Dando conta do recado

A semana que passou contou com uma vitória contra a principal equipe da temporada até o momento – o San Antonio Silver Stars foi o responsável pela quebra da invencibilidade do Chicago Sky (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Como eu já escrevi aqui nesta coluna, o Chicago Sky conta com um elemento surpresa neste ano: a novata Elena Delle Donne. O time vinha sendo dominante desde o início da temporada. Invencível, até enfrentar o San Antonio Silver Stars na sexta-feira (7).

No próprio AT&T Center, a equipe texana deixou um placar largo de 81 a 69. Danielle Robinson cumpriu seu papel e liderou o time com 18 pontos. Sua rapidez e habilidade são estratégias que o time de San Antonio tem explorado a fim de preencher a lacuna deixada por Becky Hammon na armação. Arrisco ainda a cogitar que essa posição (a de 1) seja mantida por D-Rob, e Hammon assuma definitivamente a 2 quando retornar. Os motivos?

A estrela nascida em Rapid City é originalmente uma ala-armadora. Com o tempo, no entanto, sua altura (1,68 m), que até o ensino médio era compatível com a posição em relação às adversárias, deixou de atender às principais características para o melhor aproveitamento de seu talento. Por isso, Hammon foi “adaptada” – que coisa, não? – a uma armadora (1).

Danielle Robinson tem cumprido bem sua missão de preencher a vaga de armadora principal do San Antonio Silver Stars, e deve continuar com ela mesmo após o retorno de Becky Hammon (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Outro fator que pode fazer com que Robinson fique no lugar de Hammon é a idade dessa veterana. Uma triste realidade, sim, mas já são 36 anos nas costas, os quais. somados a algumas lesões e incansáveis viagens. deixam o corpo de um atleta impossibilitado de dar seu melhor rendimento em quadra. E. se tratando de um esporte coletivo, se um elemento no jogo não consegue seguir o fluxo em perfeita sintonia, as coisas começam a dar errado – mesmo quando esse elemento é Hammon.

Por isso, a realidade de que “Becky Hammon não é para sempre” exige um planejamento por parte do treinador Dan Hughes para que a armação do time de San Antonio tenha uma jogadora capaz de preencher esse espaço com o máximo de proximidade possível às habilidades da que hoje o faz com tanta destreza.

Hoje, as Silver Stars ocupam uma posição delicada. Apesar do talento individual de cada jogadora, ainda não há como afirmar que esse é um time de estrelas. Pode estar perto. A já mencionada com frequência acima, Becky Hammon, mais Sophia Young e DeLisa Milton-Jones são nomes consagrados nas quadras femininas. Shameka Christon é respeitada.

Danielle Robinson e Danielle Adams são xarás que obrigam os adversários a tomar cuidado, e mais alguns anos de experiência as tornarão importantes personagens no cenário da WNBA. Jia Perkins é a sexta mulher perfeita para o elenco. Sua sintonia com a equipe teve início logo na primeira temporada em que se tornou parte do esquadrão das estrelas prateadas. Shenise Johnson está passando por uma adaptação demorada, mas demonstra muito potencial. Provavelmente terá uma faixa de crescimento como a das duas Danielles. Jayne Appel está pegando os rebotes que deve e será ótimo se continuar assim (finalmente), porém, precisa pontuar (com 1,93 m, formada em Stanford e depois de três anos como profissional é inadmissível uma média de carreira de 3,4 e 4,7 pontos e rebotes por jogo, respectivamente). As novatas deste ano ainda estão discretas. Portanto, não há muito a dizer (uma delas teve míseros 55 segundos na partida de domingo, contra o Chicago Sky).

Agora, o time de San Antonio ocupa a terceira colocação na Conferência Oeste. Para o atual cenário da WNBA, isso é bom. Foram duas vitórias e duas derrotas até o momento, todas contra times importantes e fortes: Indiana Fever (derrota), Los Angeles Sparks (vitória) e Chicago Sky (uma vitória e uma derrota decente). Neste domingo, o time de Elena Delle Donne se saiu melhor no duelo em sua casa, porém com dificuldade. O resultado final foi 72 a 70, com a cobrança de dois lances livres acertados pela estrela novata restando 4,8 segundos.

Os desafios das Silver Stars nesta semana são contra o Minnesota Lynx (terça-feira, 07) e o Los Angeles Sparks (sábado, 15), duelos que valem muito a pena de ser acompanhados!

Deu medo em todo mundo no começo, mas quando a bola foi colocada em jogo, o Phoenix Mercury decepcionou (PhoenixMercury.com)

Um olhar mais profundo

A situação está feia para o Phoenix Mercury. Mesmo com as esperanças altas devido à chegada de Brittney Griner e ao retorno das principais jogadoras, a equipe se encontra em quinto lugar no Oeste, com uma vitória e três derrotas. Vale ressaltar que nesse elenco falta apenas Penny Taylor, uma vez que Diana Taurasi, Candice Dupree, DeWanna Bonner e Samantha Prahalis se encontram saudáveis e presentes nas partidas. Será que a sorte vai mudar ou o rendimento dessa equipe está destinado à decepção do ano passado? Como não acredito em sorte, nem em destino – me desculpem, admiradores secretos (risos)! – ainda consigo prever uma reviravolta não só para o Mercury, como para outras franquias, como o Indiana Fever, atual campeão, que hoje está no último lugar de sua conferência, tal qual o Tulsa Shock, com um baita elenco, no lado oposto do país.

Anúncios

Publicado em 10/06/2013, em San Antonio Silver Stars, Vestiário Feminino e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s