Arquivo diário: 10/06/2013

Spurs (1) @ Heat (1) – O peso do fator casa

84×103

O Miami Heat mostrou superioridade como mandante ao derrotar o San Antonio Spurs neste domingo (9), por 103 a 84, no jogo 2 da final da NBA. Apesar do resultado, o time texano, que liderava a série, tem a possibilidade de ser pentacampeão da liga em seus domínios, já que encarou duas partidas na casa do adversário e agora possui três mandos de quadra consecutivos, seguindo o formato da decisão (2-3-2). Neste duelo, vimos Danny Green inspirado nas bolas de três pontos, mas não foi suficiente para deter os adversários, que contaram com o apoio da torcida. Vamos aos destaques do confronto:

Danny Green e Dwyane Wade foram destaques de suas equipes (NBAE/Getty Images)

O jogo

No primeiro tempo, as duas equipes trocaram pontos. Ás vezes o Spurs liderava – apesar do alto número de turnovers -, e às vezes era o Heat que estava na dianteira. O quarto inicial terminou empatado por 22 a 22. No segundo período, o time da Flórida começou a ditar o ritmo, com boa atuação de Dwayne Wade, que liderava a equipe. O jogo foi para o intervalo com os mandantes vencendo por 50 a 45. Na volta dos vestiários, a impressão que se teve é a de que o alvinegro não retornou à quadra. A franquia de Miami conseguiu ampliar a vantagem, com ataques efetivos e uma defesa extremamente intensa, o que fez com que o confronto ficasse praticamente definido. Gregg Popovich então colocou os reservas restando mais da metade no último período. Em seguida, o adversário fez o mesmo e os reservas não foram capazes de mudar o destino. O próximo embate acontece na terça, no AT&T Center.

As bolas de três de Danny Green salvaram no primeiro tempo (NBAE/Getty Images)

Baixo rendimento pós intervalo

Qualquer um que tenha visto o jogo pode afirmar que o Spurs não foi o mesmo depois do intervalo. O Heat se empolgou, tanto na defesa quanto no ataque, e isso afetou diretamente o resultado da partida. Se no primeiro tempo a equipe texana contou com Danny Green e Gary Neal convertendo bolas importantes e Kawhi Leonard dando uma verdadeira aula de defesa ao grudar em LeBron James, na segunda metade faltou empenho. Ainda no terceiro quarto, o alvinegro de San Antonio mostrou sinais de quem ia levar um jogo enroscado com os adversários, mas não manteve o ritmo e sofreu com a forte marcação dos mandantes. Mario Chalmers, Ray Allen e Mike Miller foram importantes na arrancada, fazendo com que The King finalmente se soltasse. O armador da franquia de Miami se destacou, convertendo seis de seus 12 arremessos de quadra no terceiro período. Agora, a franquia da Conferência Oeste tem a chance de liquidar a série em casa, desde que evite cometer os erros que apresentou no jogo 2.

Prós e contras

Pode-se dizer que a defesa feita por Kawhi Leonard em cima de LeBron James no primeiro tempo foi fantástica. O MVP da temporada começou a marcar pontos somente nos segundo finais do primeiro quarto. No entanto, o ala ficou devendo em alguns aspectos. Por um lado, o jogador do Spurs liderava o jogo em rebotes – foram sete deles antes do intervalo. Por outro, deixou de pontuar nos momentos em que mais ajudariam o time. Em outro setor, o time texano pecou em faltas. Danny Green e Manu Ginobili, nos momentos mais críticos de jogo, tiveram problemas com as penalidades e precisaram ir para o banco de reservas.

Mão calibrada

Danny Green proporcionou um verdadeiro show nos arremessos de três pontos na partida. O ala-armador do Spurs converteu os cinco tiros de longa distância que tentou, todos no primeiro tempo. O time texano totalizou oito cestas deste setor no jogo antes do intervalo, e terminou a partida com dez. Gary Neal também estava bastante inspirado e contribuiu com duas bolas certas em momentos em que a equipe precisava.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Danny Green – 17 pontos (6-6 FG e 5-5 3PT)

Tony Parker- 13 pontos e 5 assistências

Gary Neal – 10 pontos

Kawhi Leonard – 9 pontos e 14 rebotes

Miami Heat

Mario Chalmers – 19 pontos

LeBron James – 17 pontos, 8 rebotes e 7 assistências

Ray Allen – 13 pontos

Chris Bosh – 12 pontos, 10 rebotes e 4 assistências

Dwayne Wade – 10 pontos e 6 assistências

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Dando conta do recado

A semana que passou contou com uma vitória contra a principal equipe da temporada até o momento – o San Antonio Silver Stars foi o responsável pela quebra da invencibilidade do Chicago Sky (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Como eu já escrevi aqui nesta coluna, o Chicago Sky conta com um elemento surpresa neste ano: a novata Elena Delle Donne. O time vinha sendo dominante desde o início da temporada. Invencível, até enfrentar o San Antonio Silver Stars na sexta-feira (7).

