Boas-vindas

Vestiario Feminino

Com sete jogos já definidos, o San Antonio Stars figura na quarta posição da Conferência Oeste. Foram três vitórias e quatro derrotas no começo da temporada 2014 da WNBA. Um dos revezes aconteceu neste domingo (01), contra o único time imbatível no campeonato até o momento, o Minnesota Lynx. Apesar da campanha não ser positiva, existem alguns pontos importantes a serem destacados. Por isso, esta edição da coluna Vestiário Feminino ressalta dois deles: Becky Hammon e Kayla McBride.

O título “boas-vindas” foi escolhido por dois motivos. Quem acompanha esse espaço sabe que Hammon ficou toda a última temporada fora das quadras devido a uma lesão. A veterana da equipe de San Antonio voltou à ativa neste ano e ainda tomou um susto logo no começo, quando também esteve afastada nas duas primeiras partidas. McBride, por outro lado, é uma novata. Foi escolhida pela franquia neste ano no Draft, na terceira posição.

São duas situações completamente diferentes. Hammon tem experiência, sabe o que é jogar no mais alto nível do basquete, está entre as melhores jogadoras do mundo, coleciona inúmeras participações em Jogos das Estrelas, seleções do campeonato e é até medalhista olímpica. No entanto, já tem 37 anos de idade e passou por duas lesões seríssimas em sua carreira. Uma quando estava no New York Liberty e outra no ano passado.

Becky Hammon ainda joga com proteção em seu joelho esquerdo, mas a prova de que já se recuperou são cada vez mais evidentes em quadra (NBAE/Getty Images)

Becky Hammon ainda joga com proteção em seu joelho esquerdo, mas a prova de que já se recuperou são cada vez mais evidentes em quadra (NBAE/Getty Images)

Claro, existiam dúvidas quanto ao seu retorno. Será que conseguiria atingir o mesmo nível que a consagrou em toda a sua carreira? Ainda seria a líder da equipe? O seu corpo aguentaria o tranco em uma liga que se renova e reforça a cada ano? Nos primeiros jogos, realmente, era de se perguntar se a ala-armadora que estava em quadra era a mesma daquele 2008 em que o Stars chegou à sua primeira final. Porém, a medida em que as partidas se passaram, lá estava ela, Big Shot Becky Hammon.

Nos primeiros jogos, a ala-armadora teve atuação moderada. Por moderada, entendam responsável. Não foram muitos arremessos, mas, dos feitos, a maioria caía. Nas últimas quatro partidas, das 31 tentativas, 19 foram certas (61% de aproveitamento). Desses 19, dez são bolas de três (foram 15 tiros do perímetro tentados e dez acertados, 68% de aproveitamento).

Seu melhor desempenho foi neste domingo, contra o Lynx. Além de ter feito 15 pontos, jogou como nos “velhos tempos”. Foram belíssimas bolas de três e infiltrações com a marca Hammon. A impressão que a veterana deixa é a de que não esqueceu como de joga, mas a de que em breve, e muito rapidamente, será a máquina pontuadora que a WNBA conhece.

O outro destaque é McBride. A novata ainda está dando seus primeiros passos, mas são passos confiantes. Sua postura em quadra não é de alguém que não sabe o que está fazendo, mas a de quem está se encontrando em quadra diante dos principais nomes do basquete feminino em um nível internacional. Tem encontrado dificuldades? Sim. Mas o jogo do dia 28 de maio, contra o Tulsa Shock, mostrou que ela entrou nessa coisa de profissional para valer.

O arremessos que deu a vitória ao San Antonio Stars no dia 28 de maio foi exatamente desta maneira: Kayla McBride, para três, sobre Skylar Diggins. 30 pontos para a novata (NBAE/Getty Images)

O arremessos que deu a vitória ao San Antonio Stars no dia 28 de maio foi exatamente desta maneira: Kayla McBride, para três, sobre Skylar Diggins. 30 pontos para a novata (NBAE/Getty Images)

McBride enfrentou, pela segunda vez, sua ex-companheira de universidade, Sylar Diggins. As duas jogaram juntas por Notre Dame, mas a armadora do Tulsa Shock chegou ao profissional um ano antes. No primeiro encontro das duas na WNBA, foi Diggins quem tumultuou o duelo com 20 pontos. Sua ex-colega de time não pôde aparecer muito – até porque era apenas seu segundo compromisso profissional -, mas também não fez feio (11 pontos).

O dia 28, porém, foi diferente. A novata do Stars foi gigante, fez estrago com o Shock e estabeleceu um novo recorde em sua carreira. 30 pontos foi o que McBride deixou em sua marcadora, a mesma Diggins com quem jogou na faculdade. Não obstante, a novata foi a responsável pela bola que venceu o jogo. Com 11 segundos para o fim da partida e com o placar empatado em 79 a 79, a jovem fez um arremesso da linha dos três, desequilibrada, no estouro do cronômetro. E deu certo. 82 a 79 foi o resultado.

É claro que uma partida não faz uma jogadora, mas, na opinião dessa colunista, foi o recado de McBride para a WNBA: eu cheguei, e não estou para brincadeira.

Na semana que vai começar, o Stars tem dois compromissos marcados. Na quinta-feira (5), a equipe texana viaja até Nova Iorque para enfrentar o New York Liberty, às 20h (Brasília). No sábado (7), Dan Hughes e suas garotas recebem o Phoenix Mercury, às 21h (Brasília). Você pode assistir esses jogos pelo Live Access. Ainda não tem? Vale muito a pena!

Nos vemos no próximo domingo, torcendo por boas notícias!

*No último domingo o Vestiário Feminino não foi ao ar devido a um problema familiar.

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Publicado em 01/06/2014, em San Antonio Silver Stars, Vestiário Feminino. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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