Arquivo diário: 01/06/2014

Boas-vindas

Vestiario Feminino

Com sete jogos já definidos, o San Antonio Stars figura na quarta posição da Conferência Oeste. Foram três vitórias e quatro derrotas no começo da temporada 2014 da WNBA. Um dos revezes aconteceu neste domingo (01), contra o único time imbatível no campeonato até o momento, o Minnesota Lynx. Apesar da campanha não ser positiva, existem alguns pontos importantes a serem destacados. Por isso, esta edição da coluna Vestiário Feminino ressalta dois deles: Becky Hammon e Kayla McBride.

O título “boas-vindas” foi escolhido por dois motivos. Quem acompanha esse espaço sabe que Hammon ficou toda a última temporada fora das quadras devido a uma lesão. A veterana da equipe de San Antonio voltou à ativa neste ano e ainda tomou um susto logo no começo, quando também esteve afastada nas duas primeiras partidas. McBride, por outro lado, é uma novata. Foi escolhida pela franquia neste ano no Draft, na terceira posição.

São duas situações completamente diferentes. Hammon tem experiência, sabe o que é jogar no mais alto nível do basquete, está entre as melhores jogadoras do mundo, coleciona inúmeras participações em Jogos das Estrelas, seleções do campeonato e é até medalhista olímpica. No entanto, já tem 37 anos de idade e passou por duas lesões seríssimas em sua carreira. Uma quando estava no New York Liberty e outra no ano passado.

Becky Hammon ainda joga com proteção em seu joelho esquerdo, mas a prova de que já se recuperou são cada vez mais evidentes em quadra (NBAE/Getty Images)

Becky Hammon ainda joga com proteção em seu joelho esquerdo, mas a prova de que já se recuperou são cada vez mais evidentes em quadra (NBAE/Getty Images)

Claro, existiam dúvidas quanto ao seu retorno. Será que conseguiria atingir o mesmo nível que a consagrou em toda a sua carreira? Ainda seria a líder da equipe? O seu corpo aguentaria o tranco em uma liga que se renova e reforça a cada ano? Nos primeiros jogos, realmente, era de se perguntar se a ala-armadora que estava em quadra era a mesma daquele 2008 em que o Stars chegou à sua primeira final. Porém, a medida em que as partidas se passaram, lá estava ela, Big Shot Becky Hammon.

Nos primeiros jogos, a ala-armadora teve atuação moderada. Por moderada, entendam responsável. Não foram muitos arremessos, mas, dos feitos, a maioria caía. Nas últimas quatro partidas, das 31 tentativas, 19 foram certas (61% de aproveitamento). Desses 19, dez são bolas de três (foram 15 tiros do perímetro tentados e dez acertados, 68% de aproveitamento).

Seu melhor desempenho foi neste domingo, contra o Lynx. Além de ter feito 15 pontos, jogou como nos “velhos tempos”. Foram belíssimas bolas de três e infiltrações com a marca Hammon. A impressão que a veterana deixa é a de que não esqueceu como de joga, mas a de que em breve, e muito rapidamente, será a máquina pontuadora que a WNBA conhece.

O outro destaque é McBride. A novata ainda está dando seus primeiros passos, mas são passos confiantes. Sua postura em quadra não é de alguém que não sabe o que está fazendo, mas a de quem está se encontrando em quadra diante dos principais nomes do basquete feminino em um nível internacional. Tem encontrado dificuldades? Sim. Mas o jogo do dia 28 de maio, contra o Tulsa Shock, mostrou que ela entrou nessa coisa de profissional para valer.

O arremessos que deu a vitória ao San Antonio Stars no dia 28 de maio foi exatamente desta maneira: Kayla McBride, para três, sobre Skylar Diggins. 30 pontos para a novata (NBAE/Getty Images)

O arremessos que deu a vitória ao San Antonio Stars no dia 28 de maio foi exatamente desta maneira: Kayla McBride, para três, sobre Skylar Diggins. 30 pontos para a novata (NBAE/Getty Images)

McBride enfrentou, pela segunda vez, sua ex-companheira de universidade, Sylar Diggins. As duas jogaram juntas por Notre Dame, mas a armadora do Tulsa Shock chegou ao profissional um ano antes. No primeiro encontro das duas na WNBA, foi Diggins quem tumultuou o duelo com 20 pontos. Sua ex-colega de time não pôde aparecer muito – até porque era apenas seu segundo compromisso profissional -, mas também não fez feio (11 pontos).

O dia 28, porém, foi diferente. A novata do Stars foi gigante, fez estrago com o Shock e estabeleceu um novo recorde em sua carreira. 30 pontos foi o que McBride deixou em sua marcadora, a mesma Diggins com quem jogou na faculdade. Não obstante, a novata foi a responsável pela bola que venceu o jogo. Com 11 segundos para o fim da partida e com o placar empatado em 79 a 79, a jovem fez um arremesso da linha dos três, desequilibrada, no estouro do cronômetro. E deu certo. 82 a 79 foi o resultado.

É claro que uma partida não faz uma jogadora, mas, na opinião dessa colunista, foi o recado de McBride para a WNBA: eu cheguei, e não estou para brincadeira.

