Arquivo diário: 17/06/2013

Mills perderá o restante dos playoffs após cirurgia

Patrick Mills não será mais opção para Gregg Popovich, técnico do San Antonio Spurs, nesta temporada. No domingo (16), a franquia texana anunciou que o armador ficará indisponível até o fim dos playoffs após passar por uma cirurgia para a retirada de um abcesso no pé direito.

Mills não estará mais disponível na série contra o Heat (Alan Diaz/AP)

De acordo com comunicado oficial emitido pelo Spurs, Mills teve uma infecção no pé direito, que culminou com a formação de um abcesso entre o quarto dedo e o quinto. Por conta do problema, o australiano já ficou fora da relação de Pop nos dois últimos jogos contra o Miami Heat – Nando De Colo foi ativado em seu lugar.

Nesta terça-feira, sem poder contar com Mills, o Spurs, que vence a série final da NBA por 3 a 2, volta a enfrentar o Heat, dessa vez em Miami. Se for derrotada, a equipe texana faz o decisivo jogo na quinta, novamente na Flórida.

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Spurs (3) vs Heat (2) – A uma vitória

114×104

Senhoras e senhores, o San Antonio Spurs está a apenas um passo de se tornar pentacampeão da NBA. Após uma excepcional partida, o time alvinegro bateu o Miami Heat por 114 a 104, neste domingo (16), e se despediu de casa com um triunfo e agora vence a série, em formato de melhor de sete, por 3 a 2 – ou seja, só precisa ganhar um dos próximos dois duelos. O jogo seis, que poderá ser o último da temporada, será disputado em Miami (assim como o 7°, se necessário), na terça-feira.

Manu Ginobili fez boa partida (NBA/Getty Images)

Como nos velhos tempos

Nos primeiros jogos da série, Manu Ginobili estava desaparecido. Apático, o argentino estava irreconhecível. Todos estavam cobrando o astro de antigamente, e, como dito no pré-jogo postado domingo no Spurs Brasil, um bom desempenho dele essencial para a vitória. Então, parece que o técnico Gregg Popovich e o ala-armador leram o blog: o camisa #20 entrou como titular no lugar de Tiago Splitter, e desde o começo fez a diferença. O jogador liderou o Spurs para a terceira vitória na série, e agora somente esperamos outras atuações como essa, que foi a melhor de toda a temporada para o jogador.

Danny Green esteve, de novo, inspurado (NBA/Getty Images)

Danny Green

O ala-armador do time texano foi mais uma vez preciso. Desde o começo, Danny Green chutou de fora com um aproveitamento de MVP, chegando ao final da partida com seis tiros certos em dez tentados, e, de quebra, ainda bateu o recorde de arremessos de três convertidos em uma série final da NBA. E, curiosamente, a marca pertencia a Ray Allen, que estava do outro lado da quadra, tentando evitar a perda de seu trono. O ala-armador do Heat somou 22 arremessos certos na final de 2008 contra os Los Angeles Lakers, quando ainda jogava pelo Boston Celtics. Para termos uma ideia do quão bem Green está, ele converteu, até agora, 25 de 38 arremessos de três que tentou nos cinco jogos, um aproveitamento de 65,7%. Em 2008, em seis jogos, Ray Allen chutou 42 bolas e acertou 22, com índice de acerto de 52,3%. Resumindo, Allen fez menos acertos, em mais chutes e mais jogos do que Green tem. Onde será que o camisa #4 vai parar nessa série?

De fininho

Ontem todos ficaram exaltados com as excelentes atuações de Danny Green e Manu Ginobili, descritas acima. Porém, muitos não viram as belas partidas de Tony Parker, Tim Duncan e Kawhi Leonard, que, quietinhos, anotaram pontos importantes, marcaram muito e foram essenciais para a vitória. Fazendo o “trabalho sujo” no garrafão, The Big Fundamental foi perfeito, pegando mais rebotes do que todos os jogadores de garrafão do Heat juntos. Enquanto isso, o ala, mais uma vez, marcou muito bem LeBron James, que acertou oito de 22 arremessos, tendo um aproveitamento não tão bom quanto esperado. Já o armador francês jogou sem estar 100% fisicamente por conta de uma lesão na coxa direita, mas mesmo assim apareceu no fim da partida como cestinha, sem fazer barulho algum.

