Arquivo diário: 25/01/2014

A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena

Um rebote ofensivo.

Sim, foi um simples rebote ofensivo, restando 9,3 segundos para o fim do jogo 6 das finais do ano passado, pego por Chris Bosh, na Flórida, que determinou o bicampeonato do Miami Heat e fez grande parte da torcida do San Antonio Spurs xingar, reclamar, chorar ou até desmaiar. Milhares de torcedores do alvinegro estavam reunidos no Riverwalk prontos para comemorar o pentacampeonato da franquia em 14 anos, mas tiveram que voltar para suas casas com o sabor amargo da derrota. Muitos já pressentiam que provavelmente o título tivesse escapado ao fim da partida, na qual a equipe texana perdeu por 103 a 100.

Por que o rebote de Bosh foi determinante? Espera aí Adonis, esse foi só o jogo 6… O Spurs ainda teve os 48 minutos da última partida para reverter o resultado. Você está doido?

Torcedores lamentam a derrota na final (Eric Gay/AP)

Ok, vamos por partes. Primeiro, o rebote que Bosh pegou não alterou o placar, mas o ala-pivô passou a bola para Ray Allen – o melhor arremessador de 3 da história dos playoffs da NBA –, que, marcado de perto por Tony Parker, conseguiu converter a cesta de três pontos que empatou o jogo em 95 a 95 e o levou para a prorrogação. Antes do lance, muitos torcedores já se abraçavam e gritavam histericamente com a provável vitória do Spurs. A jogada foi um banho de água fria para o time texano, que perdeu o tempo extra por oito a cinco.

Quem já jogou esporte profissional e de alto nível sabe que, em um jogo decisivo, o fator mais importante para um atleta ou uma equipe é o psicológico. Estar tão perto de colocar as mãos na taça no jogo 6 foi frustrante para os jogadores, que não conseguiram encaixar seu melhor desempenho contra um inspirado Heat e sua inflamada torcida, que, depois do susto de quase perder, viram a chance de conquistar o bicampeonato na partida seguinte em um caldeirão chamado American Airlines Arena. O Spurs tinha condições técnicas de ganhar o jogo 7? Acho que sim. O Spurs tinha condições psicológicas de ganhar o jogo 7? Acho que não.

Neste domingo, é a primeira vez que o time texano irá voltar para a American Airlines Arena em um duelo de temporada regular, depois do jogo 7 das finais de 2013 – o Spurs perdeu para o Heat, fora de casa, na pré temporada por 121 a 96. Particularmente, eu acho que o duelo será um separador de águas para as ambições da franquia texana. Uma derrota significaria que realmente a equipe não tem aquele gás extra para competir contra as maiores potências.

Por outro lado, uma vitória mostraria que os “velhos” Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan ainda estão vivos, e ainda pensam em uma futura vingança…

Spurs (33-10) @ Hawks (22-20) – Vitória com desfalques

105×79

Na estrada após perder, em casa, para o Oklahoma City Thunder, o San Antonio Spurs mais uma vez evitou sofrer a segunda derrota seguida, algo que não aconteceu nenhuma vez ainda na temporada. O time texano visitou o Atlanta Hawks na noite desta sexta-feira (24) e deu um baile na equipe da casa, mesmo sem poder contar com Danny Green, Kawhi Leonard e Tiago Splitter, todos afastados por lesões. A seguir, confira alguns pontos sobre a partida.

Diaw teve grande atuação pelo Spurs (Getty Images)

Dominio do garrafão

Mesmo sem Tiago Splitter, que tem grande contribuição para os rebotes do Spurs, o garrafão do time de preto e prata foi incrivelmente superior ao do Hawks, agarrando 18 rebotes a mais: 56 a 38. Grande parte desses ressaltos caíram nas mãos de Tim Duncan, que coletou 16.

Mills estava calibrado em Atlanta (NBAE/Getty Images)

Domínio do banco

Obviamente que, sem três jogadores titulares, os reservas teriam que ajudar mais, o que acabou acontecendo. Boris Diaw e Patty Mills começaram a partida no banco, mas aproveitaram todos os minutos cedidos a eles. Em 22 minutos, o ala-pivô francês fez 21 pontos e pegou cinco rebotes, acertando três das quatro bolas que arriscou da linha dos 3. Já o armador australiano fez 18 pontos, com 6 arremessos de longe convertidos, em 23 minutos.

Equilíbrio

O time de Gregg Popovich tem fama de sempre fazer todos jogarem, e contra o Hawks tivemos mais uma prova disso. Todos os jogadores pontuaram e pegaram rebotes. Além disso, só Cory Joseph não cometeu uma falta, equilibrando elas entre os outros atletas. Os mais “indisciplinados” foram Jeff Ayres e Nando de Colo, com três faltas cada. Assim, o time texano não teve problemas em controlar os minutos e administrar sua rotação durante o duelo.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Boris Diaw – 23 pontos e 5 rebotes

Patty Mills – 18 pontos

Tim Duncan – 17 pontos, 16 rebotes e 4 tocos

Atlanta Hawks

Paul Millsap – 15 pontos, 8 rebotes,  4 roubos de bola e 2 tocos

Louis Williams – 12 pontos e 7 assistências

Spurs contrata Jeffers por dez dias

 

O San Antonio Spurs agiu rapidamente para preencher a 15ª e última vaga aberta em seu elenco. Pouco tempo depois de dispensar o ala-pivô Malcolm Thomas, a franquia texana anunciou, na noite de sexta-feira (24), a chegada do ala Othyus Jeffers, que assinou um contrato de dez dias com o alvinegro. Ele vinha atuando pelo Iowa Energy, da D-League.

Jeffers é o novo reforço do Spurs (Jack Arent/NBAE/Getty Images)

Não é a primeira vez que Jeffers vai vestir a camisa do Spurs. Na temporada 2010/2011, ele chegou a disputar um jogo da equipe texana contra o Utah Jazz, anotando dois pontos, dois rebotes, uma assistência, um desperdício de posse e uma falta em oito minutos.

Nesta temporada, com a camisa do Energy, Jeffers disputou 22 partidas e apresentou médias de 22,8 pontos, 11,4 rebotes, 3,3 assistências e 2,5 roubadas de bola em 38,3 minutos por exibição na D-League. Ele era o segundo maior ladrão de bolas, o terceiro maior reboteiro e o sexto maior cestinha da competição antes de ser contratado pelo Spurs.

Com 28 anos de idade, 1,96m de altura e 91kg, Jeffers provavelmente chega para ajudar na rotação do Spurs na ala, já que Danny Green e Kawhi Leonard estão afastados por contusões. Já integrado ao elenco, o reforço vai usar a camisa #7 da equipe texana.