Arquivo diário: 11/05/2014

Temporada de superação

Vestiario Feminino

O site oficial do San Antonio Stars exibe uma contagem regressiva de cinco dias e algumas horas. O evento tão aguardo é o início da temporada 2014 da WNBA, dia 16 de maio, às 19h30 (de Brasília), quando a equipe visita o Atlanta Dream. No dia seguinte, a jornada segue e o Stars recebe o Tulsa Shock no AT&T Center para a segunda partida do ano. Os que acompanharam o último campeonato sabem das dificuldades enfrentadas pelo elenco texano. Quais mudanças aconteceram, ou deveriam acontecer, para que isso não se repita?

A maior dificuldade do Stars em 2013 foram as lesões que atingiram grande parte do elenco. Sophia Young foi a primeira a ser colocada fora das quadras, durante os playoffs da Liga Chinesa, em janeiro daquele ano, quando defendia o Great Wall. A ala rompeu o ligamento cruzado do joelho direito e precisou ficar completamente ausente dos jogos, apesar de estar na cidade texana em tempo integral para a cirurgia e a recuperação.

Becky Hammon no Media Day de 2014 do San Antonio Stars (Twitter)

Becky Hammon no Media Day de 2014 do San Antonio Stars (Twitter)

Becky Hammon foi a segunda baixa. Foram duas lesões em um período de menos de três meses. Primeiro, machucou o dedo do meio durante os training camps e ficou com a mão direita enfaixada até o primeiro mês da WNBA. No dia 6 de julho, após ser liberada para jogar, também rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito, na única partida em que participou na temporada, contra o Los Angeles Sparks.

DeLisha Milton-Jones também chegou a visitar o departamento médico com problemas no seu joelho direito. A jogadora ficou fora de algumas partidas desfalcando ainda mais o time. Outros nomes a se acrescentar na lista lesões são Danielle Robinson, Jayne Appel e Davellyn White. Em alguns jogos, o banco do Stars tinha apenas três elementos para suprir o time.

Por isso, Dan Hughes acabou contratando três jogadoras “extras” para alguns confrontos: Chante Black, Julie Wojta e Cathrine Kraayeveld. O regulamento da WNBA permite aos times, que só podiam ter 11 atletas em seu elenco até 2013 (o novo acordo entre atletas e liga aumentou para 12), ter dez ativas. Uma vez que Young e Hammon estavam fora pela temporada inteira, a franquia tinha direito a estes acréscimos.

Todos esses buracos no elenco se refletiram na campanha do Stars em 2013. Foram apenas 12 vitórias em 34 partidas, com nenhuma série de triunfos seguidos emplacada. Tal rendimento rendeu a quinta posição da Conferência Oeste, na frente apenas do Tulsa Shock, e a vaga dos playoffs ficou para o Phoenix Mercury.

Agora, em 2014, todas estão de volta, saudáveis e sem lesão. Há, ainda, uma excelente escolha do Draft, Kayla McBride. A junção da base de alguns anos (Hammon, Yonung-Malcom, Perkins, Robinson, Adams, Appel, Christon e Johnson) às mais novas (McBride, White e Alexander) dá uma nova expectativa para a franquia texana.

Skylar Diggins marca Becky Hammon durante o primeiro jogo da pré-temporada entre as equipes (wnba.com/stars)

Skylar Diggins marca Becky Hammon durante jogo da pré-temporada (wnba.com/stars)

Em preparação, o Stars encarou o Tulsa Shock em duas ocasiões. Na primeira, perdeu por 82 a 59, com incríveis 25 pontos da rival Skylar Diggins. Depois, o duelo foi para o Texas e o resultado, apesar de também negativo, foi, digamos “menos pior”: 76 a 75.

Testes apenas. O maior tempo em quadra de uma atleta foi de Kayla McBride, que marcou 17 pontos no segundo jogo – e Diggins brilhou mais uma vez, com 30 tentos. Não são os resultados esperados, mas é apenas pré-temporada. Houve, ao menos, avanço no placar. Neste domingo, o time ainda encarou a seleção australiana, mas o placar não foi divulgado.

A WNBA começa, de verdade, na sexta-feira, e dá uma certa emoção imaginar que no Vestiário Feminino da semana que vem dois jogos do Stars já terão acontecido. Fique de olho, pois na sexta-feira (16) acontece o primeiro compromisso, contra o Atlanta Dream, às 19h30, na Philips Arena. No sábado, o jogo é em casa, no AT&T Center, às 20h, contra o Tulsa Shock.

