Arquivo diário: 09/11/2013

Spurs (5-1) vs Knicks (2-3) – Temporada Regular

San Antonio Spurs @ New York Knicks – Temporada Regular

Data: 10/11/2013

Horário: 15h00 (Horário de Brasília)

Local: Madison Square Garden

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,69 (favorito) @ Knicks 2,18

Depois de uma série de vitórias em casa, o San Antonio Spurs viaja até Nova Iorque para enfrentar o New York Knicks. Diferente do time texano, que faz um bom começo de temporada, a equipe da casa tem sido uma decepção até então, com recorde negativo, o que pode ser explicado pelos desfalques de Tyson Chandler (lesionado) e J.R. Smith (suspenso), peças fundamentais. Para este domingo, no entanto, é esperado que o ala-armador retorne à ação.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Com o envelhecimento de Manu Ginobili e Tim Duncan, Tony Parker assume o papel de protagonista da equipe texana. Além das excelentes médias de 19,3 pontos e 6,7 assistências, o francês também vem se destacando por crescer nos momentos decisivos.

PG – Pablo Prigioni

SG – Raymond Felton

SF – Iman Shumpert

PF – Carmelo Anthony/Amar’e Stoudemire

C – Andrea Bargnani

Fique de Olho – Antigo conhecido do Spurs desde os seus tempos de Phoenix Suns, Stoudemire não conseguiu atingir às expectativas desde que chegou a Nova Iorque. Nesta temporada, luta por tempo de quadra, e pode querer mostrar serviço contra o antigo rival.

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O que muda com Patrick Mills?

Além das chegadas do ala-armador Marco Belinelli e do ala-pivô Jeff Ayres, a principal mudança na rotação do San Antonio Spurs neste início de temporada 2013/2014 aconteceu na armação. Patrick Mills, que vinha esquentando o banco desde sua chegada ao Texas, desbancou Nando De Colo – que começou o campeonato anterior como o principal reserva – e Cory Joseph – que foi o mais acionado durante os playoffs -, assumindo todos os minutos do descanso do titular Tony Parker. Mas o que muda com a utilização do australiano?

Mills é a “surpresa” de Pop no ano (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Mills está longe de ser um armador puro. Na verdade, seu talento é justamente encontrar caminhos para fazer cestas. Até aqui, o australiano anota 21,1 pontos por 100 posses de bola, número que, no elenco do Spurs, só fica atrás de Tony Parker (28,7), Tim Duncan (24,0) e do surpreendente Boris Diaw (24,3). Nas seis primeiras partidas do time texano na temporada, Patty apresenta médias de 6,2 pontos e 1,7 assistências em 14,4 minutos por exibição. E seu número mais impressionante está nas bolas de três pontos. Por enquanto, o camisa #8 não errou nenhum dois oito arremessos de longa distância que tentou!

A utilização de um armador que ataque tanto a cesta é possível, principalmente, com a chegada de Belinelli. Até aqui, o técnico Gregg Popovich tem trabalhado sua rotação de duas maneiras. Na primeira opção, o time reserva joga com o ex-jogador do Chicago Bulls ao lado de Manu Ginobili nas alas. Com dois jogadores com criatividade e habilidade para comandar o pick-and-roll em quadra, Mills fica livre para trabalhar como pontuador. Outra alternativa do treinador é usar o argentino ou o italiano mais tempo com os titulares, trazendo Danny Green para atuar como ala da segunda unidade. Neste caso, o australiano passa a ter mais responsabilidades de criação, trabalhando como um condutor de bola secundário.

Os números da SportsVU, recentemente divulgados no site oficial da NBA, mostram bem isso. Ginobili recebe a bola 47,6 vezes por jogo, contra 25,4 de Marco Belinelli e 35,4 de Mills. O argentino opta pelo passe em 67,6% dessas posses, sendo que 8% viram assistências, e arremessa em 23,1% delas. O italiano, por sua vez, passa a bola 66,9% das vezes, sendo que 5% viram assistências, e arremessa em 24,4% delas. Por fim, o australiano passa 81,9% das bolas que recebe, transformando 5% em assistências, e arremessa em 12,7% de suas posses.

