Arquivo diário: 03/08/2013

Mills e Baynes são convocados pela Austrália

Patrick Mills e Aron Baynes vão atuar pela Austrália nesta temporada. A federação local de basquete anunciou, neste fim de semana, o elenco de 15 jogadores convocado para representar o país na disputa do Fiba Oceania, e o armador e o pivô do San Antonio Spurs estão na lista. Os dois serão os únicos atletas da NBA na equipe nacional.

Baynes e Mills vão defender a Austrália (Reprodução/nbanationaustralia.com)

O Fiba Oceania consiste em um duelo de ida e volta entre Austrália e Oceania – as duas seleções já estão classificadas para o Mundial de 2014, que terá a Espanha como país sede. Os jogos serão disputados no dia 14, em Auckland, e 18, em Canberra.

Os treinos da Austrália começam na quarta (7). Clique aqui e veja todo o elenco da seleção.

Com isso, Mills e Baynes se juntam aos jogadores do Spurs que defenderão suas seleções neste ano – serão sete, metade do elenco atual. Marco Belinelli vai jogar pela Itália e Tony Parker, Nando De Colo e Boris Diaw vão defender a França no Eurobasket. Além disso, Cory Joseph vestirá a camisa do Canadá na Copa América. Por outro lado, Manu Ginobili será desfalque da Argentina e Tiago Splitter não estará com o Brasil.

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Defesa em pauta

Por enquanto, as movimentações do San Antonio Spurs na offseason têm acontecido para repor peças no elenco. A franquia texana contratou o ala-armador Marco Belinelli, ex-Chicago Bulls, e o ala-pivô Jeff Pendergraph, ex-Indiana Pacers – jogadores, respectivamente, que atuam nas mesmas posições que Gary Neal, que foi para o Milwaukee Bucks, e DeJuan Blair, que assinou com o Dallas Mavericks. A princípio, as trocas parecem não ter tanto impacto, e sequer devem mudar o quinteto titular que vinha sendo utilizado por Gregg Popovich. No entanto, os dois novos jogadores terão um papel importante no plantel: melhorar a capacidade defensiva do banco de reservas.

Belinelli foi muito bem marcando Wade (AP)

Na última temporada regular, Belinelli apresentou média de 9,6 pontos, acertando 35,7% de seus tiros de três pontos, em 25,8 minutos por jogo. Nos playoffs, nas séries contra Brooklyn Nets e Miami Heat, cresceu de produção naquele Bulls que jogou desfalcado de Derrick Rose, Kirk Hinrich e Luol Deng e com Joakim Noah baleado, e, no total, obteve média de 11,1 pontos, convertendo 34% dos arremessos do perímetro, em 27,1 minutos por partida. Neal, por sua vez, sofreu com problemas físicos durante a fase classificatória e sustentou média de 9,5 pontos, acertando 35,5% das bolas de três – piores índices de sua carreira na NBA. Na pós-temporada, fica a lembrança de seu histórico desempenho no Jogo 3 das finais. Mas os 6,8 pontos por duelo que ele marcou também representaram um novo recorde negativo em sua trajetória na liga profissional americana.

Se os problemas físicos atrapalharam Neal no ataque, seu ponto forte, o que dizer então de seu desempenho na defesa? Com o ala-armador em quadra nos playoffs, o Spurs permitiu 102,7 pontos por 100 posses de bola aos seus oponentes. Com o camisa #14 no banco, esse número cai para 96,4. Enquanto isso, Belinelli, que vem melhorando sua marcação a cada temporada, teve belo desempenho diante de Dwyane Wade na série contra o Heat. O astro da equipe de Miami anotou 26,2 pontos a cada 100 posses enquanto o italiano estava no banco no confronto. Com o novo reforço de San Antonio em quadra, a média cai para 19,5.

Além da defesa, Belinelli ainda leva a melhor sobre Neal em outro fundamento: o comando no pick-and-roll. Pode ser fundamental, já que Pop vinha usando o camisa #14 como armador improvisado. Nos playoffs, o italiano teve média de 5,1 assistências a cada 100 posses de bola, contra duas do americano.

Pendergraph, por sua vez, era um jogador de fim de banco de reservas no Pacers. O ala-pivô apresentou médias de 3,9 pontos e 2,8 rebotes em dez minutos por exibição na última temporada regular e 1,8 pontos e dois rebotes em 7,9 minutos por partida nos playoffs. Blair, por sua vez, também não teve muitas chances de mostrar serviço e obteve médias de 5,4 pontos e 3,8 rebotes em 14 minutos por jogo na fase de classificação e 3,9 pontos e dois rebotes em 6,3 minutos por noite no mata-mata.

No entanto, ao contrário de Blair, que já provou que pode pontuar com consistência quando recebe boa quantidade de minutos, Pendergraph teve como ponto alto de sua passagem pelo Pacers uma atuação defensiva: o ala-pivô se destacou marcando Josh Smith durante a série contra o Atlanta Hawks. A presença do reforço do Spurs fez diferença principalmente combatendo as infiltrações: no garrafão, fora da zona restrita, o astro adversário converteu 35,3% dos tiros que tentou com Pender no banco, e NENHUM com Pender em quadra. Mais ágil, o big man, ainda em Indianápolis, também fez com que Smith tentasse menos arremessos de três: 2,7 contra 0,8 por jogo.

Pendergraph oferece uma alternativa que o Spurs não teve no ano passado: um jogador que tem velocidade para acompanhar um ala-pivô mais rápido sem fazer com que o time texano perca força na coleta de ressaltos. Ainda dói a alma lembrar a quantidade de rebotes ofensivos que a equipe cedeu ao tentar igualar o small-ball do Heat nas finais…

Sem Neal e Blair, Pop pode optar por escalar, em alguns momentos, sua segunda unidade com Cory Joseph, Marco Belinelli, Manu Ginobili, Jeff Pendergraph e Boris Diaw. Cinco defensores sólidos e um quinteto que ficaria longe de passar vergonha no ataque. Assim, mesmo com movimentações discretas, a franquia texana dá mais um passo em direção a um foco claríssimo: a defesa.