Arquivo diário: 08/06/2014

Afinal, quem merece o All-Star Game?

Vestiario Feminino

Com menos de um mês de campeonato, a WNBA já abriu a votação para os quintetos das Conferências Leste e Oeste do All-Star Game. Neste ano, o evento festivo acontece no US Airways Center, casa do Phoenix Mercury, no dia 19 de julho. Cada time da liga tem as suas jogadoras indicadas para serem escolhidas como titulares, e o Vestiário Feminino de hoje vai falar sobre as do San Antonio Stars e quem merece, ou não, estar nessa lista.

Becky Hammon, Sophia Young, Kayla McBride, Jayne Appel e Danielle Robinson são as indicadas no ballot da WNBA. Três dessas merecem muito figurar pelo menos entre as que estão na votação principal, mas duas – e uma, principalmente – não deveriam aparecer.

Becky Hammon, recuperada, mas nem tanto (D. Clarke Evans)

Becky Hammon, recuperada, mas nem tanto (D. Clarke Evans)

A começar por Hammon. A veterana tem uma história gloriosa na WNBA. Apesar de neste ano apresentar um rendimento bem abaixo do de costume, por motivos ainda não completamente compreensíveis, é inegável que sua presença no elenco do Stars faça toda a diferença. Portanto, é verdade que a camisa #25 em quadra está muito diferente da que conhecemos de anos de campeonato, mas ela não perdeu sua habilidade ou importância. E, sim, merece estar no quinteto titular do All-Star Game.

Como já escrevi algumas vezes aqui nesta coluna, Hammon não é uma menininha. Tem 37 anos, passou por duas lesões seríssimas e já trabalha com novos objetivos. Durante a offseason, uma das notícias que mais repercutiram sobre a ala-armadora foi sua intenção de virar técnica, e os preparativos para tal função que vinha realizando com ninguém menos do que Greg Poppovich. Seus números podem não estar na melhor das condições, mas quando ela está no time, o cenário muda.

Por toda a história, por tudo o que Hammon já fez, pelo seu significado para o basquete feminino e por retornar com a cabeça levantada de uma lesão complicada aos 37 anos, a estrela merece, sim, estar no que pode ser seu último quinteto titular em um All-Star Game.

Outro caso sério do Stars neste ano é Sophia Young-Malcom. É verdade que a ala atualmente é odiada pela maioria dos fãs da liga. Infelizmente, existe uma base de torcedores muito passional que não consegue separar a jogadora em quadra de suas opiniões fora dela. E este é o caso dos que acompanham o time. Retornando da lesão que a deixou completamente parada em 2013, a atleta apresenta, aos poucos, sinais de reencontro com o jogo. No começo da temporada, suas apresentações estavam irreconhecíveis, mas as duas últimas partidas mostraram que suas habilidades não se perderam completamente.

Diferente de Hammon, existem outras atletas muito melhores e com muito mais tradição do que Young-Malcom no Oeste. É muito provável que Seimone Augustus (Minnesota Lynx) tenha a preferência de escolha entre os que acompanham a WNBA. Por isso, a ala do elenco texano encontra-se em uma situação complicada nessa votação, devido à forte competição e à “birra” dos torcedores para com suas afirmações no ano passado.

A outra jogadora indicada na votação é Robinson. A essa, apenas elogios a seu favor. Em seu quinto ano da WNBA, a armadora tem mostrado uma maturidade única no seu jogo. Com clara evolução em relação às temporadas anteriores, é uma das líderes em pontuação na equipe, mostrando, também, papel de liderança em quadra. Seria muito interessante vê-la no quinteto titular do Oeste, porque, de fato, ela é a que mais merece no Stars atualmente, por tudo o que tem feito em quadra e pelo modo como tem encarado a vida profissional no basquete.

Danielle Robinson é sinônimo de evolução (D. Clarke Evans)

Danielle Robinson é sinônimo de evolução (D. Clarke Evans)

Agora, a parte chata: as que não merecem.

Jayne Appel… um nome que, na verdade, muitos ainda se perguntam o que faz na WNBA. Sua inconsistência é inexplicável para alguém que já está na liga profissional há um tempo considerável. Baixa pontuação, irregularidade nos rebotes e dificuldade para completar jogadas fazem a pivô uma jogadora diferenciada, no pior sentido.

Claro, houve evolução. Appel se mostrou menos afobada em algumas situações, mas são comuns os momentos em que a grandona está livre em frente à cesta e, ao invés de finalizar – o que é de se esperar que faça –, passa por insegurança ou erra, em lances lamentáveis. Não é perseguição, é uma constatação que muitos dos que vêem a WNBA fazem.

Por isso, ainda é difícil de entender os critérios para Appel ter sido indicada na votação para o quinteto titular do Oeste do All-Star Game de 2014.

Jayne Appel é sempre uma dúvida constante quanto ao seu rendimento em quadra (D. Clarke Evans)

Jayne Appel é sempre uma dúvida constante quanto ao seu rendimento em quadra (D. Clarke Evans)

E com McBride? Qual é o problema com sua presença na busca por fotos? Ainda é uma novata. Sim, tem mostrado importante presença, mas que não justifica estar no lugar de Danielle Adams. Entre as duas alas, seria mais justo que a que tem mais tempo de WNBA, e mais poderio de fogo, tivesse a chance de estar entre as que representam a forte conferência.