É bom prestar atenção, também, em mais dois times. O Atlanta Dream, além de Érika de Souza, pode ter mais uma brasileira. Nádia Colhado participa dos training camps e tem chances de entrar no elenco. No Minnesota Lynx, Damiris Dantas está em fase de treinos com o atual campeão. Tem aparecido muito nos jogos da pré-temporada e em atividades da franquia.

Além das nossas compatriotas, outras jogadoras da WNBA atuaram no Brasil durante a pré-temporada, na Liga de Basquete Feminino (LBF): Tiffany Hayes (Atlanta Dream – Sport Recife), Alex Bentley (Connecticut Sun – Sport Recife), Briann January (Indiana Fever – Maranhão Basquete) e Roneeka Hodges (Tulsa Shock – Maranhão Basquete).

Até a próxima!

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Spurs (3) vs Blazers (0) – Quase lá

118×103

O San Antonio Spurs não teve dificuldade para vencer o Portland Trailblazers, pela terceira vez consecutiva, na noite deste sábado (10). O time dirigido por Gregg Popovich agora só precisa de mais um triunfo para avançar para às finais da Conferência Oeste. As duas equipes voltam a entrar em quadra nesta segunda-feira, ainda no Oregon.

Parker foi o cestinha do jogo com 29 pontos (Foto: Reprodução/Facebook/Spurs)

On Fire

Tony Parker começou os playoffs com certa dificuldade. Nos primeiro jogos contra o Dallas Mavericks, o francês parecia um pouco enferrujado no arremesso. Mas, contra o Blazers, o armador parece totalmente à vontade dentro de quadra. O camisa #9 foi responsável por 29 pontos no terceiro jogo, fazendo 20 deles ainda no primeiro tempo.

Tim Duncan também se mostrou em grande fase. O ala-pivô adicionou 19 pontos, sete rebotes e quatro assistências. Com essa pontuação, Timmy se tornou o quinto cestinha da história dos playoffs, passando Karl Malone. The Big Fundamental fez 4.762 pontos em pós-temporadas. 

Outro recorde que o Spurs bateu foi não ter errado nenhum lance livre em um jogo de playoff. Foi a primeira vez na história da franquia que isso aconteceu. O time acertou os 25 que tentou.

Banco tem sido uma arma na série (Foto: Reprodução/Facebook/Spurs)

Segundo quarto

O segundo período tem se mostrado a chave das vitórias do Spurs. Após pontuar bem no primeiro quarto, o alvinegro abre boa vantagem e o Blazers não consegue se recuperar. Na noite de sábado, a equipe de San Antonio venceu por 32 a 22. Nos três jogos, os texanos venceram todos os segundos quartos, que somados dão uma vantagem de 109 a 70.

Uma estatística curiosa é que o Blazers só ficou na frente no placar durante 33 segundos na série. Foram 16 no jogo 2 e 17 no 3 – sempre no primeiro quarto.

Tá difícil 

Damian Lillard e LaMarcus Aldridge fizeram 21 pontos cada um. No entanto, mais uma vez, os dois principais jogadores da equipe de Portland Blazers tiveram dificuldades. O armador acertou apenas sete arremessos em 21 tentativas, enquanto o ala-pivô converteu nove de 23. Combinados, os dois craques só fizeram 16 cestas em 44 tentativas durante a partida contra o Spurs.

Em alta

O banco de reservas do Spurs voltou a ser um fator importante. Após ter dificuldade para pontuar durante as sete partidas contra o Mavs, a segunda unidade atropelou a equipe de Portland. Comparados, os reservas do alvinegro texano fizeram 40 pontos, contra apenas seis do adversário. Na série, a discrepância é ainda maior: 140 a 43.

“O banco tem sido importante para nós durante todo o ano. Nós conseguimos a vantagem de jogar mais jogos em casa nos playoffs graças ao nosso banco”, exaltou Gregg Popovich. 

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 22 pontos e 6 assistências

Tiago Splitter – 19 pontos e 8 rebotes

Danny Green – 17 pontos e 5 rebotes

Tim Duncan – 16 pontos e 9 rebotes

Kawhi Leonard – 12 pontos e 6 rebotes

Patty Mills – 10 pontos

Portland TrailBlazers

Wesley Matthews – 22 pontos e 4 rebotes

LaMarcus Aldridge – 21 pontos e 12 rebotes

Damian Lillard – 21 pontos e 9 assistências

Nicolas Batum – 20 pontos, 9 rebotes e 7 assistências

Robin Lopez – 13 pontos e 7 rebotes