O comandante

Durante a partida, por diversas vezes, vimos o trabalho de Popovich vir à tona. Desde sempre, Pop vinha lembrando que esse seria um jogo de gente grande, e ressaltando isso. Com essessa postura, ainda antes da bola subir ele fez a ótima decisão de tirar o pivô Tiago Splitter e colocar Manu Ginobili no quinteto titular. Além do discurso para o time, no começo da partida ele tirou Green, teve uma conversa em particular com ele e rapidamente o colocou de volta em quadra; Resultado: o ala-armador não parou mais de acertar arremessos. Além disso, o treinador, do mesmo jeito, chamou Parker para conversar, e, quando o armador voltou à quadra, foi mais agressivo e deslanchou, terminando como cestinha. O técnico vem fazendo um ótimo trabalho, e, se tudo der certo, ele será um dos maiores responsáveis pelo penta.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 26 pontos e 5 assistências

Manu Ginobili – 24 pontos e 10 assistências

Danny Green – 24 pontos (6-10 3 PT) 6 rebotes

Tim Duncan – 17 pontos e 12 rebotes

Kawhi Leonard – 16 pontos e 8 rebotes

Miami Heat

Dwyane Wade – 25 pontos, 10 assistências e 4 rebotes

LeBron James – 25 pontos, 8 assistências  e 6 rebotes

Ray Allen – 21 pontos (4-4 3 PT) e 4 rebotes

Chris Bosh – 16 pontos e 6 rebotes

Uma semana para ser esquecida

Até agora, o San Antonio Silver Stars teve atuações agradáveis. Não necessariamente com vitórias, mas com um rendimento que mostrava o nascimento de um novo estilo de jogo, com defesa forte, rebotes e importante atuação de jovens jogadoras, que assumiram a responsabilidade enquanto as principais representantes da equipe estão fora das quadras devido a lesões. Nesta semana, os adversários da franquia texana foram o Minnesota Lynx e o Los Angeles Sparks. Contra o primeiro, o elenco do time surpreendeu a todos, inclusive os comentaristas da emissora responsável pelas transmissões das atuais vice-campeãs da WNBA. O Lynx venceu a partida, mas não de uma maneira fácil. Apesar da potencialidade do ataque do Minnesota, o Silver Stars conseguiu neutralizar inúmeras jogadas por meio da defesa.

O Silver Stars não teve boa atuação contra o Sparks (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

O encontro com o Sparks, no entanto, foi, no mínimo, estranho. A equipe de Dan Hughes se arrastou durante todo o jogo. Confesso que quando vi um 12 a 1 fiquei assutada. Mais ainda diante do resultado final: 84 a 48. 48 pontos. Apenas. Danielle Adams foi a principal em quadra, com 12 pontos. Jayne Appel também não participou dessa partida, por motivos ainda desconhecidos. Apesar de tudo, acredito que sua presença nesse dia poderia ter dado rebotes a mais ao time, mas levando em consideração o estilo de jogo da franquia angelina, bem físico, seria uma diferença muito baixa.

É importante lembrar que esse duelo contra o Sparks foi uma exceção. Esse não tem sido o resultado entregue pelo Silver Stars nessa temporada até agora. Também, é esperado que, em breve, Becky Hammon volte a jogar, o que certamente trará um forte renovo à equipe.

Por isso, sem desespero! Durante essa semana, o Seattle Storm – com a equipe bem defasada – e o New York Liberty – ou a versão 2.0 do Detroit Shock -, serão os adversários do Silver Stars. Acredito que serão partidas equilibradas e muito boas, que podem levar as garotas novamente a uma campanha acima dos 50% de aproveitamento.

Enquanto isso, vamos comemorando a vitória do San Antonio Spurs sobre o Miami Heat! Rumo ao quinto anel na NBA!

Um olhar mais profundo

A WNBA já deu início às votações para o All Star Game de 2013. Como a temporada começou mais tarde, neste ano o Jogo das Estrelas será “mais cedo”.

Para votar em suas jogadoras preferidas, é só acessar este link.