Confesso que às vezes é difícil de entender os critérios pelos quais se indicam as jogadoras. Esse é o motivo pelo qual essa coluna apresenta para vocês quem merece, ou não, uma chance para uma das posições mais legais na carreira de uma jogadora de basquete:ser escolhida titular pelos torcedores para um Jogo das Estrelas.

Nas quadras, nesta semana o Stars teve compromissos. Colecionou uma vitória, contra o New York Liberty, e uma derrota, contra o Phoenix Mercury. No primeiro, pode-se dizer que foi o “retorno” de Sophia Young à WNBA, quando a ala da equipe de San Antonio marcou 18 pontos e recolheu quatro rebotes. Desde o começo da temporada, suas atuações estavam um tanto quanto duvidosas, mas após essa partida e a seguinte, foi possível ver que dá para esperar a atleta que estamos acostumados a ver de volta em quadra.

O compromisso contra o Mercury foi marcante. O jogo precisou de duas prorrogações para ser decidido e o último desses tempos foi drástico, com a equipe texana marcando só dois pontos e perdendo por 91 a 79 – pouco diferente do que de fato foi a partida.

A posição do Stars, no entanto, não está ruim na conferência Oeste. Atualmente na terceira posição, a equipe encontra-se na frente de Los Angeles Sparks, Seattle Storm e Tulsa Shock. Os confrontos da semana que começa agora se iniciam na sexta-feira (13), contra o Storm. No dia seguinte, o time pega o Sparks. Os duelos acontecem no AT&T Center.

Nos vemos no próximo domingo!

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Spurs (1) vs Heat (0) – Final da NBA

assinatura SA Br'

San Antonio Spurs vs Miami Heat – Final da NBA (Jogo 2)

Data: 08/06/2014

Horário: 21h00 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Na TV: ESPN

San Antonio Spurs e Miami Heat voltam à quadra do AT&T Center neste domingo, depois de um primeiro duelo bem quente (literalmente) e disputado, no qual os texanos conseguiram o resultado positivo no último período, graças a um ótimo aproveitamento nos arremessos de quadra (58%). LeBron James, que saiu de quadra nos minutos finais do jogo 1 com câimbras, está confirmado para o jogo desta noite. O mesmo vale para Tony Parker, que não sentiu mais incômodos no tendão e estará em quadra no “fresquinho” ginásio, que teve seu ar condicionado devidamente consertado. O alvinegro busca manter o bom retrospecto dentro de casa nos playoffs (oito vitórias e só uma derrota) para permanecer com a vantagem do mando de quadra na série. Já o time visitante tentará evitar a segunda derrota consecutiva em uma série de pós-temporada, o que não acontece desde 2012, a fim de não chegar na Flórida obrigado a vencer duas seguidas para evitar uma situação delicada.

Confrontos na série (1-0)

05/06/2014 – Spurs 110 vs 95 Heat

O primeiro jogo da série foi marcado pela alta temperatura dentro do AT&T Center, graças a um problema no sistema de ar condicionado. Apesar dos 22 turnovers, o Spurs conseguiu o resultado positivo após um último quarto impecável, quando LeBron James sofreu cãibras (causadas supostamente pelo forte calor) e foi obrigado a deixar a quadra nos minutos finais. Tim Duncan e Manu Ginobili foram os destaques dos texanos.

Tiago Splitter

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Se aproveitando do fato do Heat jogar com uma formação mais baixa leve, Tiago Splitter teve boa atuação no primeiro jogo da série, principalmente no fim do terceiro quarto, quando foi mais agressivo e anotou boa parte dos seus 14 pontos na partida. Com Chris Bosh, o mais alto titular do adversário, encarregado de marcar Tim Duncan, o brasileiro mais uma vez travará duelo com o veteraníssimo Rashard Lewis, que além de não ser jogador de garrafão de ofício, não tem a mesma agilidade de outrora. Se o pivô do Spurs seguir aproveitando isso e manter o ótimo aproveitamento do jogo 1 (cinco arremessos convertidos em seis tentativas), pode ser importante para uma vitória dos texanos.

Dwyane Wade

 

 

 

PG – Mario Chalmers

SG – Dwyane Wade

SF – LeBron James

PF – Rashard Lewis

C – Chris Bosh

Fique de Olho – Depois de mais um ano atormentado pelas lesões, Dwyane Wade parece estar saudável novamente. Se Tony Parker (que também vinha de contusão) foi discreto na maior parte do primeiro jogo da final da NBA, o ala-armador do Heat teve ótima atuação em pleno AT&T Center, deixando a quadra com 19 pontos e tendo um papel fundamental na defesa, limitando Danny Green na maior parte do duelo, até sentir o desgaste no último quarto – talvez pelo calor. Se a velocidade do The Flash não é mais a mesma, sua técnica continua apuradíssima. Se ele manter-se bem fisicamente durante toda a partida, levando vantagem nos dois lados da quadra, poderá ser decisivo para um triunfo do time da Flórida.