Arquivo diário: 18/08/2013

A semana de luta contra o câncer de mama na WNBA

É uma tradição da WNBA, já há alguns anos, promover a semana de conscientização contra o câncer de mama. As outras grandes ligas dos Estados Unidos também fazem isso, porém, por essa ser uma mazela que aflige principalmente as mulheres, existe um significado muito forte quando esse “evento” acontece na competição.

Becky Hammon ajudou a causa nobre da WNBA (Reprodução/Facebook)

Assim como na semana especial do Saint Patrick’s Day na NBA e na NFL os jogadores usam a cor verde em seu uniforme como representação do trevo do personagem principal do feriado irlandês, na conscientização contra o câncer de mama o rosa é predominante. Camisa, bermuda, meia, tênis… tudo adota a cor.

O objetivo é, como o próprio nome diz, gerar na população um maior discernimento em relação a esse tipo de tumor, incentivar exames para que qualquer problema seja detectado com antecedência e tratado da maneira correta e incentivar e animar pessoas que já sofrem com essa enfermidade a partir de histórias superação. Além disso, as franquias também arrecadam dinheiro para auxiliar na luta.

O San Antonio Silver Stars tem um leilão tradicional que acontece ao final de cada partida da semana de conscientização contra o câncer de mama. A deste ano foi contra o Phoenix Mercury, no sábado, e terminou com vitória para as texanas. Mais importante, no entanto, foi o resultado dos utensílios de Becky Hammon, que nem mesmo atuou.

A veterana colocou a sua camisa de jogo e uma gravata rosa para serem leiloados. Um fazendeiro ricaço… digo, um senhor muito altruísta arrematou os dois pelo preço de US$ 8.000,00. Porém, ele doou a camisa de volta e ficou apenas com o acessório. Com isso, as outras pessoas que concorreram fizeram uma proposta a Hammon para que levassem a camisa pelo valor de US$ 7.500,00, contanto que ela também liberasse o par de salto alto super pink que estava usando – e que não estava em jogo, era uma peça de uso pessoal. Feito. Com isso, uma camisa, uma gravata e um sapato de salto alto resultaram em US$ 15.500,00.

No site oficial do Silver Stars ainda contaram a história de uma senhora Season Ticket Holder desde a primeira temporada do time que foi bem sucedida na luta contra o câncer de mama.

Esse engajamento contra doenças e desastres naturais é muito comum nas grandes ligas americanas, um reflexo do que acontece normalmente na sociedade local. Estamos acostumados com a imagem de que os cidadãos dos Estados Unidos são frios, mas, no sentido de compaixão pelo próximo devido a problemas causados por fatores externos, eles são muito avançados. Hammon é uma das pessoas que se destacam nisso, mas em um nível maior, internacional. Quando aconteceu aquele terremoto no Haiti, os fãs da jogadora juntaram uma quantia de dinheiro para doar em seu nome e, após as somas terem sido feitas, ela dobrou o valor arrecadado do seu próprio bolso.

É muito legal ver isso acontecer junto ao esporte. Motivos para sorrir em meio à má temporada do Silver Stars, que nessa semana enfrenta o Indiana Fever (21, quarta-feira), o Tulsa Shock (23, sexta-feira) e o Seattle Storm (25, domingo).

Ainda há chances de playoffs, por isso, continuamos na torcida!

UM OLHAR MAIS PROFUNDO

Elena Delle Donne, a novata que surpreendeu a todos em sua primeira temporada na WNBA, está mais uma vez contundida, após retornar de uma outra lesão ocorrida antes do All-Star Game. Há quem diga que até nisso a loira se assemelha a Lauren Jackson…

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Mills brilha novamente e Austrália é campeã

Neste domingo (18), a Austrália sagrou-se campeã do Fiba Oceania ao, jogando em casa, vencer a Nova Zelândia por 76 a 63. O destaque do confronto foi Patrick Mills, armador do San Antonio Spurs, que deixou a quadra com 21 pontos e cinco roubadas de bola e, depois da partida, foi eleito o melhor jogador da competição continental.

Mills foi o destaque do título da Austrália (Reprodução/Facebook.com/FIBA)

Mills já havia se destacado no jogo de ida, também vencido pela Austrália. O armador teve a oportunidade de jogar pela primeira vez na AIS Arena, que fica em Canberra, sua cidade natal, e comparou a emoção que sentiu com a de jogar a final da NBA e as Olimpíadas.

“É muito parecido, por incrível que pareça. Foi bom poder vencer e poder fechar a série aqui”, disse Mills, que recentemente renovou o seu contrato com o Spurs.

Austrália e Nova Zelândia estão classificadas para o Mundial de 2014, que será disputado na Espanha. Por ter vencido, a seleção de Mills entrará com um ranqueamento mais alto.