Em outras palavras, Mills participa bastante do jogo e até inicia algumas jogadas, mas é Ginobili quem tem a responsabilidade de criar arremessos para seus companheiros na segunda unidade. Com isso, o australiano vira um condutor de bola secundário, caso Green seja o terceiro jogador de perímetro em quadra, ou até mesmo um puro pontuador, caso Belinelli esteja ao lado dele e do argentino no quinteto acionado por Pop.

Isso abre espaço para que um armador reserva com menos criatividade, mas com mais poder de fogo, possa ganhar espaço na rotação. Na temporada passada, quando os três ganharam minutos relevantes e a comparação pode ser justa, Mills obteve 4,6 assistências a cada 100 posses de bola, contra 7,5 de De Colo e 6,7 de Joseph. Em compensação, neste mesmo recorte, o australiano anotou 22 pontos, contra 15,9 do canadense e 15 do francês.

Pop não precisa de um armador, de fato, na segunda unidade. Na ausência de um jogador da posição 3 em seu banco de reserva, o treinador precisa de alguém que possa ser uma ameaça às defesas adversárias enquanto Ginobili e Belinelli carregam a bola. Mills pode ser esse jogador – muito mais do que Joseph e De Colo. Por isso, o australiano sai na frente.

Spurs (5-1) vs Warriors (4-2) – Liderança mantida

76×74

Na noite desta sexta-feira (8) San Antonio Spurs e Golden State Warriors entraram em quadra como as duas equipes de melhores campanhas na Conferência Oeste. Só uma poderia sair de quadra desta maneira. E foi o time texano! Jogando em casa, o alvinegro segurou a tentativa de reação do time da Califórnia nos minutos finais da partida, após série de erros dois dois lados, e venceu por 76 a 74, mantendo-se na liderança. Confira, a seguir, como foi o duelo.

Leonard estava calibrado nos arremessos (NBAE/Getty Images)

Sufoco no final

Tony Parker, cestinha do Spurs no jogo, anotou sete dos seus 18 pontos no quarto período e foi peça fundamental para a vitória da equipe texana. Porém, restando 16 segundos para o fim da partida e com o placar já mostrando 76 a 74 para os donos da casa, o armador francês errou seus dois lances livres, perdendo a chance de matar o jogo. Com isso, o Warriors teve duas chances de empatar. Na primeira, Andrew Bogut tentou o passe para Klay Thompson, mas Manu Ginobili desviou a bola para fora. Na segunda, Andre Iguodala tentou a infiltração, mas o arremesso do ala-armador deu aro.

Parker foi o cestinha do time (NBAE/Getty Images)

Leonard preciso

Como visto pelo placar baixo, a pontaria não foi o ponto forte do jogo no AT&T Center. Parker, que fez 18 pontos, acertou sete dos 14 arremessos que tentou. Duncan, que anotou oito, converteu três em 11. E Ginobili, que deixou a quadra com seis, também derrubou somente três de 11. Mas Kawhi Leonard foi um oásis em meio ao deserto. O ala titular do Spurs acertou seis dos oito tiros que tentou, deixando a quadra com 13 pontos e sendo um dos únicos dois jogadores do time da casa a ter chegado aos dígitos duplos, ao lado do francês.

E o garrafão?

A dupla de pivôs titular do Warriors superou a do Spurs na coleta de ressaltos. Foram 13 para Bogut e dez para David Lee, contra oito de Splitter e apenas quatro de Tim Duncan. Por sorte, o time da casa contou com a ajuda de jogadores de perímetro como Leonard, que coletou sete, e Danny Green, que apanhou seis, para perder a batalha nas tabelas “apenas” por 45 a 42.

Incorporado

O Warriors não contou com Stephen Curry, machucado, no jogo. Mas Toney Douglas, que veio do banco de reservas, pareceu ter incorporado o espírito do armador. Foram 21 pontos, com apenas 14 arremessos, em menos de 28 minutos. Por sorte, o técnico Mark Jackson resolveu não utilizá-lo nos minutos finais, e outras armas do time californiano, como Klay Thompson (11 pontos) e Andre Iguodala (nove), foram bem neutralizadas.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 18 pontos, 5 rebotes e 4 assistências

Kawhi Leonard – 13 pontos, 7 rebotes e 4 roubadas de bola

Golden State Warriors

Toney Douglas – 21 pontos

David Lee – 13 pontos, 10 rebotes e 3 assistências