Na semana que vai começar, o Stars tem dois compromissos marcados. Na quinta-feira (5), a equipe texana viaja até Nova Iorque para enfrentar o New York Liberty, às 20h (Brasília). No sábado (7), Dan Hughes e suas garotas recebem o Phoenix Mercury, às 21h (Brasília). Você pode assistir esses jogos pelo Live Access. Ainda não tem? Vale muito a pena!

Nos vemos no próximo domingo, torcendo por boas notícias!

*No último domingo o Vestiário Feminino não foi ao ar devido a um problema familiar.

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Spurs (4) @ Thunder (2) – Teste pra cardíacos

112×107

Estamos de volta! Na noite deste sábado (31), o San Antonio Spurs encerrou o jejum de vitórias na Chesapeake Energy Arena e derrotou o Oklahoma City Thunder por 112 a 107. Assim, o time texano vai enfrentar outra vez o Miami Heat nas finais da NBA, que começam na próxima quinta-feira. Confira como foi a partida que classificou a equipe para a decisão pela sexta vez, todas sob o comando de Gregg Popovich:

Os líderes da equipe (NBAE/Getty Images)

Sufoco desnecessário

O primeiro tempo de partida até que foi disputado. Ainda pairava a interrogação na cabeça dos torcedores alvinegros: “Será que vamos conseguir ganhar do Thunder fora de casa?” O terceiro quarto estaria aí pra isso. Foi justamente neste período que o Spurs anotou 37 pontos e abriu dez de vantagem em relação aos adversários. E bom seria se essa vantagem tivesse sido mantida. O time mandante aproveitou o fator casa e da torcida e diminuiu a diferença, levando o jogo para a prorrogação. A partir daí, seria posta a prova o valor da experiência em playoffs. Tim Duncan e Manu Ginobili foram os responsáveis pelo triunfo, enquanto Kevin Durant e Russell Westbrook falharam em momentos decisivos.

Despedida do ‘vovô’ Fisher (NBAE/Getty Images)

Defesa é tudo

Como fazer para frear Westbrook, que vinha de uma atuação inspirada com 40 pontos e dez assistências, e Durant, atual MVP da temporada? A resposta é: Danny Green e Kawhi Leonard. Ambos foram fundamentais para o triunfo texano. Por isso, os dois jogaram quase a partida inteira. O ala ficou em quadra por impressionantes 44 minutos, e o ala-armador por 38. Ao todo, a dupla de titulares do time de San Antonio somou 28 pontos e 15 rebotes.

O gigante Diaw

Com a volta de Serge Ibaka, que retornou ao Thunder após lesão no meio da série, o Spurs teve que rever algumas de suas táticas. Nos últimos dois jogos, Matt Bonner iniciou a partida no lugar de Tiago Splitter, para o time ter quatro jogadores abertos e obrigar o ala-pivô adversário a sair da área pintada. Mas o Red Rocket era logo substituído e aí entrava o que pode ser o “ás na manga” de Pop: Boris Diaw.

O francês, além de importante peça na defesa texana, fez a diferença no ataque: foi o cestinha alvinegro com 26 pontos (8-14 FG, 3-6 3 PT, 7-10 FT). Agora, contra o Heat, o camisa #33 pode ser peça fundamental para tentar anular Chris Bosh e até mesmo LeBron James.

Despedida de uma lenda

Quando falamos em Los Angeles Lakers de Kobe Bryant, não podemos deixar de lado o armador Derek Fisher. O “vovô” anunciou sua aposentadoria ao final da temporada e o jogo 6 contra o Spurs foi o ponto final na carreira desse brilhante armador canhoto. O camisa #6 jogou 32 minutos e anotou cinco pontos e seis rebotes. Na carreira, atuou durante 13 temporadas na franquia angelina, onde conquistou o anel cinco vezes.

(Muita) Preocupação

Tony Parker deixou a partida no intervalo com dor no tornozelo. E o armador estava atuando no sacrifício. No jogo 4, o mesmo episódio aconteceu pela primeira vez. Assim, o francês foi para o confronto seguinte como uma forma de se esforçar e ajudar a equipe. Porém, a mesma imagem se repetiu neste sábado. O astro do Spurs deixou com Ginobili a responsabilidade de liderar o time na sua ausência e o argentino correspondeu muito bem. Pela segunda partida seguida, o camisa #20 foi um dos destaques do Spurs. Na defesa foi essencial e no ataque acertou uma bola de três quando o time mais precisava. Resta agora saber se o camisa #9 irá se recuperar para encarar Mario Chalmers e o Miami Heat.

A chance de reescrever a história

Por ter tido a melhor campanha da liga (de novo), o alvinegro de San Antonio tem a chance de reescrever a história e acabar de uma vez com a hegemonia de LeBron James e companhia. O time texano fará quatro dos sete confrontos em casa e a torcida pode ser o fator que decide quem leva o troféu Larry O’ Brien. Será o quarto título do Heat ou o quinto do Spurs?

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Boris Diaw – 26 pontos e 4 rebotes

Tim Duncan – 19 pontos e 15 rebotes

Kawhi Leonard – 17 pontos e 11 rebotes

Manu Ginobili – 15 pontos, 6 rebotes e 5 assistências

Danny Green – 11 pontos, 4 rebotes, 4 roubos de bola e 3 assistências

Oklahoma City Thunder

Russell Westbrook – 34 pontos e 7 rebotes

Kevin Durant – 31 pontos e 14 rebotes

Reggie Jackson – 21 pontos e 5 rebotes

Serge Ibaka – 16 pontos