Afinal, quem merece o All-Star Game?

Vestiario Feminino

Com menos de um mês de campeonato, a WNBA já abriu a votação para os quintetos das Conferências Leste e Oeste do All-Star Game. Neste ano, o evento festivo acontece no US Airways Center, casa do Phoenix Mercury, no dia 19 de julho. Cada time da liga tem as suas jogadoras indicadas para serem escolhidas como titulares, e o Vestiário Feminino de hoje vai falar sobre as do San Antonio Stars e quem merece, ou não, estar nessa lista.

Becky Hammon, Sophia Young, Kayla McBride, Jayne Appel e Danielle Robinson são as indicadas no ballot da WNBA. Três dessas merecem muito figurar pelo menos entre as que estão na votação principal, mas duas – e uma, principalmente – não deveriam aparecer.

Becky Hammon, recuperada, mas nem tanto (D. Clarke Evans)

Becky Hammon, recuperada, mas nem tanto (D. Clarke Evans)

A começar por Hammon. A veterana tem uma história gloriosa na WNBA. Apesar de neste ano apresentar um rendimento bem abaixo do de costume, por motivos ainda não completamente compreensíveis, é inegável que sua presença no elenco do Stars faça toda a diferença. Portanto, é verdade que a camisa #25 em quadra está muito diferente da que conhecemos de anos de campeonato, mas ela não perdeu sua habilidade ou importância. E, sim, merece estar no quinteto titular do All-Star Game.

Como já escrevi algumas vezes aqui nesta coluna, Hammon não é uma menininha. Tem 37 anos, passou por duas lesões seríssimas e já trabalha com novos objetivos. Durante a offseason, uma das notícias que mais repercutiram sobre a ala-armadora foi sua intenção de virar técnica, e os preparativos para tal função que vinha realizando com ninguém menos do que Greg Poppovich. Seus números podem não estar na melhor das condições, mas quando ela está no time, o cenário muda.

Por toda a história, por tudo o que Hammon já fez, pelo seu significado para o basquete feminino e por retornar com a cabeça levantada de uma lesão complicada aos 37 anos, a estrela merece, sim, estar no que pode ser seu último quinteto titular em um All-Star Game.

Outro caso sério do Stars neste ano é Sophia Young-Malcom. É verdade que a ala atualmente é odiada pela maioria dos fãs da liga. Infelizmente, existe uma base de torcedores muito passional que não consegue separar a jogadora em quadra de suas opiniões fora dela. E este é o caso dos que acompanham o time. Retornando da lesão que a deixou completamente parada em 2013, a atleta apresenta, aos poucos, sinais de reencontro com o jogo. No começo da temporada, suas apresentações estavam irreconhecíveis, mas as duas últimas partidas mostraram que suas habilidades não se perderam completamente.

Diferente de Hammon, existem outras atletas muito melhores e com muito mais tradição do que Young-Malcom no Oeste. É muito provável que Seimone Augustus (Minnesota Lynx) tenha a preferência de escolha entre os que acompanham a WNBA. Por isso, a ala do elenco texano encontra-se em uma situação complicada nessa votação, devido à forte competição e à “birra” dos torcedores para com suas afirmações no ano passado.

A outra jogadora indicada na votação é Robinson. A essa, apenas elogios a seu favor. Em seu quinto ano da WNBA, a armadora tem mostrado uma maturidade única no seu jogo. Com clara evolução em relação às temporadas anteriores, é uma das líderes em pontuação na equipe, mostrando, também, papel de liderança em quadra. Seria muito interessante vê-la no quinteto titular do Oeste, porque, de fato, ela é a que mais merece no Stars atualmente, por tudo o que tem feito em quadra e pelo modo como tem encarado a vida profissional no basquete.

Danielle Robinson é sinônimo de evolução (D. Clarke Evans)

Danielle Robinson é sinônimo de evolução (D. Clarke Evans)

Agora, a parte chata: as que não merecem.

Jayne Appel… um nome que, na verdade, muitos ainda se perguntam o que faz na WNBA. Sua inconsistência é inexplicável para alguém que já está na liga profissional há um tempo considerável. Baixa pontuação, irregularidade nos rebotes e dificuldade para completar jogadas fazem a pivô uma jogadora diferenciada, no pior sentido.

Claro, houve evolução. Appel se mostrou menos afobada em algumas situações, mas são comuns os momentos em que a grandona está livre em frente à cesta e, ao invés de finalizar – o que é de se esperar que faça –, passa por insegurança ou erra, em lances lamentáveis. Não é perseguição, é uma constatação que muitos dos que vêem a WNBA fazem.

Por isso, ainda é difícil de entender os critérios para Appel ter sido indicada na votação para o quinteto titular do Oeste do All-Star Game de 2014.

Jayne Appel é sempre uma dúvida constante quanto ao seu rendimento em quadra (D. Clarke Evans)

Jayne Appel é sempre uma dúvida constante quanto ao seu rendimento em quadra (D. Clarke Evans)

E com McBride? Qual é o problema com sua presença na busca por fotos? Ainda é uma novata. Sim, tem mostrado importante presença, mas que não justifica estar no lugar de Danielle Adams. Entre as duas alas, seria mais justo que a que tem mais tempo de WNBA, e mais poderio de fogo, tivesse a chance de estar entre as que representam a forte conferência.

Confesso que às vezes é difícil de entender os critérios pelos quais se indicam as jogadoras. Esse é o motivo pelo qual essa coluna apresenta para vocês quem merece, ou não, uma chance para uma das posições mais legais na carreira de uma jogadora de basquete:ser escolhida titular pelos torcedores para um Jogo das Estrelas.

Nas quadras, nesta semana o Stars teve compromissos. Colecionou uma vitória, contra o New York Liberty, e uma derrota, contra o Phoenix Mercury. No primeiro, pode-se dizer que foi o “retorno” de Sophia Young à WNBA, quando a ala da equipe de San Antonio marcou 18 pontos e recolheu quatro rebotes. Desde o começo da temporada, suas atuações estavam um tanto quanto duvidosas, mas após essa partida e a seguinte, foi possível ver que dá para esperar a atleta que estamos acostumados a ver de volta em quadra.

O compromisso contra o Mercury foi marcante. O jogo precisou de duas prorrogações para ser decidido e o último desses tempos foi drástico, com a equipe texana marcando só dois pontos e perdendo por 91 a 79 – pouco diferente do que de fato foi a partida.

A posição do Stars, no entanto, não está ruim na conferência Oeste. Atualmente na terceira posição, a equipe encontra-se na frente de Los Angeles Sparks, Seattle Storm e Tulsa Shock. Os confrontos da semana que começa agora se iniciam na sexta-feira (13), contra o Storm. No dia seguinte, o time pega o Sparks. Os duelos acontecem no AT&T Center.

Nos vemos no próximo domingo!

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Publicado em 08/06/2014, em San Antonio Silver Stars, Vestiário Feminino. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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