Arquivo diário: 28/12/2013

Knicks teria interesse em Parker

Um dos maiores astros do San Antonio Spurs nas últimas temporadas despertou o interesse de outra franquia da NBA. De acordo com reportagem do site americano Spurs Nation, o New York Knicks estaria de olho em Tony Parker e já se planeja para fazer uma investida sobre o armador francês na offseason de 2015, quanto o jogador se tornará agente livre.

Parker em ação em Nova York nesta temporada (NBAE/Getty Images)

Segundo Brian Windhorst, jornalista da ESPN, o Knicks planeja não renovar com Carmelo Anthony e abrir espaço para contratar duas estrelas. Além de Parker, Kevin Love, do Minnesota Timberwolves, LaMarcus Aldridge, do Portland TrailBlazers, Marc Gasol, do Memphis Grizzlies, e Roy Hibbert, do Indiana Pacers, também estariam na lista da franquia de Nova York.

Nas temporadas 2013/2014 e 2014/2015, suas duas últimas de contrato com o Spurs, Parker vai receber US$ 12,5 milhões, o maior salário do elenco. Com 17,8 pontos e seis assistências em 30,5 minutos por exibição, ele começou o campeonato como maior cestinha do time texano, que venceu 23 dos 30 jogos que fez até aqui e é o terceiro colocado na Conferência Oeste.

O Knicks, por sua vez, foi derrotado em 20 das 29 partidas que fez até aqui e ocupa a 12ª posição na Conferência Leste. Atualmente, os armadores que a equipe  possui em seu elenco são Raymond Felton, Pablo Prigioni, Beno Udrih e Chris Smith.

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Spurs tem um problema. Belinelli é a solução?

Nunca um recorde com 23 vitórias e sete derrotas preocupou tanto seus torcedores quanto o San Antonio Spurs faz nesta temporada. Isso porque o time perdeu justamente os sete jogos mais difíceis que fez no campeonato até aqui – em ordem cronológica, contra Portland TrailBlazers, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Indiana Pacers, Los Angeles Clippers, Oklahoma City Thunder, novamente, e Houston Rockets, mais uma vez. Em meio à sequência negativa contra os considerados favoritos ao título, Gregg Popovich, treinador da equipe texana, promoveu uma mudança no seu quinteto titular, colocando Marco Belinelli no lugar de Danny Green. Será uma boa solução para elevar o nível de exibições?

Green como ala reserva: boa opção? (NBAE/Getty Images)

Até aqui, na temporada, o Spurs triunfou em apenas sete dos 14 jogos que fez contra equipes que venceram pelo menos metade de suas partidas. Os resultados mais expressivos do time texano no campeonato foram como times que eram apontados como potências antes do início da fase regular. A franquia de San Antonio venceu o Golden State Warriors, atualmente sétimo colocado na Conferência Oeste, nos dias 08/11 e 19/12. Superou o Memphis Grizzlies, 13º, nos dias 30/10 e 22/11. E também bateu o New York Knicks, 11º na Conferência Leste, mesmo jogando longe dos seus domínios.

Entre as vitórias mais expressivas do Spurs na temporada, é possível também citar as sobre o Phoenix Suns, sexto colocado no Oeste e uma das surpresas no campeonato, nos dias 06/11 e 18/12. Ainda assim, a boa campanha do time alvinegro até aqui foi construída nos jogos mais simples, já que a equipe venceu os 16 duelos que fez contra adversários que têm mais derrotas do que triunfos nestes primeiros meses. A franquia é a única invicta neste recorte.

Até aqui, no campeonato, o Spurs tem feito 99,7 pontos por jogo contra times com pelo menos 50% de aproveitamento, 13ª melhor marca da NBA, com oito pontos de desvantagem na eficiência em relação ao adversário, nona melhor marca da NBA. Em compensação, contra times abaixo dos 50%, a equipe texana anota 106,9 pontos por partida, quarta melhor marca da NBA, e tem 38,4 (TRINTA E OITO VÍRGULA QUATRO) pontos de eficiência de vantagem sobre estes adversários, melhor marca da liga com folga.

