para que David West, uma das principais contratações do Spurs na última offseason, fosse incorporado. Por outro lado, Rasual Butler chegou para reforçar o elenco.

Green já jogou 372 minutos nesta temporada. Destes, 111 foram ao lado de Mills, e 38 ao lado de Butler. Os três estiveram juntos em quadra por 30 minutos. O camisa #14 ainda não dividiu a quadra por um minuto sequer com o Red Rocket no atual campeonato.

Em outras palavras, Green teve outro arremessador ao lado para ajudar a dividir a atenção dos adversários em 119 minutos na temporada, 32% do total.

De acordo com o site oficial da NBA, Green arriscou, neste campeonato, 26,2% de seus arremessos estando completamente livre – ou seja, com nenhum defensor a seis pés ou menos de distância dele. Na última temporada, esse índice foi de 28%.

Claro que outros fatores precisam entrar na conta, com a troca de Tiago Splitter por LaMarcus Aldridge no quinteto titular. Enquanto o primeiro era melhor passador e podia encontrar Green com maior facilidade no perímetro, o segundo é uma ameaça constante para a defesa quando está perto da cesta e tende a liberar mais espaço para o ala-armador. De qualquer modo, os números ajudam a entender a piora no desempenho do atleta.

Spurs (10-3) vs Grizzlies (7-7) – Tranquilo, sem problemas

92×82

O San Antonio Spurs fez sua parte, deixou para trás a má atuação na derrota para o New Orleans Pelicans e venceu o Memphis Grizzlies, neste sábado (21), por 92 a 82. Com isso, o alvinegro chegou à décima vitória na temporada, se manteve firme na segunda posição da Conferência Oeste e complicou mais a vida de um rival direto. Vamos aos destaques:

Parker foi um dos destaques do jogo (Reprodução/nba.com/spurs)

Primeira opção, sim!

Aos poucos, Kawhi Leonard vai assumindo o posto que outrora já foi de Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker: principal arma ofensiva do Spurs. E o ala vem correspondendo. Contra o Grizzlies, foram nada menos do que 19 pontos, maior marca do alvinegro texano. Mesmo sem um aproveitamento bom, o camisa #2 correspondeu ao assumir a responsabilidade – que só aumentou por conta da ausência de LaMarcus Aldridge.

Leonard foi bem novamente (Reprodução/nba.com/spurs)

Não tem tu, vai tu mesmo!

Um dos pontos mais comentados na offseason do Spurs foi a profundidade do elenco. Do banco, por exemplo, o time coloca em quadra nomes como Manu Ginobili, Boris Diaw e David West. O último, inclusive, foi titular no lugar de um poupado Aldridge. Foram apenas oito pontos, mas colaboração decisiva na defesa. Mesmo sem números expressivos, o ala-pivô se mostrou bem capaz de segurar a bronca diante de um dos melhores garrafões da NBA.

Força do banco

Falando em profundidade do elenco, não foi apenas West correspondendo como titular que acabou se tornando ponto de destaque. Ginobili, por exemplo, veio do banco com 15 pontos, enquanto Kyle Anderson adicionou mais oito. Diante de uma das melhores defesas da NBA, essa colaboração acabou sendo mais do que decisiva. Mais um ponto para o elenco.

Defesa forte

Destaque para a defesa do Spurs – mais até do que o ataque, que ainda se mostra desentrosado até certo ponto. Marc Gasol, que vinha do primeiro triplo-duplo de sua carreira, foi limitado a meros oito pontos. Sem Zach Randolph, poupado, o Grizzlies só conseguiu apostar em Courtney Lee, que saiu de quadra com 15 pontos. Pouco, muito pouco para quem tenta vencer o Spurs no AT&T Center – onde o time continua invicto.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Kawhi Leonard – 19 pontos, 7 rebotes e 3 assistências

Tony Parker – 18 pontos e 3 assistências

Manu Ginobili – 15 pontos e 4 rebotes

Tim Duncan – 10 pontos, 10 rebotes, 4 assistências, 4 roubos de bola e 2 tocos

Memphis Grizzlies

Mike Conley – 16 pontos, 5 rebotes, 3 assistências e 2 roubos de bola

Courtney Lee – 15 pontos e 2 roubos de bola

Matt Barnes – 10 pontos e 3 rebotes