Arquivo diário: 21/06/2013

Ala francês entra em possível lista do Spurs para o Draft

Com o fim da temporada 2012/2013 da NBA, o San Antonio Spurs volta suas atenções para o Draft que se aproxima. E, aparentemente, uma das possibilidades para a franquia texana é aumentar sua legião de franceses durante o recrutamento de calouros. Segundo reportagem do site americano Project Spurs, o time estaria monitorando o ala Livio Jean-Charles.

O próximo francês do Spurs? (Reprodução/lyonmag.com)

De acordo com Alex Kennedy, do site Hoopsworld, Jean-Charles é um dos possíveis alvos do Spurs na primeira rodada do Draft deste ano. O ala, que pode atuar nas posições 3 e 4, tem apenas 19 anos de idade, 2,04 m de altura e uma história curiosa: nasceu na Guiana Francesa e se mudou para o país europeu aos 14 anos para desenvolver sua carreira no basquete.

O plano, inicialmente, seria selecionar Jean-Charles e deixá-lo atuando na Europa por mais um ano. Principalmente porque, depois, negociar sua ida para a NBA não seria difícil, já que o ala joga atualmente no ASVEL, clube que tem Tony Parker entre seus acionistas.

Ao longo da última temporada, Jean-Charles disputou 29 partidas do Campeonato Francês e apresentou médias de 3,3 pontos (54% FG, 42,9% 3 PT, 58,8% FT) e 2,7 rebotes em 13,8 minutos por exibição. Os principais sites especializados em Draft imaginam que o ala será selecionado entre o início e o meio da segunda rodada do recrutamento de calouros.

Se realmente for selecionado pelo Spurs, Jean-Charles se juntará, no elenco da equipe texana, aos compatriotas Tony Parker, Nando De Colo e Boris Diaw – este último pode optar por sair de seu contrato com a franquia antes da próxima temporada.

Vale lembrar que o Spurs detém a 28ª e a 58ª escolhas do próximo Draft, que acontecerá na próxima quinta-feira, em Nova York, na arena do Brooklyn Nets.

Confira os demais prospectos que o Spurs pode selecionar no Draft

Spurs (3) @ (4) Heat – Obrigado

88×95

Existem jogos que não precisam ser descritos. Você não precisa saber quantos pontos, quantos rebotes ou quantas assistências eles tiveram. Assim deve ser para a visita do San Antonio Spurs ao Miami Heat no jogo sete da final da NBA. A vitória do mandante por 95 a 88 premiou um monstro pela segunda vez. LeBron James levou seu bicampeonato e faltam palavras para descrevê-lo. Como faltam palavras – e o nó na garganta é grande – para descrever a sensação de ter visto a última chance de Tim Duncan e Manu Ginobilli terem levado mais um título, já no final de suas carreiras. Vamos aos fatos, não ao jogo.

Obrigado por tudo, Duncan! (NBAE/Getty)

Obrigado, Manu

Sim, eu sei. O erro no jogo seis, no finalzinho, foi crucial. Assim como os erros neste jogo derradeiro também. Mas permitam-me fazer apenas uma observação. Ídolos não são de um dia. Eles não ascendem com um jogo e nem caem com apenas um também, por maior que seja a importância dos duelos em questão. Quando este Spurs Brasil foi fundando, juntou um fã de Tim Duncan e um fã de Manu Ginobilli – eu e Lucas Pastore. Em um jogo diante do Toronto Raptors, vitória, demos início a tudo – e nosso argentino estava lá, nos dando o triunfo. O tempo passa e passa até para os ídolos. Comecei esse resumo assim porque é preciso sim saber e reconhecer os erros (cruciais, na maioria) do ala-armador, mas é hora de saber o que ele representa para a franquia. Ídolos não são de barro. Eles não quebram. Nunca.

O futuro da franquia (NBAE/Getty)

Eu vi Tim Duncan

Não sei se Duncan vai continuar jogando, nem interessa agora. Se ele voltar, que saiba que será sempre bem-vindo (e não há algo maior, senão eu diria). Sei que, se um dia eu puder contar para alguém que eu gosto de basquete, o farei falando que vi meu maior ídolo em seu auge. Vou poder falar que vi um dos dez maiores jogadores de todos os tempos ser meu contemporâneo. O que ele faz não é desse planeta. A idade não pesa, a vontade de ganhar não diminui e a tristeza ao perder, mesmo depois de ter ganho tanto, não muda.

Confesso que cinco minutos após o jogo, ainda meio sem saber o que escrever, me inspirei – de novo – em Timmy e na força de vontade dele. Ele merece que levantemos nossa cabeça agora.

Tão perto…

Ídolos não morrem, vimos Tim Duncan, mas decepções nunca são amenizadas rapidamente. Para sempre – e sim, será eterno – pensaremos que “podia ter sido diferente” se “aquela bola caísse”, “aquela enterrada saísse”, “aquele tempo fosse pedido”. O jogo 6 terá sido para sempre o pior melhor jogo que já vimos em nossas vidas. Foi quase. E quando é quase, dói mais. Vamos lamentar tudo: pontos, rebotes e roubos perdidos. Mas chegamos. Quem pensa que segundo é o primeiro dos últimos, me desculpe, nunca disputou nada para valer. Chegar não é fácil quando se joga em alto nível. Que o segundo lugar nos mostre a grandeza da chegada, desprezando times mais badalados e/ou mais preparados até.

O ofício

Tenho que falar do jogo? Sim? Então tudo bem. O que nos matou foi o que nos mata quase sempre: rebotes. Perdemos muitos. Demos segundas chances ao Heat e perdemos oportunidade de termos segundas chances. No momento derradeiro de um torneio de alto nível, isso faz toda a diferença. Eles? Eles têm simplesmente a única figura que já foi capaz de rivalizar com Michael Jordan após o advento de Vossa Alteza ainda na década de 1980. Na hora que precisou, ele apareceu. E fez aparecer também o vão que todos sabíamos que poderia fazer a diferença na decisão. Fez.

O futuro…

Bem, ele é menos sombrio do que há alguns anos, não? Lembram quando Duncan estava mal, na temporada 2010/2011, e não tínhamos Kawhi Leonard? “O que vai ser do Spurs?”. Bem, o Spurs vai ser isso, temos um companheiro para Tony Parker – um monstro! – e já poderemos pensar em construir o (doloroso, pela saudade que ficará) futuro sem Duncan e Manu.

Obrigado, San Antonio Spurs. O que fica de 2013 é orgulho. E 2014 está logo aí. Você subestimaria esse gigante? Eu pensaria algumas vezes antes…

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 24 pontos, 12 rebotes e 4 roubadas de bola

Kawhi Leonard – 19 pontos e 16 rebotes

Manu Ginobili – 18 pontos, 5 assistências e 3 rebotes

Tony Parker – 10 pontos, 4 assistências e 3 roubadas de bola

Miami Heat

LeBron James – 37 pontos, 12 rebotes, 4 assistências e 2 roubadas de bola

Dwyane Wade – 23 pontos, 10 rebotes e 2 tocos

Shane Battier – 18 pontos e 4 rebotes

Mario Chalmers – 14 pontos e 2 roubadas de bola