A princípio, não sou daqueles que me preocupa com o panorama. O Spurs é um time que costuma se poupar durante a temporada regular, principalmente para preservar seus jogadores mais velhos, como Manu Ginobili e Tim Duncan. O último já sofreu com contusões neste campeonato, assim como Tony Parker e Tiago Splitter. E as sete derrotas vieram contra times mais jovens e atléticos, com mais energia para gastar. Nada de novo para quem vem acompanhando a equipe texana nos últimos anos.

Porém, também não é algo que seja fácil de ser ignorado. Uma série de derrotas importantes como a que o Spurs sofreu podem acabar mexendo com a confiança do grupo, por exemplo. Confiança que certamente já veio abalada do confronto com o Miami Heat nas finais deste ano. Por isso, talvez seja preciso chacoalhar o elenco de alguma maneira. Um fato novo pode ser o choque que falta para o grupo voltar a funcionar da maneira ideal. E a primeira aposta de Pop foi a mudança na escalação titular, com Belinelli no lugar de Green.

A aposta, em um primeiro momento, parece óbvia. Green é o segundo jogador de perímetro mais alto do elenco e acaba com a falta de tamanho da segunda unidade ao jogar ao lado de Patrick Mills e Manu Ginobili. Belinelli, por sua vez, pode funcionar como segundo condutor de bola da equipe titular e desafogar Tony Parker, deixando Kawhi Leonard mais livre para atacar a cesta e para brigar por rebotes ofensivos. Mas não é bem assim. Promover o italiano significa desmanchar um dos quintetos mais bem sucedidos das últimas temporadas.

Na offseason, em sua coluna One Team, One Stat, John Schuhmman, blogueiro do site oficial da NBA, mostrou que, com Parker, Green, Leonard, Duncan e Splitter em quadra, o Spurs limitou seus adversários a 87,7 pontos a cada 100 posses de bola na temporada passada. Como base de comparação, o Memphis Grizzlies, melhor defesa daquele campeonato, permitia 97,2. E o Indiana Pacers, que tem a melhor retaguarda deste, cede 93,2.

E o experimento, até aqui, tem obtido pouco sucesso. Na temporada 2013/2014, o quinteto Parker – Green – Leonard – Duncan – Splitter marca 90,3 pontos a cada 100 posses de bola, acertando 44,8% de seus arremessos, e cede 93,8. Com Parker – Belinelli – Leonard – Duncan – Splitter, o Spurs marca 89,9 pontos a cada 100 posses, acertando 40,6% de seus arremessos, e cede 90,8. Nenhuma das duas formações tem saldo positivo.

Além disso, Belinelli vinha se firmando como o fiel escudeiro de Ginobili na segunda unidade. Com o argentino em quadra, o italiano marca 1,44 pontos por posse de bola, com 57,1% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 54,2% nos tiros de três pontos. Sem o camisa #20, o novo titular anota 1,07 pontos por posse de bola, com 45,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,8% nos tiros de três pontos.

Fenômeno semelhante acontece com Green e Parker. Com o armador, o ala-armador faz 1,13 pontos por posse de bola, com 48,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 46,9% nos tiros de três pontos. Sem o francês, o americano anota 1,08 pontos por posse de bola, com 34,6% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 32,7% nos tiros de três pontos.

Ainda é cedo para dizer que a mudança na escalação promovida por Popovich foi um fracasso. Mas fica claro que Belinelli e Green precisarão melhorar o entrosamento com Parker e Ginobili, protagonistas de suas respectivas unidades, para que a nova distribuição de minutos do Spurs possa dar certo. Só aí saberemos se a alteração foi a resposta ideal para o desempenho ruim do time até aqui contra os favoritos ao título deste campeonato.

Com estatísticas de ESPN, HoopStatsstats.nba.com e nbawowy!