Arquivo diário: 26/10/2013

Poderia ser você, Anderson

O San Antonio Spurs é uma franquia reconhecidamente eficiente na hora de achar talentos no Draft da NBA. Do atual elenco da franquia texana, Tony Parker, Manu Ginobili, Kawhi Leonard, Tim Duncan e Tiago Splitter, cinco dos principais jogadores da equipe, chegaram desse jeito, assim como os reservas Cory Joseph e Nando De Colo. Porém, nem todos os jogadores recrutados conseguem desenvolver seu potencial no time. Alguns só conseguem explodir quando deixam de vestir o uniforme alvinegro. E, entre este grupo, está James Anderson, que está prestes a começar sua primeira temporada com o Philadelphia 76ers.

Anderson tem nova chance para mostrar serviço (Jesse D. Garrabrant/Getty Images)

Anderson foi selecionado pelo Spurs na 20ª escolha do Draft de 2010. Foi a melhor posição que a franquia texana conseguiu no tradicional evento desde que havia recrutado Duncan na primeira colocação em 1997. O ala chegou ao time alvinegro credenciado pelas excelentes médias de 22,3 pontos (45,7% FG, 34,1% 3 PT, 81% FT) e 5,8 rebotes em 34,1 minutos por jogo em sua terceira temporada no basquete universitário americano, defendendo as cores do time de Oklahoma State. Mas, desde o início, sua trajetória em San Antonio foi cheia de incidentes que atrapalharam seu desenvolvimento pessoal.

No Spurs da temporada 2010/2011, Anderson seria um reforço importantíssimo. O time tinha um Richard Jefferson mal adaptado na ala e, sem contar com um reserva confiável, se via obrigado a utilizar formações baixas no perímetro, com Tony Parker, George Hill, Gary Neal e Manu Ginobili se revezando. Tudo porque o então novato, que assumiria tranquilamente uma fatia considerável da rotação, especialmente na posição 3, sofreu uma fratura por stress no pé direito e perdeu quase todo o campeonato. A contusão claramente freou seu crescimento.

Ainda com o Spurs, Anderson teve chance de recuperar o tempo perdido na temporada 2011/2012, quando Ginobili se machucou e o técnico Gregg Popovich resolveu dar ao jogador uma chance no time titular. Mas o prospecto acabou não conseguindo colocar seu potencial para fora e ainda viu Danny Green brilhar e assumir os minutos que eram dele. Resultado? Foi parar no fim do banco de reservas novamente.

Com o time de San Antonio, Anderson apresentou médias de 3,6 pontos e 0,9 rebotes em 11 minutos por jogo na temporada 2010/2011 e 3,7 pontos e 1,5 rebotes por partida na temporada 2011/2012 antes de ser dispensado. Na temporada 2012/2013, foi trazido de volta e recebeu nova chance após Kawhi Leonard e Stephen Jackson se lesionaram simultaneamente. Mas disputou somente dez jogos, sustentando, em média, 3,4 pontos e 1,4 rebotes por exibição, antes de ser cortado novamente.

Agora, no entanto, Anderson parece estar pronto para explodir. Jogando a pré-temporada como titular do 76ers, o ala apresenta médias de 13,9 pontos – terceira melhor marca de toda a equipe – e 3,4 rebotes em apenas 24,1 minutos por jogo. O faz sob o comando de Brett Brown, novo técnico do time da Filadélfia, que até o ano passado era assistente de Pop. Prova de que o potencial do atleta nunca foi deixado de lado em San Antonio.

Hoje, com o elenco do Spurs tendo apenas Josh Howard como reserva de ofício para Leonard, é impossível não pensar que Anderson poderia ser esse homem. Sabendo dos problemas que ele encarou em San Antonio, fico feliz por vê-lo tendo mais uma chance para mostrar seu indiscutível potencial e se firmar como jogador de NBA. Coisa que Ian Mahinmi fez no Indiana Pacers e DeJuan Blair tem a chance de fazer no Dallas Mavericks. Às vezes, o talento que a franquia texana acha no Draft tarda, mas não falha.

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