No próprio AT&T Center, a equipe texana deixou um placar largo de 81 a 69. Danielle Robinson cumpriu seu papel e liderou o time com 18 pontos. Sua rapidez e habilidade são estratégias que o time de San Antonio tem explorado a fim de preencher a lacuna deixada por Becky Hammon na armação. Arrisco ainda a cogitar que essa posição (a de 1) seja mantida por D-Rob, e Hammon assuma definitivamente a 2 quando retornar. Os motivos?

A estrela nascida em Rapid City é originalmente uma ala-armadora. Com o tempo, no entanto, sua altura (1,68 m), que até o ensino médio era compatível com a posição em relação às adversárias, deixou de atender às principais características para o melhor aproveitamento de seu talento. Por isso, Hammon foi “adaptada” – que coisa, não? – a uma armadora (1).

Danielle Robinson tem cumprido bem sua missão de preencher a vaga de armadora principal do San Antonio Silver Stars, e deve continuar com ela mesmo após o retorno de Becky Hammon (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Outro fator que pode fazer com que Robinson fique no lugar de Hammon é a idade dessa veterana. Uma triste realidade, sim, mas já são 36 anos nas costas, os quais. somados a algumas lesões e incansáveis viagens. deixam o corpo de um atleta impossibilitado de dar seu melhor rendimento em quadra. E. se tratando de um esporte coletivo, se um elemento no jogo não consegue seguir o fluxo em perfeita sintonia, as coisas começam a dar errado – mesmo quando esse elemento é Hammon.

Por isso, a realidade de que “Becky Hammon não é para sempre” exige um planejamento por parte do treinador Dan Hughes para que a armação do time de San Antonio tenha uma jogadora capaz de preencher esse espaço com o máximo de proximidade possível às habilidades da que hoje o faz com tanta destreza.

Hoje, as Silver Stars ocupam uma posição delicada. Apesar do talento individual de cada jogadora, ainda não há como afirmar que esse é um time de estrelas. Pode estar perto. A já mencionada com frequência acima, Becky Hammon, mais Sophia Young e DeLisa Milton-Jones são nomes consagrados nas quadras femininas. Shameka Christon é respeitada.

Danielle Robinson e Danielle Adams são xarás que obrigam os adversários a tomar cuidado, e mais alguns anos de experiência as tornarão importantes personagens no cenário da WNBA. Jia Perkins é a sexta mulher perfeita para o elenco. Sua sintonia com a equipe teve início logo na primeira temporada em que se tornou parte do esquadrão das estrelas prateadas. Shenise Johnson está passando por uma adaptação demorada, mas demonstra muito potencial. Provavelmente terá uma faixa de crescimento como a das duas Danielles. Jayne Appel está pegando os rebotes que deve e será ótimo se continuar assim (finalmente), porém, precisa pontuar (com 1,93 m, formada em Stanford e depois de três anos como profissional é inadmissível uma média de carreira de 3,4 e 4,7 pontos e rebotes por jogo, respectivamente). As novatas deste ano ainda estão discretas. Portanto, não há muito a dizer (uma delas teve míseros 55 segundos na partida de domingo, contra o Chicago Sky).

Agora, o time de San Antonio ocupa a terceira colocação na Conferência Oeste. Para o atual cenário da WNBA, isso é bom. Foram duas vitórias e duas derrotas até o momento, todas contra times importantes e fortes: Indiana Fever (derrota), Los Angeles Sparks (vitória) e Chicago Sky (uma vitória e uma derrota decente). Neste domingo, o time de Elena Delle Donne se saiu melhor no duelo em sua casa, porém com dificuldade. O resultado final foi 72 a 70, com a cobrança de dois lances livres acertados pela estrela novata restando 4,8 segundos.

Os desafios das Silver Stars nesta semana são contra o Minnesota Lynx (terça-feira, 07) e o Los Angeles Sparks (sábado, 15), duelos que valem muito a pena de ser acompanhados!

Deu medo em todo mundo no começo, mas quando a bola foi colocada em jogo, o Phoenix Mercury decepcionou (PhoenixMercury.com)

Um olhar mais profundo

A situação está feia para o Phoenix Mercury. Mesmo com as esperanças altas devido à chegada de Brittney Griner e ao retorno das principais jogadoras, a equipe se encontra em quinto lugar no Oeste, com uma vitória e três derrotas. Vale ressaltar que nesse elenco falta apenas Penny Taylor, uma vez que Diana Taurasi, Candice Dupree, DeWanna Bonner e Samantha Prahalis se encontram saudáveis e presentes nas partidas. Será que a sorte vai mudar ou o rendimento dessa equipe está destinado à decepção do ano passado? Como não acredito em sorte, nem em destino – me desculpem, admiradores secretos (risos)! – ainda consigo prever uma reviravolta não só para o Mercury, como para outras franquias, como o Indiana Fever, atual campeão, que hoje está no último lugar de sua conferência, tal qual o Tulsa Shock, com um baita elenco, no lado oposto do país.